sexta-feira, setembro 30, 2011

Secretariando o Futuro ou o Agora?


Estou sempre entrando e saindo de empresas para dar aulas de inglês, e independentemente do seguimento da empresa, tenho sempre contato com as secretárias. Conversa vai e conversa vem, e ouço sempre a mesma reclamação que elas são registradas como "assistente administrativo", e isso além de representar uma perda significativa de salário, também representa uma tremenda fala de respeito com essa profissional que é responsável pelo sucesso de cada uma dessas empresas.

- Por que você não conversa com o seu chefe e diz que isso não está certo - disse a uma delas, esse dias, uma profissional fantástica que trabalha 24/7 pelo sucesso da empresa, e completei - Converse com ele, afinal, é o seu direito!

- Eu sei disso, mas tenho que manter o meu emprego, Frank - elas dizem - Lá fora tem uma centena de pessoas que querem o meu lugar e não vão reclamar com o nome que lhes dão.

- Mas nenhuma delas é você! - respondo.

Pode parecer exagero, mas conheço bem essas profissionais, não só porque dou aulas para elas, mais principalmente porque minha esposa foi secretária de uma das maiores empresas de auditoria fiscal nesse país - e uma das " melhores" empresas para trabalhar ( segundo a revista Exame), mas que nunca teve respeito suficiente para registrar suas profissionais como secretárias.

Se isso ocorre com empresas grandes, imagina com as pequenas.

Já faz alguns anos que assisti a esse filme americano " Uma Secretária de Futuro" ( Working Girl- era o título original), e jamais esqueci uma das cenas em que a secretária interpretada pela atriz Melanie Griffith toma o lugar da sua chefe ( Sigourney Weaver - uma executiva durona e cruel) e fecha um negócio milionário numa negociação que nem mesmo a sua diretora, com anos e anos de experiência, conseguiria. Roteiros mirabolantes à parte ( e título português com tradução pobre também à parte); todo profissional de secretariado não só é " de futuro", como representa, no presente - aqui e agora - uma das principais forças motoras que movimenta qualquer negócio.

Esses profissionais não são apenas recepcionistas ou alguém para servir o cafézinho em reuniões; assim como a secretária do filme, elas assumem e tomam de conta de qualquer função, incluindo tomar de conta da agenda do escritório e dos negócios, tanto se o chefe está fora da empresa quanto se ele estiver presente.

Nesse Dia do Secretariado, muito poderia ser dito sobre esses profissionais, porém, precisamos, acima de tudo, lembrar e relembrar a importância de criarmos, principalmente, na mente de quem está no mercado que é preciso exigir respeito pela sua categoria, começando pelo registro correto da sua profissão, e mesmo embora haja a necessidade de se manter o emprego, pois afinal, a economia não está tão bem assim, se aceitamos tudo o que nos é oferecido, a nossa carreira sempre será do futuro e nunca do agora.




Feliz Dia da Consciência do Secretariado!!!

Dó Dói


Tem gente que é doente mentalmente ( e não falo aqui de deficiente), mas gente que não tira a doença da boca, adora falar em acidente, tudo de ruim é coisa boa, pois rende assunto e lhe dá a atenção que ela carente da alma precisa.

Reconhece-se essa gente assim facilmente, basta dar trela e ao invés de falar coisa boa, ela só conta desgraça, a prima com lepra, a velha senhora espancada pelo neto drogado e prostituído, o massacre de trinta parece em sua boca poesia e a desgraça alheia passa a ser melodia.

O pior é que essa gente é assim, pois acha orelha pinico disponível e enquanto alguém lhe der ouvido, elas continuarão a espalhar o correio do fim do mundo.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Pela Metade


"O que é a disciplina
Vou dizer nessa sessão
é ser o dono do aparelho
E não o servo da ilusão"
Gê Marques
Reino do Sol

Olha os caboclos da floresta, dançarinos da esperança. Eles vem da mata virgem, eles vem lá de Aruanda. De Aruanda? Ou do seu coração?

Quando saldamos os caboclos de Oxossi, estamos saudando um Deus africano atemporal? Ou quando pensamos na energia desse Orixá, nossa sintonia se eleva e irradiamos toda a energia da floresta? Qual a diferença?

Muita para tantos que precisam acreditar que existiu um Oxossi ou existe. Nenhuma, quando se percebe que as forças de Aruanda e que delá emana são muito mais fortes e reais que a mitologia africana que tentou explicar.

Quem é dono de si mesmo, sabe que quando o caboclo vem, o médium não some do terreiro, pelo contrario, ele permanece antenando essa energia maravilhosa que só permanece manifestada se houver mente coesa em aparelho firme.

Estudar esses detalhes e assumir que a incorporação acontece pela metade, não diminui o trabalho, só engradece! Ilusão é acreditar que do médium não há presença, incorporar é partir pela metade....

