sexta-feira, março 30, 2012

A Colheita

A COLHEITA*

(Parte 25)



- Por Rabindranath Tagore -



O pássaro da manhã já está cantando. Quem é que lhe traz as notícias do dia antes que desponte o amanhecer, quando o dragão da noite ainda mantém o céu preso em suas escuras e frias espirais?

Pássaro da manhã, conta-me como foi que o mensageiro do Oriente encontrou o caminho para chegar ao teu sonho, em meio à dupla noite do céu e das folhas?
O mundo não acreditou quando gritaste: “A noite se foi! O sol está chegando!”

Desperta, ó tu que dormes!Descobre tua fronte, esperando a primeira bênção da luz e, cheio de alegre fé, canta junto com o pássaro da manhã.



(Extraído do livro “Poesia Mística - Lírica Breve” - Editora Paulus).



- Notas de Wagner Borges:

* Rabindranath Tagore - escritor indiano, nasceu em Calcutá em 1861 e desencarnou em Bengala em 1941. Depois de educação tradicional na Índia,completou a formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880. Começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali. Em 1913, recebeu o prêmio Nobel de literatura. Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Em suas poesias, Tagore oferece ao mundo uma mensagem humanitária e universalista. Seu mais famoso volume de poesias é Gitânjali (Oferenda poética). Fundou, em 1901, uma escola de filosofia emSantiniketan, que, em 1921, foi transformada em universidade.

quinta-feira, março 29, 2012

Mãos Cruzadas ( Uma Crônica sobre a Vida)

Vovó não deixava eu cruzar as mãos quando eu dormia, dizia que fazia mal, que só quem dormia de papo pra cima com mãos cruzadas era gente que desistira da vida.

Fiquei com medo de cruzar as mãos enquanto dormia e acordar desistido da vida. Só não desisti do dormir de papo pra riba porque o Wagner Borges me disse que isso me ajudaria a sair e ver gente que havia desistido da vida.

Faz um ano que minha vó desistiu da vida. Acho que no caso da Vó Geralda, a vida desistiu dela, pois a velhinha lutou bastante para ter tempo de ver minha filha nascer. Toda vez que ela via a minha mulher grávida da Jureminha, ela olhava pra mim e dizia: " essa menina vai ser danada!"

Um mês antes da Jureminha nascer, minha vó se esqueceu de não cruzar as mãos e foi para o outro lado. Apesar de sempre dormir de papo pro ar, nunca vi minha vó, mas desconfio que lá de onde está, ela já viu a "danadez"da bisneta dela e sabe que nessa semana de cantos para a morte, a vida continua fluindo na Terra e além dela e ninguém desiste mesmo da vida, por isso cantamos que ela é bonita, é bonita, é bonita.

quarta-feira, março 28, 2012

Picuinhas

Ela não tem coragem de dizer para ele, mas deixa sair pelas conversas com os amigos, o quanto o que ele diz é indevido, o quanto o que ele faz não faz sentido. A esperança dela é que outra pessoa também critique o que ela vê, mas não consegue dizer para ele; o único problema é que talvez o que ela veja seja apenas seu ponto de vista, com todas as distorções de quem pensa com emoção e faz tempestade em xícara.

São essas picuinhas que estão acabando com o seu relacionamento, pois ao fugir da conversa que deveria ter com o seu parceiro, ela transfere a fala para os outros e não esclarece com ele, aquilo que tem dúvida.

É uma pena, pois muitas vezes, o pêlo no ovo que enxergamos não passa de um mal-entendido que vai se tornando um nunca-discutido numa relação jamais-amadurecida.

terça-feira, março 27, 2012

A Dança do Senhor da Palha

Você busca longe a prosperidade que deseja em sua vida, mas não está disposto a reconhecer que para alcançar o rio que jorra a abundância, é preciso fazer a Dança de Omulú, o Orixá da mudança e da cura.
Atotô lá fora grita: deixe morrer os velhos hábitos, deixe cantar o Shiva que transforma a vida e leva você aonde você queria; porém, assuma o compromisso de mergulhar na fonte e limpe aquilo que provoca a inércia.

Você então avalia o preço e sabe, lá no fundo, que não deseja pagar...

A inércia é dentro, daí a busca de um equilíbrio do seu eixo. Porém, nem todo mundo deseja mesmo mudar os velhos hábitos, deixar as manipulações que parecem nos ajudar, mas na verdade só nos afundam.

Afundamos pois não passamos de crianças mimadas brincando de desejar coisa de gente grande e como não temos maturidade para trabalhar as nossas sombras, reclamamos sem parar que não conseguimos oportunidades na vida e tudo vêm torto, ignorando que o externo só reflete o interno; e perdemos com isso, a lição do velhinho, Senhor das Palhas, que assusta com a sua dança quem ainda nada, nada e morre na praia.

segunda-feira, março 26, 2012

TIPTOE

Jureminha desaprendeu a dormir. Antes, quando ela sentia sono, bastava colocá-la no berço e ela dormia a noite toda; agora, toda vez que a colocamos lá, ela se vira, levanta e tenta sair do berço; e só consegue dormir, se a embalarmos nos braços.

