quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Palavras Formosas



A maioria das pessoas esqueceu a língua dos Deuses, o que restou no lugar foi a língua vulgar que se perde em si mesma e se embeleza em seu eco, afastando os homens do conhecimento do principio dos tempos. 

Há poucos, os ousados, que se calam e percebem que na harmonia do silêncio, a lembrança de certos símbolos emerge e parece falar uma língua esquecida que faz mover os lábios e transforma o ar que entra pela garganta em um som poderoso que faz evocar os Deuses de novo.

Diante dos Deuses, essas palavras de poder se transformam em palavras formosas que saúdam essas presenças sagradas e esse único idioma, amigos - a oração -  formado por palavras de poder e palavras formosas unifica os opostos e expande a consciência suprema para que a lembrança de quem somos permaneça acesa e nos lembre dos perigos das armadilhas de esquecimento da matéria. 
  
Frank Oliveira
  
Kaká Werá Jecupé é índio de origem tapuia, escritor e ambientalista. Segundo ele,  há uma profecia Tupi segundo a qual quando o espaço abraçar o circulo do novo tempo, Tupã renascerá no coração dos estrangeiros e os ensinamentos sagrados serão revelados. Esse conhecimento é chamado de " palavras formosas" que oferecem mais do que a narrativa do Universo de maneira poética; elas podem, como dizem os antigos, abrir caminho para quem deseja tornar-se Pajé, ou seja, aquele  que conversa com os ventos, o fogo, a terra, as águas. Mas, se elas servirem pelo menos para o homem buscar não somente a consciência do cérebro, mas também a do coração, a tarefa dos últimos Werás, mensageiros de Tupã Tenondé, não terá sido em vão. 

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Linguagem por Aïvanhov



A linguagem está em constante evolução: surgem novas palavras, enquanto outras desaparecem. Mas, com exceção dos linguistas, são poucos aqueles que prestam atenção nisso. É um pecado abandonar certas palavras, pois, desse modo, deixa-se que se apaguem na sua consciência as realidades que essas palavras representam. 

As palavras não simples abstrações, mas entidades vivas que estabeleceram relações com outras palavras. Assim, a perda de uma palavra leva ao desaparecimento das ligações que ela tinha com outras palavras e portanto, com outras entidades. E é toda uma cultura que se empobrece.

Muitos utilizam as mesmas palavras para nomear e qualificar objetos, acontecimentos e seres que não têm nada em comum. O seu vocabulário é tão pobre! Vocês não só não devem imitá-las, como também devem procurar usar palavras que não usam habitualmente. Sabendo nomear exatamente as coisas, elas se vivificam dentro de nós, e como consequência, há todo um encadeamento de transformações benéficas: enriquecendo o seu vocabulário, vocês também enriquecem as suas percepções, a sua sensibilidade e a sua compreensão."

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Mensagem recebida em italiano da Edizioni Prosveta e traduzida para o
português (brasileiro).

terça-feira, fevereiro 26, 2013

O Segundo Parto



Quando chegar a hora, a reação ao corte do cordão prateado é a revolta.  Pois quando o teórico se faz em prática, não tem choro ou colo, tudo ali é agora e diante do fato do segundo parto, o ancião vira criança e chora; o sem fé busca explicações sem a baliza do cérebro que em dualidade protegia a mente, e é nessa hora que o descrente vira crente de que tudo continua...

Passado a revolta, o viajante sem veículo tenta ver algum sentido naquilo que se descortina, desesperado, ele se agarra em qualquer coisa que lhe sirva de muleta naquela realidade desoladora e é nesse momento que gente vira porta e pessoa vira parede, qualquer coisa que lhe possa servir de corpo, e sendo porta ou parede, o viajante não compreende que... se ele precisa ser qualquer coisa que ele seja consciente dos novos sentidos que se apresentam para lembrá-lo...que ele já esteve presente nesse tempo outro até então ausente que não o tempo da Terra. E ciente disso, a verdade se manifesta e ele se lembrará com festa de que nunca esteve sozinho, pois alguém lhe espera.

E quem lhe espera é a memória prometida da terra esquecida além dessa. E de volta a casa, ele vai perceber que toda essa jornada de negação e revolta poderia ter sido contornada se ele tivesse apenas se adaptado à vida e suas reviravoltas. 