"Quem è dono de si mesmo
Já entende a preleção
Segue no caminho certo
Com Ogun e Sao João"

quarta-feira, setembro 28, 2011

Despedida


Por WALCYR CARRASCO

REVISTA VEJA - SP


Tudo começou em abril de 1992, uma época dificílima da minha vida, há quase vinte anos. Sem emprego fixo, eu batalhava arduamente para pagar o aluguel, botar comida na mesa, enfim... Vivia de reportagens e artigos avulsos para várias revistas — os famosos “frilas”, no jargão jornalístico. Eu ainda apostava na minha carreira como escritor. Não estava na televisão. Mas uma ou outra peça de teatro de minha autoria, quando era montada, ajudava a desafogar as finanças. Até que um dia recebi um telefonema do Carlos Maranhão, hoje diretor editorial de VEJA Cidades.

— Nós vamos publicar crônicas na última página. Você está interessado em escrever?
— Claro! — respondi alegremente.

Detalhe: eu nunca havia escrito uma crônica. Desliguei o telefone e corri para a livraria. Buscar livros de crônicas, é claro! Durante alguns dias, mergulhei nos livros, tentando entender, sentir, captar o que é crônica, um gênero fluido, sobre cuja definição os autores divergem. A crônica é quase um artigo, mas não é, na medida em que se usa o “eu”. Ou seja, admite o uso da experiência pessoal, da vida e dos sentimentos de quem escreve. É quase um conto, mas também não é, porque não deriva apenas da imaginação do autor, mas de sua observação da realidade.

Sentei-me para escrever a primeira. Oh, meu Deus, num computador movido a lenha, como eram todos na época! O Maranhão ligou:

— Você fez um artigo, não uma crônica.
— Posso tentar de novo?

Eu precisava conseguir! Seria um pagamento fixo, um mínimo fundamental para as minhas finanças! Seis vezes escrevi, seis ele recusou. Mas eu insisti. Até que finalmente...

— Está boa. Na semana que vem mande a próxima.

E assim estreei nestas páginas! E paguei o aluguel! Achava que a segunda seria mais difícil. Não foi. O que começou como desespero de causa financeira tornou-se uma tarefa agradável. Nunca falhei. Os fatos da minha vida alimentaram meus textos. Certa vez estive hospitalizado. Escrevi sobre a internação! Falei sobre temas que me fascinam, como culinária, tradições, internet... Quando meu cachorro Uno ficou doente e mais tarde faleceu, abri meu coração. Minhas palavras eram lágrimas. Recebi tantos e-mails, compartilhando da minha dor!

Sempre fiz questão de dizer a verdade. Meus pais não estão mais aqui. Nas datas comemorativas, nunca fingi que estivessem vivos. Confesso: uma das maiores lutas da minha vida é contra o peso e a barriga. As lutas travadas para fechar as camisas sem que o umbigo ficasse de fora foram inúmeras. E, atualmente, só preciso perder alguns centímetros para os paletós voltarem a servir. Todas essas batalhas eu contei. Assim como meus problemas de consumidor, amizades reencontradas, loucuras da moda. E talvez por isso meu contato com vocês, leitores, tenha sido sempre tão íntimo. De certa maneira, vocês se reconheceram nas minhas dores, alegrias e pequenas indignações do dia a dia! Durante todos esses anos nós rimos e nos emocionamos juntos.

Mas agora a minha vida segue novos caminhos. E, por vontade própria, vou deixar esta página. Dói, confesso. Tenho a sensação de me despedir de milhares de amigos, todos vocês que me acompanharam nesses anos. Esta é a minha última crônica, aqui, na Vejinha. Só de saber que eu ia escrevê-la, fiquei um dia doente, de cama. E, agora, sinto o coração apertado. Eu queria poder dar um abraço em cada um de vocês. Fica o abraço, como está em moda hoje em dia, virtual. Para sempre, eu os considero meus amigos, meus leitores!


terça-feira, setembro 27, 2011

Cata-se


Em um dado momento, o dançarino passa a ser a própria dança
e percebe que está possuído
por uma vibração que não lhe é estranha,
e de passo em passo,
ele dá passagem ao ritmo
que só pode estar vindo da alma,
como se estivesse em contato
com outro espírito;
e ele se pergunta,
serei eu ou será outra pessoa
que está dirigindo os meus movimentos?
porém, mesmo sem saber a resposta,
ele se entrega a dança,
de tal forma,
que quem o assiste lá fora,
percebe que algo a mais está acontecendo,
que o dançarino já não está mais sozinho...

"Ó lá!!!
Ahhh!!!
Ahh lah!!!!
Alá!!!"

Percebe-se que há algo naquela dança
que religa a todos a uma lembrança
lembrança do Divino,
algo que estava escondido,
mais aparentemente,
só precisou assistir
aos passos do dançarino
para fluir como um instinto
catando os cacos
fragmentados que remete
a uma grande verdade eterna,
que nos revela:
nunca estivemos sozinhos
nem nunca estaremos.
E quando tudo parece estar se revelando
e cada pessoa se ligando novamente
a dança acaba
o dançarino encerra
mais um grande espetáculo da Terra!!!!