Pesquisando sobre esse "probleminha", descobri que precisamos ensiná-la a dormir no berço de novo. Crianças na sua idade, aprendem por condicionamento e repetição; portanto teríamos que ajudá-la a compreender que o berço é o lugar para ela dormir, não nos nossos braços.
Daí,avisei a Auri por telefone:

- Coloca ela para dormir.

- Eu estou tentando, mas ela se levanta!

- Coloca ela de volta no berço quantas vezes for necessário. Ela precisa entender que o berço é o lugar para ela dormir.

- Eu já tentei 18 vezes.

- Tenta mais uma vez!

E lá foi Auri tentar mais uma vez. Conseguiu depois da 23o tentativa.

No dia seguinte, as tentativas caíram para 8 vezes, depois para 4, e agora finalmente, ao primeiro sinal de sono, basta colocá-la no berço, que ela fecha os olhos e dorme.

Esses problemas para dormir com os bebês ocorrem por algum descuido dos pais em relação a rotina de dormir dos nenéns. Crianças precisam de hábitos, rotina precisa, para regular seu relógio interno, desde a hora de dormir à hora de comer. Uma pequena mudança na rotina e tudo fica desregulado.

Final Feliz?

Esses dias, surgiu outro "pequeno" problema: ela dorme, mas ela precisa sentir que estamos no quarto com ela; para sairmos do quarto, precisamos sair na ponta dos pés. Mesmo com todo o sono do mundo, se ela perceber que não estamos por lá...

sexta-feira, março 23, 2012

Destruição Absoluta

Não creio no diabo, mas que há, há! É claro que o diabo não é o capeta que é pintado e por isso, leva chifre e rabo, fama de anjo caído, demônio, ElDiablo, boi da cara preta, a cuca, o mal, o Evil do Devil, mas...inferno! O Diabo, se é
que existe deve trabalhar com o Deus eterno, numa aliança maluca de fritar a
cuca do sujeito encarnado que tentar decifrar a parceria do John e do Paul, do corintiano e do palmeirense, do carioca e do paulista.



Se essa crença tem lá a sua serventia, serventia boa nenhuma tem o saber que, nessa ilha de dualidade, estamos " lost" e sem qualquer segurança. Um pé à direita vira dança, outro pé à esquerda é kabummm!!! Lá se foi a esperança, e o mal invade o nosso recital, a melodia vai acabando, o sorriso se definhando e percebemos que se há Deus, ele acredita que podemos seguir sozinho e enfrentar a
maldade absoluta que fere e arde a nossa carne, tentando tornar escrava a nossa alma de imatura idade.

Sim, a destruição besta e absoluta que mata crianças e as mulheres estupra por qualquer motivo-bobagem qualquer. Destruição que invade todas as casas sem preconceito de raça e idade e arranca sangue e lágrimas nas coisas perdidas que nunca mais serão recuperadas.

Porém, por mais que as trevas avancem, tenho certeza - não apenas acredito - há uma luz sutil brilhando compaixão e amor levando consciência aonde quer que for; e por mais que a doença se espalhe há um trabalho de cura ocorrendo pelas
mãos de gente de verdade que mesmo no escuro sopra luz. Essa luz é que nos dá a esperança que não é teoria o conto mais antigo da nossa raça; aquele que nos lembra que não estamos sozinhos, pois há para sempre, no Outro, um Cristo
surgindo.

quinta-feira, março 22, 2012

Entrevista com Alex Polari

Desde moleque, Alex Polari quer fazer revolução. Primeiro, como militante político na ditadura. Foi perseguido, torturado e preso por nove anos. Solto, descobriu na ayahuasca uma missão ainda maior: mudar a sociedade, e a si mesmo, através de um despertar espiritual. Um dos líderes da maior comunidade do Santo Daime no mundo, com raízes que se estendem do Acre à Holanda, ele anuncia: “O mundo só vai mudar quando a gente perceber que somos mais do que matéria... Somos luz”.

Hoje a Holanda é um país de igrejas vazias. Praticamente 70% da população não se associa a nenhuma religião. Metade desse número se diz ateia. Sem párocos ou paróquias, toda cidade tem de capelas a catedrais disponíveis para locação. Festas, reuniões políticas, feiras, exposições, aulas, peças de teatro tomam hoje o lugar de missas e pregações. Mas não naquela noite, quando um templo com mais de 300 anos de idade nos arredores de Amsterdã foi alugado para servir como uma improvável... igreja.

