sexta-feira, fevereiro 26, 2010

As mulheres estão mais difíceis

By Mauricio Santini
As mulheres estão mais difíceis... Isso é uma constatação. Com o advento da "libertinagem de expressão", seres femininos, que já eram confusas e quase indecifráveis, agora estão impossíveis de se traduzir.

É fácil beijá-las e até transar com elas. Sim, esta dificuldade ficou nos anos 50. A quase impossibilidade está em amá-las e ser amado por elas. Perderam a sensibilidade e colocaram uma capa protetora. São cada vez mais carentes e, desta forma, como apresentam a política atual da "tolerância zero", a defesa delas é atacar qualquer ser que tenha um membro (ou não..).

Não acreditam mais no amor. E se por acaso se rendem, querem fazê-lo ao amor bandido, ao impossível. Daí, quando a aposta não dá certo (e quase nunca dá certo mesmo - as pessoas se atraem por aquelas que gostam de bater, numa relação sadomasoquista), vestem a couraça e colocam todos no mesmo balaio.

As mulheres estão mais difíceis... Desconfiadas de tudo, de todos, até dos mais sinceros e leais. E como a essência delas é o carinho, é o afeto, o amor, desconsoladas aprenderam a se viciar. Bebem bem mais do que o costume, fumam muito e fazem o contrário daquilo que desejam. Sim, desejam verdadeiramente o amor, mas o rechaçam com as suas atitudes. Fica difícil amar uma concha que se fecha. Mesmo porquê ao abrir-se o faz de maneira desmedida e acaba dando de cara no muro.

As pessoas falam da sacanagem e da putaria que impera no mundo. Sim, é verdade. E isso poderia tornar as coisas mais fáceis, mas faz o efeito contrário! As mulheres são mais fáceis de abrirem suas pernas e mais difíceis de abrirem seus corações. Os homens que buscam o amor ficam à deriva. E um mundo de relações rasas passa a contar seus dias...

Elas me reclamam: - Agora os homens não querem nada com nada e a gente vai nessa onda!
E eles me narram: - Não dá pra ter coisa séria com mulher. Só tem vagaba!

Percebem? Ninguém quer nada com nada, mas existe uma raspa do tacho de luz! Há mulheres e homens, na própria acepção da palavra. Gente honrada e que vai ao encontro dos seus ideais. Gente que erra, mas se levanta e procura fazer valer suas virtudes.

E se você não quer morrer afogado nesta onda, basta não entrar nesse oceano de perdição. Se quer entrar então não reclame das ondas. Vá cada vez mais fundo até quando não der mais pé... E vou pro lindo lago do amor (Gonzaguinha).

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

CRUZADA


Tudo começou com um aviso,
Terminou numa caçada;
E acabaram crucificando
O errado
Na beira da estrada;

Quem apontou
Achou que acertou,
Que fazia o bem,
Sem entregar ninguém,
Pois era preciso
Mostrar os perigos
Daquela jornada;
Mas acabou-se
Iniciando uma cruzada
Contra “quem errou”
A troco de nada!

No final,
Apenas ficou
A impressão
Que não era pela informação;
Era apenas
Preconceito em ação!
Toda cruzada começa assim;
Boa intenção
E acaba
Na violência
Da proibição!!!

O PRESENTE – UM PEDACINHO VIVO DA NATUREZA

Por Wagner Borges

Recentemente, você adquiriu um cachorro e se afeiçoou a ele.

E descobriu que o bichinho tem personalidade própria e apresenta emoções bem definidas. Ele brinca, rosna, faz birra e quer mandar no território.

Ou seja, parece gente, não é mesmo?

Agora, falando bem claro, é mais interessante para você “estar com o cachorro, do que ele estar com você”. Isso porque ele tem a natureza dele e, de um jeito ou de outro, aprende o que precisa. Mas, você, está aprendendo algo novo ao lidar com ele.

E o seu coração ficou mais luminoso.

Então, agradeça ao Papai do Céu por ter lhe dado a chance de compartilhar amor com um bichinho. Por Ele ter feito seu caminho se cruzar com o destino do cão, para progresso e benefício de ambos.

Por Ele ter lhe emprestado, por um tempo de vida, um pedacinho vivo da natureza, para fazer seu coração brilhar mais.

O Papai do Céu é o Cara!

- Companhia do Amor –
A Turma dos Poetas em Flor.
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Porto Alegre, 15 de julho de 2009.)



ALGO MAIS... UMA LUZ, UM AMOR – II*
(Toques Espirituais Para um Amigo Íntegro)

Não, não pergunte a quem não sabe.
Pois ir ao cemitério nada resolve.
Não pergunte ao chão o que só as estrelas sabem.
A tumba é fria, como um coração enlutado.
E como pode ser isso? Saudade não nasce nas geleiras.
E o coração é lugar de amor, não de trevas.
Há algo mais... E você sabe. Um Amor, uma Luz.
Mas eu sei que sua mente não entende o que o seu coração sente.
Como eu sei que as músicas que você gosta continuam tocando...
Porque a vida continua... Sempre! E você rirá novamente.
Eu sei disso porque conheço a nobreza do seu caráter.
Você é forte, sempre foi. E agora, mais ainda.
E você sabe que a existência não se resume ao que você pensa.
E nem os seus sentidos são a medida do universo.
Você é inteligente, sempre foi. E sabe que há algo mais...
Por isso, não aceite pêsames de ninguém. Nem negue o que você sabe.
Pelo contrário, encha-se de toques de luz que lhe falem de sabedoria.
Sua dor é sua, e ninguém pode aquilatá-la, assim como a sua luz.
Eu não tenho pêsames para lhe dar. Você me conhece e sabe o que penso.
Não, não há morte! E eu não posso lhe provar isso – nem para mais ninguém.
O que posso é ser seu amigo e lhe dizer o que penso. E ser íntegro e claro.
E, assim, pela liberdade de nossa amizade de tanto tempo, lhe dizer o seguinte:
“Não, não pergunte à tumba. Pergunte às estrelas. E deixe seu coração sentir.”

P.S.:
Leia bons livros.
Escute as músicas que gosta.
Continue seus estudos espirituais – agora, mais ainda.
Não deixe sua mente congelar seu coração.
Não deixe de se emocionar com um pôr de sol.
Vá até uma praia limpa e olhe o mar. E, sem vergonha, abra-se para ele...
Não deixe sua companheira na mão só porque você está triste.
Pegue na mão dela e vá namorar bastante, não por fuga, mas por amor.
Não escute pessoas negativas. Pelo contrário, cerque-se de boas companhias.
Não traia o seu coração, jamais! Você sabe que a vida continua... Sempre!
E, por favor, não visite o cemitério. Sua filha não está lá, e você sabe.
Nada de hipocrisia por causa da dor de uma perda. Você sempre foi íntegro.
E não me sacaneie pedindo alguma mensagem dela. Você sabe que não é assim.
E você tem discernimento suficiente para superar isso e tocar a vida...
Se eu souber de algo, claro que lhe informarei. Se não, paciência!
Eu não mando no mundo espiritual. Aliás, não mando nem em mim mesmo.
Então, é isso. Aqui não tem pêsames, só tem discernimento e clarinadas espirituais.
Porque tem algo mais... Além de você, sua filha e eu... Um Amor e uma Luz.
E não se esqueça: tumbas não gostam de música. Mas as estrelas adoram.
Em homenagem à sua filha, escute mais música e faça sua mulher feliz.
E não deixe de ser o cara íntegro que eu sempre tive a honra de chamar de amigo.
Meu amigo, a vida segue... E é maior do que eu, você e qualquer um.
Então, vá namorar e ser feliz. Você merece. E sua filha também ficará feliz.
Porque o lance dela agora é em outro plano, lá nas estrelas, sempre viva...
Ah, como eu gostaria de levá-lo até lá... Mas, você sabe: eu não mando em nada!
Quando for possível, eu lhe direi algo. Por enquanto, cure sua dor.
E saiba que amigo real não dá pêsames, só aponta para a luz...**

Paz e Luz.

- Wagner Borges – seu amigo, não seu mestre***.
São Paulo, 08 de fevereiro de 2010.

- Nota:
* A primeira parte desse texto foi postada recentemente.
** Pedi permissão ao meu amigo (o qual deixo no anonimato, por motivos óbvios), para divulgar esses escritos que fiz para ele. Isso porque, talvez, a leitura dos mesmos possa passar algo bom para outras pessoas em situação semelhante. Assim como passou energias boas ao meu amigo e sua esposa.
Há coisas que não têm preço: uma delas é um grande amigo (a), ou um parceiro (a) sadio trilhando junto na jornada da vida.
E é na hora das provas que se vê a têmpera e o caráter de cada um.
Como diz um ditado popular, “você só sabe se o saquinho de chá é forte quando o coloca na água quente.”
E eu fico aqui pensando no contraste da escuridão das tumbas com o brilho das estrelas... E na alegria de sentir o Grande Coração da Vida Universal pulsando em todos os corações, na Terra e além...
*** Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som uma coletânea de músicas do grande vocalista negro inglês Seal. Eu mesmo montei a seleção, extraída de diversos CDs dele, porque aprecio muito o seu trabalho. Destaque para seis canções, de CDs diferentes: “State of Grace”, “Show Me”, Lost My Faith”, “Rolling”, “Heavenly”, e “Kiss From the Roses”.

Sobre o Professor Wagner Borges e o IPPB, acesse:
http://www.ippb.org.br/

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Pernas de Hermes, Asas de Mercúrio

Minha perna está tremendo;
Será Parkison,
Meu chefe
Ou a minha vizinha?

Minha perna está tremendo;
Será a vontade de ficar
Ou o desejo de ir?

Minha perna está tremendo;
Falta firmeza
Ou estou novamente
Com as pernas na frente do coração?
Minha perna está tremendo;
Santo Hermes,
São Mercúrio,
Me ajudem!!!
Nos meus pés
Nasceram outro par de asas.

TARCÍSIO

Certas palavras estranhas da minha infância tem sido o gatilho certo para algumas lembranças que transcendem o tempo que eu era criança. Quando ouço em minha mente essas palavras é como se eu voltasse a uma memória que ficou um bom tempo parada sobre um mundo diferente, uma dimensão paralela que eu sempre estive, apesar de eu estar aqui agora.

