sexta-feira, novembro 30, 2012

O Tempo!




Passei toda a minha vida
Correndo contra o tempo,
Às vezes, eu tinha tempo demais,
Outras vezes, tinha de menos;
Até que um dia
Acordei sem tempo,
E vi um mundo sem passado
E sem futuro
Que acontece por dentro;
Em principio, foi difícil
Conceber um tempo
Onde tudo acontece ao mesmo tempo,
E diante dessa impossibilidade
De compreender esse momento,
Descobri que tinha que esquecer
O que eu chamava de memória
E não pensar no que traria o vento;
E diante do eterno momento
Que me entregou aquele tempo,
Compreendi finalmente
O que é meditar no presente!

quarta-feira, novembro 28, 2012

O Ego e o Dragão de Mil Cabeças !




Segundo o Dalai Lama, há dois tipos de ego:  um tipo só cuida de si mesmo para
conseguir alguma vantagem para si, ignorando os direitos dos outros. O outro ego
diz: "preciso ser um bom ser humano; preciso servir; preciso assumir plena
responsabilidade". 

Para chegar até aqui, você precisou construir o seu ego mais egoísta. Moldando-o
e enaltecendo-o, seu ego e toda a estrutura do seu psiquê te ajudaram a evoluir
e vencer a corrida da sobrevivência e garantir o seu lugar ao sol, porém não é
só de pão, água e sombra que vive o homem e para continuar a sua jornada, se faz
necessário compreender que sempre chega o tempo em que, como dizia Sri
Aurobindo, o auxilio inicial se torna um entrave.  

Chega um tempo em que o ego como um narciso apaixonado por um reflexo
distorcido, não dá espaço para o que é novo se manifestar e começa a se defender
de qualquer tentativa de mudança.  Como profundo conhecedor dos mecanismos
biológicos de recompensa e satisfação,  o ego se auto-alimenta com os elogios
que recebe, filtrando somente aquilo que o fortalece.

Aquilo que fortaleceu o ego no começo, já não é mais suficiente para sustentar o
sistema complexo que você se tornou. Esse algo a mais que tanto te tira o
sossego parece ser algo fora dos domínios do ego, e diante disso, para atingir
esse objetivo, uma nova consciência  vai emergindo e se espalhando pelo seu ser
e te mostrando que é tempo de perceber que nem ela nem o ego é verdadeiramente
você. 

Desconfio que o ego é um dragão de múltiplas cabeças e cada vez que cortamos uma
delas, uma outra aparece. Cada cabeça, cada ego tem seu tempo e possui o poder
de nos ajudar - os observadores - a chegar na experiência que desejamos alcançar
nessa dimensão.

Cabe a você, o observador central, trabalhar para manter essa percepção
consciente diante das máscaras que vão surgindo para te levar até onde você quer
chegar e não se identificar somente com elas para não perder a noção entre quem
é o personagem e quem está atuando. 

terça-feira, novembro 27, 2012

Tem Alguém Ai?




A jornada foi árdua. Quando olho para trás, é realmente um milagre não ter
desistido. Domar a mente, fazer as pazes com o meu demônio interior e finalmente
ter a disciplina para trabalhar meus chacras diariamente levou-me a um estado de
paz interna que me possibilitou, pela primeira vez, essa sensação.

Calmamente, respiro fundo e mergulho sem medo na imensidão que separa as
dimensões e percebo que todo o meu corpo se alinha para que minha mente possa
acessar o que há por trás do véu da matéria e com força de vontade e muita
concentração, vou me desviando dos devaneios e ilusões que se apresentam e
percebo surgir uma luz familiar e desconhecida; familiar por ser a mesma luz que
percebo brilhar em mim e desconhecida, pois ela é repleta do brilho que sempre
busquei. Esse brilho parece vir dos confins do universo e sinto que ele me
envolve e reluz em todo o meu corpo sutil. Não tenho dúvidas: estou diante da
presença de Deus!

Com lágrimas nos olhos, ajoelho-me diante de tamanha força e agradeço a ela por
me deixar testemunhar a sua existência e peço licença para compartilhar essa
experiência quando eu retornar.