Do lado de fora, neve densa. Onze graus negativos. Debaixo da abóbada, cerca de 150 pessoas, a maioria grisalha, arrumadinha, vestindo branco, espera o convidado de honra. Quando ele chega, um pouco atrasado, dezenas de holandeses se aproximam. Alguns beijam sua mão, muitos fazem questão de saudá-lo em português: “Padrinho”. Alex Polari sorri tímido, um tanto acostumado, um tanto desconfortável no papel de clérigo. Enquanto ele vai tomando seu lugar no altar, uma senhora fleumática espalha um incenso amazônico pelo recinto. Quase sem sotaque, puxa o coro: “Defuma, defumador, essa casa de Nosso Senhor...”. Foi a primeira canção, abrindo mais de cinco horas de cantoria na sessão de Santo Daime.

Alex Polari serviu o chá, tocou o chocalho e puxou o hinário de cura no centro da roda de pessoas. Mas não foi à Holanda apenas para conduzir o trabalho daquela noite. Ele saiu do Céu do Mapiá, comunidade daimista fincada no Acre, para depor em um tribunal em Amsterdã. Depois de dez anos de uma frágil, porém estável, legalidade, um promotor resolveu pedir a proibição do Santo Daime no país. Como representante institucional e internacional da igreja, Polari teve que explicar, pela enésima vez, por que a bebida não é uma droga, mas um sacramento. Não é um alucinógeno, mas um enteógeno (termo para substâncias que “despertam o divino interior”). Que o chá, comprovadamente, não representa risco à saúde pública, ao contrário, tem poder de cura. E que banir a bebida por conta de um alcaloide proibido (o DMT, no caso) é infringir um direito tido como universal nas democracias modernas: a liberdade religiosa.

Muito antes de se tornar um líder espiritual, aliás, Alex Polari de Alverga já precisou depor muitas vezes. Mas sob condições muito diferentes... Foi preso, violentamente torturado, durante a ditadura brasileira. Ele integrava o VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), um dos movimentos de esquerda da luta armada. Participou de assaltos a bancos e sequestrou o embaixador alemão Ehrenfried Von Holleben, antes de cair nas mãos do regime militar em 1971. Viu seu amigo Stuart Angel, filho da estilista Zuzu Angel, ser morto na cadeia na sua frente. Tinha 20 anos de idade. Foi solto aos 29.

“Foram anos de profunda reflexão”, ele conta, “em que descobri que não adiantaria lutar por uma transformação social sem uma transformação pessoal, interna. Quando saí eu buscava um caminho diferente.” Um ano depois, em 1981, o caminho apareceu. Foi com um amigo ao Acre para conhecer um obscuro grupo religioso que utilizava um chá psicoativo como sacramento. Bebeu, foi tomado pelos hinos e pelo efeito do chá e teve uma revelação. Viu a história do universo desdobrar-se em sua mente. Vislumbrou o caminho da evolução à dimensão espiritual da vida. Quando aterrissou de volta, era outro. “Minha vida mudou completamente. Tive certeza de que ali era meu lugar.”

Ele foi um dos primeiros a fundar um grupo daimista fora da floresta. Já em 1982 mantinha uma comunidade em Mauá (RJ) e visitava sempre a igreja no Acre. Seu padrinho, o mestre Sebastião, foi o fundador do Cefluris (Centro Eclético da Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra), até hoje a maior e mais reconhecida divisão da igreja do Santo Daime. Sebastião batizou sua igreja com o nome de seu padrinho, o mitológico mestre Irineu, fundador da doutrina do daime da qual as outras linhagens se originaram. Foi de Irineu a revelação original que ecoa até hoje, do Acre a Amsterdã. Quando teve contato, em 1931, com a ayahuasca em um contexto xamânico, viu no poder da bebida a presença do espírito santo. E fez uma releitura cabocla, sincrética, da história de Jesus. Nas palavras de Alex Polari, “nossa igreja é um tipo de cristianismo visionário”.

Alex tornou-se logo peça-chave na difusão e no reconhecimento do daime como uma religião no Brasil. Estudado, articulado politicamente, acompanhou todas as comissões oficiais que foram ao Acre investigar o tal chá que provocava visões e arrebanhava cada vez mais gente fora da floresta. Aprendeu a doutrina, a conduzir trabalhos, a cozinhar o chá, a falar em nome da igreja, a defendê-la diante de juízes e a ser um rosto público de uma malcompreendida religião. Tornou-se, ele também, um padrinho.


Veja a entrevista na íntegra em:

quarta-feira, março 21, 2012

Encantado

Fazer o seu trabalho estando cem por cento presente vale mil trocados. Ser encantado peloquê sua mão pode fazer, suas idéias podem materializar é estar em contato com a programação da sua encarnação, pondo em ação aquilo que vale a pena viver!

Fazer o que você gosta tem um preço: você pode acabar gostando:)

terça-feira, março 20, 2012

O Tempo Devido do Trabalho Bem Feito



Tempo Devido

" Nosso Deus domina o mundo
Com o seu dominamento;
A Terra gira com o seu grande poder;
Grande poder,
Com o seu grande poder"


Se há algo que aprendi é que tudo que é merecido vem no tempo devido, nem menos nem mais, e por mais que tentarmos, reclamarmos e chorarmos, mas tolice pensaremos, pedindo que o bolo fique pronto assim que ele entra no forno, que caia a fruta madura antes mesmo da semeadura.