Sei que o que vou dizer vai cair na categoria de recordações de outras vidas, mas insisto, não rotulem essas palavras em isso ou aquilo; falo de algo novo, que nunca li nos livros e é claro, que se encaixa em paranóia ou doideira, mas se houver ao menos uma outra pessoa que já tenha passado por isso, já fez valer esse relato.

Tudo que é novo é confuso, ainda mais quando é vestido de velho. Às vezes, compreendo perfeitamente o que lembro, outras vezes minha mente vagabundeia por diversas teses, nenhuma delas que eu possa sair por aí falando, sem que eu seja colocado numa camisa de força.

Contudo, esses nomes mágicos quando ditos, quando lembrados são como mantras que repetidos no tom certo, acordam em mim a consciência de que sou maior do que o que penso ser.

Despertando


Há uma luz interna, uma certeza latente,
Que tal como semente, espera o momento de germinar;

Ha uma experiência de amor, uma companhia ausente,
Que tal como dia apos a noite não tardara a chegar;

Ha uma bondade intensa, um querer bem crescente,
Que tal como mãe sorridente, olha pro filho e só quer amar;

Cada momento, um sentimento;
Cada sentimento, uma experiência;
Em cada experiência, se vislumbra a essência,
Da centelha divina que esta em você, esta em mim
E não por acaso vive aqui,
Desaprendendo a chorar e comecando a sorrir;

Pois a semente ja é árvore, só precisa experimentar o crescer,
O amor já é realidade em você, só precisa de outro que te ajude a saber,
E o bem se esconde além das verdades de onde começa eu e termina você.

ALINHAMENTO ESPIRITUAL II

Por Wagner Borges

Da mesma forma que uma pessoa deixa de andar na grande avenida, quando entra num beco, algumas pessoas se permitem entrar em becos emocionais - dentro delas mesma.
E quando fazem isso, saem da grande avenida da vida e entram em climas obscuros.
Dentro do beco escuro de seus recalques e emoções mal resolvidas, tornam-se vítimas de si mesmas, presas de monoideísmos variados e sob sérios riscos de estagnação psíquica. E o pior: na escuridão do beco também estão entes estranhos, ligados por sintonia espiritual nas mesmas condições doentias.

Quem se prende em emoções densas, perde a liberdade de transitar pelas grandes vias da consciência lúcida e sadia. Porque, para ser livre, é preciso coragem de romper com os padrões antigos e desgastados, e abraçar a Luz, de frente, sem medo do Amor Real.

Em contrapartida, quem abraça o ódio, torna-se escravo de si mesmo e paga o preço alto de andar na companhia de seres trevosos, que se ligam psiquicamente em sua aura* e aderem ao seu corpo espiritual**, configurando, assim, um processo de simbiose psíquica deletéria. Isso porque o “semelhante atrai o semelhante!”
Por isso, os mentores espirituais de todas as tradições sempre aconselharam aos homens a extirparem às ervas daninhas da arrogância e da intemperança de seus “jardins internos”; de suas vias conscienciais (mentais, emocionais, e vitais).

O coração do homem é lar da Luz, e não pode ser corrompido, de forma alguma.

Urge que cada um se aperceba da necessidade de enfrentar os seus medos e desilusões, caminhando em frente, resoluto, para a avenida do bom senso e da Luz.

Vencer a si mesmo, essa é a tarefa magna do Ser. E isso não é um jogo de palavras místico, é a realidade chamando para o real despertar da consciência.

Ficar no beco escuro de si mesmo é uma forma de autodefesa do ego, mas impede a caminhada do Ser pelas largas avenidas da consciência cósmica. E empata a expressão criativa e a alegria de viver e amar. A senda é em todo lugar, menos no beco.

Para evitar a Luz do esclarecimento, muitos se escondem atrás de padrões psíquicos de auto-sabotagens variadas. E fazem isso como se fosse algo natural se escorar nas trevas de dentro delas mesmas. E como vários espíritos desencarnados fazem isso também, uma coisa leva a outra... Então, os corações se tornam prisões e se encontram no mesmo beco, sujeitos aos intercâmbios conscienciais doentios.

Os becos de dentro estão cheios de auto-culpas e emoções desencontradas. São como “cacos psíquicos” espetando os pés de quem fica por ali. Mesmo assim, os homens teimam em não ir para a via luminosa que os chama para o progresso e a manifestação sadia e consciente. Preferem ruminar emoções e apegos variados... E, muitas vezes, regurgitam isso como condições psíquicas negativas, ou tendências autodestrutivas, de difícil solução.

O Alto só pode apontar a direção das vias luminosas e exortar os homens a se esforçarem mais em suas jornadas internas. Compete aos próprios homens o esforço de se movimentarem em direção a Luz, saindo dos becos escuros e vencendo a si mesmos.

As trevas são sedutoras e enganosas, e parecem confortáveis; mas drenam as energias e adoecem o Ser. E formam correntes de dor por entre os inumeráveis planos de manifestação, ligando, assim, encarnados e desencarnados nos intrincados processos das obsessões espirituais.

Por isso, o Alto exorta novamente aos homens: “Avante! Saiam dos seus becos escuros e rumem para a Luz! Curem-se das desditas e malefícios gerados por suas escolhas e atitudes equivocadas. Reajam contra a curriola dos pensamentos negativos que assediam suas mentes, e exonerem as mágoas e sujeiras psíquicas de dentro do próprio coração. Se escorem na Luz e implementem mais criatividade e alegria em suas vidas.

Não se deixem enganar: o lugar de vocês é na Luz, sempre foi...”

Despertar a consciência é preciso! Então, avante, para a Luz... Porque, quem quer mais Luz, que seja Luz.

Paz e Luz.

- Ramatís e Os Iniciados*** -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 12 de fevereiro de 2010.)

- Notas:
* Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
** Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Sinonímias: Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
*** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são “iniciados” em fazer o bem, sem olhar a quem.
Obs.: A primeira parte desse texto foi recebida no ano de 1997, e depois publicada no meu livro “Viagem Espiritual – Vol. 3”. Como o mesmo apresenta correlações diretas com os apontamentos desses escritos atuais, estou postando-o no final dessas notas (incluindo um pequeno glossário sobre os chacras). É extenso, mas vale a pena como esclarecimento nesses estudos espirituais que tanto apreciamos.
Esclareço, ainda, que fico muito contente de disponibilizar textos com esse conteúdo pelo mundo a fora... E agradeço ao Grande Arquiteto Do Universo, por me permitir essa ação sadia. E me sinto, cada vez mais, muito honrado por isso.
Então, vamos firme... Sempre na Luz.

ALINHAMENTO ESPIRITUAL

O ser humano vive em dois universos simultaneamente: o universo mental, com suas idéias e aspirações, morada da inteligência; e o universo emocional, com seus desejos e tendências adquiridas nas experiências das várias vidas da alma, morada das emoções.

A energia é o elã vital que une e direciona as idéias e emoções para a manifestação da alma no seu estágio evolutivo no "casulo físico".

Os seres espirituais dos planos sutis, com a luz maravilhosa do seu amor universal, convidam todos, através do discernimento e da intuição profunda, ao alinhamento espiritual.

Ou seja, o alinhamento das idéias e aspirações humanas às idéias e aspirações cósmicas; o alinhamento das emoções humanas aos sentimentos sublimes de fraternidade a todos os seres e o alinhamento energético dos chacras* e da aura humana às correntes de luz da vida em todos os planos.

Esse alinhamento espiritual independe de conjunções de astros, de abertura de portais, de eventos místicos, de rituais religiosos ou de atividades esotéricas. É processo evolutivo, em que os seres de luz convidam todos para a expansão da consciência. O rumo de todos é a Consciência Cósmica, o Amor Universal e a fusão com a pura luz.

Esse alinhamento ocorre invisivelmente na alma de todos. É progressivo e irreversível, na Terra e em outros orbes. Ele se processa no Bem que se faz aos outros; no esclarecimento espiritual do ser; na compaixão manifestada diariamente; no esforço sincero de renovação consciencial; no equilíbrio em si mesmo; no respeito a todas as formas de expressão; na natureza das boas idéias e, principalmente, no estar bem consigo mesmo e com o próximo, lembrando-se de que tudo que está vivo é seu próximo e seu irmão.

Esse é o verdadeiro alinhamento espiritual: "Mente boa, coração amigo e energias sadias.”

* * *

Os seres de luz nos chamam. É hora de dirigirmos nossos objetivos de vida aos objetivos da Consciência Maior: CONSCIÊNCIA, AMOR E EVOLUÇÃO DE TODOS !
Que cada um saia de sua "toca consciencial" e erga a consciência ao infinito, em si mesmo e no TODO.

O ser humano e o espaço sideral são irmãos, macrocosmo e microcosmo, imersos na vastidão do AMOR SUPREMO, e filhos da mesma LUZ.

* * *

Os seres de Luz estão chamando. É hora de sairmos da "idiotia consciencial" e do atraso evolutivo. Vamos romper a "casca" dos nossos egos e viajar juntos na imensidão de um sorriso.

Os seres de Luz nos chamam. É hora de pararmos de andar em círculos. Sigamos retos, sem titubear, na direção da LUZ, de volta para casa, alinhados espiritualmente ao TODO.

Paz e Luz.

- Os Iniciados -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual – Vol. 3” – Editora Universalista – 1998.)