Então sinto uma leve vibração que lembra o som de uma voz; as ondas vão
aumentando e percebo emocionado que estou ouvindo a voz do Criador:

" Você pode até compartilhar essa experiência" - disse a voz - " Mas não se
engane comigo! Não sou Deus, eu sou apenas outro cara que assim como você, busca
encontrar o Divino aqui também. A diferença é que eu moro... digamos... no andar
de cima. "

segunda-feira, novembro 26, 2012

Quem É Que Vai Acreditar?



Desconfio que o astral não quer ser revelado, se quisesse, não haveria esse
encantamento que apaga da mente a viagem noturna e vulgariza na palavra aquela
experiência tão encantada. Desconfio, e só desconfio que jamais conseguiremos
provar ao outro o Divino contato que brilha em nossos olhos e explode em certeza
no nosso coração. 

E aqui entre nós, que peleja besta é essa da gente tentar convencer o outro do
que flui dentro da nós; e parece que não aprenderemos nunca essa lição, basta
uma pequena sensação de contato com o mundo de lá, e lá vamos nós de novo,
tentar mostrar pro outro e narrar o inarrável, só para ver a nossa experiência
ser banalizada pelo crivo alheio e assistir a mágica experimentada, como água,
escapar pela palma alheia. 
Tral não quer ser revelado, disso tenho certeza, mas também acredito que
explicar o inexplicável é o que nos torna humanos. Dar nomes ao que não tem
nome; criar teorias que serão logo substituídas; insistir na teimosia de fazer
qualquer coisa, menos viver plenamente o aqui e agora.

quarta-feira, novembro 21, 2012

A Hora do Aperreio


Na hora do aperreio, quem olha os outro di cima, se põe di juelho. Para preservá
o que é seu, ateu grita " Meu Deus!", cristão vira macumbeiro e até muçulmano se
converti em judeu.

E para ninguém dizê que estou chamando Jesus de Genésio ou que fico pregando
esse tal evangelho da Nova Era; eu só quero dizê que quando o inverno toma conta
da primavera e a água bati na bunda, surge a fé sabi lá di onde e se revela uma
verdade profunda: só conhece o Seu Divino quem se assumi sê pequenininho peranti
o mistério do infinito e se põe a seu jeito, a rezá.

Daí, quando o sujeito se coloca de juelho na humilhação de suplicá por um
milagre feito, se disfaz o preconceito e reconhecemo que até quem escrevi com
erro, podi sabê de coisa que doutô em letra nenhuma sabe explicá direito.




sexta-feira, novembro 16, 2012

Rodeio ao Contrario



Levantem os chapéus para os bois e homenageiem os filhotes da égua, pois
valentes mesmo são esses bichos que precisam dividir conosco o planeta
Terra.

Como um Chiquinho de Assis; queria eu falar a língua dos animais para tentar
explicar para eles o porquê da fama dos Peões e como os rodeios são tão
populares. Mas como explicar algo inexplicável?

Como explicar a platéia lotada com tanta gente sorrindo com o que é feito
para atrair e entreter a audiência? Como será Chiquinho, que eu explico pros
bichos o que é ignorância?

Será que não há por ai um Sindicato dos Bichos, que explique para quem vai
num rodeio ou num circo, o que ocorre com os animais em nome do show, em
nome do riso?

Não, nem o sindicato, nem eu, nem o Chiquinho conseguiria convencer essa
gente o quanto os bichos são mal tratados; afinal o importante é a diversão
e é melhor ignorar, fingir não saber o que ocorre nos bastidores, no outro
lado.

“Bicho nem tem alma!” Dirão os mais espertos” O que me importa se ele leva
choque; pula tanto porque esta sofrendo ou se foi torturado?”

Ah, se eu pudesse falar a língua dos anjos ou dos homens, só pra dizer para
essa moçada:

“Amigo do rodeio, moçada que adora a farra, deixa eu te contar algo novo,
deixa eu te falar porque cada rodeio é uma roubada: a mesma vida que anima o
boi ou da força ao cavalo, é a mesma vida que corre em suas veias e no
coração dos seus amados.

Arrume uma desculpa para a carne na mesa ou pra jaqueta de couro no
guarda-roupa, mas me diga será que esses bichos não merecem um pouco mais de
respeito de quem tem alma? Será que é justo tanto sofrimento à toa?

