quinta-feira, agosto 13, 2009

GAIVOTA – VOANDO COM OS ESPÍRITOS, ALÉM...*


By Wagner Borges

Gaivota, gaivota, que conhece o céu e o mar...
Revele-me o que o vento lhe ensinou.
Aquilo que os pescadores não viram,
E que o velho do mar cantou.

A sabedoria do coração que sente e sonha...
A fé que move montanhas e abre caminhos.
O amor que a tudo transforma...

Ah, gaivota, você viu o azul do céu bem de perto.
E você riu e agradeceu à Grande Gaivota Criadora.
E você também viu os espíritos subindo nos raios de sol.
E outros mais descendo nas gotinhas de chuva.
E junto com eles, você cantou...

E lá, na linha do horizonte, você bordejou contente.
Porque o vento levou-a em seu ventre...
E os espíritos lhe falaram de outras paragens, além...

Ah, gaivota, os seus pais e irmãos não morreram.
E nem os seus amigos... E o velho do mar também não.
Eles voaram para outras paragens, no ventre da Luz.

Olhe o momento mágico do crepúsculo, e veja além...
Veja as primeiras estrelas surgindo no firmamento.
É para lá que eles foram, todos bem vivos.
Sim, para a Casa das Estrelas, no ventre do Todo.

Ah, gaivota, escute o seu coração.
Nada é mais precioso; e o amor faz voar bem alto.
Continue a cantar e rir, como o vento lhe ensinou.
E outras gaivotas também compreenderão...

Sim, continue voando pelos céus da Grande Gaivota Criadora...
Siga cantando e rindo com os espíritos... E vendo estrelas.
E seus pais, irmãos e amigos também cantarão junto, além...

Gaivota, gaivota, que conhece o céu e o mar...

(Dedicado aos pais, irmãos e amigos que hoje moram nas estrelas, no ventre do Todo.)

P.S.:
Há almas boas, tranquilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos. Elas ajudam silenciosamente aos homens na longa travessia das existências seriadas. Fazem isso apenas por sua bondade. E sempre ensinam que há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos e que é a essência da alma.
Essa é a luz que mora no coração.
Então, que essa luz ilumine esses escritos, para que eles cumpram sua função no mundo e inspirem a outras gaivotas a pensar no Eterno que está em tudo.

Amor e Alegria.
Paz e Luz.

- Wagner Borges – pequena gaivota encarnada... Voando e aprendendo com o vento do Espírito Supremo.
São Paulo, 01 de julho de 2009.

- Nota:
* Para enriquecimento desses escritos, sugiro aos leitores que leiam os dois textos intitulados de “O Vôo da Gaivota - I e II”, publicados no meu livro “Flama Espiritual”, e também disponibilizados no site do IPPB, no seguinte endereço específico: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4997.

Um comentário:

Geralda Sales disse...

Belíssimo poema espiritual. A alma de Fernão e suas experiências existe em muitos de nós, gaivotas andantes, por vezes, seres figurantes.
Beijos...

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