- Nota:
* Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. Suas características básicas são as seguintes:
- Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de “epífise” - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.
- Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise – pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é conhecido como “Ajna”, o centro de comando.
- Chacra Laríngeo - é o centro de força situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Está ligado à glândula tireóide. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chacras da cabeça. É o chacra responsável pela expressão criativa – comunicação - do ser humano no mundo. O seu nome em sânscrito é “Vishudda”, o purificador.
- Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é “Anahata”, o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.
- Chacra Umbilical – é o centro de força abdominal, responsável pela energização do sistema digestório. Está ligado à glândula pâncreas. É considerado o chacra das emoções inferiores. Quando está bloqueado, causa enjôo, medo ou irritação. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. É chamado em sânscrito de “Manipura”, a cidade das jóias.
- Chacra Sexual - é o centro de força responsável pela energização dos órgãos sexuais. Está ligado às gônadas – glândulas de reprodução – testículos no homem; ovários na mulher. Quando está bloqueado, causa impotência sexual ou desânimo. Quando super-excitado, causa intenso desejo sexual. Bem desenvolvido, estimula o melhor funcionamento dos outros chacras e ajuda no despertar da kundalini. É o chacra da troca sexual e da alegria. O seu nome em sânscrito é “Swadhistana”, a morada do eu – ou morada do sol; ou a morada do prazer.
- Chacra Básico – é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bionergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é “Muladhara”, a base e fundamento do corpo.
Obs.: Kundalini é um tema complexo para explicar por e-mail. O seu estudo envolve o conhecimento aprofundado dos chacras, dos nádis que correm ao longo da coluna - ida, pingala e sushumna -, e das glândulas endócrinas, bem como um conhecimento básico dos yantras e bijas-mantras específicos para sua ativação.
Kundalini - do sânscrito - significa literalmente "enroscada". Esse nome deve-se ao seu movimento ondulatório que lembra o movimento de uma serpente. Daí a expressão esotérica "fogo serpentino". Ela também é chamada pelos iogues de "Shakti" - do sânscrito - a força divina aninhada na base da coluna.
Kundalini nada tem a ver com o sexo diretamente, muito embora seja a energia que ativa e vitaliza a sexualidade. Devido à prática de exercícios tântricos que envolvem a contenção do orgasmo, quando esse conhecimento chegou ao Ocidente foi logo desvirtuado. Hoje, esse tema surge associado a rituais e posturas sexuais aqui no Ocidente. No entanto, o despertar da kundalini é um processo puramente espiritual e energético em essência. Envolve a ativação dos chacras, principalmente do chacra cardíaco, que equilibra e distribui corretamente o fluxo ascendente da shakti ao longo dos nádis. Não significa acender um foguete esotérico no traseiro e decolar pelos nádis ao longo da coluna, como muita gente imagina. "Acender" não significa necessariamente "ascender".
Particularmente, não gosto do processo de despertar da kundalini que é feito por grupos esotéricos ocidentais. Prefiro o trabalho mais energético e naturalista do Yoga.
Obs.: Aqui não estão relacionados os chacras secundários, incluindo nisso o chacra esplênico, em cima do baço.

LIAMBA - O REMÉDIO

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Zé Vai Com Os Outros


Ele tinha certeza
Da existência de Cristo,
Até o dia que leu
Em algum artigo,
Que Jesus,
Talvez...
Nem tenha existido.

Tudo o que ele sentiu,
Todas as graças que alcançou,
Todo o amor que fluiu,
Se evaporou...

Ficou claro!
Que as letras que ele leu
Tinham mais força, é fato!
Do que o que se passava,
No coração seu.

Para onde foi a certeza?
Que lhe abria o sorriso!
Que lhe trazia alegria!
Dissolveu-se nas letras...

Letras
De quem nunca sentiu o que ele sentiu,
De quem nunca viu o que ele havia visto.
Sobrou fé - faltou certeza!

Caro Zé;
Coisa triste é!
Trocar o que sentimos com o Todo,
Pelo que pensam os outros...



A ÁGUA E ELA – VIDA E BENÇÃO

Por Wagner BorgesChuva,
Água que desce do Céu.

Lágrima,
Água que brota dos olhos.

Oceano,
Água que dança.

Rio,
Água que corre.

Cachoeira,
Água que canta.

Homem,
Corpo Água.

Terra,
Planeta Água.

Banho,
Água que limpa.

Golfinhos,
Alegria na Água.

Baleias,
Canto na Água.

Passes...
Água energizada.

Hemodiálise,
Água filtrando no corpo.

Vida,
Água, Água, Água...

Ah, Água,
Mãe de todos nós.

P.S.:
Terra: 70% de Água.
Corpo humano: 70% de Água.
Água, Water, Pani, Vari...
Nomes diferentes, mas o milagre é um só:
A VIDA!

(Dedicado a Ela*).

Paz e Luz.

- Wagner Borges –
São Paulo, 11 de fevereiro de 2010.

- Nota:
* Ela – é uma consciência espiritual evoluída que trabalha com as energias das águas, e que opera extrafisicamente na sintonia dos seres marítimos, notadamente os golfinhos e as baleias. Ela sequer apresenta uma forma definida. O seu corpo espiritual é como uma imensa atmosfera líquida azulada. Aonde Ela chega, irradia amor e alegria, limpando as coisas pesadas que os homens manifestam com suas formas mentais estranhas.
Ela é um Ser de Luz, gentil e pacífico, que tive a honra de conhecer ontem, durante um trabalho de energia com os 120 participantes do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB. Na verdade, eu já vinha sentindo sua presença sutil há tempos, mas só ontem eu pude identificá-la claramente. E até agora eu estou sentindo suas energias amorosas, e com o coração tocado por sua alegria incondicional.
Ah, Ela não julga nada nem ninguém! Só quer passar alegria e abraçar a todos. E como não apresenta braços, porque sua forma é de uma massa de energia em forma líquida, Ela envolve o ambiente e abraça a todos - encarnados e desencarnados.
E eu a vi envolvendo a um grupo de espíritos infelizes e dissolvendo suas energias pesadas, e passando-os para um portal luminoso, para a devida ajuda. E Ela irradiava algo integrado, como um pensamento/sereno/amoroso, que me pareceu ter o seguinte conteúdo: “Só o Amor dissolve os ganchos do ódio e parte as correntes da dor!”
Ah, Ela! Muito obrigado por você ter vindo. E por ter deixado, não só a mim, mas aos meus colegas de jornada espiritual e humana, cheios de contentamento e amor.
É uma honra ter recebido o seu abraço. E não me importa o que você é (deva, extraterrestre, elemental ou espírito), ou de onde veio, tanto faz. O que interessa é esse amor que estou sentindo até agora, que me faz pensar em você até quando tomo um copo de água ou um banho. Que me faz agradecer a vida que a Água propicia.
Ah, Ela! Eu não sei o que você é, mas sei o que você fez comigo e a semente de luz que deixou em meu coração. E, agora, eu lhe faço um pedido: se for possível, que você abrace esses escritos e passe essa alegria e esse amor através dessas linhas, para que quem as leia, também sinta uma semente de luz brotando em seus corações.
Ela, Amor, Alegria, Água, Vida...
Só há uma palavra que pode definir tudo isso: “OBRIGADO!”

Epa hey, Oyá!

Encontrei, por acaso, um curta-metragem bem interessante, realizado pelo animador paulista Carlos Eduardo Nogueira. Nele, Iansã, a orixá dos ventos e das tempestades, é transportada da África antiga para o Japão futurista. A idéia do diretor foi justamente contar a história de um mito iorubá contextualizando-o nos dias atuais. O filme, que anda circulando por festivais ao redor do mundo, levou o prêmio de melhor curta na última edição do Festival de São Petersburgo.
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Vale a pena assistir a produção, cole o link abaixo em seu navegador:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4839#

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Mas, antes, um aviso importante: no Candomblé, o sexo não é pecado. Portanto, não há heresia em mostrar Iansã mantendo relações com outros orixás. Aliás, não há como entender o mito de Iansã sem a presença da sensualidade e da energia sexual. O curta, além disso, em nenhum momento se apresenta como produção religiosa. É apenas um filme, que conta uma bela história. A narração é de Milton Gonçalves.


Yansan
Gênero Animação, Conteúdo Adulto
Diretor Carlos Eduardo Nogueira
Elenco Milton Gonçalves
Ano 2006
Duração 18 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Local de Produção: SP

Ficha Técnica
Produção Mayra Lucas Roteiro Ruggero Ruschioni, Carlos Eduardo Nogueira Som Direto Simone Alves Produção Executiva Paulo Boccato, Mayra Lucas Montagem Carlos Eduardo Nogueira Música Ruggero Ruschioni Produção Musical Ruggero Ruschioni

Prêmios
Melhor Animação no Festival Tudo sobre Mulheres 2006
Melhor Filme - Júri Popular no Festival Tudo sobre Mulheres 2006
Melhor Filme no Festival de Vitória 2006
Melhor Trilha Sonora no Festival de Vitória 2006
Prêmio Porta Curtas no Festival do Rio 2006
Melhor Curta no Goiânia Mostra Curtas 2006
Melhor Filme no Multivision - Festival Internacional de Animação de São Petesburgo 2006
Melhor Filme no Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual 2007
Prêmio do Júri no St. Petersburg International Animation Festival 2006

Festivais
Anima Mundi 2006
Clerrmont-Ferrand Film Festival 2007
Festival Internacional de Curtas de São Paulo 2006

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

MEU NOME É RULI GAN

Há uma alegria que transborda pela vida quando fazemos parte de uma torcida. A energia do grupo, o bradar coletivo, a massa em uma só cor, um só canto; avançando em bando rumo ao estádio, que sacode como se fosse um terremoto, perante ao momento do jogo; e nesse instante, abraçamos uns aos outros e gritamos: é gooollll!!!

Mas a melhor parte é quando saímos do estádio e dançamos e bebemos em celebração. A união é tamanha, que acredito, não existir no mundo, maior satisfação do que essa comemoração com os nossos amigos.

Nesse clima tão fraterno, não sei em que momento, algo mudou o que havia por dentro de mim. A alegria virou fúria, o amor à nossa camisa transformou-se em ódio pela camisa do outro.

Quando, meus amigos e eu, vímos a outra torcida se aproximando e nos xingando, incitando a briga, só lembro, que algo mais forte que a minha vontade tomou de conta, e quando me vi, eu já estava na porta do bar, com um pedaço de madeira na mão...

Fácil culpar o diabo, mas acho que na verdade, sentimos algo anscestral e muito bom, uma lembrança de algo que nunca vivemos por aqui, mas estava dentro de cada um de nós. Não posso falar sobre o que sentiram os outros, mas enquanto brigavámos, enxergavámos uma satisfação coletiva tão intensa em nossos rostos; e a medida que o sangue começou a correr pelo nariz do adversário, mas selvagem ficamos e avançamos para o golpe final.

Enquanto pisavámos o inimigo caído, olhavámos uns aos outros, e nos reconhecíamos: éramos todos irmãos de camisa, e amigos da alma.

A polícia tentou nos intimidar, mas já era tarde demais, nada no mundo conseguiria parar o nosso grupo, que àquela altura, já era mais que uma torcida, éramos guerreiros tribais lutando por nossa terra, por nossso direito em declarar guerra ao invasor, ao outro torcedor que invadira as nossas fronteiras.

Quando acordei essa manhã, com o gosto ainda da luta em meus punhos e em meus lábios, vesti minha camisa, coloquei a minha gravata, arrumei a minha pasta e fui para o meu escritório de advogacia na Avenida Paulista.