É o seu ingresso que paga o rodeio, é o seu dinheiro que machuca o animal.
Quer dançar, se divertir e usar roupa de boiadeiro, vá para uma fazenda, um
show country, mas vê se para de aplaudir esse show onde à violência é o
prato principal.”

quinta-feira, novembro 15, 2012

Travessuras da Alma




Livre, livre pra voar novamente. Estou Livre!

Solto, flutuo pelo quarto, por todo lugar, noto minhas mãos, meu corpo; sim,
eu estou livre de novo. Sou bebe nascendo para lucidez, criança brincando de
ter consciência. Estou vivo, mesmo não estando no corpo.

Oba, a vida continua depois da morte! Uau, eles estão certos, há mesmo algo
lá fora, há vida, vida, vida por todo lugar.

Então deixa eu voar...

Deixa eu brincar de fantasma, deixa eu atravessar paredes, deixa eu olhar
minhas mãos; deixa eu voar.

Olha como o céu de sampa esta lindo, olha como para cada ponto de escuridão,
há uma luz brilhando e mostrando o caminho das asas; da vida que se estende
alem do corpo nas travessuras noturnas da alma, nas asas do espírito; que
livre voa pela noite por um instante que demora uma eternidade.

Deixa eu voar, mas deixa eu lembrar...

Deixa eu lembrar para contar a todos que nem que seja por um instante, todos
voam como pássaros; todos se saciam do doce sabor do céu, todos lembram que
fazem parte do todo.

Oh, eu não quero acordar agora. Vou achar que tudo foi fantasia, coisa de
quem lê listas; eu não quero acordar...


To voltando, to esquecendo...
Estou de volta ao corpo, mas ainda sinto o gosto das estrelas, o sabor do
céu. Estive por lá, consegui voar e lembrar.

Todos podem voar, voar, voar.

Mas se tudo tiver sido um sonho?


Que sonho lindo!

quarta-feira, novembro 14, 2012

O Passe do Bebê




Era tarde da noite, quando em meio a uma preocupação ou outra, tomei um
banho e tentei relaxar. Tarefas não terminadas no serviço, cobrança do
chefe, colegas de trabalhos invejosos e outros fantasmas faziam festa na
minha mente e tulmutuavam meu coração. Enquanto a água caia e banhava meu
corpo, pensei no quanto a vida às vezes te leva a corredores que parecem sem
saída e o quanto a gente perde tempo tentando encontrar uma solução para um
problema que não vai significar coisa alguma em alguns dias adiante. Sabia
que eram essas preocupações e o stress que isso causava que poderia fazer o
meu corpo adoecer, e pensando em controlar isso, sai do banheiro e fui pro
quarto, onde minha esposa, grávida de sete meses, repousava.

Fiquei observando-a por alguns minutos e meu coração foi se enchendo de
felicidade. Lá fora, a rotina do dia-a-dia podia estar me matando, mas em
casa, eu tinha abrigo em seus braços, sentia-me fortalecido com o seu amor e
meu horizonte se enchia de esperança com a nossa filhinha que estava prestes
a chegar nesse mundo.

Fiquei observando-a dormir por mais alguns minutos, até que ela acordou e
como se soubesse que eu não estava tão bem, disse: Estava sonhando com a
nossa filha! Ela estava preocupada com você.

- Esta tudo bem! Respondi

- Porque não diz isso a ela? Minha esposa sugeriu e eu encostei minha mão
direita em sua barriga, sentindo meu bebe flutuando por lá.

- Não se preocupe, filha. O pai esta bem! - Dizendo isso, fechei os olhos e
tentei ao mesmo tempo em que me comunicava com ela, passar através da minha
mão, tudo de bom que eu podia sentir, todas as coisas bacanas que eu podia
pensar; para que ela não se preocupasse com o pai; para que ela sentisse que
tudo estava bem; porem ao invés de sentir que passava energia para ela,
comecei a perceber que era eu que estava recebendo energia. Com os olhos
fechados, sentia que era da barriga da minha esposa que estava sendo emanada
uma energia douradinha, suave, recheada de muita paz, quietude e amor. Era o
meu bebe que estava dando um passe em mim!

Minha esposa sentiu que algo estava ocorrendo, mas eu não conseguia dizer
nada; só fiquei ali sentindo aquele carinho que não tem nome, que não se
descreve. Amor de uma filha que nem havia ainda nascido para o seu pai, que
emocionado chorava como uma criança.

