quarta-feira, março 31, 2010

CRIME E CASTIGO


A Interpol colocou o Maluf na sua lista de criminosos procurados. Caso ele saia do Brasil, vai direto para a prisão.

A Suíça bloqueou as contas do Fernando Sarney, filho de vocês sabem quem.

Que bom saber que há justiça nesse mundo...mesmo que seja fora do Brasil.

A Vitória do Macho Alfa

Não poderia ter sido de outra forma, a vitória do Macho Alfa já era carta marcada pelo coletivo que não gosta de ser flexível, detesta mudanças, prefere cada coisa em seu lugar - homem é homem, mulher é mulher - aceitar o diferente, abrir a mente, altera o Status Quo.

Premiar o Macho Alfa é mostrar do que o nosso povo é feito: futebol, mulher pelada e rebolation - tudo com uma dose maliciosa de preconceito, tanto faz que seja racial, homossexual, ou religiosa. Atrás da inquisição, só não vai e participa quem já morreu. E nada como a coroação do Macho Alfa para que a identidade do nosso povo apareça, e mostre a minoria, essa gente que pensa, que é a massa que manda no pedaço.

Por essa razão, acabem com a ilusão de tempos modernos, evolução da civilização, pois ainda somos machistas, preconceituosos, e crucificaremos qualquer um que apareça dizendo que temos que mudar o nosso jeito de ser.

"homem que gosta de homem tem mesmo que apanhar,
lugar de mulher é na cama ou na cozinha,
e religião? Só uma: a minha!"

E não adianta reclamar, a voz do povo é a voz de Deus. Por isso, viva o Macho Alfa! Viva! Viva! Viva!

FUTEBOL E ATITUDE


Adriano dá moto para traficantes,
Wagner Love faz festa com traficantes,
Ronaldo faz gesto obsceno para a torcida;
o goleiro do Flamengo diz que é normal
“sair na mão” com as mulheres...

Sem dúvida alguma,
nossas crianças
estão sendo bem influenciadas!

O FLAMENGO QUER RONALDINHO GAUCHO


A gente se dá conta
que mora no terceiro mundo
quando a Europa come o prato principal
e
ficamos sonhando com a sobra...

terça-feira, março 30, 2010

A PELEJA DO HOMEM CONTRA A ESCURIDÃO

E ra uma vez
Um tempo,
Em que a Luz
Que se expandia,
Foi aprisionada
E retraída
Pela Escuridão;
Que sem a Luz para impedi-la,
Reinou absoluta;
Até o dia,
Em que a Luz
Explodiu em Som,
E a Escuridão assustada,
Com medo do OM!
Fujiu, para as Cavernas do Nada
Enquanto a Luz
Seguiu se ampliando,
Criando,
Tomando o espaço
Ocupado por tanto tempo
Pela Escuridão;

A Luz
Cansada das idas e vindas
Desse combate
Eterno com a Escuridão,
Criou a Matéria;

E
A Matéria para fortalecer a Luz,
Criou o Amor;

E
O Amor criou a Vida;

E
A Vida criou
As Rosas,
O Homem,
E o Beija-flor;

A Escuridão,
Das cavernas onde estava,
Ficou admirada
Com toda aquela Imensidão!
E permaneceu à espreita,
Esperando qualquer chance
De invadir o Reino da Matéria
E dominar toda aquela Criação;

As Rosas e o Beija-flor
Permaneceram co-criando
Com a Luz,
Baseando
As suas vidas
Na Matéria,
No Amor e nas Vibrações do Criador;
O Homem, contudo,
Admirado
Com a sua própria capacidade
De perceber o seu
Poder
De co-criar,
Percebeu também as Trevas,
E flertando com ela,
Trouxe a Escuridão
Para o Reino da Matéria;

A Escuridão,
Em forma de serpente,
Foi se aninhando
Nas frestas do pensamento humano,
E convencendo o homem
Que a mente,
Que era apenas uma ferramenta
Na verdade
Era
O Senhor daquela Terra da Matéria,
E o homem nisso acreditou;
E duvidando que pudesse
Haver algo a mais que
O que dizia a Mente,
Abriu mais ainda
A porta da sua casa
Para as Trevas,
Que foi dominando completamente
Aquele Mundo da Matéria,
Era após Era;

O Homem,
Depois de perceber
Que dera passagem
Para
O Caos, a Morte
E a Guerra;
Lembrou-se
Da Luz,
E exigiu
Que Ela combatesse a Escuridão;
Mas a Luz respondeu
Que nada poderia fazer
Pois junto com o Amor,
Que o fizera nascer,
O Homem também possuia
O "livre-arbítrio"
E ele próprio
Deveria ter impedido
O que havia acontecido!
E diante da resposta do Criador,
Mas ainda o Homem duvidou
Que pudesse existir
De fato,
O Amor;

A Luz não era impiedosa,
Ela apenas conhecia as Trevas,
E conhecia muito mais os Homens,
E sabia que só o Homem poderia expulsar
A Escuridão do seu lar;

E
Enquanto ele
Continuava reclamando
Que a Luz não o ajudava,
Mas as Trevas iam se espalhando,
E a Escuridão
Dominando
O Reino da Matéria,
Enaltecendo o ego do Homem
E lhe dizendo
Para confiar apenas na sua mente:
pois se existisse mesmo a Luz
Ela não teria permitido
As Trevas, a Dor e a Cruz;

E
Quando mais ouvia as Trevas,
Mas o Homem foi ficando
Surdo
Para as Vibrações do Criador,
Que o permitia
Conversar com a Luz,
Como faziam as Rosas e o Beija-flor;

E
Diante do silêncio
Mais ainda o Homem foi se convecendo
Que a Escuridão tinha razão:
A Luz da Criação só podia ser algo
Criado pela sua Mente,
Numa tentativa desesperada
De explicar as coisas
Que não podiam ser explicadas;

Mas a Luz, em sua eterna paciência
Sabe que dentro dos Homens,
Em algum lugar da sua essência
Está o Amor,
E quando o Amor criou a Vida
Criou também a Consciência cósmica,
A semente ,
Que quando for despertada ,
Lembrará os homens da sua missão:
Combater a Escuridão
Com o melhor que ele puder
Fazer na sua co-criação!

E
É somente aliando
A Consciência com o amor,
Que o Homem conseguirá despertar
Do seu torpor,
Que o faz acreditar
Que ele nada pode fazer
Para combater
As trevas que o faz sofrer;

E
Assim, os Homens vivem até hoje
Tentando combater a escuridão,
Sem imaginar que basta
Acordar
A Luz em seu próprio peito,
Para as Trevas expulsar
E eles voltarem a ouvir
O Som da Criação.

segunda-feira, março 29, 2010

Se a existência de Deus pudesse ser comprovada pela ciência,
aí ela não seria ciência
e sim sabedoria!

Ah...se o amor pudesse ser definido,
ele não seria amor

Ter uma irmã e uma mãe
Guerreiras,
É ter certeza
Que Deus existe
E é o mais puro amor!

CANTANDO SOBRE AS ÁGUAS*

(E Viajando com o Coração...)

Por Wagner Borges

Eu ouvi sua canção na noite...
Ela veio no Vento do Espírito.
E falava de um Grande Amor.
E de um homem feliz.

Ah, my friend!
Como essa canção é linda!
Porque fala ao coração...
E faz pensar.

