terça-feira, maio 31, 2011

Aprendendo a aprender: a persistência supera o talento



Não tenha medo de errar, mas erre diferente!

O núcleo de todo processo de aprendizado é a transformação de ações ineficazes em ações eficazes.


Dessa definição deriva um ponto de partida no processo de aprendizado: a pessoa precisa identificar uma área de incompetência, de incapacidade que a impede de chegar ao resultado desejado. Aprender é incorporar novas habilidades que possibilitem alcançar objetivos.

A relação entre o não-saber e o aprendizado tem mão dupla. Para aprender, é preciso identificar uma situação insatisfatória. Ou seja: é imprescindível reconhecer que o desconforto é também uma oportunidade de aprendizado. Todos temos certo grau de “cegueira” em diversas atividade e conceitos, e quando tomamos consciência “que não se sabe” ocorre uma transformação de cego para ignorante.

São quatro os passos que podem ajudá-lo a aprender a aprender:

1. Assumir a responsabilidade de aumentar a sua competência.

O ignorante assume o papel de principiante e se vê como responsável pelo seu desenvolvimento. O aprendizado não é algo que “os outros lhe dão”, ou seja, você deve ser o protagonista desse processo. Lembre-se: você é que tem que tomar a iniciativa de querer aprender!

2. Reconhecer-se como principiante e permitir-se cometer erros.

O autêntico principiante se permite errar sem se recriminar, pois sabe que a única maneira de aprender é tentar fazer coisas que ampliem sua área de competência. Lembre-se: só fique atento em sempre errar diferente!

3. Busque ajuda de um mestre, de um coach e/ou do seu líder e dê-lhe permissão e autoridade para ajudá-lo.

Um bom desenvolvedor de pessoas respeita a integridade do principiante e está disposto a ajudá-lo a desenvolver suas competências. Lembre-se: é necessário que o coach ajuste-se a forma de aprender do principiante, e não o contrário!

4. Dedique tempo e recursos para a prática.

O aprendizado não é uma atividade teórica. Em alguns casos serão necessárias várias horas para garantir uma evolução da competência. Lembre-se: a persistência supera o talento!

E aqui vai uma Dicaduka: os verdadeiros mestres, ao contrário dos experts, mantêm sempre o espírito de principiante, abertos e atentos a novas possibilidades criativas e inovadoras. Os melhores mestres e principiantes compartilham sempre da humildade!

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos / 2011.05.16

@pvcampos10 ou pvcampos@terra.com.br

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/blog/mochileiro-corporativo/2011/05/16/aprendendo-a-aprender-a-persistencia-supera-o-talento/

segunda-feira, maio 30, 2011

Pais e Constelações

Vitória está muito bem, o susto passou, mas o trabalho começou. Nada que eu não estivesse esperando ou que não tivesse sido anunciado por diversos “pais-amigos da onça”, que vinham em galope dizendo: “dorme, enquanto pode!”.

Já não durmo direito à quase uma semana, e, quando finalmente cochilo; acordo assustado com qualquer sussurro da minha bebê; daí, levanto agitado, vou até o berço, mas a visão daquela pequena respirando e sonhando com esse mundo, dispara um sorriso enorme em mim, e me dou conta, é tarde demais: estou completamente apaixonado pela vida da minha menina.

Sim, agora estou experimentando aquelas cenas clichês de todo pai de primeira viagem.

Sim, agora estou percebendo que um amor incondicional começa a despertar no peito e vai tomando de conta da gente e sentimos que é esse tipo de amor que permite que o mundo seja um lugar ainda civilizado para se viver.

Sim, ser pai provoca em você, tudo aquilo que todos os seus amigos e parentes disseram antes, e mais um pouco tanto, que não cabe em palavras, pois só a linguagem dos sentimentos consegue expressar isso, quando isso acontece.

Para quem não é pai ou mãe ainda, não adianta ler a respeito tentando vivenciar similar sentimento, mas é possível imaginar que quando esse momento lhe alcançar, você verá e terá certeza que todos os acontecimentos da sua vida o conduziram para aquele instante, quando, na calada da noite, sussurros do seu filho dormindo provoca em você, super-novas de felicidade.

E se em algum lugar do universo, uma constelação tiver nascido, pode acreditar, isso foi causado pelo big bang que surgiu no coração desse pai feliz ao ver a sua filha viva.

sexta-feira, maio 27, 2011

VENCEDORA!!!

24 de maio de 2011
Nasce Vitória...

Tudo o que eu queria era viver finalmente aquela cena normal; cena essa que todo homem experimenta na vida: mulher em trabalho de parto, o nervosismo que desemboca em bebê chorando, médico celebrando mais um sucesso, esposa transbordando de emoção ao abraçar pela primeira vez a filha tão aguardada. Como disse: cena normal de nascimento que nem cabe em crônica, talvez renda alguns versos de poesias que só quem é pai compreenda. Eu rezei para ter essa experiência normal. Achava que merecia; que teria algum crédito nas "terras delá" que me livrasse de qualquer eventual problema, agindo como qualquer pai agiria, afinal, ninguém espera que o seu filho venha ao mundo e saia direto para a UTI.

- Qual o nome da sua filha?

Eu que coleciono contos e faço crônica, adoro uma nova descoberta, pois por ela, se abre outro ponto de vista, enxergamos melhor o mundo; mas poderia passar a minha jornada na Terra sem ter essa vivência. Ninguém deveria passar por essa cena que vivi: minha filha sendo levada, sem conseguir respirar, entubada, e o som das lágrimas da mãe, feito violino que chora um momento perdido, que por nove meses, ela sonhou vivenciar.

- Qual o nome da sua filha?
- Jurema!


Eu, aprendendo a ser marido e trilhando pela primeira vez a viagem de ser pai, aprendi também o que significava ser um homem: por mais que se queira chorar ou se desesperar, é preciso olhar nos olhos de sua companheira e afirmar: " Confia! Tudo vai dar certo!" ( mesmo quando nem a gente acredita nisso). Lembrei do motivo pelo qual queríamos chamá-la de Jurema, a Cabocla do Girassol; a guerreira da floresta que representa tão bem a força feminina. Diante de toda aquela cena, quis invocar o nome da cabocla, desejei ser tão forte quanto ela, e consegui, pelo menos, nas aparências.

- Qual o nome da sua filha?
- Jurema!
- Pensei que fosse Vitória...

As primeiras 24 horas da vida de um novo ser na Terra, deveriam ser comemorados com uma grande festa: balões coloridos, palhaços com perna-de-pau, beija-flores vagalumando, pais e avós babando o novo ser que acabou de renovar a luz da família. Deveria ser para os outros, mas não foi para mim! Por quê? A Santa na parede não conseguiu dizer. A Santa? Que Santa? E isso importa? Nessas horas a gente se pega com quem aparece e se resolver, se torna devoto pelo resto da vida. Por isso, engoli meu ceticismo e orei "Santa Seja Lá Quem For, cuida da minha filha, por favor!"

- Qual o nome da sua filha?
- Jurema!
- Eu pensei que fosse Vitória...
- É Vitória!