Naquele momento senti o quanto estava perdendo o meu tempo com coisas
ilusórias, passageiras. Os problemas no serviço deveriam ficar por lá, e não
estarem ao meu lado no templo da minha casa, no nosso solo sagrado; onde eu
deveria ocupar os meus pensamentos com o amor da minha família.

Que sono tranqüilo tive aquela madrugada e como tudo o que sentira na noite
anterior se tornara tão pequeno ao nascer daquela manha. Antes de ir
trabalhar, beijei minha esposa, e novamente me comuniquei com a minha
amparadora: “Minha neném, obrigado por mais uma vez ajudar o papai.”


Frank
23 de Maio de 2005

Os: Dedico esse texto ao amigo Olavo Borges e a sua filhinha. Escrevi essas
linhas, enquanto lembrava de uma conversa que tivemos no Solo Sagrado, num
dos Encontros Voadores, onde ele me contou que certa vez ao tentar dar um
passe de energia a filha, foi ele que tomou o passe da menina. O carinho do
Olavo pela filha é tão contagiante que inspira a gente a seguir seus passos.
Oxalá que um dia eu seja um pai tão dedicado a meus filhos quanto ele é pela
sua familia.

terça-feira, novembro 13, 2012

Primeira Vez




Para alguns é uma questão de fé, para outros é uma questão de sentir.

Fui criado sob a bandeira da fé; daí foi um passo bem natural, cair de cabeça na crença dos outros, nos escritos, no disse-me-disse, na opinião alheia sobre o mundo espiritual; até o dia em que neguei tudo o que aprendi, bastou colocar o tico e teço para funcionar.

Havia perguntas que a fé não respondia, que o padre não falava, que mamãe e papai ignorava. Havia indagações que mesmo quem encontrara as respostas não era capaz de explicar, de descrever, compartilhar.

Havia a verdade a ser descoberta bem pertinho, alem do vê da Isis, da saia da Luma e eu só precisava ter a coragem de dar o primeiro passo em sua direção.

E fui em frente. Toquei as estrelas e senti que a vida pulsava ate nas lavas de um vulcão.

Voei pelo céu de sampa sem avião, sem helicóptero e voltei pro corpo para contar a estória ou pelo menos tentar explicar algo que nem eu acreditava ser possível. Era difícil explicar, descrever, explanar, colocar em
letrinhas o que havia sentido. Só sabia que tinha sido real, não fora ilusão, falta de oxigenação no cérebro, hipnose coletiva, uso de maconha ou de Santo Daime. Contudo, como explicar a todos o gosto do céu e que lindo era o azul do lado de lá? Bem que tentei, mas só podia realmente fazer a todos o mesmo convite que me fizeram: Quer saber como é, corre, voa e vai provar por ti mesmo!

Depois daquela experiência, parei de ter fé e passei a ter certeza; a mesma certeza de quem ama sua mãe, sua esposa, mas sabe que mil presentes e cartões não conseguem expressar esse amor.

Hoje lendo tantos relatos, vejo letrinhas nervosas formularem palavras que tentam explicar o inexplicável, descrever o que é indescritível e lembro que faz cinco anos desde a primeira vez em que voei e percebo que não sou o único louco tentando expressar a sua loucura de trocar a fé pela certeza, trocar o verbo dependente “acreditar” pelo verbo experiência “sentir”.

segunda-feira, novembro 12, 2012

Néctar Divino

Pequeno Krishna David irá hoje mamar pela primeira vez, então é pra ti meu filho que hoje completa 1 mês de vida,que fiz essa poesia/canção...
By Auricélia


Sorve filho, o doce néctar sagrado
Que mamãe Oxum mandou pra te alimentar
É sangue transformado em alimento
São gotas de leite que jorram dos peitos
Pra fazer você bem forte ficar
Sorve filho, esse elixir abençoado
Que pingam feito folhas orvalhadas
É o próprio amor da Mãe Terra
Que já reverencia e celebra
O primeiro mês da tua chegada
Sorve com a benção que te irradia
A alegria dos seus lindos beija-flores
E feito eles, feliz se deleita
Olhando nos olhos de quem te alimenta
Saindo do coração tantas cores