O caráter de um homem
Não é avaliado pela cor de sua pele.
Nem o seu coração.
Ah, o Amor tem a cor da Luz.

Somos irmãos!
E viemos da Luz...
Lá do coração do universo.
Porque o Amor quis assim.

Não, o homem não é só o corpo...
Pois sua canção vem do Eterno.
E o fogo das estrelas arde em seus olhos...
E faz a vida acontecer.

Eu olhei em seus olhos...
E soube que você cantava com o coração.
Eu vi a alegria em seu semblante,
Que a morte não pode apagar.

Diga-me, my friend!
Você agora canta para os anjos?
E ainda é apaixonado por Jesus?
E o vê caminhando sobre as águas?

Sabe?... Eu sinto o seu coração na canção.
E suas alegrias e dores de outrora.
E o quanto o pré-conceito o machucou.
E também sei que você perdoou muito.

E eu sei que havia uma Luz sobre você.
E que, sem você perceber, o inspirava a cantar.
Porque o mundo precisa de canções lindas.
E o coração viaja nelas...

E você cantou muito...
E quantos corações viajaram em suas canções?
Ah, quantos pessoas foram tocados por você?
Porque a Luz fez você cantar.

A mesma Luz que me faz escrever, aqui e agora.
Para falar do Amor que você cantou.
E dos corações que andam sobre as águas...
Sustentados por Jesus.

Ah, my friend!
Eu vi você rindo na noite…
E me lembrei de Jesus sobre as águas.
E de como você cantava isso com admiração.

E, agora, eu não sei mais o que dizer.
Porque o Vento do Espírito me trouxe sua canção.
E o meu coração já viajou...
E as águas ficaram lá embaixo.

P.S.:
Sua canção era da Luz.
E o seu coração, de Jesus.
Sempre foi...
Ele andou sobre as águas,
E você cantou sobre isso.
E o Amor cantou junto.
E você se admirou.
E, agora, eu também.
E, talvez, outros mais, por aí...
Então, que assim seja!
Que os nossos corações voem felizes...
Sobre as águas, em espírito e verdade.

Ah, my friend!
“Quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer”.

(Dedicado a Sam Cooke**, que foi o grande crooner negro da América do Norte.)

Paz e Luz.

- Wagner Borges – pensando em Jesus...
São Paulo, 25 de fevereiro de 2010.

- Notas:
* Sugiro aos leitores que leiam outros dois textos correlacionados com esses escritos de hoje, nos seguintes endereços específicos do site do IPPB – www.ippb.org.br:
“Dançando Fora do Corpo na Chuva II”:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6873 –
“Cantando na Noite com o Anjo da Presença”:
http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6427
** Sam Cooke (22 de janeiro de 1931 – 11 de dezembro de 1964), foi um artista, cantor e empresário americano, muito reconhecido e estimado. Hoje em dia, muita gente o considera como o fundador da soul music.
Chamado de “The King of Soul”, o legado de Sam Cooke é vasto. Ele ganhou 29 dos 40 mais nos Estados Unidos - entre 1957 e 1965. As peças "You Send Me", "Chain Gang", "Wonderful World" e "Bring It on Home to Me" são algumas das suas músicas mais amadas pelo público.
Cooke também foi um dos primeiros artistas negros da modernidade a tomar controle principal de suas finanças. Ele participou do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos e, sobretudo, cantou unificando audiências das mais variadas origens com a sua voz atraente e singular.
Morreu baleado por Bertha Franklin, na porta de um motel na cidade de Los Angeles. Ela era gerente do estabelecimento e alegou legítima defesa. As circunstâncias da morte nunca foram completamente esclarecidas.

Saiba mais sobre o IPPB e o Professor Wagner Borges:
http://www.ippb.org.br/

domingo, março 28, 2010

A ÚLTIMA MENSAGEM DA LIA - Big Brother

Esse recado é para todos aqueles,
Que acham que eu sou chata,
Que eu deveria ser eliminada;

Eu vou lhes dizer
Porque
Vocês me odeiam,
Porque
Acham que eu sou exagerada;

Vocês não gostam de mim
Porque eu não aceito
Essas pequenas "sacanagens"
Que os outros fazem;

Vocês não gostam de mim,
Porque eu grito, aponto,
Falo
Aquilo,
Que vocês todos deixam barato!

E aí?
Vai ficar calado?

O EFEITO NARDONI

Ok!
Sossega o seu coração,
Alivie o seu ego:
eles foram condenados!

Mas se pergunte:
Que sentimento foi esse,
Que passou por você,
Tomando conta dos seus pensamentos,
Espalhando a discórdia
E o sentimento de punição?

Que sentimento foi esse,
Que só calou no seu peito,
Quando você ouviu a sentença:
Condenados!

Pergunte-se:
E se eles fossem inocentes?
E se fossem os seus parentes?
Você continuaria
Fazendo vigília
Com a pedra na mão?

Orai e vigiai, minha gente!
Consciência é estar alerta;

A questão não é o que ocorre na Terra,
O problema reside
Em como reagimos ao que acontece com ela.

sábado, março 27, 2010

Dia Internacional do Teatro e do Circo

Dedicado aos amigos da Porta do Sol

O DIA EM QUE MEU NARIZ FICOU VERMELHO


Um dia desses,
Quando eu andava batendo nas Portas do Sol,
Um raio dourado
Atingiu minha cara em cheio!
E meu nariz ficou tão vermelho,
Que quando eu me dei conta:
Tinha nascido em mim um palhaço!

Um palhaço faminto por riso,
Sedento de gargalhadas;
E lá fui eu em minha empreitada
Pelo Circo da Vida,
Em busca dos meus sapatos;

Sim, pois todo palhaço
Que faz rir,
Precisa estar bem calçado,
Com a poesia
Da alegria
E com as meias
Do amor rasgado;

Pois sem amor
Não há graça,
E sem graça
Não há sorriso,
E sem sorriso
O palhaço cante e chora:

" Make 'em Laugh!
Make 'em Laugh!
Don´t you know
Everyone wants to laugh!

Ha! Ha!

My dad said:
Be an actor, my son
But be a comical one!"


Sim, o show sempre continua,
E mesmo quando a piada é meio nua,
Alguém rola de rir!
Vai ver que é por causa do meu chapéu cor de caqui,
Ou porque ainda sou um palhaço meio
Pé-rapado,
Mas não perco as esperanças:
Um dia encontrarei os meu sapatos,
Só espero que eles não estejam por aí ,
Fazendo solo,
É aceitando pagamento em risada;
Afinal, sou palhaço,
Mas não sou bobo,
Só aceito vale-gargalhada!

:)


O CIRCO SEM LONA

Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase 5.000 anos, em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia era uma forma de treinamento para os guerreiros, de quem se exigia agilidade, flexibilidade e força. Com o tempo, a essas qualidades se somou a graça, a beleza e a harmonia.

Em 108 a.C., houve uma grande festa em homenagem a visitantes estrangeiros, que foram brindados com apresentações acrobáticas surpreendentes. A partir daí, o imperador decidiu que todos os anos seriam realizados espetáculos do gênero durante o Festival da Primeira Lua. Até hoje, os aldeãos praticam malabarismo com espigas de milho e brincam de saltar e equilibrar imensos vasos nos pés.

Nas pirâmides do Egito, existem pinturas de malabaristas. Nos grandes desfiles militares dos faraós se exibiam animais ferozes das terras conquistadas, caracterizando os primeiros domadores.