A semana do trabalho começou, mas no sábado que vem, a jornada continua...

"Eu sou da Galera Jovem,
não tenho medo de ninguém!!!
Eu sou da Galera Jovem,
Que mata um, que mata cem"

domingo, fevereiro 21, 2010

Mãos à Obra

“O Universo reforma a si mesmo
de acordo com a imagem
que cada um tem da realidade”

Acreditando que isso seja verdade,
pedi ao Universo algo que eu queria;
e passei a observar se o Universo me daria
o que pedi diretamente,
ou se usaria outro remetente, para a entrega.

Passou-se dias,
talvez anos,
mas o que pedi,
eventualmente veio,
mas não no tempo que eu esperava.

Será que pedi direito?

Ficar dependente de pedidos ao Universo
dá nisso,
queremos em banda larga,
o Universo entrega em conexão discada.

Acho que está na hora
de fazer as coisas
Por mim mesmo!!!

POR TODAS AS NOSSAS RELAÇÕES...

By Wagner Borges


Por todas as nossas relações, o respeito à essência de cada um.
Por todos os nossos sonhos, a realização dos nossos melhores potenciais.
Pela nossa liberdade, o respeito à liberdade dos outros.
Por nossos corações, a abertura para um Grande Amor.
Pelas nossas canções, a inspiração que vem das esferas astrais.
Pelos nossos chacras, um banho de energia e alegria.
Pela Luz que nos guia na jornada, uma grande honra.
Pela Terra, nossa sagrada Mãe, um grande agradecimento.
Pelas estrelas, nossas irmãs, um chamado universal.
Pelo Grande Espírito, simplesmente, TUDO!

P.S.:
A magia do Grande Espírito está no coração do homem.
Vermelha, branca, negra, ou amarela, tanto faz a cor da pele.
A trilha é dentro de cada Ser, e tem a cor da Luz.
Ninguém é superior ao outro. E só o Grande Espírito conhece a todos.
O guerreiro da Luz nada teme, nem a si mesmo...
Porque ele vê o Coração do Grande Espírito em tudo.
Ele canta o valor da vida e dança igual criança...
Porque ele não está preocupado em ter, mas, em SER.

(Por todas as nossas relações... Paz e Luz!)

- Dedicado aos meus amigos Vítor Hugo França, Patrícia Sukha, Maísa Intelisano, Marisa Oliveira, Lucivaldo Bezerra, Leonardo Dolfini, Leandro Dolfini, Sérgio Scabia, Rodolfo Fonseca, Evaldo Ribeiro, Aurio Corrá, Antonio Viviani, Rafael Cury, Ademar Gevaer, Marco antonio Petit, Ingrid Friedrichin, Atílio Loss, Sevananda, Janete, Fernando e Nair Cortijos, Ebehart Schoppan, Fábio Muranaga, Marcela Valle, Glauco e Flávia Adalgiza, Juan Donoso, Beatriz Deak, Fiore e Ana, Ricardo Gafanhoto, Fábio Pires e Jaqueline, Alex Alprim, Maria Mendonça, Claudia Sper, Andrea Cozzara, Gilberto Schoereder, Victor Rebelo, Ana Matsui, Luis Fernando Migrone, Maurício Santini, Emilio Cid, Fábio Fonseca, Norma Carvalho, Marcos de Araújo Santana, C.H., Joyce Montenegro, Leonardo Hipolito, Ivan Fernandes Salina, Izildinha Lacativa, Fernando Golfar, Aesenio e Zelinda Hipolito, Marcus Viana, Rogério Augusto, Iris Poffo, Augusto Pinho, Edson Porto, Edmilson Federzoni, Reinaldo, de Guaíra, Jaqueline Mikondo, Dirce Bustamante, Dunga, Irene Carmo Pimenta, Francisco Oliveira, Luis Medeiros e Karen, Eneida Leal, Cristiane Acica, Tania Lima, Juliana Horai, Renato Stella, Wladimir “Beach Boy”, Luciano, de Vitória, e tantos outros, encarnados e desencarnados, por esse mundão de Deus...

- Wagner Borges – pequeno espírito nas ondas de um Grande Amor...
São Paulo, 12 de fevereiro de 2010.

Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som uma bela canção do grande vocalista negro inglês Seal. Trata-se da balada “This Could Be Heaven” – que é um dos sucessos do Seal presente em seu mais recente lançamento, a coletânea “Hits” – faixa 12 do segundo CD da edição especial dupla.
Obs.: Essa música também está presente na trilha sonora do filme “Um Homem de Família” (“The Family Man” – com os atores Nicholas Cage e Tea Leone; lançada no ano de 2000). É a 1ª faixa do CD.

sábado, fevereiro 20, 2010

ATENTO


Um rapaz,
que nunca vi,
fala sobre a minha vida;

Uma senhora,
que nunca me viu,
conta a minha história;

Minha vida é pública
E nem sou celebridade;

Ou é muita coincidência
Ou tudo o que acontece no mundo
Tem ligação com a minha jornada;

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Rainha por um dia

Por Jaqueline Lima Santos*Eu, mulher preta... nasci na Bahia, meus pais vieram para São Paulo quando eu ainda era criança. Fomos morar em um bairro de periferia na zona sul, e assim como nós, ali haviam pessoas de diferentes regiões do país que migraram a procura de uma vida melhor e viviam em centenas de casas amontoadas. O saneamento passava por alguns lugares, o asfalto também, mas era comum andar em ruas com esgoto a céu aberto, ver casas de madeiras sendo levadas em dias de chuva, e algumas vezes corpos no chão, e para complementar este cenário eu e meus amigos e amigas brincávamos nas ruas depois do horário de escola. Nas ruas encontrávamos nossas atividades extra-escolares.

Ah, esqueci de me apresentar! Meu nome é Jamile, hoje resolvi contar a minha história de mulher preta, isso mesmo que você acabou de ler: MULHER PRETA! Eu já fui moreninha, morena, cor de jambo, parda, mulata, marrom bombom, mas hoje eu sei bem o que eu sou.

Quando era criança tinha que acordar bem cedo para ir a escola, e quando chegava adorava brincar na rua, eu brincava de tudo: de boneca, esconde-esconde, futebol, rouba bandeira, e a minha preferida era polícia e ladrão. Quando dava umas 18h00 a gente via aquele monte de cara preta apontando na esquina da rua, eram nossas mães chegando de seus trabalhos. A maioria dos meus amigos não tinham pais, e a chefe de família era uma mulher preta. Elas chegavam, colocavam a gente pra dentro de casa e cumpríamos o restante do ritual diário: tomar banho, jantar, arrumar as coisas e ir dormir.

Quando eu entrava no banheiro a primeira coisa que fazia era olhar no espelho, e lembro-me que por ficar a tarde inteira no sol meus cabelos crespos ficavam queimados, logo a parte de cima ficava um pouco mais clara. Eu sempre me dirigia a minha mãe dizendo que estava ficando loira, e isso me dava mais vontade de viver o dia seguinte para que meu cabelo queimasse ao sol, quem sabe um dia eu ficaria loira de verdade. Quanto mais ficava no sol mais a minha pele escurecia, mas o fato do cabelo ficar claro me fazia crer que um dia eu poderia ser loira, como a Eliana, a Angélica, a Xuxa, as Pakitas e tantas outras referências que a televisão me colocava quando ainda era criança.

Eu sempre aprendi a ter Fé, e as pessoas diziam que nós deveríamos usar a Fé para alcançar as coisas boas para nossas vidas. Ao mesmo tempo na escola, na televisão, nas revistas, e em tantos outros meios de comunicação me diziam que o bom era ser branco, então eu usava a minha Fé acreditando que um dia assim poderia ser e logo não teria mais problema como rejeição, preconceitos, piadinhas e frustrações diversas.

Na escola tinha eleição da menina mais bonita da sala, e eu e minhas amigas pretinhas, todas com os cabelos bem trançados pelas nossas mães que acordavam cedo para fazê-las antes de sairmos, nunca fomos eleitas e sempre ficávamos no fundo da sala. Sempre quando havia alguma coisa que tínhamos que fazer par com um menino da sala de aula ficávamos sozinhas, as mais pretinhas de nós eram masculinizadas e muitas vezes tinha que fazer o papel do menininho, como na festa junina, festa na qual nunca poderíamos ser as noivinhas, papel principal da quadrilha.

Sozinhas e rejeitadas desde criança, nos descobríamos mulher de uma forma muito cruel. Lembro-me que já na adolescência ficávamos horas no ritual de mutilação de nossos corpos, quantas vezes queimei meu cabelo com aquele maldito pente quente, o mesmo pente que me deixou quase careca um dia. Parecia que para nos sentirmos mais mulher as tranças deveriam ser abandonadas, o alisamento nos deixava mais próxima daquele tipo ideal. Uma certa vez a Luanda, uma grande amiga minha, ficou horas na frente do espelho arrumando os cabelos, e quando chegou na escola um menino branco jogou água em sua cabeça para desmanchar o alisamento, aquilo foi tão humilhante para ela que nem pensou duas vezes, socou a cara daquele moleque, e sabe o que aconteceu? ela foi expulsa da escola, afinal a culpa era dela. Essa minha amiga nunca mais voltou para a escola, e hoje é faxineira, o que me faz pensar no tanto de pessoas que frente a indignação do racismo não tiveram seus direitos reconhecidos e foram obrigadas a abandonar os ambientes educacionais. A escola, ainda hoje, não sabe lidar com esse tipo de situação.

Foi na adolescência nosso corpo começou a ganhar forma, e ao andar nas ruas muitas pessoas olhavam para os nossos corpos e não para os nosso rostos, e sempre escutávamos: Que mulata gostosa! Nossa que morena!, era assim que as pessoas estavam acostumadas a olhar para nós, como objetos sexuais. Eramos chamadas de tudo, menos de mulheres negras.

Na vida amorosa nenhuma de nós tínhamos companheiros de fato como nossas amigas brancas, sempre eramos a segunda opção, mas eramos as mulheres gostosas. Era conveniente ficar com a gente, menos namorar. Mesmo os homens negros que também eram vítimas do racismo sempre preferiam as mulheres brancas, por elas faziam tudo, e para nós isso só seria possível se tivéssemos algum diferencial a oferecer para eles.

Com o tempo comecei a perceber que lembrava muitas coisas de minha infância, e que eu e minhas amigas pretas sempre tínhamos algo em comum, e isso não era por acaso.