Terra do Nunca II





Existe um lugar chamado Plano da Alegria; aonde todas as crianças vão ao dormir. 
Lá reina a alegria, a brincadeira e o gargalhar. E proibido andar, por isso quem pisar no chão e mulher do padre. 
Nenhum adulto e permitido nesse lugar. Não e discriminação não. De acordo com o organizador da Alegria, os adultos tendem a estragar as festas e brincadeiras que rolam com suas preocupações. Ao ser entrevistado, ele afirmou: 
“ - Onde já se viu se ocupar com algo que ainda nem ocorreu. ”
E se alguém quiser bisbilhotar por lá, precisa deixar pra trás não só a casca física, mas também esse” Bobão Chorão” que você chama de EU. Esse EU deveria estar cantando pelas ruas e agradecendo ao Papai do Céu por sua vida, ao invés de viver reclamando de barriga cheia. 
Tem alguns grandões espertos que tentar entrar de penetra por lá, mas nossos porteiros não se deixam enganar pelos falsos sorrisos, eles olham logo seus 
corações. E gente, vocês não tem idéia, quanto marmanjo e barrado, sem sacar que basta deixar as melecas emocionais de lado e cair na festa. 
No Plano Alegria sempre tem gente importante e famosa. Na semana passada, o Menino Azul apareceu por lá, tocando flauta e distribuindo tanto mel que nos 
lambuzamos todos (se nossas Mamães pudessem nos ver não ficariam muito contentes não). Essa semana e a vez do Chiquinho de Assis, dizem que quando ele vem, trás 
sempre tanto animalzinho que parece que esta carregando a Arca de Noe. E bicho pra todo lado. 
Quando temos que voltar pra terra, tentamos ao acordar, passar um pouquinho do que sentimos ao Papai e a Mamãe, mas às vezes, eles nem prestam atenção. Eles devem estar preocupados, ne?
Antes de voltarmos, todos rezamos juntos ao Papai do Céu. Eu vou tentar ensinar pra vocês, mas se vocês não lerem com coração, serão apenas palavras de moleque. Ai vai: 
 “Pai Nosso
Que esta acolá e esta aqui
Que esta no outro e esta em mim
Permita que cresçamos com alegria de viver

Dando risada de nossas quedas e com os olhos de bebe
Para que nunca esqueçamos que só existe um mandamento 
que Deus nos mandou seguir: 
Amar a todos como a nos mesmo e sempre lembrar de sorrir. 

Amem, Axé, Shalon, Alah akibar, Namaste
Muita paz, luz e alegria para mim e pra você"

Assinado: criancinha sem nome
18 de julho 2002
Psicobrincado por Frank, numa manhã ensolarada, as 
margens do Rio Thames, Londres. 

sexta-feira, novembro 09, 2012

TERRA DO NUNCA



Ooiiiiii!!!!

Bem vinda a Terra do Nunca. Aqui todos são azuis, são crianças em seus corações, nunca crescem e ficam chatos. Nessa terra todos sabem voar, e quem fica 
andando é muie do padre. Voar, voar e voar. 
O maior prazer de quem e amigão de Deus e não apenas filho ou criação pecaminosa que se não seguir suas regras vai arder em chamas no Inferno, alias, se o Céu e 
tão chato como esses moços adultos ficam gritando na rua, eu prefiro e ficar com o capeta. Ele pode não ser o cara mais perfeito do mundo, mas pelo menos num e chato, e posso passar a eternidade tentando convence-lo a ver o lado positivo das coisas, afinal, Poliana era a minha Mãe e o Pequeno Príncipe meu melhor amigo. 
Gosto mesmo de dar risada e falar os maiores palavrões que vem a minha mente quando tropeço ou bato o martelo no meu dedo, vai dizer que você recita poesia quando bate o dedão numa pedra ou fecha o dedo na porta. Eu xingo mesmo, mas posso te garantir uma coisa, não ando falando mal dos outros por ai, não. Isso e feio e a orelha da pessoa queima, sei lá. E se eu falar demais de fulano e o moço ficar sem orelha?
A cada ano o pessoal diz que ficamos mais velhos, comigo acontece o contrario, vou ficando mais moleque. Não consigo ficar sisudo, e você já percebeu que todo velho e sisudo? Dizem que a Vida que ensinou eles a ficarem mal humorados; será que eles possuem a mesma vida que eu?
Por que, eu não sei pra vocês, mas a vida só me ensinou a dar risada e cantar. Deus nos da tanta coisa boa, que quando uma coisa ruim acontece, e muito pouco perto de tanta coisa boa. E se você fizer de conta, eu garanto que você pode transformar qualquer coisa ruim em boa. 
Quem quer ficar chorando, tendo tanta coisa legal por ai para fazer e experimentar?
Desculpem, mas eu to indo embora. O dia ta lindo lá fora e vou abraçar umas arvores jogar bola e respirar a vida, e eu vou voando... 
Vai dizer que você não sabe como voar?
Basta querer. 
A forca de vontade e tudo!
Mas um pouco de sorriso ajuda muito!