A ansiedade é o maior dos pecados, não leva ao inferno, mas trás o diabo que inferniza as nossas vidas querendo agora o que não nos é serventia.

Que culpa temos? O mundo em que vivemos vende ansiedade e nos obriga a correr, e vivemos ansiosos querendo antecipar o futuro e quanto mais futuro desejamos, menos presente ganhamos e sem presente, não há um bom plantio e ao invés de sementes, deixamos no solo, um trabalho mal feito, qualquer coisa, tanto desleixo e reclamamos aos céus: aonde está meu dinheiro?

Dinheiro é um troço estranho. Só rende quando o ganhamos com o suor do sorriso, por isso é preciso esperar o tempo preciso que atrai a prosperidade da nossa maturidade profissional. 


" Nosso Deus domina o mundo
Com o seu dominamento;
A Terra gira com o seu grande poder;
Grande poder,
Com o seu grande poder"

segunda-feira, março 19, 2012

Meu Primeiro Concerto Musical

Meu Primeiro Concerto Musical
Levei a Jureminha para assistir o recital musical de Chandra Lacombe e Banda em Guarulhos, no último fim de semana. Geralmente deixo ela em casa, não gosto de sair com ela à noite ou para lugares onde há muita gente. Sim, eu sou superprotetor, como qualquer pai de primeira filha, quero proteger ela contra tudo e todos, porém, já estou me curando, já deixo estranhos se aproximarem dela, sem que eu rosne; até não demorei muito para dizer "sim" quando Auri disse que íamos levá-la até o show.

Sou grande fã da carreira musical do Chandra, não só pelos mantras e influências da World Music em sua discografia, mas principalmente pelo som da kalimba, um instrumento de percussão africano, cujo som toca meu coração como a brisa que vem do mar. Ninguém toca kalimba tão bem como Chandra ou possui uma facilidade para escrever canções que toquem tanto a nossa alma; por isso, recebi como presente de aniversário, a notícia que o Chandra estaria no Templo Olhar Divino em Guarulhos, um local que respeito muito e que estava fazendo um "Festival da India". Fomos a família inteira, Auri, eu e Jureminha!

O templo estava lotado, a maioria das pessoas vestidas de indianos, muita música, dança, comida e um ambiente que saudava a cultura indiana e celebrava o conhecimento indiano que o Templo Olhar Divino estuda e compartilha para todas as pessoas que frequentam o lugar, pessoas que não teriam como conhecer sobre essa cultura tão profundamente; nem muito menos assistir um show com tanta riqueza musical como o do Chandra. Diante de tanta gente com roupa colorida, os olhos de Jureminha brilhavam.

Assim que o show começou, achei que ela daria um trabalhão, que nós não conseguiríamos assistir o show... mas que nada! Jureminha bateu palmas, cantou, participou e ficou acordada até a última canção. Mais uma lenda derrubada: há shows depois do primeiro bebê. E que belo show musical, com os melhores mantras e bhajans indianos ao som da kalimba e da voz de Chandra.

Só faltou a Jureminha assoviar e pedir bis...

quinta-feira, março 15, 2012

DANÇANDO COM KRISHNA-MENINO NO ÂMAGO DOS SÓIS (Quando a Criança Viaja Espiritualmente no Amor Que Gera a Vida...)

By Wagner Borges

Foi na linha do horizonte que eu O vi...
Era um lindo menino azulado.
E Ele riu e me disse: "Venha comigo, rumo às estrelas..."

Então, eu entrei em Seu coração.
E, ali, dentro d’Ele, as galáxias rodopiavam felizes.
E uma linda canção estava em tudo...
Uma canção de Amor.


Sim, eu viajei espiritualmente com Ele!
E os Seus olhos brilhavam mais do que bilhões de sóis juntos.
E Ele me disse: "A alma é a essência de tudo."

E Ele ria, enquanto nós deslizávamos pelas pistas siderais...
Apesar de Sua aparência de menino, ali, a criança era eu.
E o universo todo era como uma caixinha de música d’Ele...
Onde Sua canção de Amor gerava as miríades de sóis.

E Ele me olhou como o Amor olha a Vida, e me disse:
"Há uma Luz imperecível que mora no coração.
Continue falando e escrevendo sobre ela.
Porque há outros que sentem isso...
E, de coração a coração, eles compreenderão.
E também brilharão mais do que bilhões de sóis juntos."

Ah, Ele me arrebatou nas ondas da consciência cósmica...
E eu, criança, escutei o som das esferas em meu coração.
E era uma canção de Amor.