"Olla!
Olá!
Olle!
Olé!
Oléééé!!!!
Oléééé!!!!"

segunda-feira, setembro 26, 2011

Quebrante


Ah, eu que pedi todo o pacote, e bebê vem com tudo, momentos bonitos e preocupantes, momento sorriso e momento coff! coff!

De onde veio a tosse? Quem espirrou perto dela? Foi o vento ou foi aquela prima maluca beijoqueira que deixou além de um beijo, um vírus na testa? Como proteger meu bebê desse povo tossindo? Não chega perto, xará! Mina, cai fora.

E esse estranhamento? Meu bebê não é assim! O que está acontecendo?

Não dá! Não há nada que possamos fazer para proteger o nenén para sempre, o bebê tem que viver com gente por perto, e por mais que os pais não queiram, eles ficam doentes, haverá tosse, espirro e febre, haverá dente nascendo, vai ter dedo na tomada, topada, queda, vai até ter, para quem acredita, quebrante...Será que foi quebrante?

Quebrante é coisa séria que se pega de gente doente. Doente de alma, que olha o alheio e quer não apenas também, mais o que não é dela!!!

Porém, se não há nada que eu possa fazer para pular esse momento de bebê chorando doente, eu posso, ao menos, tentar aprender a não facilitar - água benta, alfazema, arruda e sai pra lá - sei reza brava, posso até ser pequenino, mas tenho no meu peito, um preto véio a velar - por isso, se estiver frio, vou manter o olho extra aberto na janela; se surgir gente gripada não passa da cancela; e se aparecer alguém, de novo, de coração magro e olho gordo, vou logo avisando:mantenha distância! Pois se eu perceber que você está olhando para o meu bebê assim desse jeito tosco, te arranco esse olho invejoso e você vai ver que esse neguinho pacífico, para defender o seu ninho, é capar até de brigar.

sexta-feira, setembro 23, 2011

OBRIGAÇÃO!


Meu Mestre falou: "você sabe qual é sua obrigação?"

Eu respondi: "é estar aqui, né Mestre? Preciso vir!"

O mestre riu e disse: "sua obrigação é seu coração. Se o coração disse para você ficar em casa, não venha para o terreiro e o transforme em prisão. O seu Orixá não te obriga a nada além de ser fiel com os seus sentimentos e ter a liberdade para decidir quando vir ou não."

Eu perguntei: "mas Mestre, se eu não vier, como vai ficar a nossa gira?"

O Mestre respondeu, dando uma daquelas risadas só dele, que Médium destrambelhado nenhum conseguiria fingir ou imitar, e falou: " a gira vai girar, nem que seja só eu e o aparelho. Filho, assuma e preste atenção ao seu presente do Divino mais bonito - seja livre em seu arbítrio, filho, para sempre, amém!!!"

quinta-feira, setembro 22, 2011

Quando A Luz Sobe a Cabeça


Todo mundo pode se tornar um iniciado espiritual, mas nem todos conseguem resistir as armadilhas da matéria e não são poucos os que sucumbem a vaidade colocando a perder tudo aquilo que conquistou.

Esses tantos se inebriam ao júbilo do poder e ao invés de emanarem as ondas da compaixão, incorporam os tentáculos do ego exacerbado que passa a guiar os seus passos e ditar as suas ações, ou seja, a luz lhes subiu a cabeça, sem fazer o equilibrado balanço no coração.

Quando isso ocorre, e isso ocorre o tempo todo, todo o trabalho espiritual é corrompido e a jornada espiritual perde o destino, com o "iniciado" rodando em círculos no chão feito pavão, ao invés de bater asas que nem passarinho e voar.

Por isso, devemos sempre " orai e vigiai" não somente em relação as nossas atitudes com os outros " não-iniciados", mais principalmente em relação a certos pensamentos que tentam nos convencer que temos uma missão a cumprir ou um dever a fazer.

O melhor termômetro para medir se a luz começou a nos cegar é quando começamos a flertar com a idéia de sermos o "escolhido" e com isso, nos aproximamos cada vez mais de um desequilíbrio que pode acabar com o nosso círculo de amigos, afastar familiares e provocar distúrbios psíquicos que vai levar, talvez vidas, para curar.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Enfeite de Jardim


By Nielda

Algumas pessoas são vazias..

Na verdade elas não são vazias elas estão vazias.

É tão difícil observar pessoas com as quais nos importamos nessa situação, é quase como ver algo vivo virar pedra.

Petrificação. Essa palavra acabou de aparecer aqui...

Petrificando... transformando ...
animado em inanimado,
calor em frio
Vida em vazio...

Não que as pedras não tenham seu valor, aprecio muito o chão em que piso, mas é muito difícil ver alguém virar parede!

Imagino quão entorpecedor e forte é esse processo...

Imagino-o tomando conta de cada parte do corpo hospedeiro, congelando profundamente cada parte que toca.. nesse estágio parece mais fácil dormir, deixar acontecer se entregar.. Imagino então a figura final, aquela linda estátua, estática, sem vida, mas ali presenciando tudo...

será que ainda tem vida? Aonde reside? Será que enxerga?