Daí, como todo conto que se preze e que valha a pena ser lido, a sorte da pequena heroína muda, na UTI, ela passa de sala em sala, melhorando a cada hora, ficando mais forte a cada dia, e todos passam a comentar sobre a caboclinha que chegou quase sem vida e agora é vitória.

- Qual o nome da sua filha?
- Jurema!
- Eu pensei que fosse Vitória...
- É Vitória!
- Como assim?


A Caboclinha seguiu lutando, saindo dos aparelhos, largando o soro e finalmente, mamando. Depois de 48 horas, respiro com tranqüilidade, pois, enfim vejo o sorriso no rosto da minha mulher que eu tanto quis experimentar. Sim, agora, posso ir até o banheiro e tomar um banho para relaxar. Juro que a água que corre pelo meu rosto não é chorar...

Sexta-feira, 27 de maio de 2011
- Qual o nome da sua filha?
- Jurema!
- Eu pensei que fosse Vitória...
- É Vitória!
- Como assim?
- Nome composto. A Jureminha venceu. Escreve aí: Vitória Jurema de Lima Oliveira
!

quinta-feira, maio 26, 2011

As Leis


LEIS DA ATRAÇÃO:
(COISAS QUE SE ATRAEM SEM ESFORÇO NENHUM):

Mulher e vitrines
Homem e cerveja
Chifre e dupla sertaneja
Carro de bebum e poste
Tampa de caneta e orelha
Tornozelo e pedal de bicicleta
Leite fervendo e fogão limpinho
Dedinho do pé e ponta de móveis
Camisa branca e molho de tomate
Tampa de creme dental e ralo de pia
Café preto e toalha branca na mesa
Dezembro na Globo e Roberto Carlos
Segundas-feiras e sono

Terças-feiras e sono

Quartas-feiras e sono

Quintas-feiras e sono

Sextas-feiras e cervejaaaaaaaaaaaaaaaaa
Chuva e carro trancado com a chave dentro
Dor de barriga e final de rolo de papel higiênico



1- LEIS BÁSICAS DA CIÊNCIA MODERNA:

· Se mexer, pertence à Biologia.

· Se feder, pertence à Química.

· Se não funciona, pertence à Física.

· Se ninguém entende, é Matemática.

· Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia.

· Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido, é INFORMÁTICA.


2- LEI DA PROCURA INDIRETA:


· O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra.

· Você sempre encontra aquilo que não está procurando.


3- LEI DA TELEFONIA:


Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver
papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.

Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão
ocupados.

Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do
chuveiro faz tocar o telefone.


4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:


Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém, muito
menos em você...


5- LEI DA GRAVIDADE:


Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos estão
perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da
situação.


6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:


80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu e os outros 20% será baseada no único livro que você não leu.


7- LEI DA QUEDA LIVRE:


Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda provoca mais
destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.

A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.


8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:


A fila do lado sempre anda mais rápido.

Paragrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais
rápida.


9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do
manual.


10- LEI DO ESPARADRAPO:

Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:

Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.

Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.


12- LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:

Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

quarta-feira, maio 25, 2011

ANDANDO SE FAZ O CAMINHO


Autor desconhecido.

Caminhante,
O caminho é feito ao andar;

Andando, se faz o caminho,
e se você olhar para trás,
Tudo o que verá
serão marcas de passos
que algum dia
seus passos tornarão a percorrer;

Caminhante,
Não há caminho,
O caminho é feito ao andar!



terça-feira, maio 24, 2011

GUERRA E PAZ


Guerra!
Guerra!
Guerra!
Guerra no mundo. Caos!
Hum...
E o teu rabo?
Olha para o teu rabo!
Não se preocupe com a guerra dos outros;
Se preocupe com a sua própria guerra.

A guerra que ocorre na sua casa.
Com a sua família,
com você mesmo,
com os seus amigos!

Está tudo em paz?
Mesmo???
Tá bom!!!

segunda-feira, maio 23, 2011

KINDRED SPIRIT


"Se você pensa estar ouvindo algo,
e você não consegue imaginar o que seja...
Talvez você sinta um calmo desejo
de erguer o seu coração dentro do vento

Lá você irá encontrar minha alma cantando
Lá você conhecerá seu verdadeiro amigo
Lá você vai me perceber como seu irmão de espírito
e ouvir uma canção para você acordar cantando
e se lembrar de mim..."

domingo, maio 22, 2011

SOBRE VOVÓ

Por Nielda

"Deitada, ouço o som aos meus ouvidos;

É engraçado, pois está silencioso, mas eu posso ouvir o vento passando por eles. Permaneço parada, ouvindo, refletindo. É engraçado, num sentido totalmente diferente do dicionário, o que acontece agora.

Sonhei com a minha avó mais uma vez, mas dessa vez foi especial para mim. Independente de toda a estória do sonho o que importa é que ela estava ali do meu lado, na cama de casal da minha tia, falando comigo, como se nada tivesse acontecido. Ela era tão real, tão palpável... Ficamos abraçadas mais tempo do que eu nunca tive. “Eu gosto tanto da senhora vó! Eu gosto tanto!” “eu também gosto muito de você filha” e eu adulta chorava como eu criança desenfreadamente ... Os filhos da minha prima estavam ao meu lado e falavam algo, queriam saber o que eu estava fazendo, mas eu queria só ficar ali abraçada com ela, sentia sua falta. Embraçada com essa senhora que me parecia igual ao que sempre foi eu não sentia nenhuma ameaça, nenhum vestígio de maldade, também não sentia exaltação ou adoração, era só ela. Queria permanecer ao seu lado, abraçada, por um longo tempo... Mas ela levantou e sem dizer nada foi embora sorrindo.

Alguém me perguntou com quem eu estava abraçada.. olho pra cama vazia e me pergunto se estava vendo coisas.. a vovó se foi.. será que era ela mesmo? O que foi que eu vi? Lembro da minha prima dizendo que se perguntava como uma pessoa depois de fazer a passagem aparecia tantas vezes e que ainda se questionava se era nossa avó mesmo, entretanto toda vez que olhava para aquele rosto, só podia acreditar que era verdade porque ninguém teria aquele sorriso...

Ainda deitada me emociono com o que acabei de viver, eu sei que a vovó tá bem, não estou triste, nem lamentando... sinto-me tocada de alguma forma indescritível e, como no sonho, lágrimas ainda percorrem meu rosto. Respiro fundo e, mais uma vez, ouço o “vento” aos meus ouvidos. Estou feliz, mas não paro de chorar, como isso é possível? Independente de ser sonho ou não, sinto ter encontrado novamente essa figurinha que em terra mesmo com um corpo tão frágil era mais forte que todos nós. Sinto como se fosse real, e entendo finalmente que na minha cabeça é como se ela pudesse aparecer a qualquer momento como se nada tivesse ocorrido; só agora notei quanto sinto sua falta. Meus sentimentos me surpreendem mais uma vez e dessa forma ao mesmo tempo em que detesto ser humana sou grata por poder senti-los.

Minha vó nos ensinou muito, e ainda continua ensinando, pode ser apenas a minha imaginação, mas da mesma forma é ela, pois permanece viva não por uma imagem ou por um sonho, mas por todos os princípios e lições que plantou em nossos corações.