Ainda na adolescência comecei a trabalhar, dava um duro danado pois pretendia ter condições melhores de vida para estudar. Acordava cedo, fazia mais do que eu deveria em minha jornada, mas eu continuava sendo uma mulher preta e não era tão fácil ser promovida como foi para algumas amigas brancas com as quais eu trabalhava, aliás, elas conseguiam sempre as melhores vagas.

O tempo que sobrava eu tentava me divertir, afinal era muito nova. Foi nesse período que comecei a frequentar os ensaios da escola de samba da comunidade. Eu sambava, sambava, sambava, e foi nos Enredos que eu descobri um pouco da história negra do nosso país. Um dia fui convidada a ser rainha da bateria da escola da minha comunidade, uau, estava achando tudo aquilo o máximo e aceitei. Os anos foram se passando e eu continuei sendo a rainha da bateria, eu amava a minha escola de samba, mas conforme passava o tempo comecei a perceber que quando chega o carnaval a violência em que eu e minhas amigas pretas fomos submetidas desde a nossa infância era reforçada, estrangeiros de todos os cantos, burgueses dos jardins, de pinheiros, do morumbi e dos bairros ricos do Brasil saem nas ruas a procura de uma mulata gostosa, mas não são essas que procuram para casar.

O carnaval, uma das minhas maiores paixões, é palco de uma das grandes contradições raciais do nosso país, e embora eu seja apaixonada por esse ritual festivo, foi através dele que o tempo me explicou o que é ser mulher negra aqui no Brasil. Comecei a perceber que enquanto mulher, a mulher branca era a que reinava em todos os espaços e em todos os lugares, e nós mulheres negras? Olhei pra minha quebrada e o que somos? Somos as chefes de nossas famílias, somos sozinhas, temos os piores empregos e carregamos o peso das desigualdades de raça e gênero, foi ai que consegui ligar toda a história e me descobri como mulher preta. Descobri que o carnaval me tornava por um dia Rainha, e o resto do ano escrava.

É como o conto da Cinderela, mas ainda não fomos libertadas das amarras do racismo e do sexismo, e o carnaval acaba por consolidar nossa imagem enquanto meros objetos sexuais excluídas das relações de poder.

Quando eu conto essa minha história para outras mulheres pretas percebo que temos muito em comum.

Eu ainda vivo o carnaval, amo o carnaval. Mas precisamos consolidar uma política para além da afirmação das nossas identidades, o que também é importante, mas que mexa nas estruturas e relações de poder.

Bom carnaval para todas e todos, e que nas nossas próximas festas tradicionais possamos mudar a forma como é vista a mulher negra no mundo.

--
Jaqueline Lima Santos
Movimento Negro Unificado
Mestranda em Antropologia pelo Departamento de Ciências Sociais da UNESP - Marília

CONDENADO A AMAR

É estranho como os sentimentos do passado ficam dormindo dentro da gente, em algum lugar dentro do insconsciente, só esperando uma faísca para despertar novamente tudo aquilo que achavámos que já não morava mais lá.

Basta uma canção, um sopro de pensamento, para que o sentimento uma vez mais nos invada, estabelecendo a lei máxima do amor: nos assuntos do coração, nós não controlamos nada!

Todos sabem que não se ama uma única vez na vida. O amor nos atinge em diferentes intensidades disfarçado por uma diversidade de pessoas que só aparecem em nossas vidas para nos mostrar que estamos condenados a amar.

Ela que já vestiu o meu amor, retornou num sonho. Voltou com toda a força do sentimento que um dia por ela senti, e que depois esqueci, em alguma curva do meu ser; sentimento esquecido, por qualquer coisa que não permitiu a manifestação de uma relação duradoura. Daí, a razão pela qual, acordei com esse gosto dela na boca, na ponta dos dedos, em todas as coisas que tinhamos em comum e deixamos para trás.

E pensar que nem um beijo sequer lhe dei...mas o sonho tratou de corrigir esse defeito e entregou-me as núpcias dos meus desejos, satisfazendo as vontades do corpo que foram negadas, as carências do coração que na ausência da correspondência da amada, condenou esse sentimento ao limbo da minha alma.

Eu a amava, e descobri essa noite, que ainda a amo; pois sou um condenado desse amor. Agora eu sei, que tudo o que sentimos permanece conosco para sempre, incluindo esses amores que parecem ter apenas existido para nos mostrar que não temos mesmo nenhum controle sobre o que sente o coração do outro, mas quem sabe, seja exatamente por isso, que esse amor que começou platônico, vai se tornando pouco a pouco, uma das raízes da árvore do amor incondicional que teremos no quintal do nosso peito, um dia...

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

PRESTANDO ATENÇÃO


Há coisas que ocorrem tão rapidamente,
que a gente só percebe,
quando esse algo terminou;
daí ficamos com uma vontade
de sabe lá o que se lembre.

Desconfio que essas experiências
são tão reais quanto essas que demoram tanto;
a diferença é que elas devem ocorrer em algum momento,
em que a gente é mais do que a gente,
quando a gente é algo também fora desse mundo.

Pensar nisso dá até dor de cabeça,
e se a gente não lembra isso direito,
talvez seja porque a gente ainda não mereça
descobrir que somos donos de tudo.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O simbolismo da mariposa

By Caroline/ Blog Fada Mariposa

Assim como a borboleta, a mariposa também passa pelo processo de metamorfose, tão significativo como símbolo de transformação. Mas ao contrário das borboletas, as mariposas são noturnas.

Para os astecas, a mariposa era conhecida como o "Sol Negro", pois atravessa os mundos subterrâneos em sua viagem noturna. Há uma deusa na mitologia asteca chamada Itzpapalotl - de "itzili", obsidiana, e "papalotl", mariposa, pois em suas asas leva navalhas de obsidiana, uma pedra negra. A mariposa Attacus atlas é associada com esta deusa.A mariposa é o fogo oculto que simboliza a morte - mas a morte transformadora, pois deve-se compreender que não é esmagando a lagarta que conseguimos que ela se transforme em borboleta ou mariposa. Trata-se de um ciclo contínuo de transformação. Portanto, também simboliza a imortalidade.

As mariposas são o movimento nas sombras, a alma das bruxas. Sentem-se atraídas pela luz, simbolizando a busca arrebatada pela verdade, assim como a alma se sente atraída pela divindade. Também da força consumidora da paixão, pois voa em torno do fogo, que a atrai irresistivelmente, até ser queimada.


Postado originalmente em:
http://fadamariposa.blogspot.com/2009/07/o-simbolismo-da-mariposa.html

Carnaval, Cachoeiras e Suicidas

Uma suicida na rodovia, os carros se desviam; Auri corre para salvá-la. Cenas de um feriado de carnaval...Não fomos para Sapucaí, nem para as praias de Salvador; fomos tomar um banho de cachoeira em Joanópolis, pertinho de São Paulo, ao lado de Minas.

Basta sair um pouquinho de Sampa, para o verde tomar de conta da nossa visão. Ar puro entrando pelas asas deses dois passarinhos presos na gaiola da cidade, que vez ou outra, ganha liberdade condicional e viaja pelo tempo de um feriado.

Atravessamos a estrada, cruzamos os vales; a cada curva um “ah” de contentamento, e um outro “ah” de saudade daqueles planos que todos nós da cidade temos, de um dia mudarmos para o campo, mas que sabemos que nunca vai ocorrer.

De Joanópolis só vimos o Lobisomem, pois seguimos direto para a "Cachoeira dos Pretos", 154 metros de queda d’água livre; rios de água corrente, num mini-parque perfeito para a família ou para casais em fuga da cidade grande. Fecho os olhos agora, e ainda vejo o véu de noiva despencando da montanha. Passamos ali todo o dia que provavelmente durou uma vida inteira.

Dia lindo, mas a hora de voltar chegara, e para a nossa sorte, a estrada estava vazia; tudo muito perfeito, até o equilíbrio nos trazer uma dose de azar: o pneu furou no meio da estrada que corta Atibaia e para piorar, o estepe estava também furado. Olho ao nosso redor, há um borracheiro há uns 200 metros, saio empurrando o pneu do estepe, que nem menino, brincando com o pneu como se fosse um carrinho. O borracheiro vai com a minha cara e não me cobra uma fortuna para remendar o pneu, e em cinco minutos, eu já estou de volta ao carro parado, porém, quando retorno, vejo a polícia, o resgate e centenas de curiosos ao redor da Auri.

Entro em pânico. Auri? Não!

Descubro que ela acabara de salvar uma suicida que se atirara na pista. Segurando a mulher com um braço, Auri a arrastou de volta ao acostamento, à tempo do carro do resgate e da policia chegarem.

- Você enlouqueceu – falei – Você poderia ter se machucado!

- O que você queria que eu fizesse – diz ela – Ficar parada olhando a mulher se atropelada?

Percebendo que eu faria o mesmo, volto a minha atenção para trocar o pneu, mas aviso para ela:

- Ok! Eu entendo! Mas da próxima vez, que você quiser vivenciar esse tipo de experiência, não precisa pedir para o Universo furar o nosso pneu.


Notas do Autor: A Cachoeira dos Pretos, encravada nas montanhas da serra da Mantiqueira na cidade de Joanópolis SP. Divisa com Minas Gerais ( Monte Verde), é uma boa opção para quem procura por cachoeira próximo a São Paulo. É uma queda d´agua com cerca de 154 metros e com grande volume de água. É na cachoeira que se encontra a nascente do rio Piracicaba.

Na cachoeira o viajante encontra varias corredeiras e outras pequenas quedas de água, tem também, um pequeno lago ideal para a garotada.

Pra quem quer curtir uma paisagem diferente é possível subir no topo da cachoeira por uma estradinha de terra, a subida é bem ingrime e não tem muitos pontos com sombra, lá em cima tem outras cachoeiras menores. Mas todo cuidado é pouco no topo da cachoeira, pois muitos turistas já caíram.



Há varias lendas sobre a cachoeira, só pelo nome já da pra prever que estas lendas são da época da escravidão.

Umas delas conta que os negros, fugidos na região, imitavam o rei Zumbi, do famoso Quilombo dos Palmares. Zumbi quando estava preste a ser preso, pelo Bandeirante Domingos Jorge Velho,teria saltado num abismo, gritando a frase: “MORRER MIL VEZES DO QUE VIVER ESCRAVO”. Só que os escravos da região, em vez de pularem em abismo, escolhiam a cachoeira dos pretos, onde saltavam para a morte em busca da liberdade.