Vou um pouco além.. Imagino que sim, que tem um ser vivo dormindo dentro dela e de alguma forma ainda vê tudo a sua volta, o tempo, as vidas passarem e tudo se transformar. Mas não pode fazer nada...

E ali, lá no fundo o ser que a tanto tempo dorme, esquece que um dia viveu.. que um dia fez parte do mundo..

E eis que está a pedra sonhando em ser gente, sem lembrar que um dia foi gente e se permitiu virar pedra...

Acorda!
você não é estátua nem parede! Você é vivo! você é vida!
Vida pulsante e vibrante esperando para despertar...

Respira!
Respira o ar, deixa ele te preencher, te libertar
Vira vento, vai voar!

Se contamina pelo bem, pelo amor pela alegria..
Convida eles para a sua casa, diz que precisa de companhia
Afasta esse sentimento ruim, desliga esse processo!

Luta pelo seu, se ajuda..
Você não é pedra, não é feito de tijolo..

Tu és alma livre, água, ar e fogo!

Desfaz esse processo, toma as rédeas do seu caminho..

É difícil e dá vontade de desistir, voltar a dormir é mais fácil.. Mas a vida é assim companheiro, uma caminhada infinita. E para chegar a algum lugar, temos que caminhar e não dá pra fazer isso se viramos enfeite de jardim.

Se arrisca que vale a pena...

terça-feira, setembro 20, 2011

EXCESSO E LEVEZA


"Sonhei com Oxum e ela perguntava: - Onde estão os presentes que eu te entreguei?

- Não sei, Grande Mãe - eu respondia, sem notar que os presentes se espalhavam ,perdidos e jogados, pelo chão..."



Esses dias, comprei outro livro, uma outra revista, que não vou ler inteiro, que não vou ver inteira, mas comprei assim mesmo, vai que seja necessário, vai que seja preciso.

Cheguei em casa e coloquei os livros em cima da estante dos livros esquecidos, outros tantos que nunca receberam o milagre da minha atenção, além daquele momento efêmero no passado, quando os comprei por acreditar que os leria de fato.

Cheguei até a abrir a revista, ler a primeira página, mas havia uma outra revista que me interessava, e uma outra, outra outra...

Que coisa mais boa é ter condições de pagar a nossa educação e investir em nossa informação, tendo a nossa disposição, todo esse conhecimento que muita gente, lá atrás, teve que fazer juramento de vida ou morte, só para ver uma parte, só para ver qualquer parte, parte daquilo que hoje, deixamos jogado pelo chão.

Qual o valor do conhecimento, meu irmão?
A sua atenção! A sua atenção!

Tudo em excesso faz virar a mesa, a prosperidade vira obesidade quando o que recebemos já não satisfaz e passamos a querer extrair mais e mais; sem aproveitar o processo, sem prestar atenção na beleza do caminho.

Qualquer coisa vira obsessão, meu irmão, até mesmo querer saber mais em vão.

Daí, o universo passa a lição e eu que vejo em tudo uma chance de obter mais informação, vinha vindo por uma rua dessas, mais com pressa do que contente, e meu pé torceu e parte dele ficou doendo, o que me levou a prestar atenção a um saco de lixo cheio de livros, muitos quais eu sempre quis encontrar para comprar.

Era uma maldição e um milagre, ao mesmo tempo, pois enquanto a dor me obrigava a cuidar do pé, aquele saco de livros abandonados queria que eu os levasse para casa, porém, que saco plástico pesado!

Fui arrastando o saco com os livros, mesmo assim, mesmo sentindo que a cada passo, aquele saco de livros pesava muito mais em mim, aumentando o peso sobre meu pé e que seria melhor deixar aquele saco em algum lugar, lugar qualquer, mas parte de mim dizia: "carregue, tem muita coisa aí que você precisa saber! Esses livos foram colocados ali para você."

Será?

A riqueza mora na consciência de que é preciso apreciar o que se tem, e às vezes, é preciso cortar o excesso ou mesmo parar de querer mais - ACUMULAR - para conseguirmos ver todo o resto que passou desapercebido e deixamos para trás.

Mas eu precisava daqueles livros...

Daí, tentei achar um taxi, parar um ônibus, estilingar algum helicoptero, qualquer veículo que pudesse me levar dali com os meus livros, mas quando mais eu me arrastava com aquele saco pesado e com o pé dolorido, mais eu parecia estar perdido; e estava, pois ao ver um desses homens com aquelas carroças "Cata-Tudo" vazia, surgir à minha frente, eu percebi o que estava se apresentando de verdade e qual lição eu deveria aprender com o meu pé dolorido e aquele saco de livros.

Respirei fundo e olhei mais uma vez para o saco cheio de livros, mas segui em frente no que meu instinto me dizia, e parei o homem cata-tudo e disse:

- Moço, eu tenho aqui um saco cheio de livros. É seu ! - disse entregando - Esses livros valem uma grana, vá até um desses sebos e o senhor vai ganhar uns trocados.