Sei que não vai aparecer à porta de minha casa como se nada tivesse, mas pode pode bater na porta da minha consciência quantas vezes quiser.

Pra sempre lembrada, pra sempre querida, pra sempre amada."

sábado, maio 21, 2011

E O MUNDO NÃO ACABOU DE NOVO

E o mundo não acabou
quando eu fechei os olhos,
nem quando eu abri e te vi,
vida,
novamente sorrindo para mim.

Se eu soubesse disso,
não teria ficado
com tanto medo;
só ontem
é que acabou!

Mais eu sei que vou
tornar a sentir medo
de não mais te ver,
mundo,
por isso, sonho!

Com um novo amanhã,
onde a certeza vença
a fé;
e eu perceba
Se o mundo explodir
Vou continuar a existir!

Né?

sexta-feira, maio 20, 2011

A CANÇÃO QUE O PAI DAS ESTRELAS ENSINOU


Por Wagner Borges

O Pai das estrelas nos ensinou a canção dos elementos:
A canção das águas, a canção dos ventos, a canção do fogo e a canção da terra.
Ele nos falou do respeito por todos os seres da natureza, pois o Seu Amor está em todas as coisas e seres.
Na canção das águas correntes, Ele nos ensinou a passagem do tempo e o valor das experiências que passam e a fluência das emoções.
Na canção do vento, Ele nos falou de renovação e do movimento do Invisível que viaja e canta.
Na canção do fogo, Ele nos falou do calor do coração e na incineração das dores do passado.
Na canção da terra, Ele nos ensinou sobre a firmeza necessária para a realização dos objetivos firmados.
O Pai das estrelas ensinou a canção dos elementos da natureza para o povo antigo. Eles aprenderam as lições das canções e cantaram com o coração.
Os ecos de suas palavras inspiradas ainda ecoam pelos sítios extrafísicos na presença dos espíritos guardiões.
E eles cantam e repassam aos homens de hoje a presença espiritual e os objetivos firmados na Espiritualidade.
Para o Eterno, todos nós, encarnados e desencarnados, somos crianças.
Por isso, Ele ensinou as canções.
Que os homens cantem, com todo coração, a alegria das estrelas nos elementos da criação, e respeitem a Mãe Terra.

P.S.:
Enquanto eu digitava esses escritos, fui inspirado espiritualmente, por um xamã extrafísico, a escrever o seguinte:
"Que o som do chocalho possa dissolver as dores do passado e aliviar o coração.
Que o som dos tambores relembre aos homens da pulsação do coração da Mãe Terra, nossa amiga e protetora.
Que o som da flauta siga com o vento e eleve os espíritos para a morada celestial.
Que o som das águas correntes relembre aos homens de que tudo passa e que o destino de todos é a Casa do Pai Celestial, no mar das estrelas, aonde desembocam todos os espíritos após a corrida da vida.
Que o calor do amor aqueça os corações e inspire às canções que libertam os espíritos das noites trevosas de seus medos.
Que o Amor do Pai das estrelas brilhe em nossas canções de cura e apaziguamento emocional."

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.

quinta-feira, maio 19, 2011

Fui Roubado

Roubaram-me a carteira, o dinheiro da feira, o salário; ficou somente o que não pode ser roubado...

Não pode ser roubado, tudo aquilo que consegui de fato, que não vai desaparecer, nem quando eu morrer...

Quando eu morrer, que nada, nem preciso esperar até lá, para saber que há coisas que a gente não perde, não perderemos, nem nunca vai ser nos tirado...

Fui roubado, mas o ladrão não levou o que guardo no cofre do meu coração!

quarta-feira, maio 18, 2011

THE QUEST


Essa consciência de mim
é incompleta,
é ponta de iceberg,
é vista á distância;

Essa consciência de mim
permite somente ver
a aparência,
porque a consciência de mim
não consegue enxergar
a essência;

Pois uma vez que se vê
o tamanho do MAR,
o medo toma conta do marinheiro,
e ele pode naufragar;

Por isso
É preciso muito cuidado
e cautela,
para continuar estudando
e respeitar o ritmo
da visão se ampliando
e mostrando
o ritmo da nossa jornada
na Terra.

terça-feira, maio 17, 2011

Deixem em paz a nossa língua


por LYA LUFT
(Revista Veja)

Nasci com essa paixão, esse encantamento pelas palavras. Quando pequena, repetia para mim mesma as que achava mais bonitas: pareciam caramelos na minha boca. Colecionava mentalmente as mais doces, como translúcido, magnólia, borbulha, libélula, e não sei quais outras. Lembro que por um tempo detestei meu nome curtinho e sem graça: pedia a minha mãe que o trocasse por algo belo como Gardênia, Magnólia, Virgínia. Açucena me fascinou quando o li no meu livro de texto no 1º ano da escola, e quis me chamar assim. Mas eu queria muitas coisas impossíveis. Como lia muito (minha cama era embutida em prateleiras onde, em horas de insônia, bastava estender a mão e ter a companhia de um livro), a linguagem cedo fez parte da minha vida como as ficções. Eu lia o que me caía nas mãos, desde gibis até complicados volumes que eu não entendia mas pegava na biblioteca de meu pai, e lia achando impressionante ou bonito, misterioso ou triste.

Comecei a trabalhar com a nossa língua bastante cedo, traduzindo obras literárias do inglês e do alemão. Mais ou menos nessa época, início dos 20 anos, passei a escrever crônica de jornal, e poemas avulsos, que aos poucos foram sendo publicados em livros, até finalmente iniciar uma carreira de ficcionista já beirando os 40 anos. Antes disso fiz mestrado em linguística, e fui professora dessa matéria em uma faculdade particular durante dez anos. Não escrevo isso para dar meu currículo, mas para dizer que não desconheço o assunto: ler e escrever são para mim tão naturais quanto respirar, e conheço alguma teoria. Nosso idioma, o português do Brasil, me é íntimo, querido, respeitado, amado - e está em mim como a própria alma. Aliás, a psique se reconhece, se analisa e se expressa através das palavras.

De vez em quando, inventa-se alguma reforma para essa sutil, forte e independente engrenagem. Passei por várias nesses muitos anos, as ortográficas em geral pífias, algumas muito malfeitas. Porém a gente se adapta, até por razões de ofício. Mas, por favor, não tentem defender nosso português de estrangeirismos: a língua não precisa ser defendida. Ela é soberana. Ela é flexível. Ela é viva. Nenhum gramático ou legislador, brilhante ou tacanho, poderá botar essa dama em camisa de força, nem a conter num regime policialesco. Ela continuará sua trajetória, talvez sacudindo a cabeça diante das nossas desajeitadas tentativas de controlá-la. Como dirá qualquer bom professor de português, ou qualquer linguista dedicado, estudioso, uma parcela imensa dos termos que hoje usamos, que por muito usados pela classe culta foram dicionarizados - o dicionário sempre corre atrás da realidade -, começou como estrangeirismo. Não preciso citar, mas cito, garagem do francês, futebol do inglês, coquetel da mesma forma. A língua incorpora esses termos se são úteis, e os adapta ao seu sistema. Botou o “m” final em miragem, por exemplo, porque no nosso sistema as palavras não terminam em “age”.