Pois é na adaptação na vida e nas coisas não-repetidas que o Divino vela e se manifesta.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

O Sorriso do Little Krishna



Kri Kri, meu filho sorri e interage. Olhos enormes seguindo a mãe por toda a parte. Little Krishna amadurece como um bebê bem forte nem mais parece aquele recém-nascido escondido entre aparelhos naquele danado aperreio que foi o seu período pós-nascimento. 

Little Krishna sorri e pede que eu esqueça que mesmo antes de tê-lo, eu quase o perdi e só de lembrar disso, me bate um desespero. Contudo, não posso deixar a mente apagar o quanto é precioso, tê-lo em nosso lar. Por isso, esse é um Ode ao seu sorriso, mas também é um aviso para me lembrar que é valioso não esquecer dos apuros e sempre celebrar a jornada da vida que começa sem dó nem pena, mas sempre garante o seu continuar. 

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

A Outra Banda


" Só digo a verdade,
Sou Exu Pimenta,
Vai arder nos olhos, compadre,
Na boca e nas ventas"

São duas bandas, a clara esta claro, a escura é mais perto da sua carne. É a
esquerda, o dark side, o mensageiro da terra que mostra o que escondemos, uma camada abaixo da pele.

Ninguém gosta do reflexo do espelho, só queremos sossego e água fresca; gritamos pelo que nos é direito, sem compreender o que ensina o esquerdo dos exus e das pomba-giras mostrando o que se esconde além das aparências.

" Duas pernas, dois pés,
Dois braços, duas mãos,
Dois ouvidos, uma boca;
Presta atenção:
São dois olhos para ver
Mas apenas um coração."

Sim, é de dar medo, mas medo da nossa própria ignorância de não conseguir compreender que a escuridão é apenas a ausência da luz. É ignorar os arquétipos; é achar que uma coisa é apenas uma coisa, quando tudo nesse plano é o Eterno manifestado nos dois arcanjos: é Gabriel e Lucifer; é o capeta e o Divino; é o redemoinho do Guimarães Rosa; é da flor o espinho. É Shiva com seu tridente, é Ganhesha na porteira, então olha a ventania, garoto, trazendo a Força da Esquerda.

" É preciso muito respeito para lidar
com essa força e compreender
o Divino trabalhando
na dimensão das dores."

É a lição do espinho, mas também é flor; as revelações arrancam lágrimas das nossas fragilidades, mas também solidificam a nossa vontade; é o falo ereto, é sensualidade, é nego caindo, mas também é dança, pois depois do choro da verdade, menino, vem a alegria da magia da Maria Padilha. Lá vem as mulheres da rua mostrando o mundo como é, na ambigüidade da realidade, testando a sua fé. No chacoalhar da Cigana, na gargalhada da Pomba-gira Rainha que o macho se revela uma menina.

Por isso lhe aviso, neófito espiritual, esse estudo da esquerda é um assunto
sério, não seja leviano ao lidar com esse mistério.

Se quiser se aventurar pelo estudo das duas bandas, não precisa ter medo, basta apenas ter respeito tanto pelo que é direito quanto o que é esquerdo.

A direita não se sustenta sozinha nesse plano, tudo é Ying e Yang, meu amigo, não alimente engano, pois é no exu se revelando e na pomba-gira bailando que a verdade surge e descobrimos que o que trancava nossas ruas não era o inimigo, mas apenas a ignorância de que dentro de nós habita eternamente a luz e a sombra dançando.





WHAT TEACHERS MAKE

A poem by: Taylor Mali


The dinner guests were sitting around the table
discussing life. One man, a CEO, decided to explain
the problem with education. He argued:
"What's a kid going to learn from someone who decided
his best option in life was to become a teacher?"

He reminded the other dinner guests that it's true
what they say about teachers: "Those who can...do.
Those who can't ... teach."

To corroborate, he said to another guest: "You're a
teacher, Susan," he said. "Be honest. What do you
make?"

Susan, who had a reputation of honesty and frankness,
replied, "You want to know what I make?"

I make kids work harder than they ever thought they
could. I can make a C+ feel like a Congressional Medal
of Honor and an A- feel like a slap in the face if the
student did not do his or her very best."

"I can make kids sit through 40 minutes of study hall
in absolute silence."