O homem do cata-tudo, com o olhar surpreendido, viu os livros e voltou o seu olhar para mim e disse: - Vou vender não, senhor! Eu tomo conta da biblioteca lá da comunidade e esses livros vão fazer a alegria da molecada de toda idade que passa lá para ler ao invés de ficar por aí fazendo bobagem! Brigado!!!

Enquanto observava o homem cata-tudo indo embora pelas ruas do Itaim, percebi que o meu pé já não mais doía...

segunda-feira, setembro 19, 2011

Cara de Um ou Fucinho do Outro?


Desde que a Vitória nasceu, todo mundo arrisca palpites que ela tem a cara da Auri ou o fucinho do Frank - ou vice-versa ( Auri, não se ofenda!) - mas é interessante ver o rosto do meu bebê mudando a cada semana e ver que todo mundo, até esse momento, vem se enganando, pois minha Jureminha cada dia que passa, cada dia que entra, mais parecer com ela mesmo.

Sim, aqui e ali, um sorriso lembra o Frank, outro olhar lembra a Auri, mas desconfio que essa semelhança está muito mais nos olhos de quem enxerga isso que no rosto da minha filha.

A família da minha esposa enxerga ela até no dedinho da minha filha; minha família jura que eu tinha até o mesmo "gugudadá" que minha bebê começou a produzir. Enquanto isso, Vitória vai crescendo a cada semana e mostrando que ela não parece com ninguém senão com ela; Jureminha vai crescendo a cada mês e mostrando que, assim como qualquer bebê, ela é um serzinho único, especial e se fizermos tudo direitinho, ela vai puxar da gente, a coisa mais importante que um filho deveria herdar dos pais: liberdade para ser o que vier a ser!!!

sexta-feira, setembro 16, 2011

Casa


A maneira como organizamos a nossa casa é um reflexo direto do nosso inconsciente.

Se a sua casa é bem cuidada, o zelo interno se faz presente.

Uma casa mal arrumada é um atestado de que não habitamos saudavelmente dentro da gente.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Ponto Riscado


Qual é o seu ponto riscado? Quais são os símbolos deixados na sua estrada pela pemba dos seus atos?

Tudo começa na mão, num único ponto que vai desenhando a sua trajetória, indicando a falange que você representa, contando as flechas da sua banda, se ela se une com os outros numa única banda ou se separa caminhos.

Daí, suas mãos desenham o círculo que representa o seu compromisso com o Infinito em começar e terminar tudo aquilo que você se propôs a fazer.

Por fim, em cada canto de seu ponto riscado, uma luz é acesa, e dentro de cada luz, há uma chave de entendimento que guia a nossa jornada nessa terra da gente da matéria.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Três aninhos

IVAN ANGELO
REVISTA VEJA - SP

Helena chega aos 3 anos. Parece pouco, parece que não foi nada, mas aquela pessoinha ali, de bico armado para soprar as velas do bolo, já assimilou informações e conceitos e desenvolveu capacidades em volume maior do que um adulto faria em vinte anos.

Uma criança nasce e já começa a aprender. Choro faz vir o peito, peito é bom. Instinto? Sugar, sim, é instinto, mas chamar o peito já é elaboração. Ela olha, olha em volta e aprende; no começo, ela e o mundo são uma coisa só. Agora olha a mão — que se passa naquela cabecinha quando tantas vezes ela olha a própria mão? Ela aprende. A separar de si os objetos, os brinquedos, o berço, os bonecos, as pessoas; constrói a noção de corpo, seu corpo. Isso não é pouca coisa.

Virar-se no berço. Que quantidade de músculos e cálculos e experimentações e coordenações inaugurais foi necessária para isso? Levantar-se no berço, outra façanha. Arrastar-se, engatinhar, avançar em um espaço, chegar a alguma coisa que está além, já significa ter entendido o que é a distância. São operações complicadas para quem não tinha essa noção e teve de construí-la por si.

Brilhantemente aprende relações entre os objetos. Atrás da cadeira tem a mesa. Dentro do caixote tem brinquedos. Enriquece-se com noções de sobre, fora, em cima, dentro, ao lado, diante, tirar, pôr, jogar. Constrói o entendimento de que os objetos ficam no lugar, as pessoas não ficam, vão embora. Confia na permanência dos objetos, desconfia das pessoas. A ausência destas a angustia, ela chora, terá de aprender que elas voltam, e isso é mais complicação.

Levantar-se, equilibrar-se e andar são dificuldades que a aventura encoraja, mas que põem em ação um sem-número de processos musculares, nervosos e emocionais, como seria para um adulto andar na corda bamba, e ainda exigem da pessoinha observação e imitação para se inserir no mundo dos caminhantes.

Falar! Milhares de operações mentais de ouvir, assimilar conceitos, relacionar, compreender, articular músculos, compatibilizar sons, imitar tons até conseguir emitir uma palavra, primeiro milagre que a leva à conquista da linguagem verbal.

Ela constrói a sua memória, operação fabulosa! Desde o nascimento, Helena e seus milhões de iguais empregam sua percepção para armazenar conceitos e eventos, e criam um banco de dados que é de cada um e só de cada um. Aí ela busca conhecimento para fazer associações, se inserir. Memoriza palavras, canções, histórias, fatos. “O cachorro mordeu mamãe”, ela pode contar, socializar-se; e pode cantar, fazer parte de, encantar. Seu repertório a ajuda a seduzir.