Muitos termos não podem ser traduzidos: quem diz isso é esta velha tradutora que dedicou a isso milhares de horas de sua vida. E não é possível formar frases decentes, fluidas, claras, expressivas como devem ser as frases, se a cada “estrangeirismo” tivermos de fazer um rodeio, uma explicação da palavra intraduzível. Isso, além do mais, nos colocaria na rabeira do mundo civilizado e globalizado, onde palavras - como objetos de bom uso - circulam de um lado para outro, pousam aqui ou ali, adaptam-se, ou simplesmente passam. Quando não passam, é porque são necessárias, e acabam colocadas entre aspas ou em itálico. Línguas altamente civilizadas usam “estrangeirismos” livremente, sem culpa nem preconceito, como fator de expressividade. Isso nem as humilhou, nem as perverteu: ficaram enriquecidas. Nós é que precisamos lutar contra uma onda terceiro-mundista, uma postura de inferioridade que nos faz gastar energias que poderiam ser aplicadas em algo urgente como um orçamento vinte vezes maior para a educação do nosso povo.

segunda-feira, maio 16, 2011

ESQUECIDO


Quando se é pequeno, se é um pouco de tudo.
Artista, cientista, palhaço ou sábio.
Tudo é permitido!

Crescemos e esquecemos de tudo.
Parece até que crescer é se especializar em se esquecer
do que nunca deveríamos ter esquecido!

Acredito que todos nós
nos arrependemos de algo
que foi esquecido
e que deveríamos ter sido!

Pode até não fazer sentido,
mas tem dias que acordamos
e percebemos que algum sonho
ficou perdido!

Por isso, sempre que posso
converso com o menino;
menino que fui
e continua falando
basta dá-lhe ouvidos!

E ele diz, bem atrevido:
"Tudo o que quero ser quando crescer
é não ser esse você tão esquecido!"

domingo, maio 15, 2011

FISH: O VALOR DA LIBERDADE

Um Elfo apareceu no meu jardim e me deu uma lição sobre liberdade ao me presentear esse vídeo: Enjoy it!!!

sábado, maio 14, 2011

MENINA DE OURO

Qual a cor da alma da Aline?

Preta!
Coisa preta, danada, selvagem, maluca, menina feita de coragem; moldagem de algo profundo, menina do mundo que a todos fascina, ilumina...até mesmo quando só fala sacanagem!

Preta!
Preta e Branco, ninguém é perfeito, ainda mais corintiano; mas ela não é santa, nunca foi, foi sempre capetinha, capetinha sempre foi, ainda é; pois ela é de um tudo um pouco, um pouco de tudo; sempre será!

Preta!
Qual será o segredo dessa nega? Não tem segredo algum, ela é um filme de sucesso, blockbuster de aventura; é filme de comédia, é muita emoção para uma só pessoa, pessoa uma que faz a gente chorar, faz rir, faz torcer, faz cantar; todo mundo quer te ver, Aline! O seu quarto mais parece um teatro lotado, com todos querendo ver o filme por você estrelado.

Preta!
Que preta que nada! É de ouro, ouro solar, cujo sorriso raio acorda os nossos corações para um novo despertar, provando a todos que essa menina é de ouro, e somos loucos por ti, Aline, pois você é o nosso mais precioso tesouro!

Ass: Os Três Vizinhos

sexta-feira, maio 13, 2011

A Certeza do Nego

Nego sofreu, nego chorou e continuou, continuou. Enquanto apanhava no tronco, da Grande Mãe ele lembrou; e nego rezou, nego orou e a Mãe Eterna surgiu e falou:
;
- "Quem tem a Mãe no coração, não teme; segue firme, aguente os teus irmãos."

E nego chorou, nego chorou, pois já não tinha mais compaixão; queria gritar, se revoltar, fazer sofrer, fazer sangrar, se libertar do cativeiro. Podia morrer, podia matar, guerreiro africano, punho certeiro; antes mesmo que tivesse morrido, muitos outros seriam feridos; mas nego esperou, nego esperou e confiou, confiou na Mãe
Divina, que novamente o visitou e falou:

- "Fica firme, meu filho, flua amor, mesmo na dor, flua amor."

E nego sentiu amor, sentiu amor. Suas mãos cansadas trocaram a projeção do sangue da vingança pelo cultivo da flor da certeza que tudo está no devido lugar, mesmo o que não aparenta estar.

E nego continuou, continuou com amor, no trabalho, na servidão, mas sempre orando para a Grande Mãe na energia de cada Iobá, cantando e louvando seus orixás, até que um dia, o senhor das terras veio avisar:

- " Negro, pega teus trapos e se poê a caminhar, livre você está!"

Nego sorriu, nego chorou e com os pés descalços, nego caminhou pela terra da liberdade, sem saber para onde ir, sem saber como comer, nem onde dormir; mas manteve o amor, e se humilhou, pediu ajuda, não encontrou; não havia trabalho, ninguém lhe dava a mão, nem mesmo os seus irmãos de cor; mas nego continuou e acreditou que tudo ficaria bem, e orando aos seus Orixás, nego pediu, a Mãe escutou.

Trabalho veio, casa firmou, mulher surgiu, família criou e quando agradecia a Mãe Divina no terreiro dos Orixás, o homem branco a porta derrubou, nego apanhou, nego gritou, pois o homem branco, o culto proibiu e mandou que eles engolissem as suas certezas e fossem para o templo do homem branco e que rezassem aos santos de barro da Santa Igreja.

Nego orou, nego rezou, e discerniu, pois percebeu que a Mãe Eterna também estava naquelas imagens cujos nomes estranhos, sua língua materna mal conseguia pronunciar. E foi quando a Mãe Divina novamente apareceu e falou:

- Quem tem a flor da certeza no coração, percebe que estou em todo lugar.

E nego sorriu, nego seguiu orando para as santas de rosto branco, para os deuses dos homens brancos; pois diante da Força Maior, a repressão a sua religião era coisa menor. O irmão branco poderia brigar, proibir, denunciar, bater, gritar, fazê-lo jurar que não havia Deus algum se não o Deus que ele estava a lhe empurrar, e nego saberia, e em silêncio ficaria, pois no seu coração a sagrada lição que a Mãe Divina lhe ensinou já virara o rochedo da certeza que o Divino não tem cor, o Divino é fluente amor.

CURA

Doente, busquei nos homens de branco e na gente das estrelas, a cura de todas as minhas mazelas; e por um tempo, achei que estava bem. Não estava!

Tinha me curado por fora, mas a doença seguia cobrindo por dentro, tudo aquilo que eu não queria olhar; e seguia doendo; até que eu percebi que a cura não vinha de fora, mas de dentro.

Ela vinha das minhas interpretações do passado, marcas e mágoas que nunca tive coragem de tratar, e ignorava que elas podiam causar tanto dano ao meu corpo. Duro engano, tudo parecia bonito por fora, e por dentro, tanto pranto.

Essas mágoas, como vírus que se espalha, foi tomando conta de tudo, camada por camada; e meu corpo foi tentando me avisar: “olha os sinais, toda doença é conto a narrar!”