"I can make parents tremble in fear when I call home"

"You want to know what I make?"

"I make kids wonder."

"I make them question."

"I make them criticize."

"I make them apologize and mean it."

"I make them write."

"I make them read, read, read."

"I make them spell definitely beautiful, definitely
beautiful, and definitely beautiful over and over and
over again, until they will never misspell either one
of those words again."

"I make them show all their work in math and hide it
all on their final drafts in English."

"I make them understand that if you have the brains,
then follow your heart...and if someone ever tries to
judge you by what you make, you pay them no
attention!"

"You want to know what I make?"

"I make a difference."

"And you? What do you make?"


quinta-feira, fevereiro 21, 2013

A Luta e o Luto



Dadá morreu, o luto tomou de conta; a gente dá conta porque o luto é a luta do organismo para lidar com a perda que a vida dá. Dadá não estará presente e sua presença ausente é mais do que consigo aguentar.

Tô de luto, de luto eu luto para conseguir continuar...nessas horas, palavra dos outros machucam, portanto, quer ajudar? Trate de se calar! Mas fica perto, acenda a vela, ore por mim, ore por Dadá, mas não use a minha tragédia para o mal dizer e mal falar. 

Observe o que a tragédia alheia te ensina, pois tudo no outro tem mesmo o poder de te afetar. Quanto a mim, vou colocar o meu preto, vou zerar o relógio e vou parar de citar W.H. Auden, pois provavelmente ninguém haverá de se lembrar.  Mas vestirei o preto que libera o corpo e vou chorar o choro que é o grito da alma, portanto, tampem os ouvidos que eu quero lamentar por Dadá.

Dadá partiu e preciso lidar com isso da forma que der, seu ombro amigo vem me acalentar, mas não diga que Dadá estará em um lugar melhor que do meu lado, pois Dadá não está; por isso, se você vier me consolar, a melhor forma de se solidarizar é com o seu silêncio, amigo de perto, amigo de longe; só sabe da dor quem está a sangrar. 

Estou lutando para aguentar a falta que Dadá dá. Não preciso que você escute os detalhes da minha dor, dor de alma não se descreve, nem medicina consegue curar. Só o tempo, amigo de perto e amigo de longe, só o tempo consegue a dor diminuir, mas a ausência de um amado a vida sempre vai te lembrar; mas que a vida lembre, há de lembrar; de você, quero apenas o ombro para chorar. 

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Do Quê Somos Feitos

De que material o seu corpo é feito?

Barro, vontade, realização ou desejo?


Quem é humilde, sabe do que é feito e conhece a verdade que nunca pode ser revelada; sabe que o corpo que habitamos é uma garça branca, transporte do avatar que somos para e do mundo da matéria de volta para as estrelas, lugar origem de todos humanos que se apegam ao barro, mesmo sendo feito de cometa.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Percepção


"If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is, infinite."
William Blake



Estou abrindo os olhos e os ouvidos para não vulgarizar os tesouros que são os meus estudos numa tentativa tola, um ato estúpido, de querer agora o que só pode vir ao eu maduro.

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Meu Pequeno Buda

Little David é um sujeito interessante. Só reclama quando está com fome, troca de fralda ou deseja um colo, geralmente ele fica assim com esse eterno sorriso por vir, daí basta sua mãe fazer uma gracinha e ele começa a rir.



No começo, eu pelejava: sorria, sorria moleque e Little David nada, porém, como esse Paraíba Vagamundo nunca desiste, fiz umas graças, li poesia e quando eu olhei pro lado, olha o Buda da Alegria, num convite ao sorriso que espero em breve que se transforme em riso da mesma forma que ele ri para a Auri.

Sim, tô com inveja do riso solto que ele troca com a mãe, mas deixa só ele crescer mais um pouco para eu ganhar ele todo quando eu compartilhar com o guri, a minha coleção de gibi.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Ash

Só restaram as cinzas da sua vontade de cair na gandaia da carne e experimentar o convite dos demônios que sufocam os anjos da sua conformidade. Há momentos em que os anjos atrapalham e os demônios ajudam, assim como há o tempo em que os demônios afastam o que os anjos atraem.