Na Índia, os números de contorção e saltos fazem parte dos milenares espetáculos sagrados, junto com danças, música e canto.

Na Grécia, as paradas de mão, o equilíbrio mão a mão, os números de força e o contorcionismo eram modalidades olímpicas. Os sátiros faziam o povo rir, dando continuidade à linhagem dos palhaços...

No ano 70 a.C., em Pompéia, havia um anfiteatro destinado a exibições de habilidades incomuns.

O Circo Máximo de Roma apareceu pouco depois, mas foi destruído em um incêndio. Em 40 a.C., no mesmo local, foi construído o Coliseu, onde cabiam 87 mil espectadores. Lá, eram apresentadas excentricidades como homens louros nórdicos, animais exóticos, engolidores de fogo e gladiadores, entre outros. Porém, entre 54 e 68 d.C., as arenas passaram a ser ocupadas por espetáculos sangrentos, com a perseguição aos cristãos, que eram atirados às feras, diminuindo o interesse pelas artes circenses.

Os artistas passaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, feiras e entradas de igrejas. Durante séculos, em feiras populares, barracas exibiram fenômenos, habilidades incomuns, truques mágicos e malabarismo.

No século XVIII, vários grupos de saltimbancos percorriam a Europa, especialmente a Inglaterra, França e Espanha. Eram freqüentes as exibições de destreza a cavalo, combates simulados e provas de equitação.

O CIRCO COMO ELE É

O primeiro circo europeu moderno, o Astley's Amphitheatre, foi inaugurado em Londres por volta de 1770, por Philip Astley, um oficial inglês da Cavalaria Britânica. O circo de Astley tinha um picadeiro com uma espécie de arquibancada perto. Ele construiu um anfiteatro suntuoso e fixo, pois ficaria permanentemente no mesmo lugar. Organizou um espetáculo eqüestre, com rigor e estrutura militares, mas percebeu que, para segurar o público, teria que reunir outras atrações; juntou, então, saltimbancos, equilibristas, saltadores e palhaço. O palhaço do batalhão era um soldado do campo, que acaba sendo o "clown", palavra que, em inglês, se origina de caipira. O palhaço não sabia montar, entrava no picadeiro montado ao contrário, caía do cavalo, subia de um lado, caía do outro, passava por baixo do cavalo. Como fazia muito sucesso, começaram a se desenvolver novas situações. Ao longo dos anos, Astley acrescentou saltos acrobáticos, dança com laços e malabarismo.

Este primeiro circo funcionava como um quartel: os uniformes, o rufar dos tambores e as vozes de comando para a execução dos números de risco. O próprio Astley dirigia e apresentava o espetáculo, criando assim, a figura do mestre de cerimônias.

Seu espetáculo foi visto por gente de todo o mundo, pois Londres era uma cidade muito visitada. E, em 50 anos, houve um rápido desenvolvimento do circo no mundo.

O termo "circus" foi utilizado pela primeira vez em 1782, quando o rival de Astley, Charles Hughes, abriu as portas do Royal Circus. Em princípios do século XIX, havia circos permanentes em algumas das grandes cidades européias. Existiam, além disso, circos ambulantes, que se deslocavam de cidade em cidade, em carretas cobertas.

O CIRCO NORTE-AMERICANO

John Bill Ricketts, inglês e aluno de Hughes, levou o circo para os Estados Unidos, em 1792, em turnê pelo nordeste americano. Seu circo foi destruído em um incêndio, o que o fez retornar para a Inglaterra, aonde não chegou, pois o navio em que viajava afundou em uma tempestade.

William Cameron Coup foi o primeiro a fazer um espetáculo circense de grandes dimensões, para uma platéia de mais de mil pessoas, em 1869, com espetáculo em dois picadeiros simultaneamente. Dois anos depois, associou-se a Phineas T. Barnum, um famoso apresentador, e abriram um grande circo em Nova York. A propaganda dizia que era “o maior espetáculo da Terra”.

Em 1881, Barnum juntou-se a James Anthony Bailey, fazendo surgir um circo ainda maior, o Barnum and Bailey, com três picadeiros simultâneos.

Em 1884, surgiu a poderosa dinastia circense dos irmãos Ringling, que absorveram, entre outras, a companhia de Barnum e Bailey, e se tornaram a maior organização itinerante do mundo. No entanto, depois da II Guerra Mundial, os custos de montagem e transporte tornaram inviável o traslado de semelhante estrutura.

O CIRCO NO BRASIL

No Brasil, mesmo antes do circo de Astley, já havia os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas especialidades, incluíam-se a doma de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos. Há relatos de que eles usavam tendas e nas festas sacras havia bagunça, bebedeira e exibições artísticas, incluindo teatro de bonecos. Eles viajavam de cidade em cidade e adaptavam seus espetáculos ao gosto da população local. Números que não faziam sucesso na cidade eram tirados do programa.

O circo com suas características, em geral itinerante, existe no Brasil a partir dos fins do século XIX. Os grupos circences desembarcavam em um porto importante, faziam seu espetáculo e partiam para outras cidades, descendo pelo litoral até o Rio da Prata, até chegar a Buenos Aires.

Instalando-se na periferia das grandes cidades e voltado para as classes populares, sua modernização não se deu em termos de espaço e equipamentos: investe no elemento humano, suas destrezas, habilidades e criatividade. Por isso, os palhaços são as figuras centrais e deles depende o sucesso do espetáculo.

O circo brasileiro tropicalizou algumas atrações. O palhaço brasileiro falava muito, ao contrário do europeu, que era mais mímico. Era mais conquistador e malandro, seresteiro, tocador de violão, com um humor picante. O público também apresentava características diferentes: os europeus iam ao circo a fim de apreciar a arte; no Brasil, os números perigosos eram as atrações: trapézio, animais selvagens e ferozes.

Segundo Alice Viveiros de Castro, existem atualmente mais de 2.000 circos espalhados pelo Brasil, sendo aproximadamente 80 médios e grandes, com trapézio de vôos, animais e grande elenco. Estima-se um público anual de 25 milhões de espectadores.

Entre os problemas enfrentados nos dias de hoje, estão o alto preço cobrado pelo aluguel dos terrenos e a proibição da instalação de circos em algumas cidades. Por vezes, as autoridades locais temem os “forasteiros”.

SURGE UM NOVO CIRCO

Atualmente, paralelamente aos circos itinerantes e tradicionais que ainda existem, a arte circense também é aprendida em escolas. Por uma mudança de valores, muitos circenses colocaram seus filhos para estudar e fazer um curso universitário. As novas gerações estão trabalhando com mais empenho na administração dos circos.

Surge um novo movimento, que pode ser chamado de Circo Contemporâneo. Não há uma data precisa do seu surgimento, mas pode-se dizer que o movimento começou no final dos anos 70, em vários países simultaneamente.

Na Austrália, com o Circus Oz (1978), e na Inglaterra, com os artistas de rua fazendo palhaços, truques com fogo, andando em pernas de pau e com suas mágicas.

Na França, a primeira escola de circo é a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini. Annie era descendente da maior família de palhaços franceses, os Fratellini. A escola surge com o apoio do governo francês, em 1979. Ligados à escola ou não, começam a surgir vários grupos.

No Canadá, os ginastas começaram a dar aulas para alguns artistas performáticos e a fazer programas especiais para a televisão e em ginásios, em que os saltos acrobáticos eram mais circenses. Em 1981, criou-se a primeira escola de circo para atender à demanda dos artistas performáticos.