Talvez por merecimento ou sorte, pude há tempo, perceber um impulso, que foi me revestindo de coragem para compreender o que precisava ser feito. E busquei, dentro de mim, as forças necessárias para trazer a consciência que esse impulso era a grande chance que eu precisava para me auto-curar.

E tomei desse remédio chamado aceitação e a cura se estabeleceu com as atitudes que precisei tomar para as mudanças processar na minha vida. E minha alta finalmente ocorreu, quando optei por não mais ignorar que são os ecos das lamúrias do passado que nos levam a esquecer o nosso próprio poder para se curar.

quarta-feira, maio 11, 2011

NO FOGO DO ESPÍRITO - FACE A FACE COM O INVISÍVEL


Face a face com o invisível, todo homem chora.
Diante do olho onipresente do Todo, não há sombras.
O iniciado espiritual sabe disso. A dor o ensinou, por muitas vezes.
Quando o seu ego era grande, tempestades corretivas o açoitaram.
Maat*, com grande generosidade, curvou seus joelhos no sal e no sangue.
E ele chorou nas areias quentes do antigo Egito, sem que os deuses o ouvissem.
No cadinho da experiência, sua arrogância foi solvida no fogo do espírito.
E, na grande hora de sua ascese, a Mãe Isis** o guiou pelos túneis escuros.
Ela trouxe acesa a tocha do amor e sorriu para ele, enchendo-o de graça.
Depois, na presença dos hierofantes***, ele aprendeu a servir à Luz.
Ali, ele abriu seu coração e chorou, mais uma vez, renascido em si mesmo.
Mas suas lágrimas eram libertárias. Eram lágrimas de agradecimento.
Sim, todo homem chora diante do olho da verdade. E seu orgulho se cala!

* * *

Em muitos voos para fora de seu corpo físico, ele viu verdades e foi testado.
Enquanto seu corpo repousava, em espírito ele era iniciado nos templos sutis.
Ele viu muitas sombras, dentro e fora de si mesmo. Mas trabalhou firme!
Em silêncio, ele orava e se fiava na Luz. Ele se lembrava da graça de Isis.
Só de pensar na Grande Mãe, seu coração se enternecia. Ela era o seu sol!
Ele aprendeu a seguir os ditames do Alto e seguiu em frente, pela Luz...
Às portas do infinito, em seu próprio coração, ele dissolveu-se num lindo amor.
Ele não era mais seu, era da Luz! E em sua fronte brilhava uma estrela espiritual.
Admirado, ele agradeceu, mais uma vez, à Mãe Isis, pelo presente brilhante.
Ele sabia que, por onde fosse, a estrela o guiaria e protegeria.

* * *

Sim, todo homem chora diante do olho espiritual. Tudo se revela na Luz!
Mas o iniciado espiritual sabe algo que o vulgo desconhece: é choro libertário.
Ele sabe que o egoísmo e o orgulho levam aos caminhos da dor.
Por isso, segue firme na trilha espiritual que escolheu servir, sem se desviar.
Em sua bagagem consciencial, ele carrega o discernimento e a simplicidade.
Em seu coração, a tocha do amor, acesa pela Mãe Isis.
Em sua fronte, uma linda estrela.
Por onde ele for, ela o guiará, como deve ser...

P.S.: alguns escritos, lidos no momento certo, são capazes de verter o sublime.
Então, na caverna secreta do coração, algo acontece. Algo sutil. Algo lindo.
É leve como a pluma de Maat e doce como a graça da Mãe Isis.
É como um toque da Luz no silêncio. Faz lembrar alguma coisa boa.
Faz o espírito fremir na sintonia do Eterno, além das palavras.
Faz sentir que há outros sentindo as mesmas coisas, por esse mundão de Deus...
Faz sentir ligações invisíveis, forjadas no fogo do espírito, além do vulgo.
E quem de fora poderá compreender isso?
Dentro de si mesmo, há uma certeza brilhando: há algo a mais em cada ser.
Viver é mais do que só respirar, comer, beber, dormir, copular e, um dia, morrer.
Quando o véu das ilusões é erguido, o que se vê é o infinito imanente...
Face a face com o olho da verdade, o invisível se revela, e a consciência desperta.
E quem passará incólume diante desse fogo da transformação,
Quando todo homem chora, ao ver o divino em si mesmo?
Quem compreende isso, o compreende.
Parafraseando os mestres da velha Índia, também exclamo, de coração:
"Levante-se e não se detenha mais, até alcançar a meta!"

(Caros leitores, agora, ao apagar das luzes desses escritos, eu entro em meu coração, e vejo vocês, desconhecidos e, ao mesmo tempo, tão conhecidos, de alguma maneira que só Deus sabe. E fico contente por isso. Com este colóquio sutil, humano e espiritual, por entre os planos e dimensões, feito do fogo do espírito e sob a ação da Luz e os auspícios do Alto).

- Esses escritos são dedicados a todas as pessoas que batalham por climas melhores na existência, de todos os lugares, que, mesmo com dificuldades, ainda "respiram e aspiram" os valores de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Essas pessoas da Luz, que sabem que a grande iniciação é fazer o bem sem olhar a quem. Elas sabem que o templo real é no próprio coração.
A elas, em espírito e verdade, as bênçãos do Grande Arquiteto Do Universo.

Paz e Luz.

- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, discípulo de nada e mestre de coisa alguma, eterno neófito do Todo, a quem agradece, por tudo.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2008.

- Notas:
* Maat - a deusa da justiça na cosmogonia egípcia antiga.
Obs.: Para maiores detalhes sobre Maat, favor ver esses dois textos: "Maat" e "Olhos de Maat" -, postados no site do IPPB – www.ippb.org.br -, nos seguintes endereços específicos:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=250
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=471
** Isis - a Grande Mãe na cosmogonia egípcia antiga, esposa de Osíris e Mãe de Hórus. A madrinha dos iniciados nos grandes arcanos.
*** Hierofantes - dentro das tradições herméticas de outrora, eram o mestres que testavam os neófitos - calouros - nos processos iniciáticos






terça-feira, maio 10, 2011

PISANDO DE MANSINHO


Dá medo, dá vontade de sair correndo, dá uma insegurança quando a gente entra na dança de querer descobrir do que somos feitos.

Bate um pavor, principalmente quando as portas se abrem e a gente sabe, por intuição, que já passou por elas; e foi por elas nos lembrarem quem somos, que fizemos questão de esquecer; mas nóé tudo teimoso, e lá vamos nós de novo, flertar com a iluminação; sair das cavernas da ilusão e encarar a nossa responsabilidade de ter maturidade para crescer.

Crescemos, mas dá dor, dá vontade de não seguir adiante, de continuar esquecido; mas daí, a gente percebe que já é tarde, pegamos gosto pra coisa, abrir portas já não é assustador assim, basta pisar de mansinho, devagarinho e a gente entra, descobre e se for possível , a gente conta em poema ou crônica, que todo mundo chega lá, no final das contas.