Nessa obra de Escher que é a nossa realidade, feliz é quem não é infeliz o suficiente  de seguir acorrentado pelas dogmas, alianças, papeis e diplomas que te obrigam a uma vida arrastada onde tudo é pecado, mas pecado é o nada!!!!

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Carnaval e Espiritualidade

Já se tornou um hábito no meio das pessoas que se dizem espiritualizadas a máxima de comparar o carnaval ao umbral ou ao inferno. São muitos os entendidos do assunto que afirmam que essa festa é a oportunidade perfeita para que assediadores, obsessores, demônios e afins façam a festa com o descuido da galera, sem contar outras tantas explicações baseadas em estatísticas, onde se explica que essa é a época em que mais ocorrem acidentes em estradas, proliferação de doença sexuais e outras dezenas de provas afirmando que o carnaval deveria ser extinto do calendário brasileiro.

Ok, já sabemos de tudo isso, mas alguém já parou para pensar que ao mesmo tempo em que existe o lado negro do carnaval , existe também um lado bom nessa festa popular; afinal posso estar errado, mas acredito que tudo na natureza ( e no mundo dos homens) resulta em equilíbrio.
Sabemos que as sombras criam vida nos salões, mas não estaria a luz também presente na alegria, na dança, na energia das pessoas que por alguns dias esquecem a dureza do dia-a-dia e vai a avenida sambar? Por todo o país um show de cores dá lugar ao cinza do suor pelo pão que nunca custou tanto. E eu aqui fico me perguntando: não seria isso um aspecto positivo de uma festa que já foi considerada pagã pelas igrejas, por justamente considerar pecado pessoas rindo, cantando e dançando, quando deveriam estar ocupadas rezando?

Antes que alguém me acuse de defensor do carnaval, queria deixar bem claro que não sou tão chegado assim a samba, pulei carnaval quando era criança, mas não dá para deixar de admirar um povo que transforma queda em passo de dança, que transforma o grito diário num canto de alegria, e nada melhor que o carnaval para representar isso.

Quando penso nesses salões em dias de carnaval, não dá para deixar de pensar que as trevas estarão por lá, assim como os ventos da obsessão e do assédio, mas tenho certeza que também por lá estarão os anjos da alegria e os amparadores do sorriso que não perdem uma oportunidade de ver gente feliz. E tudo isso pra mim não passa de puro EQUILIBRO á brasileira.

Eu não sei sambar e prefiro um bom vídeo com pipoca a ver escolas de samba na avenida, mas ainda me emociono ao pensar que talvez num morro desses qualquer, um traficante trocou o som da metralhadora por um batuque, e somente por um dia ou quem sabe dois, ele tem a oportunidade de dançar com a vida e deixar a morte que não sabe sambar esperando a festa acabar.

domingo, fevereiro 10, 2013

Percepção - sexta


"If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is, infinite."
William Blake



Estou abrindo os olhos e os ouvidos para não vulgarizar os tesouros que são os meus estudos numa tentativa tola, um ato estúpido, de querer agora o que só pode vir ao eu maduro.

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Portais e Cantos



Cada chacra é um portal para a Terra Sagrada do meu Pai. Cada bija-mantra é um canto de devoção para a Mãe Divina.

Na ida da força da serpente; ao pingala de cada nádis; abrimos as portas do infinito, adentramos na Casa do Divino que sempre foi a nossa casa.

Por isso nada de canto sem entusiasmo. Tenha respeito e carinho por cada chacra como se cada um deles fosse um templo, onde é preciso entrar descalço por humildade e devoção na vontade.

Ter chacras todos temos, mas trabalhar com eles, poucos sabem.

(((())))

Os Chacras e os Exercícios

Sempre odiei qualquer exercício de relaxamento ou energético que envolvesse visualização.

O problema não era a falta de imaginação, no meu caso era simplesmente uma questão de pura disciplina. A mente simplesmente não obedecia à vontade.

Lembro sem tanto carinho do tempo em que participava de um relaxamento em grupo e o Mediador da meditação conduzia a galera dizendo "isso mesmo, depois de subir a montanha, há esse lago lindo te esperando"; e eu ainda estava lutando para imaginar a montanha.

No final da pratica, enquanto todos contavam como se sentiram rodeados de amor se banhavam no lago; eu permanecia calado no canto, com vergonha de confessar que enquanto eles visualizaram uma cachoeira, o máximo que consegui foi imaginar uma gota d água.