P.S.:
Foi na linha do horizonte que eu O vi...
Era Ele, Krishna, o Senhor de Olhos de Lótus.
Porque o Divino também habita o coração de todos os seres...
E, às vezes, toma a forma de um menino.
E faz o homem, mesmo sendo adulto, também virar criança.
E, aí, a grande viagem espiritual acontece, como deve ser...
Quem, em seu coração, sente isso, realmente compreende.
E brilha mais do que bilhões de sóis juntos.

(Dedicado a todos aqueles que, mesmo sob a pressão de diversas provas, jamais desistem da jornada espiritual e nem traem a si mesmos nos desvãos do mundo dos homens - e que ainda se emocionam com uma linda canção, igual à criança olhando o infinito*).

Paz e Luz.

- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 02 de fevereiro de 2012.

- Notas:
* Nessas linhas o meu coração está desnudo - revelado inteiramente.
Mais do que o homem cinquentão, está revelada a criança.
Mais do que médium e iogue, alguém que é apaixonado por música.
Mais do que o escritor, um viajante espiritual.
Mais do que mestre de algo, um eterno neófito da vida.
Mais do que nunca, um espiritualista - forte na senda...
Mais do que tudo, hoje, criança diante do Eterno.
Cada vez menor diante do infinito...
Sim, criança, em corpo de homem que escreve.
Às vezes, eu escrevo o que o meu coração pede.
Outras vezes, escrevo o que o Alto me ordena.
E, aí, descubro que o meu coração e o Alto se completam.
Então, eu simplesmente obedeço. E escrevo.
E deixo a sabedoria do universo levar os escritos por aí...
Até outros corações - que também sentem um Grande Amor.
E, assim, eu cumpro os desígnios do Alto em meu próprio coração.
E fico feliz e agradecido por isso... Com aquele contentamento de alma.
E eu sei que isso não se explica, só se sente.
Sim, só se sente...

Obs.: Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava aqui no meu som o CD "GEMS: The Duets Collection" - do vocalista americano Michael Bolton - lancamento nacional.
A quinta música do disco ("I’m Not Ready" - faixa 5, dueto com a vocalista australiana Delta Goodream), é maravilhosa. Inclusive, essa música pode ser acessada no site do Youtube, no seguinte endereço específico:
http://www.youtube.com/watch?v=r-_zFR_5C0w&feature=related
E para quem quiser matar a saudade de um grande sucesso do Michael Bolton, a linda canção "That's What Love Is All About", o endereço da mesma no Youtube é o seguinte: http://www.youtube.com/watch?v=V-voFydnXGA&ob=av2n

Source: Wagner Borges, e sua coluna no site do IPPB : www.ippb.org.br.

quarta-feira, março 14, 2012

Para sobreviver à liquidação

por Suzana Herculano-Houzel


Fim de férias é tempo de liquidações: as lojas, em época de substituição de coleções, têm um súbito “ataque de bondade” e criam aquelas ofertas imperdíveis – e caímos como patinhos, correndo para comprar coisas de que afinal não precisamos tanto assim, mas por esse preço... O maior exemplo de insanidade coletiva que já vi foi um boxing day (“queima de estoque”, em tradução livre) na Austrália, moda que ainda não chegou aqui: no dia seguinte ao Natal todas as lojas abrem com descontos maciços – e as filas chegam a dobrar os quarteirões.



Por que perder o controle nessas horas é tão fácil? Decisões de comprar ou não envolvem considerações complexas sobre o produto, seu custo, a necessidade real de obtê-lo, as preferências pessoais do consumidor e a noção de oportunidade. Uma teoria supõe que essas decisões refletem simplesmente a antecipação de ganhos com a compra em questão. A teoria que tem o apoio da neurociência, no entanto, é outra: decidir comprar depende de uma competição entre os circuitos cerebrais que representam o prazer imediato de adquirir um objeto e os que representam a dor imediata de pagar por ele. Quem falar mais alto no cérebro – o prazer de comprar ou a dor de pagar – conquista a decisão.

Diante da oferta de algo do seu interesse, seu sistema de recompensa, que antecipa prazeres, representa, de acordo com suas preferências pessoais, o tamanho do benefício a ser conquistado com a compra. Ou seja: o quanto você gosta do produto. Ao considerar o preço, o córtex da ínsula faz a tarefa complementar: representa o custo do que você está considerando fazer, organizando reações emocionais negativas como desgosto e ansiedade, que em princípio podem servir como um freio que mantém a carteira fechada. Ao mesmo tempo, a porção medial do córtex pré-frontal sinaliza oportunidades, por exemplo ao detectar um custo menor do que o habitual, ou do que o limite do consumidor. Para completar, a parte mais frontal do cérebro, o córtex orbitofrontal, avalia a situação do ponto de vista de possíveis arrependimentos: o quanto você lamentaria não ter comprado o produto?