EM BREVE


Uma vez escutei o Seu chamado, mas você me chamou de um jeito diferente, pois não falou meu nome, nem gritou pela minha atenção, apenas se aproximou e disse de um jeito bem carinhoso, através da brisa do entardecer:

“Deixa de choro, menino, vem crescer!”

Era um dia daqueles em que a gente só reclama e não se dá conta da beleza do mundo ao nosso redor. Estava descendo em direção ao metrô e vi um pôr-do-sol, tão lindo que fiquei com vergonha de estar me sentindo tão para baixo. Então, parei com todas aquelas abobrinhas na cabeça e percebi Você. E fiquei lhe olhando: eu, ali, vestido de humano, e Você, do outro lado, disfarçado de sol se pondo.
Fiquei perguntando um monte de coisas, e Você na maior paciência, só me iluminando; então você não agüentou e disse que havia mesmo uma razão para tudo ser como é, assim como havia uma razão para os pássaros voarem no céu e para as flores desabrocharem. Saquei na hora que era tudo tão simples e fácil de entender, que logo eu iria esquecer tudo (sabe como é, a gente só lembra daquilo que é complicado). E sabe de uma coisa: não é que eu esqueci mesmo?

Mas lembro-me de que, naquele momento, Você meio que entendeu que eu iria esquecer tudo o que conversamos espiritualmente, e fez tocar no rádio que eu escutava uma música tão bonita, que na hora entendi tudo; aquela música era como a Sua verdade: só podia ser ouvida e entendida com o coração.

Hoje, em frente a uma folha de papel com a caneta na mão, ouço essa canção novamente. Jon Anderson, o vocalista da banda de rock progressivo Yes, vai cantando a canção chamada “SOON”, enquanto me lembro daquele dia conversando com Você.

Acordes maravilhosos de guitarra, junto com a bela voz do Jon Anderson vão me levando até aquela tarde na qual Você chamou meu nome com o entardecer, sacudindo-me e tirando-me da pobreza mental em que eu estava. Ouvindo essa música (passei anos procurando por ela, sem saber como ela se chamava), lembro-me também de um outro amigo que me ensinou tanto e que ensina a muita gente através da música e da poesia, do mesmo jeito que Você me ensinou. Acho que ele se lembra da Sua verdade, mas como sabe que todo mundo vai esquecer, ele usa música e poesia para fixar na cabeça da galera que vale mesmo a pena a gente melhorar e se tornar pelo menos alguém bacana, que entre erros e acertos, saiba que o céu e o inferno são portáteis, e a gente os carrega dentro da gente mesmo.

Lembrei-me dele, também, porque ele manja tanto de Yes, que provavelmente deve estar se perguntando porque eu nunca lhe perguntei se ele sabia o nome dessa música que eu tanto procurava, mas ele sabe que certas respostas a gente tem que encontrar sozinho, mesmo que seja o nome de uma música, ou por que razão o sabão em pó é branco. Porém, para outras tantas dúvidas e tropeçadas, a gente precisa de um amigo que nos sacuda e nos lembre que é hora de retornar ao caminho, e que não precisamos mais bancar os perdidos.

Quanto a Você, só espero que continue enviando esses amigos para nos ajudar; amigos que estão tanto aqui quanto do outro lado, e mesmo com tanto egoísmo da nossa parte, eles continuam usando melodias e poesias para nos despertar, até quem sabe, muito em breve todos nós possamos nos lembrar dessas conversas com entardeceres e descobrirmos o segredo das flores e do vôo dos pássaros no céu. Até lá, que a canção continue a nos tocar e que a poesia guie nossos passos pela vida, de volta para casa.


P.S.: A música que eu escutava se chama “Soon”, e encontrei-a numa coletânea do Yes chamada “The Ultimate Yes” (edição comemorativa do 35o aniversário da banda, em atividade desde 1968). A música fala por si mesma*.


- Frank -
Londres, 16 de Janeiro de 2004

- Nota de Wagner Borges:

Comentário sobre a canção do Yes: Na verdade, “Soon” é apenas a parte final de uma suíte chamada “The Gates of Delirium” (música de 18 minutos, inserida no magnífico álbum “Relayer”, de 1974) – Esse trecho da canção também foi inserido na coletânea “The Ultimate Yes”, contendo uma seleção das melhores músicas da banda.

Aproveitando o texto do Frank, reproduzo na seqüência a tradução da letra em português, e logo em seguida a letra original, em inglês.

Agradeço a minha amiga Sheila Smith pelo trabalho de tradução.

EM BREVE

Em breve, ó em breve a luz,
Passa por dentro e suaviza esta noite sem fim
E espera aqui por você,
Nossa razão de estarmos aqui.
Em breve, ó em breve o tempo,
Tudo o que movimentamos para ganhar será atingido e acalmado;
Nosso coração está aberto,
Nossa razão de estarmos aqui.
Há muito tempo atrás, posto em rima.
Em breve, ó em breve a luz,
Nossa para moldar por todos os tempos,
Nosso o direito;
O sol nos guiará,
Nossa razão de estarmos aqui.
Em breve, ó em breve a luz,
Nossa para moldar por todos os tempos,
Nosso o direito;
O sol nos guiará,
Nossa razão de estarmos aqui.

SOON

Soon, oh soon the light,
Pass within and soothe this endless night
And wait here for you,
Our reason to be here.
Soon, oh soon the time,
All we move to gain will reach and calm;
Our heart is open,
Our reason to be here.
Long ago, set into rhyme.
Soon, oh soon the light,
Ours to shape for all time,
Ours the right;
The sun will lead us,
Our reason to be here.
Soon, oh soon the light,
Ours to shape for all time,
Ours the right;
The sun will lead us,
Our reason to be here.

domingo, maio 08, 2011

QUATRO PALAVRAS E UMA JORNADA

Levou tempo.

Nunca pensei que precisaria de tanta coragem para dizer o que sentia.

Sempre achei que não precisava fazer nada, não precisava demonstrar. Afinal, ela sabia, deveria saber o que eu sentia.

Mas como era difícil, seguir em sua direção e dizer o quanto ela era importante e que, às vezes, a gente fala um monte de besteira, porque não sabe colocar em palavras as nossas preocupações, o nosso bem-querer.

Como era difícil dizer o quanto eu era seguro por ela ter sempre estado ao meu lado. Pode ter sido a vergonha, quem sabe o medo, mas o fato é que eu nunca tinha lhe dado a devida importância.

E segui, como sempre fiz, recebendo e não retribuindo carinho; sendo cuidado e não me dando conta que ela também precisava ser cuidada.

Nunca perguntei quais eram seus sonhos. Nunca perguntei quem ela era, além da pessoa que sempre cuidara de mim.

Foi numa tarde dessas qualquer, que me revoltei contra a sabedoria popular do "só dar valor quando se perde", e me dei conta o quanto estava longe da pessoa que sempre esteve tão perto de mim, pela impossibilidade de expressar o que se passava no meu coração. Então criei coragem, respirei fundo, enxuguei o suor frio de quem precisa dizer algo importante pela primeira vez e nem sabe como começar, e falei:

- Mãe, eu te amo!

Quatro palavras e uma longa jornada.

Nesse dia perdi a vergonha e ganhei uma amiga.