Não havia duvidas que os exercícios funcionassem, o problema era que eu
simplesmente não conseguia ver o que o exercício exigia que eu visse.

Esse impasse durou até a hora em que descobri sobre os mantras e bija
mantras* para trabalho com os chacras. Todos os problemas pareciam ter acabado, bastava imaginar meu Chacra Frontal gritando OMMMMM!!!!! e como
mágica, eu sentiria o efeito.


Decorei cada bija mantra e testei todos, mas minha mente teimosa
continuava a me boicotar e varias vezes trocava o som dos bijas e sentia que os meus chacras já nem sabiam quem eram, nem eu sabia se aquilo me levaria para algum lugar.

Por fim, certo dia meu amigo Lazaro num de seus e-mails históricos na
Voadores, nos ensinou algo sobre os nadanandas**, ou sons sutis que
ativavam os chacras da mesma maneira que a visualização das cores e entoar dos bijas. De acordo com o Lazaro, bastava imaginar o som de um sino tocando repetidas vezes no chacra cardíaco, por exemplo, para a gente sentir o efeito do mesmo.

Foi o que fiz e bomba, pela primeira vez senti que não precisava imaginar
meu peito esgoelando Yam sem parar, nem me matar para visualizar um verde que virava todo instante amarelo.

Alem dos sons sutis, passei a testar a ativação dos chacras por cheiro.

Invés da velha tentativa frustrada de ver verde, no lugar, tentava
lembrar do cheiro da grama e shazam!!!

Se queria visualizar um azul, lembrava do cheiro do mar.

E para cada cor de chacra, eu imaginaria cheiros, sons e coisas mil que garantissem que eu despertaria as hélices dos bichinhos.

Hoje em dia, quando penso no céu, automaticamente surge em minha tela mental azul. Quando penso em fogo, sinto o amarelo que preciso para trabalhar com o umbilical e por ai vai...

Outra técnica que aprendi numa mensagem do Bene foi a ativação dos nadis*** via pranayama. Essa técnica em particular ( peçam ao Bene por ela) funciona com ou sem visualização. Basta alguns minutos e parece que cada chacra se abre para você.

Dia após dias, fui percebendo com essas tentativas malucas que ativar
cada chacra não era uma questão apenas de visualizar e sim de sentir.
Cada pessoa acaba encontrando sua própria forma de trabalhar cada chacra; talvez fosse por isso, que os exercícios de visualização não funcionava comigo a principio e nem funcionem com muita gente.

O que posso aconselhar é que apesar de haver milhares de exercícios
por ai, garanto que algum deles é perfeito pra você, porem muito mais
importante do que encontrar aquele que funcione; é continuar a fazer os exercícios e tentar ao máximo escapar da preguiça mental.

Assim como fazer exercícios com o corpo físico, o desenvolvimento dos
chacras exige continuidade e disciplina, e muito embora a principio
não se veja tão fácil a recompensa por manter um equilíbrio energético, se você pudesse visualizar o quanto esses exercícios ajudam a dissolver as centenas de sementes de doenças e males psíquicos que poderiam se tornar somáticos,
você perceberia que esse conhecimento não caiu por acaso nas suas mãos.

Ainda bem que você, assim como eu, tem sérios problemas com visualização.

Frank

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Notas tiradas da Enciclopedia Voadores:

*Bija-Mantra (Sânscrito: mantra semente) - Mantra resumido de rápido efeito de ação, normalmente monoou bisilábico e associado diretamente a um chacra, pétala ou divindade. São muito usados por projetores não yogues para
ativar de forma imediata chakras específicos.

**Nadananda - Sons sutis, portadores de bem aventurança, que são ouvidos internamente no despertar de cada chakra. Por processo inverso, é técnica
antiga vibrar o nadananda equivalente ao chakra, mentalmente, para que a repercurssão energética do som o faça despertar.

Nádis ***(Sânscrito) - Sistema circulatório energético, na frequência do duplo etérico. Um verdadeiro para-sistema nervoso, interligando chakras e órgãos.

Os principais nádis (veias, artérias espirituais) são as ligadas ao
despertar da kundalini: Ida e Pingala (para descida do prana) e Sushumna(para subida da energia kundalínica ativada).