Em 1982, surge em Québec o Club des Talons Hauts, grupo de artistas em pernas de pau, malabaristas e pirofagistas. É esse grupo que, em 1984, realiza o primeiro espetáculo do Cirque du Soleil. Em decorrência do grande sucesso no Canadá, eles recebem apoio do governo para a primeira turnê nos Estados Unidos. A segunda turnê, em 1990, é assistida por 1.300.000 espectadores no Canadá e excursiona por 19 cidades americanas.

Surge a grande empresa de espetáculos que atualmente está em cartaz, com oito espetáculos diferentes, no mundo - em três continentes - com mais de 700 artistas contratados.

Voltando um pouco na história, é importante mencionar a influência da ex-União Soviética. Em 1921, o novo governo soviético resolve criar uma escola de circo e convida o prestigiado diretor de teatro Vsevolod Meyherhold para dirigi-la.

O contato entre os tradicionais do circo e a vanguarda do teatro resulta na criação de uma escola que coloca o circo num patamar de arte. Dança clássica e teatro fazem parte do currículo. É criada uma forma de espetáculo com temas vairados e uma apresentação inteiramente nova. São criados novos aparelhos, diretores são chamados para dirigir os espetáculos, músicos fazem composições especiais e sob medida.

O CIRCO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO

A primeira escola que se instalou no Brasil chamava-se Piolin, em São Paulo, no estádio do Pacaembu (1977). Em 1982, surgiu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, onde jovens de todas as classes sociais têm acesso às técnicas circenses. Formados, os ex-alunos vão trabalhar nos circos brasileiros ou no exterior, ou formam grupos que se apresentam em teatros, ginásios e praças.

Atualmente, a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões, a Nau de Ícaros, o Circo Mínimo, o La Mínima, o Circo Escola Picadeiro, a Linhas Aéreas e o Teatro de Anônimo, entre outros, formam o Circo Contemporâneo Brasileiro.

Pesquisa: site Central do Circo

sexta-feira, março 26, 2010

HORA DO PLANETA: Apague a Luz para essa Idéia

"Foi no escuro
Que Deus fez o mundo;
E você o que
Faz no escuro?"

A HORA DO PLANETA: Apague a Luz para essa Idéia

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. Clique aqui e veja a lista de quem já aderiu.

Em 2010, com a sua participação, vamos fazer uma Hora do Planeta ainda mais fantástica!

Existem diversas formas de participação. A primeira delas é se cadastrar. Vá até o site: http://www.horadoplaneta.org.br e informe os dados necessários. É bem rápido. O cadastro dos participantes é a principal maneira que temos de avaliar quantas pessoas apagaram as luzes. Os participantes brasileiros serão somados com os de outros países, formando uma grande corrente pelo futuro do planeta.

O próximo passo é espalhar a mensagem da Hora do Planeta para o maior número possível de pessoas. Convide familiares, amigos, colegas e membros da sua comunidade para participarem também.

Se você utiliza as mídias sociais, como Orkut, Twitter, Youtube e Facebook, use essas ferramentas para falar com os seus amigos. Publique as notícias sobre a Hora do Planeta produzidas pelo WWF-Brasil. Dê o link para vídeos e fotos sobre o movimento postados na internet.

Saiba o que acontece no mundo inteiro na Hora do Planeta. Acesse o link abaixo e descubra:

http://www.horadoplaneta.org.br/

ADVOGADO DO CASAL NARDONI É AGREDIDO

Coisas da democracia; mesmo quando tudo aponta que os suspeitos sejam culpados, o direiro à inocência é preservado.

Precisa ser assim, se não fosse, seríamos a China ou Cuba, ou teríamos no poder o Chaves ou algum outro presidente colorado, ou ainda ocorreria apedrejamento na rua.

É muito fácil condenar, olhar as coisas apenas por um ângulo, porém, sabemos que o caminho mais fácil, o da certeza cega, deixa todo mundo sem enxergar como alguns fatos são deturpados, daí a importãncia de um advogado lutar pela inocência de um réu que todos pensam ser culpado.

A intolerância é o que ocorre nesse julgamento coletivo com essa família tão desafortunada; a ignorância é o que manda na cabeça de alguém que ataca um advogado na rua, por ele representar a chance de um pretenso " culpado" ser inocente.

Jogar pedra na Geny ou no Judas apenas reforça a nossa "falsa" segurança de que somente aquela pessoa seria capaz de fazer aquilo. Nós nunca faríamos isso...sei!

A BURCA

Proibir a burca!
Eis a solução
De quem se assusta
Com aquilo que não compreende,
Que não estuda,
Que não corresponde
Ao modelo de mundo
De quem se segura
Pelo fio da teia
Da segurança;

Segurança
De quem ainda precisa
Seguir um modelo,
Uma estrutura,
E se esquece
Que é a intolerância
Que explode
Os homens-Bombas;

A intolerância
É o dedo
Que aperta o gatilho,
É a capa da revista,
É a manchete do jornal
Que espanta,
Que provoca mais medo
E espalha mais intolerância;

E medo e intolerância
É uma triste combinação,
Que extermina as esperanças
De que cada um tenha
A sua própria forma de oração,
De pensamento,
E trabalhe
por conta própria
Esse sempre tão
Inevitável desejo,
Instinto
De ligação
Entre esse mundo que eu vejo
E o mundo oculto do coração.

quinta-feira, março 25, 2010

Cocô Gelado

"Colocar acento em "coco"
É um erro bem danado,
Principalmente no fim,
Se o acento é colocado,
Pois ninguém está maluco
De beber "cocô" gelado"

"Janduhi escreveu um livro para ajudar os filhos no aprendizado da língua portuguesa, e terminou fazendo uma obra de grande utilidade para qualquer estudante."
Rômulo Azevedo, jornalista e professor universitário.

Janduhi Dantas Nóbrega é paraibano, de Patos. Agente-cultural - autor de teatro popular, poeta, cordelista e declamador - participou ativamente dos movimentos culturais e populares nas décadas 80 e 90, época em que também atuou na Pastoral da Juventude.

Professor de Português, foi monitor de redação do Curso e Colégio Objetivo, de Brasília, e atualmente leciona em colégios e cursinhos pré-vestibulares de Patos, Princesa Isabel, Pombal e Sousa, na Paraíba.

Para entrar em contato com o autor: dantasjn@ig.com.br

O Vírus da "Gripe Literária"

Por Rubens Alves

Não seria possível que toda aula - de física, química, história ou matemática - fosse iniciada com um poema?

Epitáfio é uma frase que se grava numa lápide, contando algo sobre o enterrado. Já escolhi a minha. Não é original. É a mesma de Robert Frost: "Ele teve um caso de amor com a vida..."

Mário Quintana, sabendo que a morte o esperava em alguma esquina, escolheu a sua: "Eu não estou aqui..." Já imaginaram? Caminhando pelo cemitério, as lápides se sucedendo graves e fúnebres. "Aqui jaz...", "Aqui jaz..." De repente os olhos batem na frase "Eu não estou aqui", que é o mesmo que "Aqui não jaz..." É possível evitar o riso? É possível evitar amar quem assim brincou com a própria morte?