Se o processo normal parece razoavelmente equilibrado, a liquidação torce as probabilidades deslealmente a favor da decisão da compra – sobretudo se o valor é parcelado a perder de vista, dividido em pagamentos pequenos que minimizam a dor do pagamento. Face aos preços reduzidos, o estriado ventral diz “eu gosto disso”, o córtex pré-frontal medial diz “puxa, custa menos do que eu aceitaria pagar normalmente”, a ínsula não se opõe – e o córtex orbitofrontal ainda diz “compra, compra!”. Por isso o cérebro humano é um prato feito para a liquidação da sua loja favorita – e a chance de sair da loja mais endividado do que você gostaria é grande. A concorrência fica ainda mais desleal quando o método de pagamento é um pedaço de plástico que deixa o dinheiro na carteira e cria a ilusão de que não se gastou nada. Assim tem-se o drama do consumidor que se descobre endividado ao chegar em casa.

Como resistir, então? A dica da neurociência é não se deixar enganar pelas parcelas pequenininhas, e pensar sempre no preço total; e, na hora da liquidação, deixar o cartão em casa e fazer somente compras à vista, de preferência em dinheiro, para que seu cérebro considere o custo real e imediato da compra. Assim você só compra o que realmente valer o custo. Com o risco, claro, de perder aquela oportunidade incrível...


Suzana Herculano-Houzel é neurocientista, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Source: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/para_sobreviver_a_liquidacao.html

terça-feira, março 13, 2012

Ah, Mané de Barro...

Ah...Manoel de Barros

" Eu sei dizer sem pudor
Que o escuro me ilumina."

" Quis pegar entre
meus dedos
a manhã,
peguei vento"

"Nosso conhecimento
não era de estudar em livros,
Era de pegar, de apalpar, de
ouvir e de outros sentidos"

" Eu queria pegar na bunda
do vento.
O Pai disse que o vento
Não tem bunda."

" Explicar afasta as falas da imaginação"

"Certas visões não significam nada,
mas eram passeios verbais"

" Lugar mais bonito de um passarinho ficar:
na palavra!"

" Eu queria mesmo desver o mundo"

" O sonho do silêncio é ser pedra"

" Travessuras de imaginação"

" Nascer peixe para
habitar os rios
E nascer pássaro para
Habitar árvores"

" Livre, livre é
quem não tem rumo"

" EScrever o que não acontece
é tarefa da poesia"

" Para contar é preciso perder o interesse de informar"

" Para o meu gosto, a palavra não precisa significar - só entoar"

" Tenho o privilégio de não saber quase tudo. E isso explica o resto"

"Eu queria pegar na semente da palavra"


Manoel de Barros é um dos principais poetas contemporâneos do Brasil. Para saber mais sobre o poeta:
http://www.releituras.com/manoeldebarros_bio.asp

segunda-feira, março 12, 2012

Jureminha e a Casa da Ventania

Casa de perna pro ar, nada mais fica no lugar; ela mexe em tudo e tira tudo do local, joga pro alto e corre por todo lugar. Jureminha já não engatinha para trás, ela aprendeu a voar. Pisco os olhos, ela está do meu lado; abro de novo, ela já sumiu. Para onde foi a menina? Voou, voou e voou.



Agora que aprendeu a correr de joelhos, ela não para, parada não fica. Uma maravilha para o seu crescimento e evolução, uma preocupação constante para a gente: qualquer coisa lhe interessa, tudo lhe vai a boca. A casa que era um mistério, morada do desconhecido; virou destino da sua curiosidade: cozinha, banheiro, corredor, quarto da bagunça, tudo é roteiro das suas engatinhanças.

Por isso, comecei a fechar portas e janelas, gavetas foram esvaziadas. A casa dos contos de fadas e viagens do casal que passou 13 intacta; virou a Casa da Ventania; agora, desculpem, queridos leitores, preciso terminar a crônica, pois lá pra cozinha foi de novo a Jureminha... volta, menina!!!!





Alguém Consegue Segurar o Vento?

Por Auricélia

Na minha tentativa
de parar a peraltice da Jurema
Juntei todos seus brinquedos
E pensei: Tá feito o meu esquema!

E na cabaninha bem verdinha
De formato de sapinho
Disse brincando: vem anjinho!
Enganando a espiruleta.

Tão rápida quanto o vento
Tão forte quanto uma montanha
Virou sua cabana num instante
Já rindo: mamãe não me engana!

A cabaninha nova de presente
Dada há poucos dias pelo papai,
Ficou de pernas pro ar, de repente
Ria ela: não me prendem jamais!

Sou como a Mãe Linda dos Ventos
Que baila no ar que sopra pra frente e pra trás,
E saindo vitoriosa da cabana que a prendia
foi dizendo com o olhar: esses pais! Tão bobos mortais!

sexta-feira, março 09, 2012

Poemas e Sorrisos

POEMAS E SORRISOS

O poema desperta;
a poesia acorda um sei lá o quê
dentro da alma da gente - só sei que, de repente, a gente deixa de ser a gente
e passa a ser algo MAIOR
e voa, e ressoa e volta e revolta;
faz tanta volta que quando vemos, vimos!