Aos 2 anos, a criança compreende de 200 a 300 palavras. Aos 3, mais de mil. A aquisição de comportamentos é rápida e não para. Ela assimila uma novidade, vê se se acomoda bem a ela, guarda-a para uso futuro e vai buscar mais. É como um pássaro que constrói um ninho, acomodando-se aos gravetos que traz, tornando-os úteis e confortáveis.

Vive a mágica do pensamento, e inventar histórias vividas por objetos sem vida também exige repertório e criatividade. Joga a boneca no chão, é sua filha, xinga-a, bota-a no castigo — ah, está brigada com a mãe. Imita. Lá vem a empregada arrastando a perna, dor no joelho, mão nas cadeiras — e ela atrás, arremedando. Observa a professora grávida na escolinha, trabalham isso na classe, e ela anuncia para todo mundo: “Tem um neném na minha barriga”. O real e o fantástico se misturam, e separá-los será uma das suas tarefas para os próximos anos.

Aprender o que pode e o que não pode é penoso trabalho, e ela se rebela. Também, se não se rebelasse, que pessoa seria? Passiva seguidora? Se não brigasse, enfrentasse, criasse, como poderia, no futuro, anunciar auroras?

terça-feira, setembro 13, 2011

Nada é Tudo


" Qual é o nome da sua iluminação
Qual é a língua para eu falar com Deus?
Silêncio é estar no céu
A palavra é Babel
Se o verbo é Divinal
A luz do sol é a palavra do Astral"

Por Bel Dreyfuss

NADA É TUDO


Buscando encontrar Deus nas palavras dos livros santos, deparei-me com tantas letras e tantos cantos, que deixei a caminhada espiritual de canto e mergulhei na matéria, afastando-me da busca que todo ser vivente e que deseja permanecer consciente, um dia faz.

Porém, o Divino, muito mais esperto, se escondia também no aparente, e até estava presente no decadente que me tornei, daí, encontrei no barro, a semente, da flor de lótus que se transformou o meu coração, quando comecei, pouco a pouco, a contribuir com o meu irmão, e percebi que nunca realmente me afastei da minha busca espiritual, só a transferi para algo no cotidiano, além do religioso que me dizia a "palavra santa" que eu precisava adentrar.

Adentrei também na ausência do que ter que acreditar no que há escrito e ouvi o Criador conversar comigo no silêncio usando o idioma do amor. Daí, percebi que a busca do Divino está em todo canto, pois Deus nada mais é, que Tudo o que está manifestado a nossa frente, ao lado, atrás, na mente e no corpo o tempo Todo, Amém!

"Qual é o nome da sua iluminação?
Qual é a língua para eu falar com Deus?

Essa língua é a luz
É silêncio e amor
Se a tristeza é a cruz
Será a alegria a luz do meu Salvador?"

segunda-feira, setembro 12, 2011

Padrinho Avô

Convidei o meu avô de 82 anos para ser o padrinho da minha filha no almoço desse domingo em família. Ele ficou desconcertado, não sabia o que dizer, mas disse assim mesmo o que pensava:

- Pela tradição, filho, não se pode recusar quando alguém te convida para afilhar uma criança, mas eu estou muito velho e padrinho tem que ser gente nova que possa cuidar da criança por toda a vida dela...

Padrinho e Madrinha? Batismo? Hum...e eu que sempre fui contra esse tipo de ritual, talvez até porque nunca soube o que era ter padrinho ou madrinha; não por não ter tido, lembro de rostos e nomes na infância, mas as pessoas que me apadrinharam ficaram perdidos no tempo, nunca foram presentes, e tem gente que se faz presente, mesmo ausente.

O meu avô me criou.

Como perdi meu pai muito cedo, ele sempre foi a figura paterna que mais me transmitiu os valores que eu precisava aprender em relação ao mundo em que vivíamos e ao mundo espiritual, ou seja, foi o meu verdadeiro "padrinho".

Batizar vem da palavra grega βαπτίζω, que significa "mergulhar na água", com uma conotação de purificação, já que a água "tudo lava". Há também fontes que sugerem que a água também tinha a função de simbolizar o "renascimento" da pessoa que começava a trilhar um caminho espiritual.

A origem do batismo como o usamos hoje é judaíca e acabou sendo incorporada as religiões cristãs depois, que segundo a bíblia, Jesus foi batizado por seu primo João "Batista", ou seja, "João, aquele que batiza". Quanto a origem do termo "padrinho"; na época dos primeiros cristãos, quando eles tinham de se esconder, por causa da perseguição religiosa, as celebrações e rituais eram feitas na catacumbas da cidade, esotéricamente, e os rituais eram realizados somente em adultos. Então, quando alguém queria ser cristão, não podia simplesmente aparecer no lugar do ritual, esse "iniciado" tinha de ser apresentado por intermédio de alguém, que afiançava as boas intenções, e que o preparava, ensinando-lhe os ensinos da nova religião e quando o "afilhado" estivesse preparado, o padrinho apresentava o novo cristão à comunidade, e a sua integração era gradual.