Mário Quintana era um menino que brincava com coisas graves. Sofreu. "Da primeira vez que me assassinaram perdi um jeito de sorrir que eu tinha. Depois, a cada vez que me mataram, foram levando qualquer coisa de minha." Mas passado o sofrimento, primeiro ele se vingou: "Todos esses que aí estão atravancando o meu caminho, eles passarão... Eu passarinho..." Ler Mário Quintana é pular de galho em galho, como passarinho.

Pois eu ia pulando de galho em galho como passarinho. E quanto mais alegre eu ficava, mais triste eu ficava. É que eu estava lendo sozinho. E a alegria na solidão é triste. Eu queria mesmo era estar numa roda de gente, professores e alunos, compartilhando alegria.

Aí eu pensei uma idéia doida: "Não seria possível que toda aula, de física, química, história, matemática, fosse iniciada com um poema ou um curto texto literário?" Por que não? Esses cursos de reciclagem... Pressupõe-se que um professor mais bem informado ensina melhor. Tenho minhas dúvidas. Conheço enciclopédias ambulantes que não conseguem ensinar coisa alguma. Que tal, então, seminários de literatura e poesia para professores que não são professores de português? Como isso iria fazer bem para a sua saúde! Começar pelo Mário Quintana passarinho, que escreve curtinho e faz rir. Depois, e eu juro, mas juro mesmo, que um professor que leia o livro do escritor moçambicano Mia Couto, Na Berma de Nenhuma Estrada ("berma", beirada de estrada ), vai ser contagiado pelo vírus da "gripe literária" e vai sair por aí, contagiando outros. Na próxima vou falar sobre o Mia Couto, pra contagiar vocês...

Veio-me então uma idéia original: aos professores se oferecem freqüentemente cursos de atualização e reciclagem, nas matérias de sua especialidade. A idéia é que eles serão melhores professores se tiverem mais informações! Duvido... A minha idéia original é que houvesse para todos os professores cursos... Não! Poesia e literatura não se aprendem em cursos - "samba não se aprende no colégio", disse Noel Rosa. Não sei que nome dar: experiências coletivas com a literatura, que só acontecem quando há prazer, espanto, deslumbramento, susto, beleza, riso.

Primeiro, para os professores ficassem mais ricos por dentro. Segundo, para que as aulas de todas as matérias se iniciassem com dez minutos de poesia. Aí os alunos aprenderiam que literatura não é algo que acontece em certas horas de certos dias. Ela é como o ar; está misturada com a vida toda. Quem lê o Mário Quintana aprende isso.


Rubem Alves é educador e escritor
E-mail: rubem_alves@uol.com.br

Santo Daime - Edital Folha de São Paulo

Edital Folha de São Paulo


ERA PREVISÍVEL que as mortes trágicas do cartunista Glauco e de seu filho Raoni reanimassem a controvérsia sobre o uso do chá alucinógeno ayahuasca, também conhecido como hoasca ou daime. Glauco fundou uma das igrejas que usa a bebida em rituais. Seu assassino confesso frequentava cerimônias, mas, ao que se sabe, teria ingerido o chá pela última vez semanas antes de cometer o crime.

Há que evitar, em primeiro lugar, a polarização entre a apologia da hoasca e sua demonização. Assim como não há evidência científica dos poderes curativos e transcendentais que seguidores lhe atribuem, tampouco as há para apoiar o pressuposto de críticos acerbos de que o chá cause dependência, faça mal à saúde ou desencadeie ações violentas.

A bebida contém potentes compostos psicoativos diluídos em água. Eles são obtidos de duas plantas, o cipó jagube (Banisteriopsis caapi) e a erva chacrona (Psychotria viridis).

A ingestão tem efeitos sobre o metabolismo de importantes neurotransmissores, como a serotonina. Estimula o surgimento de visões, que os seguidores do Santo Daime chamam de "mirações". É uma droga, sob qualquer definição, como o álcool ou o tabaco -e seu uso deve submeter-se a normas.

A utilização do chá no contexto religioso é autorizada pelo Estado desde 1987. Questionamentos redundaram sempre na confirmação da legitimidade do consumo ritual. A mais recente ratificação se deu em janeiro, com a Resolução n.º 1 do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas.

O Conad faz uma série de recomendações -de um cadastro das igrejas à obrigatoriedade de os líderes religiosos realizarem entrevistas com candidatos a participar dos cultos. Incentiva, também, a realização de pesquisas sobre os efeitos da ayahuasca.
São providências sensatas e preferíveis à repressão ou à proscrição de seitas que acolhem desajustados e desequilibrados entre seus fiéis -como pedem alguns, de maneira oportunista.

NOSSO LAR - O FILME

quarta-feira, março 24, 2010

AS DUAS ALINES E A DIFERENÇA ENTRE A REALIDADE E A NOVELA

Visitei a minha amiga Aline esses dias. Sim, vocês a conhecem, ela é aquela moça do sorriso do tamanho do mundo, e humor proporcional, que ficou tetraplégica após uma cirurgia complicada, mas cuja vontade de viver supera, ano após ano, as previsões médicas, que inicialmente apontavam que a menina não passaria de uma semana. Visitá-la é sempre um grande prazer: conversamos sobre tudo, rimos bastante; e ela sempre me surpreende com a sua alegria, bloqueando sempre qualquer sombra de pena que ameaçar fugir do meu peito ao vê-la ainda sem movimentos.

- E aí, Aline, tem acompanhado a nova novela? - perguntei me referindo a novela da Globo " Viver a Vida", que conta a história da personagem Luciana, interpretada por sua xará Aline Moraes, que após uma acidente se torna tetraplégica.

- Ah, Frank! - responde ela, o sorriso se desfaz e no lugar, surge uma face séria e reflexiva - É conto de fadaS, né? - e ela continua - A discussão é válida, volta e meia, algumas situações interessantes são mostradas, mas a realidade que vemos na novela não se aplica aos milhares de tetraplégicos que não possuem todo aquele suporte financeiro da personagem da novela. Na vida real, não contamos com uma equipe médica nos tratando todo o tempo, não temos toda aquela tecnologia a nossa disposição. Algumas pessoas sonham com uma Ferrari, eu sonho com aquela cama eletrônica que a personagem possui na novela.

É claro que novela é novela - ela diz - e ninguém, com um mínimo de bom senso espera que a ficção mostre como as coisas realmente são de verdade, escaras e fraldas não são bons atrativos de merchadising; mas se as coisas fossem mostradas com um pouco mais de verossimilhança, milhares de brasileiros saberiam, ao menos, o tamanho da fila por um atendimento na AACD*.


Nota do autor:
AACD é uma Associação de Assistência à Criança Deficiente sem fins lucrativos, que trabalha há 59 anos pelo bem-estar de pessoas portadoras de deficiência física.

terça-feira, março 23, 2010

CORAÇÃO VIAJANTE, FOREVER

Por Wagner Borges

"Quando eu cheguei, ela já estava ali. Abracei-a ternamente e dei-lhe todo o amor que tinha.

Não foi suficiente, ela queria minha alma e meus valores.

Sentia-se protegida, mas não se revelava.

Será que o amor machucava os seus medos?

Encontrei-a (ou reencontrei-a) e o amor foi intenso.

Mas, um manto de ego vedou seu coração para mim.

Chorei por mim e por ela...na noite escura de minha alma.

Ela me amava. Mas, a que preço?

O amor eleva, não arrasta ao abismo do medo.

É ele que faz o vôo acontecer...

Nos meus sonhos de amante, ela é brilhante e bela, corpo e alma.