O poema é um invasor
que bagunça a nossa casa: quer um exemplo?
Ela disse: "eu adoro ter você no meu sorriso!!!"

O que você faz com isso?

Ora, outro sorriso!!!

quinta-feira, março 08, 2012

A Testemunha e o Jeová



A testemunha bateu na porta do Jeová  e quis lhe dizer sobre os sentinelas que contam a sua crença.

Ao ver aquele moça com tanta fé no olhar e tanta firmeza no evangelizar, Jeová respirou fundo e preparou-se para libertá-la daquela prisão chamada religião.

Ele preparou o seu discurso, arquitetou tudo o que ele sabia sobre religião e todas as mil teorias que poderiam exterminar a visão religiosa dela. Fez mentalmente todas as conexões, relembrou todas as práticas de articulação de dialética para desconstruir a fé dela e livrar a coitadinha daquela crença medieval.

Com a retórica na ponta da língua, pingando feito veneno por suas presas, olhou para a sua vítima e algo ocorreu.

- Entra! - disse e ela entrou - Fale-me sobre a sua fé.

Ela entrou, sentou ao sofá e falou com paixão sobre a sua crença. Seus olhos brilhavam, suas mãos articulavam, seu corpo dizia tudo aquilo que as mil teorias dele não conseguiriam tirar dela.

Ela não o converteu, nem ele tampouco abusou do seu conhecimento para tirar algo de alguém, sem colocar outra coisa melhor no lugar.

quarta-feira, março 07, 2012

NENHUMA DISCIPLINA, APENAS UM SALTO...


Não dou nenhuma disciplina a meus discípulos, não o moldo em nenhum tipo de caráter, padrão e deverias. Não lhe dou nenhum ideal.
Simplesmente lhe dou algo pequeno que precisa ser alimentado em seu coração: seja mais alerta!

Faça o que quiser, mas faça com mais consciência!

Transforme cada oportunidade em uma estratégia para se tornar mais consciente! E logo mais e mais consciência fluirá em você, o inundará, mais do que você se mobilizou a atingir.

Então, você perceberá as mãos do divino o auxiliando. Uma vez percebidas essas mãos, surge a confiança. Então, você perceberá que não está sozinho; todos os que se iluminaram estão lhe dando suporte.

Este é o maior ato altruísta que alguém pode fazer: tornar-se consciente! Pois, ao tornar-se consciente, você libera consciência à existência, consciência viva novamente liberada...

A quantidade total de consciência se eleva no mundo sempre que alguém fica alerta.

No dia em que a quantidade total de consciência no mundo superar a quantidade total de inconsciência, haverá uma grande mudança universal.

Neste dia, toda a humanidade dará um salto quântico, e este dia está se aproximando. Se as pessoas se empenharem firmemente, o dia está se aproximando...

OSHO

terça-feira, março 06, 2012

AMANHECEU

Hoje o dia amanheceu com a Lua, cadê o sol?

O sol está amarrado, pois a Lua ficou no lugar para pedir para eu poetizar e disse que só daria ao sol o seu lugar, se eu fizesse uma poesia para ela; se eu cantasse uma canção, fizesse alguns versos.

Não posso contrariar, afinal, como ficaremos sem o dia, se a Lua não deixar o sol voltar.

Porém, o que eu posso escrever que já não tenha sido dito; o que posso versar se todos os versos já foram feitos. Se ao menos eu fosse Vercillo, não sou, por isso, pedi ao Jorge para cantar para você, Lua. Se você gostar, por favor, solta o sol...

segunda-feira, março 05, 2012

Jureminha e o Chuveiro-Papão

não tenho medo da morte
a morte já é depois
já não haverá ninguém
como eu aqui agora
pensando sobre o além
já não haverá o além 
o além já será então
não terei pé nem cabeça
nem figado, nem pulmão
como poderei ter medo
se não terei coração?"
Não Tenho Medo da Morte - Gilberto Gil


Em que momento começamos a sentir medo? 

Sendo o medo uma sensação que proporciona um estado de alerta por termos observado ou sentido que algo nos ameaça; o medo mais do que inimigo do homem moderno, já foi um dos principais aliados para que chegássemos até aqui; tendo sido uma reação saudável e até mesmo protetora para todos nós. Porém, há momento onde o medo é acionado por coisas que não possuem muita explicação e pode nos levar ao extremo do medo (pavor) ou desenvolver alguma espécie de fobia ( transtorno fobico-ansioso), por exemplo, pessoas que desenvolvem um medo irracional de palhaço ( coulrofobiaou efebofobia ( medo de adolescentes); sendo esse último, uma fobia que não pode ser considerada irracional, muito pelo contrário, se é que vocês me entendem; porém, não há, até onde eu saiba, na lista anualmente reciclada e refeita pelo pessoal da psicopatia, o histórico de alguém que tenha medo de chuveiro. Percebam, não me refiro a Cascaofobia ( medo de água ou tomar banho); mas simplesmente medo do chuveiro em si. Acho que minha filhinha acaba de inventar uma nova modalidade.