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Segue abaixo a relação dos chacras e seus bija mantras

CHACRAS E BIJA-MANTRAS

CORONÁRIO (do sânscrito: "Sahashara": "O lótus da mil pétalas"):
Topo da cabeça; ligado à glândula pineal (epífise);
Bija-mantra: "Brahmarandra" ou o "OM".

FRONTAL (do sânscrito: "Ajnã": "Centro de comando"):
Testa; ligado a glândula hipófise (pituitária);
Bija-mantra: "OM".

LARÍNGEO (do sânscrito: "Vishudda": "O purificador"):
Garganta; ligado à glândula tireóide (e paratireóides);
Bija-mantra: "HAM".

CARDÍACO (do sânscrito: "Anahata": "Invicto"; "Inviolado"):
Coração; ligado à glândula timo;
Bija-mantra: "YAM".

UMBILICAL (do sânscrito: "Manipura": "Cidade das jóias"):
Cerca de dois centímetros acima do umbigo (controla toda a região
do plexo solar); ligado `a glândula pâncreas;
Bija-mantra: "RAM".

SACRO (do sânscrito: "Swadhistana": "Morada do Prazer"):
Região do baixo ventre (pela sua própria localização no corpo,
esse chacra seria melhor denominado como "gênito-urinário");
ligado às gônadas (homem: testículos; mulher: ovários);
Bija-mantra: "VAM".

BÁSICO (do sânscrito: "Muladhara": "Base e fundamento";
"Suporte"):
Base da coluna; ligado às glândulas supra-renais;
Bija-mantra: "LAM".

* * *

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

07 de Fevereiro

Era dia de sol e de lua
No calendário sete de Fevereiro
Um mundo ali se inciava
O casamento de dois guerreiros

Haviam pensado num padre
Pra realizar todo o cerimonial
Porém não queriam jurar união eterna
E sim até enquanto o amor fosse real

O padre não aceitou a requisição
Pra eles isso era mais que essencial
Então decidiram chamar uma bruxa
Que consagrasse a união matrimonial

No entanto a família era toda cristã
Não entenderiam a vontade dos guerreiros
De casar-se com a benção da Deusa
Num círculo mágico e com todos elementos

Decidiram então radicalizar
E chamaram um pastor pra fazer
Um cerimonial simples e bonito
Porém sem nenhuma chance de os converter

Eram livres como o vôo das águias
E queriam suas asas bem abertas
Tomariam sim das águas da sabedoria
Sem no entanto ser de uma torneira certa

Quem viu não entendeu mesmo nada
Onde já se viu casamento ser desse jeito
Onde não houve obrigação de juramentos
De coisas que dizemos só naquele momento

Quem viu só comentava
Que a noiva era mesmo porreta
Tal como o noivo que lindamente
Trocara o juramento por um poema

Dissera ele que lhe daria suas asas
Pra voarem juntos na união do amor
Já ela a todos instigara
Quando dissera o motivo pelo qual se apaixou

Tiveram seu cerimonial belíssimo
Sem valsa mas com música celtica
Dançaram no círculo de mãos dadas
O ensaio da vida de uma outra época

No céu se percebia uma raridade
Bem juntinhos o Sol e a Lua
Abençoando em pleno meio dia
Os 2 guerreiros já quase em núpcias

Foi quando ela se lembrou do dia anterior
Quando pedira ao Cosmo uma certeza
De estar agindo o mais certo possível
Se guiando pelo coração naquela correnteza

O Cosmo em resposta mandara-lhe a chuva
E em seguida um arco íris apareceu
Havia sido mesmo seu pedido à Ele
Sendo essa a prova que o céu concedeu...

Quando Chega...



Quando chega, chega assim uma alegria, como se todas as crianças do mundo cantassem ao mesmo tempo essas canções divertidas que fazem cócegas em nossa alma. 

Quando chega, essa energia revela tudo aquilo que é velado e todas as perguntas ganham respostas, pois compreendemos que tudo está conectado. Tudo ganha sentido pois a energia mostra que sabíamos de tudo o tempo todo, mas essa certeza única não se manifesta no plano da dualidade em que vivemos, pois aqui tudo é dois: fé e dúvida.