Outra lenda fala que os próprios donos dos escravos os jogavam do topo da cachoeira para castigar e servir de exemplo a outros para que não tentassem a fuga. Mas nada disso é verdade e são apenas lendas, criadas pela imaginação popular. Na verdade, o nome Cachoeira dos Pretos vem do apelido dos antigos proprietários. Embora o sobrenome deles fossem Oliveira, tinham apelido de Pretos. Daí o nome Cachoeira dos Pretos.

Fonte: http://guiadoviajante.com

domingo, fevereiro 14, 2010

A tradição do Dia dos Namorados

No Brasil comemorarmos o dia dos namorados no dia 12 de junho.

Mas em grande parte do mundo (como EUA, Itália e Canadá), a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim (São Valentino, para alguns, ou o Valentine's day dos americanos), um santo devotado à idéia do amor.

Na verdade, há dois santos "Valentino". Um deles foi um padre, santo e mártir, que viveu no tempo do império romano, no ano de 269, durante a perseguição aos cristãos.

Segundo a lenda, o imperador Cláudius II estava mais interessado em seu exército e nas guerras do que na vida em família , e ele estava convencido de que os solteiros, sem esposas nem filhos, eram melhores soldados do que os casados e não teriam medo no campo de batalha.

Tanto era verdade, que o imperador foi tão longe a ponto de ditar uma lei proibindo o casamento. São Valentino, contudo, desafiou o imperador e continuou a celebrar matrimônios em segredo, até ser descoberto, preso e executado.

O outro São Valentino também viveu sob o império romano. Ele levava uma vida simples e era especialmente bondoso com as criancinhas. Um dia, Valentino foi jogado na prisão pelos romanos por ter se recusado a adorar os deuses deles. Dizia-se que as crianças escreviam mensagens de amor para ele e as lançavam pela janela da cela. Estes foram os primeiros cartões do "dia dos namorados". Mas não existe nenhum registro histórico disso.

Os cartões que conhecemos hoje foram feitos pela primeira vez por volta de 1800 e alguns eram bem enfeitados e decorados com pássaros e flores. Hoje, alguns dos cartões mais populares são os de humor.

No Brasil, apesar de ser comemorado às vésperas do dia de Santo Antônio, o famoso santo casamenteiro, tudo começou com uma campanha realizada em 1949 pelo publicitário João Dória - na época na Agência Standard Propaganda - sob encomenda da extinta loja Clipper.

Para melhorar as vendas de junho, então o mês mais fraco para o comércio, e com o apoio da confederação de Comércio de São Paulo, instituiu a data com o slogan:

"Não é só de beijos que se prova o amor".

A Standard ganhou o título de agência do ano e a moda pegou, para a alegria dos comerciantes. Desde então, 12 de junho se tornou uma data especial, unindo ainda mais os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons....uma infinidade de opções para se dizer "Eu Te Amo!".

Nem todos os países comemoram o dia dos namorados como nós fazemos. Na Itália, as pessoas fazem um grande banquete no dia 14 de Fevereiro. Na Inglaterra, as crianças cantam canções a recebem doces e balas de frutas de seus pais. E na Dinamarca, as pessoas mandam flores prensadas umas às outras, chamadas "flocos de neve".

No Japão a data foi introduzida em 1936 e o costume neste dia é as mulheres presentearem os seus amados com caixas de chocolates. Embora a data represente uma oportunidade para as mulheres declararem o seu amor, nos últimos anos o giri choco (chocolate de cortesia ou “obrigação”) também se encontra presente na cesta de compra de grande parcela da população feminina. Mas, muita gente ainda reluta em adotar a data, alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, uma vez que o Valentine’s Day representa cerca de 20% do volume anual de vendas das fábricas de chocolate do arquipélago. Mas, o que vale mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica um pouquinho mais doce com estas declarações de amor e com estes chocolates.

Nos Estados Unidos nos dias que antecedem 14 de fevereiro, lojas de cartões, livrarias, lojas de departamentos e drogarias oferecem uma grande variedade de cartões comemorativos chamados Valentines.

Os adultos costumam comprar cartões para acompanhar presentes mais elaborados como doces, flores ou perfumes. Nas escolas as crianças apreciam comprar ou fazer cartões para seus amigos e professores.

Mas, cá entre nós, todo dia é dia para se dizer "Eu Te Amo!"

Source: http://www.portaldafamilia.org

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

EVOÉ, CARNAVAL, BACO BACO, EVOÉ

Não é porque não gosto de sambar,
Não é porque não vou viajar,
Que deixarei de desejar:
Salve Baco! Salve Dionísio! Salve o Carnaval!

Mas não se esqueçam da camisinha
Se não a coisa fica mal!!!

Corra atrás do trio, do quarteto
Elétrico,
Mas cuidado com quem tá bem perto!

Não acorde com o bolso em cinzas;
Preserve a sua saúde
Contenha o excesso!

Caia na folia,
Mas não caia da cadeira
Na quinta-feira
Quando limparem a avenida
E você ainda estiver na pista!

EVOÉ!!!
Que Dionísio te leve
E te carregue,
Mas te deixe em pé!

Por isso, caro fulião, cara amiga
Se BEBER, não dirija!!!

PERIGO

Eu estava caminhando
Distraído,
Quando uma frase
Caiu na minha cabeça.

Coloquei um curativo,
Mas a ferida
Sangra letras.

Vida de escritor é um perigo!

PARA LEMBRAR

Sair do corpo, todo mundo sai, mas você se lembra?

Não se preocupe, não se ofenda: nem eu lembro!

O motivo, venho me perguntando já algum tempo e só esses dias, é que acordei com a resposta na ponta da pena: não lembramos porque não queremos!

Sei que parece contraditório, afinal, estudamos as mil e uma técnicas da projeção da consciência, nos aprofundamos na ciência do oculto, para lembrar o que ocorre conosco enquanto o nosso corpo esta dormindo; mas depois de tanto pedir lucidez e lembrança, ao vermos o que vemos diante do reflexo que enxergamos de nós mesmos no espelho do astral; voltamos pro corpo, pulando e correndo, com o cordão de prata entre as pernas, com um medo danado de lembrar daquelas melecas que vimos incrustadas em nossa alma, tatuadas em nossa mente.

Lembrar daquilo que descobrimos sobre nós mesmos é muito duro. Mole é quando alguém nos aponta os nossos defeitos e descartarmos o sujeito, enviando-o para a casa do baralho, inventando uma desculpa para deixar tudo barato; porém, quando enxergamos a verdade da nossa mediocridade por nós mesmos, fica difícil continuar a ser o sujeito meia-boca de chacra, sabendo que temos o potencial de um portal inteiro.

É claro, que na teoria, todo mundo quer se acertar, ficar limpo, se curar desses assediadores internos que nos boicotam o tempo inteiro; mas na prática, falta coragem para mexer na estrutura que nos mantém em nossa órbita do conforto.

É muito mais fácil deixar o sol girar no balanço do “vida leva eu” e continuar preso no eterno ciclo do tentar se lembrar, só para esquecer tudo de novo.

Quer sair do corpo e se recordar?

Basta ter coragem de se melhorar.

Fácil,né? Quero ver você tentar...

****//\\****

Carolinie Figueiredo - Eu decidi

Insight?
Loucura?
Surto?
Drogas?
Ou apenas felicidade em estar vivo?

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

A CRITÍCA NOSSA DE CADA DIA II

Tenho uma extrema dificuldade em aceitar críticas.

Uma parte, mea culpa, rabo imenso do ego odiando ser corrigido e ter os seus erros apontados – brasileiro passional, tudo é pessoal – não é o que se faz, é sempre quem faz. Outra parte, e mora ai, o meu trauma, é a forma como algo é criticado, o descaso com que somos massacrados, muitas vezes, por “críticos profissionais” que não distinguem o que esta sendo criticado da sua visão pessoal.

Não há dúvidas: precisamos de bons críticos! Profissionais que nos ajudem a enxergar o mundo por outro ponto de vista, que priorizem a informação, que respeitem o conhecimento; apontando os excessos, mostrando os perigos; mantendo uma atitude imparcial, uma posição moderadora do que está sendo discutido, levantando todos os tópicos relacionados com o que está sendo criticado, mas fazendo isso com coerência, na docência de informar, ensinar, desenvolver e levar esclarecimento, visando sempre a liberdade do pensamento.

Esses críticos são raros, pois para se criticar um assunto, é preciso muito preparo, um estudo fino do assunto criticado, uma visão macro baseada em várias fontes; e não apenas numa única leitura, que apenas garante uma opinião superficial. É preciso separar e julgar, sim! Mas preservando o que merece ser afirmado; e dialogando com o questionamento provocado, sem entregar um produto acabado, deixando nas entrelinhas, o presente da reflexão.

Somente ao se aprofundar no assunto criticado, e não tomar lado, é que o crítico conseguirá a elegância da crítica construtiva e o teor certo para que a informação criticada não se transforme numa polêmica inútil apenas para comprovar o poder desses críticos em “estar sempre certo sobre tudo”.

Precisamos de bons críticos, profissionais da palavra, da razão, para nos auxiliar a separar o verdadeiro do falso nesses assuntos tão discutidos, nessa obras tão comentadas; críticos que nos ajudem a retomar o caminho adequado para uma boa jornada; para a liberdade da arte, no nosso voo diário do espírito na carne.

Infelizmente, esses profissionais estão cada vez mais raros no mercado e só nos resta confiar em nosso bom senso, e torcer para que os nossos passos não estejam assim tão equivocados.

E que haja discernimento por todos os lados!!!

DOURADO: O QUE O PÚBLICO VÊ NELE?

Jeitão troglodita de Dourado diverte o público e vira febre na internet

By Camila Mello Redação CORREIO
Foto: Frederico Rosário/TV Globo

Marcelo Dourado, 38 anos, não é, de fato, um rapaz de muitos amigos dentro da casa do Big Brother Brasil 10. Mas, por incrível que pareça, foi justamente seu comportamento, às vezes, antissocial e até mesmo ranzinza que cativou o público, que parece compreender seu jeito troglodita de ser. O professor de educação física é um dos participantes mais populares dessa edição do reality e tem novamente a chance de ganhar R$1,5 milhão.