Não creio que esse medo do chuveiro seja algo exclusivo dela, tenho certeza que há outros casos por aí, porém, não encontrei muita coisa que pudesse me auxiliar a ajudar a minha filha superar esse medo, especialmente porque até então, Jureminha enfrentara todos os principais perigos para um bebê com um cara ensandecida, típica de quem gosta de esporte radicais. Escuridão; ela se faz luz; espinafre e brócolis, ela os transforma em bife; tias que beijam e apertam as suas bochechas, ela simplesmente vira a cara; mas contra o chuveiro, pela primeira vez, vi minha filha em puro desespero.

Até o dia em que tentamos apresentar ela ao banho de chuveiro, a menina era um ser d'água. Toda vez que se preparava para tomar banho, ela ria, gritava de alegria e até cantava; porém, desde o fatídico dia em que ela se apavorou ao ouvir o barulho do chuveiro e aqueles jarros d'água ameaçadores caindo sobre a sua cabeça, o banho se tornou um sinônimo de enfrentar o chuveiro-papão.

Tentamos até voltar ao velho esquema do banho na banheira no quarto dela ( tentamos mudar o ambiente, pois o quarto dela era vitima da algazarra dela com a água e diversas vezes quase virou um aquário), mas mesmo no quarto dela, parecia que ela via o chuveiro ameaçador sob sua cabeça.

Pensei em várias formas de consertar o estrago; li e reli várias revistas e artigos sobre medos, pavores e fobias para bebês, pensei até em buscar ajuda profissional; mas depois de muito pensar, cheguei a uma solução, se não muito inteligente, pelo menos criativa...

Preparei a banheira dela com água quentinha embaixo do chuveiro, pedi para a mãe dela trazer a menina, que veio entre gritos e arrancar de cabelos ( da mãe dela), mas assim que ela entrou na zona de perigo, surgiu o super-herói dela ( euzinho) com sua capa mágica ( uma toalha) e cobri o teto da área do chuveiro, dando a minha filha, a sensação que o chuveiro do mal tinha desaparecido; de certa forma, tinha mesmo, pelo menos do campo de visão dela. Ela acalmou, parou de chorar e novamente, fez do banho, diversão.

Final feliz, Jureminha voltou a tomar banho sem temer o seu bicho-papão. Nem preciso mais colocar a toalha para cobrir o chuveiro, pois ela já compreendeu que seu pai-herói estará sempre por perto para ajudá-la a enfrentar os seus grandes e arqui-inimigos. Sim, jurei ficar ao lado da minha filha e protegê-la contra todos os perigos... pelo menos até a adolescência, pois dizem as lendas, que os bebês se tornam criaturas terríveis, com cortes de cabelos esquisitos e gostos musicais aterrorizadores...quer saber? Nem quero pensar sobre isso.

((())))

Para quem quiser se iniciar em fobias, veja abaixo texto e vídeo das fobias e medo mais bizarros:

As 10 fobias mais bizarras:

sexta-feira, março 02, 2012

Suicídio Assistido


Há diversos tipos de suicídio.

O tradicional onde uma bala leva a vida embora pelos ouvidos; há o ignorante onde o álcool, drogas, sal ou o açúcar vai destruindo o corpo e expulsando a vida das nossas células e há o suicídio assistido, aquele em que destruímos os nossos castelos construídos e expulsamos a vida  das nossas conquistas , deixando no lugar o pó do auto-boicote aonde tinha antes a beleza das conquistas feitas.

Não pretendo discorrer sobre a bala na cabeça nem sobre o veneno no sangue; quero apenas lembrar em letras que de todos esses suicídios, conheço bem o assistido, pois desse, somos todos nós, grandes especialistas.



quinta-feira, março 01, 2012

Convivendo com o Mistério


A verdade do Divino escorrega pelo chinelo quando pisamos em suas águas, quando abraçamos o seu vento.

A cada passo que damos em direção a verdade, dois passos a mais damos pra trás.
Sei que você já passou da idade, mas entre nesse jogo de esconde-esconde com entusiasmo e não se engane quando der vontade de rir ao descobrir que o que procurávamos não estava ali ali.

Não está ali ali nem aqui aqui,  pois tudo é uma lila do Criador; Pegadinha do Senhor pra gente continuar buscando. Quem se diverte segue convivendo com o mistério, quem se aborrece, muda de banda para a turma do "tô de mal" ou funda igreja e monastério.

Portanto, não se fruste tanto se o que você busca encontrar te faz toda vez de tonto; vai curtindo a paisagem, caminhando com ternura, a busca não é assim tão injusta, pois há nos quatro caminhos poesia e bom vinho e vasta música; gente bonita e risada para compensar a tarefa árdua de continuar buscando o que não pode ser encontrado no Mundo dos Homens, pois aquilo que se esconde na busca ironicamente não passa de quem a procura
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