quinta-feira, outubro 22, 2015

A Vela de Condão

Confia no mergulho
Vem buscar suas palavras
Se está tudo escuro
Acende sua vela na sua alma

Essa vela é sua luz 
A luz que te conduz 
Que brilha ai dentro 
Não tem luz igual a sua 
Essa luz verde-dourada
A luz da vela da busca
Do caminho da Serpente Encantada

Vela acesa do coração 
Que guia a magia das mãos 
Magia temporária do condão 
Esperando o despertar do consciência na ação

Pois Varinha de condão 
É o poder da sua mão
Reza brava nada mais é
Que a voz da sua alma
Vela acesa não é nada
Perto da luz do coração

Medita no poder dessas palavras 
Sob a luz da Serpente Encantada

Comunicação com Deus

Só há dois tipos de pessoas que falam com Deus e dizem possuir autoridade de fazer qualquer coisa em SEU nome: os loucos e os farsantes.

Os loucos, pois esses realmente acreditam que ouviram algo; só não sabem que, talvez, essa " voz" tenha sido apenas um eco dos seus devaneios. Os farsantes, pois esses não acreditam em nada e sabem que se disserem para quem quer acreditar que o comando partiu de Deus, suas ordens e desejos ganharão uma autoridade que voz nenhuma na Terra possui. 

Sendo assim, será que Deus não fala com ninguém? Não! Deus não fala, pois para isso, Deus teria que ser humano e possuir cordas vocais para tanto. 

Refaça a pergunta acima e você talvez descubra que a comunicação com o Divino ocorre por outros caminhos e quem está conectado o bastante para saber disso ( ou fazer isso) nada fala em SEU nome...

quinta-feira, outubro 15, 2015

Minha Sanfoneira

Auricelia Lima: Sanfoneira danada que encantou meu coração, prometendo plantar no nosso quintal, três grãos de feijão e só me entregou dois. 

Eu sei contar, sua maranhense, aprendi na Paraíba, contando seriguela com rapadura, e sei também que tu me enrolou e roubou o meu amor e agora, olha eu, aqui todo lascado, sem eira nem beira, sem um trocado, mas doido de amor por ti e por esses feijões que eram mágicos e dão um trabalho danado...rsss 

segunda-feira, outubro 12, 2015

Little Krishna David

Foi ainda ontem,
Que vc veio pra Terra 
E hoje, tu olha pra mim
E diz: "Papai, senta aqui do meu lado"
E eu sentando ao seu lado
Me reconheço teu Pai 
E teu Filho,
E descubro
Em você, meu amigo de mundo
Feliz Aniversário, Little Krishna David
É uma grande honra
Receber você 
Emprestado por Papai do Céu 
Para ser meu companheiro

sexta-feira, outubro 09, 2015

Linha de Lila

Que brincadeira é essa
Seu menino
Moleque peralta 
A brincar de mundo

Hoje acordei e lembrei de tudo
Vi você em mim
Vi você em tudo

Jesus menino
Menino Gopala
A tecer a vida
Com linha de Lila

Linha de Lila
Lila todo mundo
Linha alinha a Lila
A Lila está em tudo

Sua coroa é Kether
É suprema 
Esse é o seu mistério 
Não cabe na mente 

Só quem o sente
Sabe que o segredo 
Dessa brincadeira 
É esquecer de tudo 

Só quem o sente
Sabe que o segredo 
Dessa brincadeira 
É esquecer de novo

quarta-feira, outubro 07, 2015

Vida Bizzara!

Bizarro é a imagem do espelho, a sombra de Jung e o diabo cristão. Bizarra é a vida invertida, quando os valores que nos tornam humanos são vulgarizados nas praias da Turquia, num país afundado em crise por incompetência Administrativa e Política; bizarro é o olhar desolador dessa gente brasileira tão guerreira perdendo os seus empregos e se perguntado: o que vem em seguida?

Bizarro foi a família que eu vi no metro esses dias. Eles pediam esmola em uníssono, vestindo trapos e encenando seus dramas sedentos de trocados e de penas. Só faltou a cadela baleia e o xique-xique do sertão para completar suas Vidas Secas. 

Bizarra foi a confissão de uma amiga minha em relação a sua vida amorosa: "não posso falar com você, Frank, pois o meu namorado é muito ciumento e se souber... ". Se souber o quê? Ele já sabe que ela perdeu a identidade que o atraiu em primeiro lugar; ele já sabe que ela está cedendo aos caprichos dele em mantê-la dentro do porão do " amor" que ele está edificando em nome do amor dos dois. Medonho é o ciúme que destrói relações e proíbe as asas de uma pessoa de voar.

Bizarro é a vontade de mudar algo com um simples texto. Talvez se esse texto tivesse sido psicografado, ele seria menos bizarro na tentativa de fazer alguém pensar. Talvez se eu mudasse o nome do autor para desconhecido, ele seria espalhado pelas redes sócias e todos se dariam conta o quão bizarras são picuinhas que todos fazemos, ou se não fazemos, fingimos não ver. 