Nos últimos dias, sua fama de mau virou motivo de brincadeiras entre os internautas, que se superam com sacadas engraçadas que satirizam o comportamento do brother. Em menos de uma semana, um perfil no Twitter criado para publicar essas frases já acumula 3.731 seguidores.


Os internautas ficaram ainda mais inspirados depois que Dourado usou o poder supremo, que lhe dava autonomia para alterar, por dois paredões seguidos uma decisão da casa, seja indicação do líder, resultado de votação ou imunizado pelo anjo. Poder, aliás, dado pelo público, através de uma votação pela internet.

O ex-lutador de vale-luto entrou no programa por pura sorte, graças a Joseane, também ex-participante. Madrinha da Tribo dos Belos, a gaúcha ganhou o direito de entrar na casa e escolher um companheiro, depois que Fernanda venceu uma prova de resistência. A imagem que Dourado deixou na primeira vez em que participou do Big Brother, na quarta edição do reality, foi a de um bad boy, que polemizava tudo.

Mas, apesar de ainda ser um típico machão, que se acha certo em tudo, arrota alto e até cospe no chão, desta vez, ele está mais maduro e tenta demonstrar seu lado sensível. Hoje, o brother terá uma certa noção da sua popularidade, já que enfrenta, pela primeira vez nesta edição, um paredão (contra Lia e Uilliam).

Confira algumas pérolas que estão rolando na internet

“Se Dourado fosse Boninho,o programa se chamaria JogosMortais.”

“Ao final de uma oração, Dourado nunca diz amém. Ele sempre temina com: entendeu?”

“Pessoas tentam matar cachorro a grito.Dourado mata elefantes a arrotadas.”

“Os romanos falaram: Dourado,você será crucificado. Dourado disse: eu tenho poder absoluto e quem vai é Jesus.”

“Dourado não gosta de quem coloca o dedo aonde não é chamado! Lula mais sorte na próxima vez!”

“Quando nasceu, Dourado não chorou, arrotou.”

“Capitão Nascimento entrou no BBB, mas ao ver Dourado, pediu pra sair.”

“Quando Dourado falou ‘vou pegar o anjo’,o céu ficou vazio.”

“Big Fone: você está no paredão. Dourado: aqui é o Dourado! BigFone: Ah! Desculpa, foi engano!”

Leia mais Dourado Facts em
http://twitter.com/douradofacts


(Notícia publicada na edição impressa do CORREIO de 09/02/2010)

Xapanã - Além do Manto de Palha

" Se você ver um velhinho
no caminho,
pede a bênção a ele..."


Certa noite, tive um sonho, em que estava dentro de uma casa de barro. Pensei em sair da casa, e descobrir onde eu estava, mas senti uma intuição me dizendo que eu deveria esperar, esperei, então!

E para a minha surpresa e medo, surgiu pela porta, um homem vestido com um manto coberto por palha.

Diante dessa presença toda coberta, senti muito medo; medo de tolo diante do desconhecido; medo de gente com medo do diferente. Ao perceber o meu temor, esse Ser começou a desaparecer; daí, percebi, que aquele Ser Espiritual era Omulu, o Orixá da Cura, e falei:

- Perdoe-me, Atotô, Pai da Cura! Esse vagamundo ainda demora um pouquinho para permanecer consciente no astral. Volta, meu Orixá, e me revele o motivo da sua visita.

Então, Obaluê foi retornando e tirando o seu manto de palha, e acordei ainda com os olhos cobertos de luz.

" Obaluaê é bonitinho
Obaluê é diferente
Acorda quem está dormindo
Levanta quem está doente"


Notas: Na cosmologia dos Orixás, Omulu ou Obaluaê, é o orixá da humildade, senhor da doença e da cura, médico dos médicos. Durante o dia vem em forma de cura, sanando todos aqueles que necessitam, à noite vem como a morte, recolhendo os que de alguma forma chegou a hora. É representado com o rosto coberto de véus de palha por causa de sua associação, na África, com a varíola que dá feridas no rosto: ao dançar, se contorce como se tivesse dor ou fraqueza.

Na mitologia africana, ele é filho primogênito de Oxalá com Nanã. Sendo dotado de uma grande criatividade e timidez, foi o precursor da caridade, da humildade e do desapego material. Foi um grande pensador que andava pelos reinos semeando a sabedoria.

Médico dos pobres, senhor absoluto de todas as doenças de pele e infecciosas. Protetor dos desamparados, humildes, doentes e médicos.

Dentro de uma nova visão espiritual umbandista, é o orixá da energia cósmica que, ao penetrar em nossa atmosfera, recai sobre diversos habitats, como Oxum e as águas doces, etc. Ele é um dos sete orixás (puros) tendo como desdobramento a orixá Nanã. Ele vive na Calunga pequena (cemitério), aí se dando a concentração maior de sua energia (positiva ou negativa). Seus sensitivos, ao manifestarem a presença de Omolú, curvam seu corpo a terra, ficando o mais perto possível dela. Representa também a grande transformação do ser, ter que morrer para o pequeno e renascer para o grande, sem precisar deixar a matéria (morte).


Ayahuasca: Pesquisas Cientifícas e Químicas

O Yagé ou Ayahuasca , também conhecida como Vegetal pela União do Vegetal ou chá do Santo Daime é uma bebida sagrada feita através do cozimento de um cipó chamado Mariri (Banisteriopsis Caapi) e das folha da Chacrona (Psicotria Viridis).

A Ayahuasca, também conhecida como o Vinho da Alma (Aya=Alma, Huasca=Vinho), é utilizada de forma sacramental em diversos grupos religiosos com objetivo de se atingir um estado ampliado de consciência. Neste estado é possível uma comunhão e uma integração intensa com o Cosmos, com a Natureza e com o Criador. Existem milhares de relatos de experiências maravilhosas alcançadas com o uso da Ayahuasca, tais como: sentimentos intensos de felicidade, visões, compreensões da psicologia humana, reestruturação da família, estados de êxtase espiritual, samadhi, viagens astrais, melhoria do caráter, libertação de drogas como o cigarro, a bebida e outros casos de sucesso com recuperação de dependentes de drogas químicas.

O efeito alcançado pela Ayahuasca é devido a um processo bioquímico natural que ocorre no cérebro. Normalmente os neurônios – as células nervosas do cérebro – liberam neurotransmissores para que os impulsos nervosos passem de um para outro carregando informações. Um desses neurotransmissores é a Serotonina. Mas, quando há muita Serotonina, entra em ação uma enzima monoaminoxidase, que destrói as moléculas para garantir o equilíbrio neurológico. Os alcalóides presentes no cipó Mariri impedem a formação dessa enzima, assim, sobra serotonina, o que intensifica as visões e provoca o estado ampliado de consciência. A folha da Chacrona é também muito rica em uma substância chamada Dimetiltriptamina (DMT). Sua molécula é semelhante à da Serotonina e se encaixa nas regiões destinadas ao neurotransmissor, aumentando seu efeito. Após algumas horas o organismo produz mais enzimas que vão pouco a pouco eliminando a DMT e assim o efeito passa.

A Ayahuasca coloca o cérebro em estados ampliados de vibração, trabalhando de forma ótima e assim a pessoa alcança estados elevados de consciência. Ayahuasca não é droga, não cria dependência, não provoca estados alucinatórios desequilibrados, nem há perda de consciência, pelo contrário, o sentimento é de total controle, maior lucidez mental, controle do corpo, sabe-se perfeitamente onde se esta e o objetivo da experiência, que deve sempre ser orientado por um dirigente responsável através de um grupo religioso sério e legalmente constituído.

Cerca de vinte minutos após a ingestão da Ayahuasca a consciência se altera, mudando as ondas cerebrais. Normalmente ocorre redução da freqüência respiratória, diminuição do metabolismo, da pressão sanguínea, mudança de Ph, etc. e com isso aumenta-se a sensibilidade auditiva, olfativa, da visão e do tato. Neste nível a capacidade paranormal aflora espontaneamente, despertando os neurônios, aumentando a capacidade intelectual e criativa. Por vezes ocorre um estado chamado de ‘limpeza’, que é o nome dado ao processo de descondicionamento de antigas couraças, musculares e psíquicas; a "magia" está na oportunidade de se entender o porquê e o quê está sendo descondicionado, tanto no plano físico, como no plano do corpo astral e mental.

O resultado é a pacificação gradual da personalidade e da mente, diminuindo a ansiedade e o medo, equilibrando o sistema nervoso - razão e emoção – permitindo desta forma que o cérebro passe gradualmente de estados Beta (atividade normal) para ondas Allfa (relaxamento) e chegando aos profundos estados Teta, onde ocorrem as experiências de êxtase místico-espiritual.

Naturalmente isto faz com que aumente o nível de criatividade, de inteligência e de equilíbrio, dando à pessoa um inegável aumento de sua auto-estima, uma vez que ela se torna mais intuitiva, mais perceptiva, começando a vencer barreiras no aprendizado das coisas que antes tinha dificuldades, ampliando suas possibilidades de atuação na vida e na relação com o próximo.

Diversos estudos realizados pelas entidades que comungam a Ayahuasca certificam que os usuários se tornam pessoas equilibradas, com saúde, ótima memória, possuem facilidade de aprendizado, maior paz de espírito, um profundo respeito pela natureza, e buscam de forma equilibrada promover a paz e a harmonia entre os povos.


Fonte: Universo Místico

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ESCLARECIMENTOS

A utilização de substâncias naturais que potencializam a percepção é uma prática milenar presente em várias culturas. Historicamente sabe-se que o uso de plantas de poder sempre teve a finalidade de alterar a maneira cotidiana de entender as coisas, estabelecendo uma ponte entre os homens e as suas divindades.

Diversos registros confirmam isto. Estudos indicam que os Essênios já utilizavam plantas de poder em rituais de iniciação. Os índios mexicanos e norte-americanos utilizam o cacto Peiote. Há amplos registros de uso de cogumelos pelos povos da América Central. Os registros mais antigos indicam que os Vedas, a 3.100 a.c. já praticavam rituais onde comungavam uma bebida conhecida como “Soma”. Na América do Sul temos o uso da Ayahuasca, proveniente dos Incas.

No Brasil a Ayahuasca vem sendo utilizada há milênios pelos povos indígenas da região amazônica e recentemente pela União do Vegetal e pelo Santo Daime. A proposta básica destes e de diversos outros grupos é atingir o autoconhecimento através de experiências de tipo místico-espiritual, onde por meio de visões e estados de expansão da consciência chega-se a um estado de integração total com o cosmos, com a natureza e com o Criador.