Com o tempo, o ritual foi mudando, e novos "dogmas" sendo incluídos, até virar hoje em dia, mais um ritual sem significado importante, quase uma obrigação social, com pouca conotação espiritual, apesar do cunho religioso, principalmente em famílias católicas brasileiras que veem esses rituais como mais uma festa, começando numa cerimônia de enfeite e terminando em gente caindo embriagada de churrasco.

Eu que não sou cristão, nem tenho religião alguma, sempre conversei com a minha esposa que se houvesse um "batismo" para a nossa filha, esse ritual deveria ser optado por ela, quando já estivesse adulta. "Liberdade religiosa sempre, conversão espiritual nunca" sempre foi meu lema, minha bandeira. Porém, desde que a minha filha nasceu, alguns símbolos começaram a surgir e percebemos que o mundo ao nosso redor queria nos mostrar que precisavámos mesmo fazer um ritual de apresentação espiritual da nossa filha e faríamos, de acordo, com o que acreditavámos pudesse fazer diferença e representar algo importante não apenas para os familiares, mas principalmente para a nossa filha, quando ela crescesse, daí, a escolha do bisavô dela como padrinho.

- Pela tradição, filho - disse meu avô - não se pode recusar quando alguém te convida para afilhar uma criança, mas eu estou muito velho e padrinho tem que ser gente nova que possa cuidar da criança por toda a vida dela...

- Pela tradição, vô - eu disse - o padrinho deve ser alguém que represente, em sí, os melhores valores espirituais para o seu afilhado e não conheço nenhum outro homem na Terra que represente esses valores tão bem quanto o senhor. Seria uma honra para eu e a minha esposa, que a nossa filha possa ter como padrinho o homem que "apadrinhou" o pai dela.

- Mas filho, eu estou velho e daqui a pouco vou-me embora, e quem é que vai cuidar da menina?

- O Senhor, meu avô, tanto aqui na Terra quanto no Céu.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Par Ti




Sonhei novamente
Que você partia...

Sonho recorrente!

Devo preocupar-me?
Fazer algo?
Mudar alguma coisa?

Sonhei novamente
Que você partia...

Será que foi uma visão
Ou apenas
Uma pré-chutação...

quinta-feira, setembro 08, 2011

OVER RELIGIÃO


Conheço alguém que só fala de religião.

É um cara até legal, mas basta abrir a boca, e lá vem a preleção sobre como devemos salvar a nossa alma, se o nosso espírito está devidamente cuidado, se ainda estou com o corpo fechado e por que não assumo logo que comungo da sua religião.

Quanto falo que não tenho religião, e por não ter uma, tenho todas; ele começa a dizer o quanto minha decisão é perigosa, uma vez que eu preciso fazer uma escolha. Não adianta explicar ao cara, que já decidi, há tempos, não ter que decidir por nenhuma religião, mas o homem não se cansa, e semana após semana, tenta me converter.

E pior que evangelizador de esquina, é quando esse tipo de gente é da nossa própria família. Se fosse um estranho ou mesmo algum amigo da cova dos leões, tudo bem, mas quando temos, por força dos laços familiares, que nos encontrar com essas pessoas, haja paciência para dizer em palavras amenas: VAI SE FUDER!!!

quarta-feira, setembro 07, 2011

PALAVRAS DE AMOR - BEE SEASON

Palavras de Amor

O professor Saul é um pai de família judeu presente no lar e envolvido com as atividades dos filhos. Quando a caçula, Eliza, entra em um concurso de soletrar – modalidade um pouco desconhecida por aqui, mas tradicional nos Estados Unidos – o pai, percebendo o talento extraordinário da menina com relação às letras, passa a ajudá-la a se aperfeiçoar e aposta todas as suas fichas nela.

O que o professor Saul deixa de perceber (talvez propositalmente) é que sua família está se desintegrando. Seu filho mais velho começa a se envolver com cultos budistas e se afastar de casa e sua esposa, Miriam, passa a apresentar um comportamento estranho, que já existia há muito tempo. Enquanto isso, tudo o que mais importa para Saul é acreditar que a pequena Eliza é a detentora de uma habilidade divina relacionada a seu dom com as palavras.

O que teria tudo para ser mais um drama familiar manjado, vira em “Palavras de Amor” algo um pouco diferente. Por trás de cada personagem existe uma essência completamente distinta da que por eles é apresentada. Saul, o homem seguro e sábio, na verdade usa os membros de sua família como cobaias para sua vontade de controlar. Todos precisam viver de acordo com suas convicções que, na sua visão, é o que há de mais certo e absoluto no mundo.

É a partir daí que o filho mais velho, Aaron, inicialmente mostrado como um retrato dos desejos do pai, ao ser colocado parcialmente de lado com o advento do novo talento da irmã, percebe que não vivia por si próprio e se depara com uma diferente visão de mundo, com a qual tenta se integrar. Ao mesmo tempo em que isso acontece, também nos é mostrada a figura da mãe, Miriam, sufocada na prisão invisível que é a sua casa, que segue em direção à quase insanidade sem que ninguém perceba até que ela chegue ao limite.