- Frank -
Londres, 29 de abril de 2003.

sexta-feira, maio 06, 2011

NO FREE MEAL




Eu que já estou escaldado em relação as coisas do astral, não duvido mais de nada; mas desconfio que as coisas que percebermos não são nem um terço das coisas que realmente há. Desconfio, também, dessa coisa programada que é essa estranha relação com o Deus silencioso que esta a nossa volta, mas parece não estar.

Já tentei ouvir a voz Dele, mas Ele sempre fala de um jeito que me deixa com a certeza atrás da orelha e com a fé na ponta da língua. Eu queria mesmo era que ele falasse português ou qualquer “ês” comigo. Assim, eu acabaria com essa peleja de achar que Ele é apenas pensamento enrustido de uma mente que precisa desesperadamente acreditar que algo há só para sobreviver.

Pensando nisso criei um koan e compartilho contigo:
Na dúvida, duvide da dúvida!

quinta-feira, maio 05, 2011

As Diferenças entre Religião e Espiritualidade


A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e
querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

(AUTOR DESCONHECIDO)

quarta-feira, maio 04, 2011

O SAMADHI DO SORRISO (Com a Criança que é o Infinito...)

By Wagner Borges

Era uma linda manhã de outono quando Ele surgiu.
Eu estava sentado no saguão de embarque do aeroporto, esperando chegar a
hora do meu voo...
A princípio, eu não O reconheci. Porque Ele veio na forma de uma criança.
Então, quando eu percebi a verdade, Ele riu, e me disse:
“As coisas mais profundas da existência são mais simples do que os homens
imaginam. E, às vezes, o Supremo opera de formas secretas e admiráveis...
E o Céu inteiro se manifesta no coração de uma criança.
O Samadhi* pode estar num sorriso... E o Eterno no transitório.
Ah, você sabe: cadáver algum conhece as estrelas. Mas, o espírito, sim. Pois
é ele que veio do Céu, e apenas entra e sai dos corpos perecíveis.
Portanto, olhe a vida como uma criança olha... E, diante das tragédias do
mundo, pense em Mim! E ore, pelo Bem de todos.
Quando estender suas mãos para projetar energias benfeitoras, imagine que
Minhas Mãos estão interpenetradas nas suas. E que o Amor Supremo vibra Luz
por elas...
E quando orar a favor daqueles que partiram, também pense em Mim. E Eu os
guiarei de volta para casa...
Imagine o Meu Coração no seu coração, e abrace o mundo inteiro.
Eu Sou a Criança que habita no velho; e Sou o Universo que habita na
criança.
Não tenho idade alguma, e as estrelas estão em meus olhos.
Caminho há eons e eons pelos diversos planos e dimensões da Vida
Universal...
Então, imagine que Eu estou em cada um de seus passos, para que suas pegadas
sejam luminosas e justas.
Aqui estou, na forma de uma criança, para, com isso, quebrar os paradigmas
antigos e desgastados, e inspirar a produção de novas canções e viagens
espirituais venturosas.
Pense nisso: o Céu em forma de criança, rindo na sua frente... E a
imortalidade da consciência dançando em seu coração. E mais: pense que a
Minha Luz viaja pelos seus chacras**, e transforme-os em pequenos sóis de
ananda***.
E, diante da maldade, pense que Eu estou em todo o seu SER... E faça isso
com todo seu coração.
E quando escrever sobre tudo isso imagine que Sou Eu escrevendo através de
você. Então, Eu estarei presente nas linhas escritas e, de formas secretas e
admiráveis, também no coração dos leitores... E eles, enfim, compreenderão
que o Infinito é criança, e que o Samadhi pode estar num sorriso.”
Ah, Ele me falou isso tudo e riu, e tocou em minha testa com sua mãozinha de
criança arteira... E me abençoou.
Então, eu vi o Infinito dentro dos Seus Olhos de lótus... E uma Luz branca
me arrebatou, em espírito, para o meio das estrelas.
E quando voltei ao meu estado normal e abri os olhos, Ele havia sumido. E eu
percebi que tudo aquilo se passara em apenas uma fração de segundo.
Olhei para as pessoas em volta e ri comigo mesmo. E, logo em seguida, o
funcionário da empresa aérea convocou a todos para o embarque no avião.
Levantei-me da poltrona e olhei em volta: o saguão de embarque estava
lotado.
E eu ri novamente, e imaginei que Ele estava rindo junto comigo.
Olhei para fora do ambiente e vi o sol brilhando e enchendo a atmosfera de
prana**** e vida. E agradeci a Ele, o Senhor dos Olhos de Lótus.
Ele, Krishna, que, mais uma vez, fez a minha manhã ficar mais linda ainda...

P.S.:
O que fazer quando um Grande Amor visita o seu pequeno coração?
Como falar do Infinito usando as palavras da Terra?
Ah, quem me dera eu pudesse expressar corretamente a Luz do Espírito nessas
linhas... De toda maneira, eu sei que o Céu opera de formas secretas e
admiráveis.
E, às vezes, o mais profundo se expressa através do mais simples...
Sim, o Infinito é criança. E o Samadhi pode estar num sorriso.
E, com todo meu coração, eu só digo: “obrigado, Krishna!”

Paz e Luz.

- Wagner Borges – mais do que ter, tentando SER...
Aeroporto de Congonhas, São Paulo; 14 de abril de 2011.

- Notas:
* Samadhi – do sânscrito - expansão da consciência; estado de consciência
cósmica.
** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo
energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -,
do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além
disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete
glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo,
cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Ananda – do sânscrito - bem-aventurança; êxtase espiritual.
**** Prana – do sânscrito - sopro vital; força vital; energia.




terça-feira, maio 03, 2011

O céu é real

Artigo de Leila Cordeiro

A história do menino americano Colton Burpo que disse ter estado no céu quando ficou em coma depois de uma operação de apendicite virou livro e motivo de polêmica nos programas de TV.

Colton está hoje com 11 anos, mas foi aos 4 que ele passou por essa experiência. Os pais dele contam que suas lembranças vieram aos poucos e, entre elas, Colton citou o encontro que teve com o bisavô por parte de pai que ele nunca conhecera. Descreveu-o como um ser iluminado, de cabelos encaracolados e asas enormes. Disse que ele perguntou por seu pai e contou várias histórias de família.















Outro detalhe considerado impressionante foi quando Colton narrou o momento em que uma menina aproximou-se dele dizendo-se sua irmã. Ela confidenciou ao menino que não chegara a nascer e não tivera um nome na terra, mas que estava muito feliz em conhecê-lo pessoalmente já que o via apenas à distância.

Quando Colton contou essa passagem aos pais, os dois se emocionaram e chegaram a chorar. A mãe do garoto havia realmente perdido um bebê de forma natural, sem nem mesmo saber o sexo, e combinou com o marido nunca revelar isso a ninguém pois a perda havia doído muito. Portanto, Colton não sabia do ocorrido pois nem era nascido.
É aí que o mistério começa a aumentar.

