domingo, agosto 16, 2009

Burgos

Caminho com minha irmã pelas estradas de Burgos que levam peregrinos a Santiago. Ao nosso lado, uma loja de souvenirs ; do outro lado, uma loja oferecendo capuzes, roupas medievais.

Estamos em silêncio, minha irmã tenta acompanhar o meu ritmo, eu sorrio; estamos juntos há muitas estradas; porém é a primeira vez em que ela caminha lado a lado comigo. Não digo nada, mais tenho orgulho das suas passadas, das suas tentativas de enxergar o que há e chegar lá, mesmo com os calos, a dor no joelho e todos os boicotes da peregrinação.

Somos irmãos aqui e lá. Ela sabe disso, eu nem preciso dizer. Há realmente coisas que não precisam ser ditas, pois as ações falam por si e ditam as setas a serem seguidas.

Acordo...


E percebo que a caminhada foi um sonho
Ou pode ter sido lembrança de outras estadas sonhadas.

Calado, escrevo essa crônica, ainda lembrando do cheiro das ruas de Burgos e o quanto bravos todos nós somos por caminhar em direção a esse lugar que nem sabemos ao certo onde é ou como vamos parar.

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