Fuuuuiiiiii!!!!!!


Assinado: Pedro que Voa

quinta-feira, novembro 08, 2012

SOMBRA E LUZ


ergulhado nas trevas de minhas encrencas emocionais, o amor que, um dia me deram, foi a única luz para me guiar até o meu verdadeiro Eu. 

Era bem difícil encarar o rumo que a minha vida estava tomando. Então, culpei a todos ao meu redor por ter caído no buraco que eu mesmo cavara, perdendo assim todas as pessoas que se importavam e nutriam real sentimento por mim.

Mas como poderia compartilhar e entender algo que eu nem sabia que possuía?

Fácil foi xingar e afastar a todos que tentaram apontar e avisar que havia algo errado comigo. Mas finalmente o auto-questionamento bateu à porta e não consegui afastá-lo, descobrindo que tinha assinado num papel em branco o quanto tinha sido babaca, e confundindo teimosia com determinação.

O mais humilhante foi olhar-me no espelho da alma e perceber que o brilho no olhar dera lugar a um sujeito sem foco, apenas uma sombra do cara que eu era.

Nesse momento, começou aquela ladainha interior : "Coitadinho de mim! Sou tão incompreendido." "Não era a minha intenção, é que é tão difícil estar encarnado."

Como o auto-questionamento é neutro - só mostra os fatos, sem estimular ou passar a mão na cabeça de ninguém - tive que buscar a saída por conta própria. E lá estavam no caminho, o carinho, a consideração e o amor que tinha recebido, como se fossem pegadas luminosas me mostrando a direção.

Cada pegada parecia carregar o que eu aprendera com cada pessoa que tinha passado pelo meu caminho.

Lembrei-me do que dissera minha mãe, certa vez : "Filho, Deus é tão bom que transforma qualquer situação ruim em aprendizado."

Lembrei-me da antiga companheira - o único relacionamento maduro que havia encontrado -  que foi trocada por uma paixão passageira:

- Um dia você vai descobrir que o verdadeiro amor se renova por si próprio; não necessita de paixões passageiras, ou de perder a pessoa amada para descobrir o seu valor.

Vi as pegadas de um grande amigo, que já não via há algum tempo, porque fui incapaz de resolver maduramente nossas diferenças:

- Olha amigão, já fui parar nesse lugar para onde você está indo. A maior ironia de optar por esse caminho é que pisamos em todo mundo na ida, mas teremos que encontrar cada um deles na volta.

E fui seguindo, pegada por pegada, até perceber que enxergava meus próprios passos, e compreendi que a luz no final do túnel era apenas a ausência da minha própria escuridão.

Hoje, conheço um pouquinho sobre a vida e os tantos outros reinos de que falava Jesus, mas tento manter o pé no chão e focar na luz, embora possa ver a sombra ao meu lado. Depois de enfrentá-la e aceitá-la como parte de mim, minha sombra passou de inimiga à aliada.

Perfeição? Nem tão cedo!

Equilíbrio? Quem sabe?

Um certo amigo diria que se conseguíssemos apenas nos tornar pessoas bacanas e conviver numa boa com a nossa luz e a nossa sombra, já seria o bastante para uma vida, afinal passamos outras tantas tão longe disso.

quarta-feira, novembro 07, 2012

QUATRO PALAVRAS E UMA LONGA JORNADA



Levou tempo.
Nunca pensei que precisaria de tanta coragem para dizer o que sentia.