A trajetória do filme é um tanto confuso, cabendo ao espectador a paciência de esperar os acontecimentos se encaixarem no momento certo. Seria, se podemos assim pensar, quase uma referência à desfragmentação que os próprios personagens enfrentam.

O talento peculiar da pequena Eliza, no fim das contas, acaba sendo o que gera essa turbulência na família e o que conserta a situação. Através da “elevação de espírito” que a garota consegue devido ao seu dom, a solução para “juntar os cacos” da sua família lhe aparece dando a entender que a união desse núcleo agora se daria de uma forma verdadeira e não sob as máscaras e disfarces de antes.

O elenco misturou veteranos e novatos dividindo o posto de protagonistas. Flora Gross, a atriz estreante que interpreta a garota Eliza mostra-se bastante talentosa e Max Minghela, que interpreta seu irmão, não deixa margem a críticas negativas. O veterano Richard Gere também conduz seu papel com maestria, mas é Juliette Binoche a dona da atuação mais marcante, dando vida à angustiada Miriam. Seus trejeitos e expressões chegam a causar desconforto ao espectador, passando magnificamente as sensações reprimidas pela personagem.

“Palavras de Amor” é mais um filme metafórico do que propriamente realista. É uma forma de dizer que muitas vezes nossas crenças nos cegam para o que está acontecendo ao nosso redor e fazem tão mal aos outros quanto a nós mesmos. Não é um filme indicado para aqueles que se satisfazem com narrativas rasas e lineares, mas é uma bela história que os mais sensíveis saberão apreciar.

Fonte: cinemacomrapadura.com.br

terça-feira, setembro 06, 2011

Babel Entre as Linhas


"Penetra surdamente
no reino das palavras"
C. Drummond

Fui dormir e os olhos, do outro lado, abri. E o que vi, ó, o que vi...

Além do B, vi sumir o A, e observei vir o C; e quando novamente ví, percebi que recuperei a magia das palavras que um dia esqueci; o poder de cada letra que há em cada criatura que habita aqui, daí, dancei com as frase que Tu soprou em meu ouvido, pulei os pontos e vírgulas que impediam o meu prosar, e pude Te ver, Ó Grande Escritor, escrever um soneto de mim.

Penetrei no Reino das Palavras, como meus ouvidos vazios, e fui preenchido com o saber que se esconde dentro de cada célula, e Te vi ali, sorrindo em cada molécula, como se sempre houvesse em mim, a Tua digital. Então, em devoção, lembrei de Ti escrevendo minha vida, e compreendi que as linhas aparentemente tortas sempre foram perfeitas, certa era a Tua letra, poetizando consciência em mim.

Então, eu pedi:

- Ó Senhor dos Poetas do Amor, deixe-me lembrar um pouquinho, para compartilhar com meus queridos, e convidá-los a recitar o Teu louvor.

E o Grande Arquiteto das Palavras, para evitar que eu sofresse em vão ao tentar convencer o meu irmão, fez Babel das minhas lembranças, e acordei falando novamente essa língua estranha que não consegue descrever o que acontece nas entrelinhas da minha alma quando eu durmo.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Domingo no Parque da Jureminha

Acordo com ela falando qualquer coisa, vou até o berço, ela me vê e sorri. Nunca vou me cansar de viver assim...

" Gu... gu..."

O que é a felicidade?

Basta olhar o sorriso de um bebê, e você descobre que tudo mora ali, na simplicidade do estar feliz apenas por estar vivo.

" Dá... da..."

Assim, passo todo o domingo, brincando no Parque da Jureminha, tentando me comunicar, e ela sorrindo para aqui e para acolá.

E se você buscava nessa crônica alguma mensagem mais profunda, saiba que não existe poesia mais rica do que escutar da sua filha, os primeiros “gu-gus, dá-dás”.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Per Feito


Olha,
Mas olha bem,
E se olha,
Olha com amor!
Olha por amor,
Não pelas imperfeições!

Não sou Per Feito,
Nunca fui,
Ninguém é!

Então muda esse olhar
Poê amor
e mais respeito!!!!

quinta-feira, setembro 01, 2011

OFERENDA?

Eles levaram flores, outros levaram ouro,
alguns tantos levaram comida, outros muitos levaram perfumes e especiarias;
eu levei eu!

Eu sou a melhor oferenda para o meu orixá!
Meu coração transbordando de amor é mais rico do que mil flores,
é mais autêntico que mil pétalas caindo.

Minha consciência ampliada
e discernida
é melhor despacho
na encruzilhada das decisões da minha vida.

No ritual é sempre muito lindo,
simbolicamente é tudo tão perfeito,
mas minha gente, nesses tempos que são outros,
vamos ensinar a o meu povo
que não é preciso
arrancar a rosa do pé para oferecer,
basta oferecer o perfume que você leva com você.
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