Mas, a realidade me chama e o abismo está logo ali.

Encontrei-a, mas não me encontrei nela.

Preferi voar do que afundar.

Sofri e sofro! Dói de todo jeito.

Mas, o meu vôo continua...

O tempo é meu irmão e não há trevas em meus caminhos.

Sozinho ou acompanhado, preciso seguir...


Engraçado!
Em meio a esses escritos, parece que encontrei-me um pouco.
Lembrei-me que meu coração é viajante
e que novos encontros e amores ocorrerão a frente...
Oxalá, sem mantos de ego toldando o amor,
mas com plenitude e alegria iluminando a jornada de dois em um!"

(Wagner Borges)

Conheça o trabalho do IPPB e do Professor Wagner Borges:
http://www.ippb.org.br

segunda-feira, março 22, 2010

A outra face de Glauco Vilas Boas, líder religioso do Santo Daime

BEATRIZ CAIUBY LABATE
ANTONIO MARQUES ALVES JR.
ISABEL SANTANA DE ROSE
especial para a Folha Online

Glauco Vilas Boas partiu e nos deixou com alguns sonhos, utopias e reflexões. Como estudiosos do uso de substâncias psicoativas em geral, e da cultura ayahuasqueira brasileira em particular, gostaríamos de deixar registrada aqui a nossa solidariedade à família e prestar uma homenagem.

Com humor ácido, piadas rápidas e traços limpos, Glauco colaborou para a modernização do projeto gráfico e do estilo dos cartoons brasileiros em um período que coincidiu com o advento de uma geração pós-ditadura. Seus trabalhos abordavam temas do cotidiano como problemas conjugais, neurose, solidão e violência urbana, que eram sempre retratados com humor. Difícil algum de nós não ter em algum momento recebido inspiração das tiradas bem-humoradas dos personagens que Glauco criou.

Mais difícil ainda para a maioria dos admiradores do cartunista é imaginar que por trás daquela irreverência toda habitava outro personagem, o do sacerdote de uma grande comunidade do Santo Daime, que recebia adeptos e visitantes de todos os pontos da cidade de São Paulo, de outros Estados e mesmo do exterior. Infelizmente foi através de uma tragédia violenta que o país conheceu a face íntima deste homem carismático, que influenciou toda uma geração de jovens e artistas.

Glauco conheceu o Santo Daime em uma casa na rua Cardeal Arcoverde, local em que se reunia um pequeno grupo de pessoas que veio a compor o grupo original da Flor das Águas, a primeira igreja daimista em São Paulo, fundada em 1988, em São Lourenço da Serra, e hoje extinta. (Lembremo-nos que as primeiras igrejas daimistas fora da região amazônica foram o Céu do Mar, no Rio de Janeiro; o Céu da Montanha, em Mauá, e o Céu do Planalto, em Brasília, inauguradas no começo da década de 80).

Depois de participar da Flor das Águas, Glauco começou às suas próprias atividades numa pequena cobertura nos fundos do quintal de sua casa no Butantã, em 1993, fundando a então pequena igreja Céu de Maria.

Posteriormente, o grupo mudou-se para uma região localizada nas cercanias do pico do Jaraguá. Esta igreja, talvez para sua própria surpresa, lentamente transformou-se em um dos maiores centros deste movimento religioso fora da floresta amazônica. Pode-se dizer, assim, que o Céu de Maria é uma expressão da intensa expansão vivida pelo Santo Daime desde sua tímida saída da região amazônica, no final dos anos 70, à sua progressiva instalação nas grandes cidades do Brasil e do mundo. A igreja tem sido para muitos cidadãos urbanos uma porta de entrada no universo encantado do Santo Daime e seu panteão de seres divinos. Sem dúvida, é o maior ícone desta religião na cidade de São Paulo.

O próprio Glauco foi uma testemunha das profundas transformações possibilitadas pelo encontro com o Daime --bebida que é tida como um Mestre Ensinador, ou o Professor dos Professores, que teria sido entregue aos homens pela Rainha da Floresta. Foram essas transformações que o motivaram a, por meio das práticas espirituais daimistas, fornecer a toda uma geração de homens e mulheres um encontro com a dimensão espiritual da existência.

Músico talentoso, tocava a sanfona durante os rituais, e "recebeu" (por inspiração divina, seguindo a tradição daimista) dois hinários, "Chaverinho" e "Chaveirão", compostos por 42 e 11 hinos (cantos), respectivamente. O seu hino mais conhecido é o 19 do "Chaveirinho", intitulado emblematicamente "São Paulo", que afirma em um de seus versos: "Eu vou receber esta força... a força do meu Senhor... para fundar com meu São Paulo... uma casa de amor." A igreja, um refúgio verde em meio à cidade, possui uma paisagem ímpar. Talvez de nenhum outro lugar seja possível capturar uma visão tão panorâmica da cidade. De lá o navegante pode avistar São Paulo do alto --em toda a sua forma caótica, frenética e amorfa-- ao fundo de cantos daimistas em cerimônias que costuma durar até quinze horas.

Glauco liderava os trabalhos com enorme humildade, rejeitando o título de "padrinho" (um dos modos como são designados os dirigentes espirituais do Santo Daime), e falando pouco; eventualmente podia fazer uma piada ou trocadilho, também ensinando seus seguidores através do humor e da alegria, seus maiores talentos. Sua residência, ao lado da igreja, funcionava como uma espécie de embaixada de assuntos da Amazônia na megalópole, estando sempre cheia de gente. Ele conduzia a igreja com auxílio da sua família, entre eles, Raoni.

O jovem universitário também era músico, e tocava violão durante as cerimônias. Ele tinha planos, aliás, de abrir uma fábrica de violões. O Céu de Maria, sob o comando de Glauco e sua equipe, ficou conhecido pelo primor do canto e dos instrumentos musicais. Vale lembrar que a música, conforme alguns de nós têm estudado, ocupa um papel central no Santo Daime, que também é chamado de "doutrina musical".

Sua arraigada fé cristã aliada às práticas xamânicas dos caboclos da floresta é bem ilustrada por um episódio que marca o início do Céu de Maria. Ao se mudar para a casa no Butantã que sediaria também as primeiras práticas rituais de sua nova igreja, se deparou com um pequeno grupo de meninos de rua que viviam na casa até então abandonada. Em vez de expulsá-los, iniciou com eles mesmo seus rituais, retirando alguns deles das ruas. Alguns, já adultos, até hoje comungam com ele o Santo Daime.

Esse tipo de coragem e fé encontrou ressonância em extensas camadas da classe média urbana que se aglutinaram em torno de sua igreja. E como acontece com toda igreja, o Céu de Maria também atraiu aflitos, em busca de redenção espiritual para seus males. A multidão consternada que compareceu ao enterro de Glauco testemunha o profundo amor que ele conseguiu despertar e o reconhecimento do papel positivo que representou para todos. Ainda que este "Céu" daimista na terra certamente continue existindo sem a presença de Glauco, ele vai nos fazer muita falta. O triste ocorrido, contudo, não deve ser um obstáculo para impedir o florescimento pleno da cultura daimista em nosso país. Ao contrário, sua trajetória deve servir de inspiração para as futuras gerações.