A primeira vista este chá normalmente é classificado pela sociedade como ‘droga’ ou ‘alucinógeno’. Isto de forma alguma deve desmerecer a Ayahuasca ou as pessoas que dela fazem uso, melhor seria esclarecermos que de acordo com a nomenclatura científica utilizada no mundo inteiro se denomina ‘droga’ qualquer substância, de origem animal, vegetal ou mineral, que, uma vez introduzida em um organismo vivo, produz alterações de ordem fisiológica, desta forma também podemos classificar como droga o café, o açúcar, o guaraná, o chimarrão, etc. Lembramos também que muitas drogas são usadas para salvar vidas.

Porém, como socialmente se associa a palavra ‘droga’ as substâncias destrutivas e desestruturadoras, que causam dependência física e/ou psíquica, provocando desequilíbrios sociais, convém esclarecer de forma enfática que a Ayahuasca não se enquadra nesta categoria já que o uso dela não desequilibra, não causa dependência, nem destrói, muito pelo contrário, as pessoas que dela fazem uso são pessoas que buscam continuamente melhorar a si mesmas através do autoconhecimento, da evolução espiritual, e pregam a paz mundial, a harmonia entre os povos, o respeito pela natureza, etc., metas essas que só se atinge na plenitude das faculdades físicas e mentais.

Os que classificam a Ayahuasca como ‘alucinógeno’ também cometem impropriedade conceitual, segundo o antropólogo norte-americano Gordon Wasson, em entrevista à revista Globo Ciência. Ele distingue ‘estados alterados de consciência’ ou ‘alucinações’ de ‘estados ampliados de consciência’ – sendo estes alcançados com a ingestão de Ayahuasca em contexto religioso, sob a supervisão de um dirigente responsável. Para alguns pesquisadores, a classificação da Ayahuasca como "alucinógeno" é uma imprecisão, pois a mesma não causa perda do contato com a realidade - como pressupõe o termo - mas sim um grau ampliado de percepção que permite a compreensão daquela realidade com maior clareza ou transcendência.

Nesse sentido, pesquisadores da área de Etnobotânica têm proposto a classificação da Ayahuasca como "Enteógeno", ou seja, substância que "gera uma experiência de contato com o divino", causando uma sensação generalizada de aproximação com o Sagrado e facilitando o autoconhecimento e o aprimoramento do ser humano.

Até o momento, ninguém jamais conseguiu demonstrar qualquer afirmação negativa contra o uso ritualístico da Ayahuasca ou mesmo que contrarie o que sempre afirmamos, que a mesma utilizada em contexto religioso, é benéfica à saúde física e espiritual do ser humano.

Não se conhece um único caso de alguém dependente física ou mentalmente da Ayahuasca. Da mesma forma, não se tem conhecimento de nenhuma pessoa que, utilizando-a em rituais religiosos, sob a orientação de pessoas experientes, tenha sofrido qualquer espécie de dano. O que há habitualmente é justamente o contrário, ou seja, numerosos casos de pessoas que reestruturaram a vida familiar e profissional, a partir do uso em contexto religioso.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

REPETITION

Tá quente pácaramba:
Redundância!
Chove em São Paulo:
Pleonasmo!
Podia ser pior:
Poliana!
Vou mudar daqui!:
Você é mentiroso pácara...
Uma palestra no astral,
Um homem de branco;
Parece ser uma memória real
Do período em que estive entre-vidas;
Daí, reflito
E percebo:
Oh, não!
É mais uma lembrança
De cenas de livro espírita...

O SEGREDO CÓSMICO

Mergulhado na consciência expandida, em comunhão com o absoluto; é entregue em minhas mãos, o Segredo do Universo.

Junto com a revelação, vem também a intuição que não terei capacidade para lembrar disso depois, quando eu retornar ao "ser indivíduo" que visto na matéria; porém, escritor que sou, recordo também que há uma caneta e um bloco de notas no bolso; e com tremendo esforço, escrevo o segredo revelado em letras garrafais no caderno, e o deixo de lado.

Algum tempo depois, com a mente e o espírito de volta ao corpo acordado, lembro que sabia que esqueceria alguma coisa que escrevi no bloco de notas. Abro o caderninho, e surpreso, com os olhos esbugalhados, leio o que esta escrito, :

" Não esqueça a minha Caloi!"

história do índio...



"Um velho índio norte-americano descreveu certa vez suas próprias lutas internas da seguinte forma:
" Dentro de mim há dois cães. Um deles é mau. O outro é bom. O cachorro mau briga com o bom o tempo todo.'

Ao ser perguntado de qual dos dois animais ganhava, ele parou, e refletindo por um momento, respondeu:
"o que eu alimento mais."

A consciência é como um triângulo de metal que vc traz dentro do peito...Quando vc age mal, o triângulo gira e as pontas te espetam. Porém, se você continua a agir mal, as pontas se gastam e param de incomodar...

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Lição de Casa

Passei boa parte da minha vida,
Fugindo desses estudos;
Inventava sempre novas desculpas,
Achava tudo crendice,
Papo inútil;
Havia tanta gente
Que vivia bem
Sem se preocupar com isso;
Se era para saber alguma coisa,
Nada disso estaria escondido;

Eu estava enganado,
Pelo menos, comigo;

Cada pessoa tem seu enredo,
Cada um com o que pode ser descoberto,
E sentido;
A necessidade desses estudos
Sempre esteve em meu plano de voo;
E olha que eu ignorei
Por muito tempo todas as setas
Mostrando os símbolos;
Não posso comparar meu caminho
Com os dos outros;
Quem baseia a sua vida,
Na decisão que tomaria a maioria,
Joga no argumento do coletivo
A sua própria covardia;

Assumir a responsabilidade
Dos nossos estudos,
É parte do aprendizado;
Querer desistir
Porque o caminho não é fácil,
É mais uma desculpa,
De quem adora cair
Nas armadilhas da matéria;
E se esquece completamente,
Que além do aparente,
Flui a Verdade Eterna;

Estamos no Plano da Dualidade
Tudo é relatividade,
Por isso não compro totalmente,
As verdades cientifícas,
Nem as letras douradas dos livros sagrados;
E vou seguindo os meus estudos
Com a união de todas as partes,
Sempre com um olho cheio de fé,
E outro bem aberto para a realidade.

Discernimento, eis a grande lição de casa!

A Pílula da Alegria

Lua Linda no céu de estrelas,
As ondas batem na areia da praia,
É uma daquelas noites mágicas para se namorar, mas estamos, minha esposa e eu, no lugar errado sem nem saber o que estavámos fazendo por lá...



A Pílula da Alegria

Um homem sem camisa, visivelmente alterado, pula em frente as caixas de som. Em uma dança frenética como quem está tendo convulsões. Ele se joga no chão da pista de dança e posso jurar que baixou um espírito de uma largatixa nele. De repente, ele para de dançar, vai atá o bar e toma um drink, parece engolir uma pílula e alguns segundos depois volta a dançar mais animado ainda.

Stomp. Stomp. Stomp.
Puts. Puts. Puts.
Tump. Tump. Tump.

130 batidas por minuto, êxtase no ar e na mente. O lugar está lotado e o agito corre solto. Centenas de pessoas se aglomeram na pista envolvidos pelo batida emanada pelo DJ. A música que os leva ao trance, e um mix de música indiana, new age e bateria eletrônica.

Então era assim, uma típica "night" numa ilha grega.

A batida aumenta e parece levar o povo a loucura, e o cara não é o único a tomar a pílula que corre solta pelo salão.

- A música é legal, sem as batidas - comento com Auri ao meu lado, enquanto
noto que um sujeito não tira os olhos da gente.

Minha esposa e eu, éramos os únicos ali que pareciam não estar no clima da festa. E não demorou muito e ele veio em nossa direção nos oferecendo a chance de perder a timidez e cair na festa. Agradecemos, e eu explico que estamos nos divertindo, mas ele não fica convencido, e vai embora com cara de quem não entende o que esses dois “caretões” estão fazendo ali. Essa é a pergunta que também me faço.

Estamos finalizando a nossa viagem de férias pela Africa e Oriente Médio e que país melhor para servir de ligação entre o Oriente e o Ocidente que a Grécia? Após um dia maravilhoso na ilha de Santorini, queríamos sair a noite e dançar um pouco, e aquele folheto prometendo uma festa à beira-mar, onde todos experimentariam o “Nirvana”, pareceu atraente. Não, não éramos tão inocentes, sabíamos o que rolava. A questão é que não precisavámos disso ou daquilo para nos divertirmos.

Como era bom áquela época em que podiamos cair na noite, sem nos importamos com a nossa saúde mental, fisíca e energética. Será que não há mais por ai, aquelas festas bobinhas, onde é possível se divertir, dançar e dar rizadas com os amigos, sem precisar das pílulas da alegria ?

E a alegria era o que todos pareciam estar sentindo, mais uma alegria alterada; com sorrisos distorcidos e olhos vidrados.

Olhei para a minha esposa e disse:

- Sou só eu ou você também esta se sentindo como peixe fora d`àgua?

Ela concordou com o olhar, e fomos embora.

Fora dali, o alivio tomou conta enquanto a brisa do mediterrâneo parecia nos limpar.

- Você acha que ficamos quadrados? Será que não viramos dois evangélicos condenando o rock`n`roll e dizendo que é musica do diabo? - pergunto aflito. Estaria o garoto que adorava festas se tornando moralista depois dos trinta?

- Não, Frank- respondeu Auri - São apenas níveis diferentes. Não que sejamos melhores ou piores ou que eles estejam certos ou errados em tomar êxtase para ficarem animados; apenas o que os atrai nesse momento de suas vidas, nos repele. Seriamos moralistas ou quadrados se condenassemos ou julgassemos aquilo que não nos convém mais.

E ela tinha razão e sua palavras aliviaram meu coração. Sensação de não sou tão “ET” assim tomou conta de mim.

A lua tava Linda. A maré calma tocava nossos pés na praia que nem cena de novela das oito ou filminho bonitinho de sessão da tarde, e como é bom esse "brega" de finalmente encontrar alguém com a nossa sintonia.

Debaixo do céu estrela, abraço minha esposa e pergunto:

- Você já dançou sem música numa praia da Grécia antes?

Ela sorri e me responde:

- E quem precisa de música ou pílulas da alegria quando se quer dançar com a pessoa amada?
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