Quando chega, vejo claramente os Orixás, esses deuses dançarinos; vejo as asas da Grande Ave que culturas cristãs chamam de Espírito Santo; vejo os flocos das partículas divinas que o nosso povo chama de prana, Chi, Ki ou Maná.

Quando chega, ouço todos os 72 nomes e outros 72 que eu não conhecia e os nomes se multiplicam de acordo com o número de pessoas, pois cada um chama essa energia de um jeito, eu a chamo de papaizinho.

Papaizinho, pois diante dessa força, só me resta ficar quietinho para escutar e bem moleque para sentir. E o que eu escuto é a canção das estrelas que ecoa em meu corpo e vira teoria na mente e o que eu sinto...ahhh...o que eu sinto só faz sentido para mim, por isso, deixo você assim sem te explicar tim tim por tim tim o que é perceber o Deus que habita em você se revelar em mim.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Falando de Saúde



Estar saudável é uma das grandes sensações de ser humano. porém, uma das mais injustiçadas. Digo isso, pois não damos o devido valor para ela. Escritores, poetas, artistas não celebram a saúde em sua arte. Aparentemente, estar saudável é um direito que temos e tomamos isso como algo garantido, ou seja, que sempre teremos, mas basta uma bactéria numa salada ou um vírus transmitido pelo ar para que a nossa saúde passe a ser a coisa mais importante do universo. 

Ninguém quer ficar doente, mas é somente quando adoecemos que compreendemos que habitamos um corpo e ele precisa ser devidamente cuidado. O problema é que esse " cuidado" exige muitas vezes que abdiquemos de hábitos que adoramos como comer fast food e beber além do normal.

Ninguém quer abdicar de seus prazeres, porém ter uma alimentação equilibrada e beber de forma moderada só ganha mesmo a importância e a prioridade quando o corpo grita: stop! Você está nos matando.

Sim, somos os responsáveis por nos mantermos vivos e o corpo saudável que temos não vai permanecer assim a menos que mudemos a nossa atitude e consigamos prevenir antes de corrigir.

Por isso, acho que vale a pena escrever sobre isso, se bem que falar de paz, amor, vida e saúde não dá tanto ibope quanto os seus opostos. 

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Repeteco


Acabou, Tia!

Jureminha repete tudo o que eu falo:
- Não!
- Não!
- Pára!
- Pára!

Tudo é eco, repeteco, currapaco, paco-paco, minha filha virou um papagaio. 

Nunca prestamos tanto atenção no que é dito em casa. Qualquer coisa ela repete, daí então, Auri sempre me lembra: cuidado com o palavrão. 

Como engolir o palavrão quando a porta fecha na mão e a pedra se encontra com o pé? 

Não dá! Tem que dá, ser pai é não somente padecer no paraíso, mais também engolir todos os sapos, sopapos e palavrões que a boca anseia em soltar. 

Porém, tudo vale a pena pela nossa pequena ( me processa, Pessoa!!!). O único problema é que eventualmente ela vai acabar chegando em casa com algum palavrão na ponta da língua, mas até lá, resta acabar essa crônica pela metade, repetindo o que minha filha provavelmente diria no fim de alguma coisa:

- Acabou, Tia! 

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Free Dom

Era uma vez dois jovens que viviam em um reino estrangeiro, um se chamava
Freheit e o outro Eleutheria; um era alemão e o outro era grego, porém ambos
tinham um único objetivo encontrar um local chamado Libertas, cuja lenda dizia
que nesse lugar, todos teriam permissão de ser o que quisessem e, o mais
extraordinário, teriam o poder de ir e vir.

Naquela época, e essa estória se passa há muito tempo, ninguém podia fazer nada sem a autorização dos seus respectivos reis, daí o risco daquela ousadia, se alguém descobrisse que eles tinham partido de seus reinos em busca dessa tal Libertas, eles poderiam ser presos e ser preso nessa lenda era pior que ser executado, pois os prisioneiros eram aprisionados numa armadura de ferro que impossibilitava até mesmo o movimento do dedo mindinho. Porém, a busca valia a pena e mesmo sob o risco de perder o bem mais preciosos que eles tinham - o movimento - eles foram em frente e depois de toda uma jornada que renderia belas crônicas e contos, mas atrapalhariam a moral da estória aqui, eles chegaram em Libertas e na entrada do lugar, havia um cavaleiro guardando a porta.