Sempre achei que não precisava fazer nada, não precisava demonstrar. Afinal, ela sabia, deveria saber o que eu sentia. 


Mas como era difícil, seguir em sua direção e dizer o quanto ela era importante e que, às vezes, a gente fala um monte de besteira, porque não sabe colocar em palavras as nossas preocupações, o nosso bem-querer. 


Como era difícil dizer o quanto eu era seguro por ela ter sempre estado ao meu lado. Pode ter sido a vergonha, quem sabe o medo, mas o fato é que eu nunca tinha lhe dado a devida importância. 

E segui, como sempre fiz, recebendo e não retribuindo carinho; sendo cuidado e não me dando conta que ela também precisava ser cuidada. 

Nunca perguntei quais eram seus sonhos. Nunca perguntei quem ela era, além da pessoa que sempre cuidara de mim. 


Foi numa tarde dessas qualquer, que me revoltei contra a sabedoria popular do "só dar valor quando se perde", e me dei conta o quanto estava longe da pessoa que sempre esteve tão perto de mim, pela impossibilidade de expressar o que se passava no meu coração. Então criei coragem, respirei fundo, enxuguei o suor frio de quem precisa dizer algo importante pela primeira vez e nem sabe como começar, e falei: 

- Mãe, eu te amo! 


Quatro palavras e uma longa jornada. 


Nesse dia perdi a vergonha e ganhei uma amiga. 

terça-feira, novembro 06, 2012

MENINO NUVEM



 ntem, por um momento, parei de me preocupar.

Ontem, por um momento, desejei nada, abracei o silêncio e deixei-me levar pelo

Céu, como nuvem bem levinha, que não se importa em que direção o mundo vá girar.

Enquanto nuvem, descobri como é bom não esperar que nada aconteça.

Como é maravilhoso guardar o ar no bolso e segurar o rio com as mãos.

Como é bom fechar os olhos para o relógio e abrir a visão para dentro, enxergando um mundo onde o tempo pára, e a felicidade não é uma montanha que a gente passa a vida inteira tentando escalar.

Como é difícil não complicar.

Como é difícil não ocupar o nosso tempo perseguindo algo que não podemos alcançar.

Como é difícil se entregar ao silêncio entre dois pensamentos e se deixar levar pelo silêncio que dura uma eternidade.

Silêncio que nos transforma em meninos nuvens brincando no céu, sem pressa de amadurecer em pingos de chuva.

Silêncio que, quando enfim cai como tempestade, se transforma em pingos dançarinos de poças de chuva, enquanto o mundo se esconde sob o peso do guarda-chuva do não se molhar.

Hoje vou tentar novamente virar nuvem que passa; quem sabe com a prática eu acabe virando nuvem floquinho, que em olhar de menino muda de forma e vai indo embora, para onde o mundo levar...

segunda-feira, novembro 05, 2012

Jureminha e o Mistério do Abdal

Jureminha repete tudo que fizemos. Eu digo: batata, ela diz batata! Eu digo "devagar"; ela diz devagar. Não consegue associar ainda tanta palavra nova, mas já esta ensaiando um se comunicar verbalmente. Ela ainda não fala frases inteiras, mas o seu repetir é um ótimo treino. Porém, o que é mais interessante são as palavras que ela cria e repete e acredita que a gente compreenda.

Sua última criação foi a palavra " Abdal". Ela aponta para as coisas em casa e fica repetindo sem parar: abdal, abdal, abdal e o pai metido a lingüista tenta decifrar. Tentei repetir todos os nomes das coisas em casa para ver se havia alguma relação, mas em vão.

Ontem a noite, estivemos no hospital para visitar o irmãozinho dela. Enquanto Auri estava com o bebê na UTI, fui dar uma volta com a Jureminha ( Auri e eu podemos entrar ao mesmo tempo na UTI neonatal, mas não com outra criança). Como era domingo e a maioria das coisas estava fechada, fiquei no hospital mesmo, indo de andar e andar com ela, até que paramos numa parede cheia de imagens de bebês recém-nascidos e a Jureminha começou a falar: abdal, abdal, abdal!

Olhei e vi apenas os quadros com as imagens dos bebês, e repeti: abdal?

- Humm - murmurou ela, som que já entendi ser o mais próximo que ela chegou do " não" - Abdal! - Tornou a repetir.