Bizarro, por fim, é o oposto do super-homem/mulher maravilha em nós. É quando falhamos em nossos sonhos por termos medo de tentar. É quando deixamos de voar por causa do ciúme de nossos companheiros. Bizarro é quando nos tornamos cidadãos invisíveis em um pais gerenciado por políticos medonhos com atitudes ridículas; mantidos no poder por famílias como aquela que vi no metrô...muito bizarro!

segunda-feira, outubro 05, 2015

Cura o Curandeiro

O Curandeiro também precisa de cuidado para que ao ser cuidado, ele não se esqueça da experiência da dor de quem precisa da cura.
Cura, cura
Sana, Sana, Curandeiro
Mas lembre-se de se cuidar para poder continuar cuidando.

sábado, outubro 03, 2015

Não aponte o seu dedo para MIM!

Ouçem!
Mim tem algo a digar: vou falar digavar pra que todos podam mi compreendar.
Não te dei o esquerdo de me prejulgar:
Pare de apontar o dedo para mim e olhe pro seu próprio...

sexta-feira, outubro 02, 2015

Almas

"Há almas boas, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos. São almas livres, serenas e lúcidas."

Shankara/Wagner Borges

Há bons amigos, amigos da alma, que estão presentes mesmo quando ausentes e que quando presentes, mostram o poder da sua amizade em um doar incondicional, num professar de atos de amizade que mostram a idade de suas almas gentis, tranquilas e magnânimas.

Parabéns para você, amigo da alma, companheiro de jornada que tanto me ensina com o seu observar, com o seu olhar e com o seu cuidado.

Anam Cara, meu querido e amado amigo. Desculpe qualquer coisa, mas é muito bom errar e acertar tendo você sempre comigo.

"Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos. 
É a essência da alma! 
Essa é a luz que brilha no coração."

quinta-feira, outubro 01, 2015

Vulgar

Se é especial, prestamos atenção; ao tornar-se vulgar ( comum, normal), qualquer milagre foge do foco, é imã da distração. Isso se aplica ao amor que sentimos por nossos companheiros, ao céu cheio de estrelas, ao eclipse lunar da lua vermelha e a espiritualidade. 

Sim, Temos a tendência de a tudo vulgarizar; tendência de repetirmos atos destrutivos e projetarmos o pior de nós em tudo o que está circulando ao nosso redor. 

Com a mesma tendência de exagerarmos na dose do açúcar ou comermos algo por pura gula, passamos de relação em relação em busca de um saciar-se que nunca chega; nunca chega porque não comemos direito ( sim, aqui também vale o duplo sentido), porque não prestamos a devida atenção no ser amado, dai, o amor que era especial ficou vulgarizado...

Com a mesma tendência de corrermos dentro de um parque de diversões para experimentamos todas as atrações que pudermos, para saciar apenas o gosto de adrenalina; colocamos em risco os nossos trabalhos, pomos a perder os nossos processos de aprendizado; dai culpamos os chefes, a crise econômica, a escola ou o professor por nossa incapacidade de estarmos presentes e aproveitarmos ao máximo cada minuto dessa atividade que nos atraiu, no começo, por parecer uma experiência única ... E era...até ser vulgarizada. 

Com a mesma gula e pressa e tendência a vulgarizar a experiência, procuramos a nossa espiritualidade, investigamos os caminhos para Deus. O resultado é óbvio e claro! Aquilo que nos dava brilho no olhar, provoca o próximo bocejar nessa nossa eterna busca em saciarmos apenas os nossos desejos. Dai, trocamos de religiões como trocamos de meias; vamos de ritual a ritual, palestra a palestra, culto a culto, com essa fome que nunca se sacia. 

Fácil apontar o problema, professor, quero saber as soluções, os " comos" evitar essa vulgarização, esse nosso projetar o pior no nosso melhor, e respondo: sei lá! O que serve para mim, talvez não sirva para você; mas reconhecer que isso acontece, já é um começo. Já é um prestar atenção, já é especial, a minha peleja é não vulgarizar também essa preocupação e para tanto, escrevo esses textos, canto meus cantos e sigo buscando tentar manter esse olhar especial sobre as coisas. As vezes consigo, as vezes nem tanto. Mas estou atento...estou de olhos abertos para permanecer desperto dentro de minhas experiências e não mais dormindo. 

Quero estar presente ao beijar o meu amor; quero aprender algo novo e experimentar o sabor do aprendizado fazendo piruetas no meu cérebro; quero dançar embaixo da lua e cantar todas as minhas " aleluias" sem ficar desejando a próxima experiência; quero brincar com os meus filhos sem expectativa de ficar imaginando como eles serão quando a gente crescer...

Tarefa difícil, mas a recompensa é deixarmos de vulgarizar a vida!

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