Depois desses dois momentos, que chegaram a abalar as concepções religiosas da família, Colton contou outros detalhes intrigantes sobre a viagem que ele descreve como uma ida ao paraíso. Disse que naquele lugar, onde tudo é mais brilhante e colorido, as pessoas vestem-se com roupas luminosas e vaporosas, não usam óculos e parecem sempre jovens, felizes e sorridentes.

Numa outra lembrança, Colton disse que esteve sentado no colo de Jesus, e este lhe dissera que ele teria a missão de levar uma mensagem de esperança ao mundo. Ao mesmo tempo Colton revelou que ao lado de Jesus estava também João Batista, que sorriu para ele e o abençoou.

Além de todas essas revelações outras não menos desconcertantes estão no livro de Colton, “Heaven is for real" (O céu é real, em tradução livre) , que já virou best-seller desde novembro de 2010 quando foi lançado. Já vendeu quase dois milhões de cópias nos Estados Unidos e já há pedidos para ser traduzido em outros idiomas.
Ao divulgar suas lembranças aos pais, Colton não sabia o quanto estaria deixando-os intrigados, assim como a todas as pessoas que tomaram conhecimento do caso. A midia logo de interessou e Colton foi alvo de reportagens em sites, jornais, revistas e na TV. Ao ser entrevistado no programa Today, da rede NBC, ele deixou os apresentadores boquiabertos com sua naturalidade ao contar detalhes de sua “viagem”.
Os jornalistas começaram a entrevista entre curiosos e incrédulos, e acabaram completamente emocionados e convencidos de que Colton estava realmente falando a verdade. Comentaram que o menino já fora ouvido por especialistas, psicólogos e médicos em geral para uma investigação mais detalhada do assunto. A conclusão foi surpreendente. Nenhum desses profissionais soube dar uma explicação científica sobre o que ocorrera com o menino.

Para deixar as pessoas ainda mais confusas, Colton contou com firmeza que viu, do alto do quarto onde estava sendo operado, os médicos correndo de um lado para o outro para tentar salvá-lo. Dali ele conseguiu ver também o pai falando ao telefone celular no corredor do hospital, preocupado e nervoso e a mãe chorando e rezando na capela. Segundo os pais de Colton, ele não poderia saber de tudo isso ao mesmo tempo, pois ninguém os viu nessa situação naquele momento de desespero quando Colton entrara em coma.

Bem, a história e a polêmica estão lançadas. Nessa viagem ao céu o menino Colton, um pré-adolescente normal, que faz tudo o que um menino da sua idade faz regularmente, disse que trouxe na bagagem uma mensagem de Deus, principalmente àqueles que perderam seus entes queridos. Colton afirma sem pestanejar que “ O céu existe e nele as pessoas podem se reencontrar com quem se foi”.

E como seria bom a gente acreditar piamente nisso, não é mesmo?

“Heaven is for real” fez-me lembrar da história comovente do guitarrista inglês Eric Clapton que em 1991 perdeu tragicamente o filhinho de quatro anos, que caiu de seu apartamento num andar altíssimo de um prédio em Manhattan, NY. Clapton em seu desespero de pai compôs em memória do filho a música “Tears in Heaven”, onde diz que espera vê-lo algum dia no paraíso. Agora, quem sabe, depois das revelações de Colton não reacenda em Clapton a esperança de reencontrar o filho? Tomara...

segunda-feira, maio 02, 2011

CIGARRO MATA


No ponto de ônibus, o rapaz que fumava despertou a ira do moço que não fumava que não aguentou calado o inalar da fumaça do outro e veio ter com esse, a seguinte discussão:

- O senhor sabia que cigarro mata principalmente quem não está fumando?

O rapaz que fumava, abriu a bolsa que carregava, e pegou um revólver que estava ao lado do maço de cigarro e atirou no moço que reclamava "à queima cara", e falou:

- Sim! Eu sei!

domingo, maio 01, 2011

ESOTÉRICO

Em um quintal qualquer do Egito, um grupo está reunido para cantar e celebrar o rito de seus antepassados, rito que envolve, muitas vezes, incorporções de espiríto, cura, passes, choros e risos, num ritual espiritual de puro êxtase que termina sempre esotérico; não está nos livros, continua escondido, sem ser escrito.

Em um quintal qualquer da China, um grupo se reune com cantos e celebração para comemorar a união do homem ao espírito. Como esse tipo de rito é proíbido, continua velado, porém, ainda ocorre, de quintal a quintal, do sul ao norte, celebrando a natureza num ritual espiritual de puro êxtase que termina sempre esotérico, não está nos livros, continua escondido, talvez nunca seja escrito.

Em um quintal qualquer dos Estados Unidos, um grupo se reune e bate palmas, alguns tocam tambores, outros guitarras; em roda, eles giram, e no meio o condutor do ritual avisa; o astral se faz em carne e a carne se faz espírito. Escondidos, eles continuam praticando esse rito, tão terra, tão medium-anímico, de puro êxtase que termina sempre esotérico, não está nos livros, permanece velado, esoescrito.

Em um quintal qualquer do Brasil, um grupo canta um hino, um ponto, uma canção que traz lembranças da escravidão, e da porteira do astral, o povo vê um velhinho, curvado e de voz baixa, ele se aproxima, sauda a todos, e agradece com carinho aquele rito escondido, e conta:

" mudamos de nome, mudamos de forma, mas nos quatro cantos do mundo, Aruanda se revela, e os Orixás se manifestam; para celebrar essa festa de puro êxtase que termina sempre esotérica. Festa, que por ser do povo simples, não consta nos livros, foi velada, e não seria escrita, mas há sempre certos poetas, que resolvem contar em prosa a história que acontece todo o tempo em toda a Terra."



ADOREI AS ALMAS!!!

ENTEÓGENO: Despertando o Divino Interior

O filme examina o ressurgimento de técnicas arcaicas de êxtase no mundo moderno, tecendo uma síntese da consciência ecológica e evolutiva, a cultura de dança eletrônica, e a atual reavaliação farmacológica de compostos enteógenos.

Dentro de uma estrutura narrativa que se imagina a própria consciência de estar evoluindo, "Enteógenos" documenta o surgimento do techno-xamanismo no mundo pós-moderno que indaga as seguintes questões:
Como é possível uma renovação dos antigos ritos iniciáticos de passagem aliviar a nossa crise ecológica?
O que a dança trance e festivais celebrando a desenfreada expressão artística falam da nossa psique coletiva?
Como podemos nos reinventar num mundo desencantado, do qual Deus foi há muito tempo afastado?
"Enteógenos" convida o espectador considerar que as respostas a essas perguntas estão dentro da consciência de cada ser humano, e são acessíveis somente se nós nos dermos permissão para despertar o divino interior.




Imagem: Alex Grey

WORLDSPIRIT - Alex Grey & Kenji Williams

Alex Grey (Columbus, Ohio, 29 de Novembro de 1953), é um artista americano especialista em arte espiritual e psicodélica ou arte visionária que é por vezes associados com o movimento da Nova Era.

Grey é praticante da Vajrayana. Seus trabalhos de arte se estendem a uma variedade de formas, inclucindo performance, Process Art, arte de instalações, esculturas, Visionary Art e pintura.




Para conhecer melhor o trabalho de Alex Grey, visite:
http://www.alexgrey.com/
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