Beatriz Caiuby Labate é antropóloga pesquisadora associada do Instituto de Psicologia Médica da Universidade de Heidelberg

Antônio Marques Alves Jr. é mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Isabel Santana de Rose é doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina

O Garoto que nunca viu Chuva

Para algumas pessoas, o Egito, causa forte impressão por causa das pirâmides e do legado faraônico. Para outros, é o mundo árabe que lhes causa espanto; para minha esposa e eu, nosso objeto de fascínio, durante a nossa viagem, foi a água.

Se há algo nesse país mais adorado que Alah e futebol brasileiro, com certeza é a água.

Num país com quase 90 % do seu território coberto por desertos, qualquer fonte d`àgua doce vira um templo de adoração.

Em volta dos oásis ou às margens do Nilo, o povo sobrevive há milênios e a impressão que temos é que realmente o tempo parou. Tanto faz se estamos no século 21 ou vivendo na época que construiram as pirâmides, o povo aproveita cada pedaço de solo fértil para plantar e colher vida.

Mas importante que o guia, a água mineral era a nossa companheira inseparável dentro ou fora dos templos e durante todo o dia o "Pai Sol" não nos deixava esquecer que éramos totalmente dependentes dos elementos que a "Mãe Terra" nos fornece. E às vezes nem nos damos conta disso.

Em Sampa ou em qualquer outra cidade grande do mundo ocidental, desperdiçamos água, sem qualquer consciência que se continuarmos desperdiçando tanto, logo não teremos suficiente água para beber.

Não é uma questão daquela lamentação inútil de que não podemos desperdiçar, por que há tantos no mundo sem ter acesso. Esse tipo de lamentação faz você ficar pensativo e se sentir culpado na hora, mas não consegue fazer você entender que não é uma questao de comparação e sim de consciência e agradecimento pelo que a vida nos trouxe.

Lembro o quanto a água era importante e era sempre recebida com festa nas ruas do sertão paraibano. Eram meses de seca e quando o céu sempre azul dava lugar ao cinza da pré-tempestade, a crinçada corria para rua, enquanto as mães colocavam os baldes e panelas pra fora das casas. Cada pingo de chuva era aproveitado, quer para saciar a sede, quer para banhar a molecada. Jamais vou esquecer aquele sorriso bobo no rosto com a chuva caindo na cara e matando o calor.

E foi essa lembrança que veio a minha mente quando perguntei a Mustafá, um garoto de 12 anos, se ele já tinha visto chuva antes?

Ele sorriu.

Provavelmente ja tinha ouvido aquele pergunta antes de algum babaca curioso; mas talvez por educação respondeu:

- Eu nunca vi chuva na minha vida.

Sua resposta levou-me ao passado e a essas lembranças que nunca te abondonam. Não lembro da primeira palavra que falei ou da primeira barra de chocolate, mas lembro muito bem do meu primeiro banho de chuva e do que senti.

E ainda busco a sombra dos trinta, sentir novamente aquela emoção de primeira vez, mas não consigo nem sorrir com a mesma espontaniedade. Você adulto que lê essas palavras, pode achar que dou muita importância para essas coisas de crianças, mas acredite essas lembranças são o alicerce para o adulto que me tornei, assim como o Rio Nilo é o alicerce que leva o pão para Mustafá e seu pai, o Capitão Badhar.

Todos os dias os dois levam turistas para passear de feluca, o barco egípcio, pelo Nilo e foi o seu pai que contou que não chove em Luxor, no "Meio-Egito", por quase 40 anos. Ele nos conta que na última vez que chuvou, o povo fez festa durante uma semana.

- E quanto tempo durou a chuva? Perguntei curioso.

Ele deu risada e respondeu:

- Cinco minutos!

E foi meditando nisso que me perdi nas águas do Nilo e no verde das suas margens; esperando do fundo do coração que eu não precise voltar a viver no sertão ou nascer no deserto para celebrar e respeitar cada pingo de vida que a água nos traz.

Senna do Brasil: 50 anos

Ayrton Senna: 50 anos do homem que fez o Brasil acordar cedo aos domingos
Por Sydney Rezende

Para ser bem sucedido na Fórmula 1, categoria mais famosa do automobilismo mundial, reza a lenda que o piloto deve sentir seu monoposto, com as mãos sendo uma prologação do volante, o coração uma máquina que pulsa junto ao motor, raivoso e temperamental, tal como a personalidade de um grande campeão dentro das pistas.

No Brasil, este piloto existiu. Nascido em 21 de março de 1960, Ayrton Senna da Silva, conviveu com a velocidade das pistas desde pequeno. Após ganhar um kart, presente rejeitado por sua irmã Viviane, aos três anos de idade, Senna surgiu como menino-progídio na juventude, sendo campeão da Fórmula 3 Inglesa no começo da década de 80.

Em 1984, Ayrton fez sua estreia na Fórmula 1 com um carro da equipe Toleman. Sua primeira vitória viria no GP de Portugal, sob forte chuva, tempo predileto de Senna. O piloto foi para a Lotus em 1985, ganhando seis corridas em três temporadas. Em 1988, formou uma dupla histórica na McLaren ao lado do francês Alain Prost, ganhando seu primeiro título da categoria aos 28 anos.

A rivalidade com Prost, aliás, é tida como uma das mais acirradas da história da Fórmula 1, com histórias de ultrapassagens, colisões e bate-bocas memoráveis. Senna foi campeão mais duas vezes, em 1990 e 1991, sendo o título de 90 decidido de uma forma bastante controversa devido a uma colisão com Prost.

Em seu último ano na escuderia inglesa, Senna, com um carro limitado, conquistou um surpreendente vice-campeonato. Em 1994, foi para a então dominante equipe Williams-Renault, onde encerrou sua carreira num trágico acidente na sétima volta do GP de San Marino, disputado no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, testemunhado ao vivo por milhões de fãs em todo o mundo.

Apesar de feroz dentro do circo da Fórmula 1, Senna tinha uma personalidade humana e compassiva. Sendo um homem profundamente religioso, Ayrton usou parte de sua fortuna para criar o Instituto Ayrton Senna, com o propósito de ajudar crianças carentes.

Elevado a status de ídolo, Ayrton Senna segue até hoje como uma das personalidades esportivas mais reconhecidas e celebradas pelo povo brasileiro, que aprendeu a acordar cedo nas manhãs de domingo e acompanhar vivamente as corridas. Ayrton Senna era mais do que um simples piloto. Ayrton Senna era do Brasil.


Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/78661+ayrton+senna+50+anos+do+homem+que+fez+o+brasil+acordar+cedo+aos+domingos

VEJA & ÉPOCA: Daime, ignorância e preconceito

Por Luciano Martins Costa em 22/3/2010

Comentário para o programa radiofônico do OI, 22/3/2010

Duas das mais lidas revistas semanais de informação, Veja e Época, trazem em suas capas reportagens vinculando o assassinato do cartunista Glauco e seu filho Raoni ao uso da ayahuasca, a beberagem utilizada por indígenas e caboclos da Amazônia Ocidental e que faz parte dos rituais do Santo Daime e outras seitas originadas na região.

Mas há uma diferença fundamental entre os títulos nas capas das duas revistas e também entre suas reportagens internas.

Época abre com a pergunta: "O daime provocou o crime?" – e observa que "a morte do cartunista Glauco reacende o debate sobre o uso da droga indígena ayahuasca em rituais religiosos".

Veja parece não ter dúvidas: sob o título "O psicótico e o Daime", questiona "até que ponto se justifica a tolerância com uma droga alucinógena usada em rituais de uma seita".