- Abdal? - perguntei de novo. E ela disse que não novamente, continuando a repetir o tal do " abdal" dela.

- Vamos filha! - disse e segurei na mão dela, já sem paciência de brincar de tradutor.

- Papai! - disse firmemente ela - Abdal! - falou apontando para os bebês!

- Bebê?

- Abdal!

- Ahh... Bebê!

- Abdal!

Então compreendi o que vocês todos já devem ter percebido, o "abdal" dela era a pronúncia mais próxima de " bebê" que ela conseguia fazer.

- Nenen? - perguntei.

- Nenen! - ela respondeu.

- Bebê? - perguntei de novo.

- Abdal! - ela respondeu novamente e fim de crônica!

MOMENTO PERFEITO



Hoje à tarde experimentei um desses momentos raros de lucidez, onde a gente sabe que está vivendo num sonho, que a mente insiste em chamar de realidade.

Tudo parecia perfeito.

Minha esposa preenchendo o meu coração de abraços; o pôr-do-sol preenchendo o céu de cor, e a inspiração preenchendo a folha com palavras, que só farão sentido para os leitores que já sentiram essa sensação de mergulhar nesse amor misterioso que une a abelha à flor, o velho à criança, a piada à risada, a caneta ao papel, e que a gente segue tentando descrever, mesmo sabendo que não tem nome que consiga expressar.

Sobre o quê escrevia mesmo? Ah, escrevia sobre esses momentos perfeitos em que a gente sente que tudo está interconectado; onde voamos nas asas de um pássaro e entramos na terra nas patas de uma formiga.

Momentos em que sacamos que essa sensação de que todos nós somos um só vai desaparecer na hora da bolada na cabeça, na fechada no trânsito ou na próxima conta que não espera o fim do mês para chegar; mas que mesmo assim, vale a pena sentir, nem que seja só por um momento.

Momentos que a gente vê o Divino em tudo, até em boca de criança ou no olhar das vaquinhas que seguem pastando como se soubessem de um segredo que só quem olha profundo em seus olhos consegue decifrar.

Momentos que o dinheiro não compra, e a gente tem certeza que está na cara que Deus, a Deusa ou o Criador (ou como queiram chamar o Todo que está em tudo) dessa bagunça perfeita resolveu mostrar a face, e o que se vê é que Ele/Ela esteve lá o tempo todo disfarçado de Natureza.

Que bom seria se isso durasse, mas eu sei que não é assim que funciona. Sei que é muita areia para o meu caminhãozinho consciencial carregar o tempo inteiro, mas, também sei que, ora ou outra, a gente acabará se lembrando desse lugar do qual se sente tanta falta, e nem sabemos como chamar.

Parece que esses momentos perfeitos acontecem só para nos dar água na boca do bolo que já está no forno, esperando por nós, quando despertarmos.

Que bom seria se isso durasse, mas não dura e já está indo embora na próxima estatística criminal que eu vou ler após essa mensagem; na pesquisa eleitoral que lerei em seguida, ou no dólar que continua subindo. Mas o amor que preenche meu coração é paciente e vai saber esperar ate o próximo momento perfeito, para que eu acorde, nem que seja por alguns minutos, e compreenda que a imperfeição de um tapa é totalmente interconectada com a perfeição do sorriso.


Bons sonhos

sábado, novembro 03, 2012

Gonzaga - De pai pra filho: Trailer Oficial



Vá correndo assistir esse filme que é um Ode não só a Gonzagão e Gonzaguinha, mas é uma homenagem a todo o povo nordestino. 

sexta-feira, novembro 02, 2012

Viva El Dia de Los Muertos

No México, o Dia dos Mortos é uma festa de celebração dos ancestrais e não uma romaria de desespero e choradeira para os cemitérios.


Enquanto não aceitarmos a morte como parte da vida, nunca compreenderemos o mistério de estarmos vivos.

Somos feitos com a matéria do mundo. 
Quando morremos, voltamos a fazer parte de tudo ao nosso redor. 
Difícil não é a morte em si que sempre parece um poço sem fundo; 
dor maior é nunca ter amado alguém e ter se tornado alguém melhor!!!!

Feliz Dia dos Ancestrais!!!!
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