- Caro cavaleiro, este é o reino onde todos podem movimentar suas cabeças na direção que bem eles queiram? - perguntou Freheit.

- Sim - respondeu o cavaleiro - Os movimento de todas as cabeças são livres nesse reino.

- É verdade que esse é o reino onde podemos mover também os nossos corpos livremente sem nenhuma restrição externa?- Perguntou Eleutheria.

- Verdadeiro - respondeu o cavaleiro.

Os dois amigos olharam um para o outro e riram aquela riso solto e sem controle
que todos nós já rimos na vida quando conseguimos o que mais queríamos. Contudo, surgiram dezenas de guardas que os seguraram e colocaram em seus rostos uma máscara de ferro, e eles se viram sendo carregados dali para o castelo, aonde foram jogados ao chão, aos pés do rei de Libertas.

- Mas o que esta acontecendo? - perguntou Eleutheria - Eu pensei que essa era a terra da liberdade e estamos sendo tratados assim.

- Nem em nosso reinos, somos levados de um canto ao outro sem motivos- disse
Freheit - Nem obrigados a usar essa máscara de ferro.

- Eu explico - disse o Rei de Libertas - Vocês riram! E aqui em Libertas,
tratamos a liberdade muito seriamente para ser tratada como piada, quem ri dela, é condenado a usar uma máscara de ferro para não contaminar a nossa população com suas risadas. Se quiserem viver aqui terão que usar essa máscara.

- Mas estávamos rindo de felicidade por encontra o seu reino - tentou explicar
Freheit.

- O riso descontrolado é perigoso! Os movimentos involuntários são selvagens e
destrutíveis; se não forem devidamente controlados podem destruir a nossa
cidade - disse o Rei.

Conta a lenda que os dois amigos por serem estrangeiros, tiveram permissão do
reino para sair daquele reino. E eles saíram de Libertas e continuaram a buscar um outro lugar onde pudessem além de poder mover seus corpos e suas cabeças; rir compulsivamente também. Porém, contam as más-línguas que essa jornada estava desde o principio fadada ao fracasso, afinal, liberdade é como o pensamento, quanto mais tentamos definir, mas foge de lugar.



sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Percebo e Vejo - O que é Clarividência?

Acordei com saudade de casa, uma falta danada da terra onde vim, terra essa de um outro tempo em que todo esse meu povo vive feliz em sintonia com as ondas de amor sem fim.

Em dias assim, qualquer coisa desperta a clarividência, pode ser um passarinho cantando ou um percevejo.

E quando a clarividência se evidencia, a visão do mundo clareia e percebemos a tristeza dessa gente ainda pedinte de provas da existência do óbvio, e pensando sobre isso, eu choro, pois sei que a dor ainda é o Avatar favorito desse plano de existência.

Quero seguir nesse mundo de dualidade, aprender a co-existir com esse mistério do maléfico que corrói o fraco e o belo; por isso é que de vez em quando me permito ver e deixo só um pouco da vidência estelar voltar e o peito explode em nostalgia com as lembranças do Jardim do Eterno. Porém, essa vidência clara também mostra as mazelas do outro lado da balança, miséria, discórdia, desesperança e tudo mais que aqui há. E agradeço a Deus por não ver tudo claro o tempo todo, pois eu não teria corpo que pudesse agüentar.

Sim, eu agradeço pelo que eu não vejo tanto, pois não ver tudo me permite ter foco no tanto que vejo.

Enquanto a melancolia da visão desperta me faz notar o desequilíbrio do mundo, agradeço aos céus por esse dom de ver tudo estar adormecido boa parte do tempo. Agradeço pois sei que ainda não tenho o talento dos Grandes Mestres que vêem o mundo com tudo que nele acontece junto.

Eu, um pequeno percevejo, sigo aprendendo e fortalecendo o meu olhar, e olhos firmes são aqueles que sabem tanto rir quanto chorar.

E esse choro é apenas um desabafo do corpo por perceber que a mente ainda briga com as emanações do espirito. Ao compreender que se estou aqui e somente aqui que preciso ver, deixo as lembranças do eterno partirem, como folhas ao vento, e daqui a pouco sei que vou voltar a ter certeza que tudo o que sinto e percebo não passa de um sonho mecânico de um percevejo.



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