quinta-feira, abril 30, 2015

Troca de vidas - Aprendizado

Um dia acordei 
Dentro de uma vida 
Que não era a minha,
Dentro de um corpo 
Que não era o meu

Que pesadelo!
O que foi que aconteceu? 
Será que foi algo que fizeram comigo ?
Ou terá sido algo que eu fiz contra meu próprio eu? 

Tudo o que restou
Foi minha mente para raciocinar 
E então eu descobrir 
Que eu tinha preguiça 
Para pensar 

Doía, somar um e um 
Eu sofria para soletrar o ABC
E caiu a ficha 
Que eu não tinha vindo pra cá 
Só para receber 
Eu precisava ConheSer

Se eu tinha uma mente 
Era para eu usar 
Se eu sabia o verbo 
Era para dizer 

Se eu tinha um corpo
Era para bem cuidar
Se eu tinha 
Uma família
Era para proteger 

Proteger é preservar 
Com consciência 
Para que o ser e o estar 
Não vire palco de doenças 

Estar saudável
É poder escolher 
E não ser obrigado 
A recomeçar 
Através do sofrer 

Se um dia 
Eu acordar 
Novamente na minha vida 
E dentro de um corpo
Que seja de novo o meu
Vou por em prática 
Todas as lições que esse pesadelo 
Me ofereceu 

E começar a aprender o ABC
E a somar um mais um igual a dois
Sem precisar sofrer
Nem fazer sofrer 
Quem na minha vida, companheiro foi


quarta-feira, abril 29, 2015

O que gira em sua órbita, planetinha?

O que gira em sua órbita, planetinha? 

Há estrelas que te iluminam e te aquecem? Ou você tem atraído meteoritos que podem destruir tudo o que você plantou em sua terra?

O que gira em sua órbita, planetinha? 

Cometas que atravessam o seu céu te lembrando a sua origem nas estrelas? Ou abre-se buracos negros tentando sugar limbo adentro toda a sua bela matéria prima? 

Não somos planetas, mas muita coisa gira em nossa órbita. 

Desconfie, planetinha, das coisas que se repetem. Fique atento ao que se apresenta. Por vezes, estamos no lugar errado do momento inadequado; outras vezes atraímos coisas por termos viciado a nossa órbita com a má obra.

A má obra é muitas vezes aquele comportamento do desleixo de não cuidarmos de quem amamos; de deixarmos o vampiro do descuido entrar na nossa casa; o mosquito da dengue do nosso auto-boicote se multiplicando no pote da água parada da nossa desatenção. 

Essa má obra, planetinha, atrai coisa ruim pra sua órbita. PRESTA ATENÇÃO! 

Coloque em sua órbita, os satélites da sua meditação para que a sua atenção possa ORAR e ViGIAR a sua proteção e PRESERVAR tudo aquilo que está crescendo em seu jardim. 

Seja um jardineiro de quem você cuida, planetinha. Seja um preservador do amor que você ganhou. 

Afinal, fácil é conseguir...difícil é man...


terça-feira, abril 28, 2015

Ansiedade

Vamos meditar sobre a Ansiedade? 



Somos especialistas em ocupar os espaços vazios. Ao primeiro sinal de espaço à nossa frente, colocamos algo no lugar.

Talvez seja a nossa natureza; talvez seja porque não conseguimos conter a nossa ansiedade de esperar o que pode surgir por si no espaço a nossa frente. 

Talvez seja por pura imaturidade. Talvez seja porque não conseguimos enxergar que já há algo naquele espaço que nos espera ficar pronto para notar...talvez! 

Talvez alguns espaços não devam ser preenchidos ainda. Talvez alguns silêncios não devam ser preenchidos com o nosso som. 

A beleza do estar junto é ficar bem sozinho. A beleza da música, é o silêncio entre uma nota e outra. 

Meditação é isso: aprender a observar o esperar! 

Por não sabermos esperar, qualquer um entra na nossa casa. 

Por não sabermos silenciar, o nosso ouvido está sempre entupido de barulhinho ruim. 

Por não contermos a nossa ansiedade, os trabalhos são mal-feitos; a poesia é entregue de qualquer jeito; acordamos ao lado de estranhos em nosso leito. 

Saber esperar é dizer a nós mesmos que confiamos no Mestre e Mestre - o único que há - é o que aprendemos antes com as nossas experiências. 

Mestre da gente é a vida que mostra e avisa: só fica o que valeu a pena esperar.

O que vem muito rápido é ansiedade manifestada. 
A ansiedade que vem numa viagem que ainda não deveria ocorrer, numa palavra que ainda não deveria ter sido dita, numa casa que ainda não deveria ter sido erguida, num amor que construímos na leviandade de ocupar um espaço que esteve vazio para te ensinar a esperar. 

Mas como saber o momento que devemos ocupar o silêncio com a nossa fala? Como saber que momento vale a pena erguer o nosso castelo e ser conquistado por nossa princesa? 

Esse momento é aquele instante soberano em que não resta dúvida alguma que a nossa espada está afiada para o bom combate que é assumirmos a responsabilidade de amar alguém e de fazer um trabalho bem feito. 

Esse momento é quando a ansiedade escapa das nossas mãos e fica no lugar o saber MADURO que mesmo se o coração ficar vazio, já não estamos sozinhos porque estar bem com a gente já é a melhor companhia que podíamos estar. 

É aquele instante onde o ConheSer dá lugar ao SaBEr que o que está ocupando o lugar não vai tirar nada mais de outro lugar, pois aquilo que está a ocupar o que antes era vazio, sempre esteve presente ali, a gente é que não conseguia enxergar.

quarta-feira, abril 08, 2015

A cada espiar de uma planta

A cada espiar de uma planta
O mundo se agita 
O povo grita
O universo se expande

E se contrai 
E o povo chora 
Ou ri
O mundo se acalma
A cada espiar de uma planta

E ela nem chegou na clorofila
As plantas entendem sobre o Mundo 
O Mundo entende sobre as plantas

Humanos estudam as plantas e o Mundo
Mas não entendem nem o Mundo nem as plantas


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