Para a revista da Editora Abril, não há o que discutir: foi a ingestão da beberagem que levou o jovem Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, a matar o cartunista da Folha de S.Paulo e seu filho de 25 anos, a tiros de pistola.

Já Época destaca que Cadu vinha apresentando sinais de distúrbios psíquicos nos últimos três anos, aponta indícios de que a família não atuou com o rigor necessário para levá-lo a tratamento e pondera fortemente que ele era usuário de drogas pesadas.

Além disso, a revista do grupo Globo ouviu representantes do Santo Daime no Acre, onde o uso ritualístico da ayahuasca nunca produziu episódios de violência e não costuma ser vinculado a atos antissociais.

Para Veja, porém, trata-se de uma droga poderosa que precisa ser proscrita, ou no mínimo fiscalizada pelo governo.

Tema polêmico

Entre as duas reportagens, nota-se o cuidado maior de Época em também verificar a responsabilidade de uma das vítimas.

Glauco, o cartunista da Folha, se considerava e era considerado pelos adeptos de seu culto como uma espécie de guru do Santo Daime.

Um dos responsáveis pela expansão do uso da ayahuasca para fora de seu ambiente nativo, ele mantinha e dirigia uma comunidade religiosa na região metropolitana de São Paulo, onde ministrava a bebida a fiéis e visitantes.

Sua tolerância com relação à maconha era conhecida. Sua posição com relação às drogas pode ser observada em alguns de seus personagens, mas esse é tema proibido.

Afinal, no Brasil, não se pode fazer observações sobre atitudes, preferências ou comportamentos de artistas e jornalistas, sob pena de cair apedrejado sob a acusação de ataque à liberdade de expressão.

Diante do tema polêmico, pouco conhecido, como é a bebida usada por comunidades amazônicas, Época procura distribuir responsabilidades. Veja embarca no preconceito e condena aquilo que desconhece.


Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br

50 Coisas que aprendemos com House M.D

Fonte: http://diazepao.blogspot.com/

Dr.House e seus incríveis diagnósticos, com seu estilo inspirado em Sherlock Holmes, já rendeu 2 Globos de Ouro e é atualmente uma das séries de maior sucesso da televisão. Confira abaixo, 50 coisas que aprendemos com o seriado.

50: Ser um babaca o tempo todo com as pessoas pode fazer com que elas gostem de você, e às vezes, com que se apaixonem por você.

49: Vicodin pode ser encontrado em qualquer lugar (principalmente dentro de um livro sobre Lúpus) e tomado como balinhas.

48: NUNCA é Lúpus. (Quem sabe uma vez, mas normalmente não é).

47: Compre um bom sistema de alarme e um cão de guarda, caso você esteja sendo tratado por um certo Dr.House.

46: Se você é enfermeira e quer apimentar sua vida sexual, arranje um emprego na Oncologia.

45: Porque ler livros se você pode aprender tudo pela Tv?

44. NUNCA é o primeiro diagnóstico.

43. Não há dignidade alguma em morrer.

42. Cetamina não é uma cura permanente para dor crônica na perna.

41. Também nunca é doença de Wilson, mas é claro que isso não os impedem de continuar mencionando.

40. Se você sugerir vasculite várias vezes, você pode começar a parecer inteligente.

39. Todo mundo mente.

38. Metadona, mais letal que a heroina e sem o prazer da "viagem".

37. Não se chama "Casa Branca" por causa da cor que ela é pintada.

36. "Procurando Nemo" é um novo termo para masturbação.
35. Genialidade vem com efeitos colaterais.

34. Corticóides são sempre um possível tratamento.

33. House pode pagar sua fiança sem mesmo te conhecer, só por estar entediado.

32. Sexo pode matar.

31. Cachorros adoram comer discos de vinil e nike shox.

30. Prednisona deprime o sistema imune.

29. Você pode sempre conseguir o que quer.

28. Se uma mulher é atraente, no mundo de House ela é uma vagabunda.

27. Todos deveriam fazer uma ressonância magnética.

26. Se uma pessoa está internada, então sua casa provavelmente está vazia.

25. Se você está laranja e sua mulher não percebeu, então ela está te traindo.

24. Não irrite House.

23. Algo ruim sempre acontece durante um exame.

22. Sabe o que também é legal, pequenos caixões.

21. O quadro branco não pode ser usado por negros, por isso que se chama "quadro branco".

20. Quando pedir um sanduíche para House, certifique-se que não tenha picles.

19. Se você ver um estetoscópio pendurado na porta do Dr.House, então ele está fazendo sexo.

18. ...e não precisa ser com outra pessoa.

17. Segundo Wilson, House caiu de cabeça quando era criança.

16. Chase odeia freiras.

15. Uma conversa banal pode te levar a uma epifania sobre um diagnóstico.

14. Possuir antecedentes criminais pode ser um ótimo pré-requisito para se conseguir um emprego com House.

13. ... ser gostosa, também.

12. "Estamos esquecendo de algo..."

11. Certifique-se que a pessoa esteja morta antes de começar uma autópsia.

10. Não tem "I" em "Team", mas tem um "Me".

9. Não é um bebê, é um tumor!

8. A internet está cheia de pornografia e ela não vai ser baixada sozinha.

7. Se você fala com Deus você é religioso. se Deus fala com você, você é esquizofrênico

6. Não deixe a Cuddy irritada, ela pode impedir que você faça certos exames ou até mesmo tirar seus remédios.

5. As pessoas tinham mais respeito pelos aleijados antes, sabia?

4. Porque falar com os pacientes, se você tem uma equipe que faz isso para você.

3. Chamas na bengala fazem House parecer mais rápido.

2. Jaquetas de couro te deixam quente e maneiro.

1. Ele é um misantropo, mal-educado, miserável, viciado, machista, egoísta, desalmado, perturbado, motoqueiro, que não usa gravata. Mas você confiaria sua vida a outra pessoa?

domingo, março 21, 2010

REFLEXÕES DE DOMINGO

PRESTA ATENÇÃO AO QUE A TRAGÉDIA QUER LHE MOSTRAR

DUPLO
O Ego é duplicada. É irmão de família separada.

A PEIA DOS OUTROS
Não ria! A próxima peia pode ser a sua!

AMANHÃ
Já desisti de esperar pelo amanhã: nunca chega!

O HIPOPOTOMO É VOCÊ
O Hipo não sabe o que faz, você faz e sabe.

ESPAÇO VAZIO
Deixa o espaço vazio, menino! Essa sua mania de preencher tudo!

SER PROFESSOR É ENXERGAR-SE NO OUTRO SABER


“Quero ajudar o mundo!

Mas quem pediu a sua ajuda?”


“Lá no astral, podemos tudo, mas não somos nada.

Aqui na Terra, somos tudo, mas parecemos poder nada.”

É tão evidente que a gente não sente.
É tão simples que a gente acha difícil
Com certeza, a mente mente.

sábado, março 20, 2010

Quem Entende as Canções de Zé Ramalho?

Gosto muito do Zé Ramalho, mas talvez me falte cultura, leitura ou locura para entender esse meu conterrâneo.

Esses dias, surfando por essas ondas virtuais, me deparei com esse texto e quero compartilhar com vocês que também gostam do Zé, mas não entendem lhufas das suas letras, pois o seu xará abaixo, soube como ninguém dá uma luz...ou complicar ainda mais a nossa tentativa de compreender esse poeta trovador do sertão.

Frank Oliveira





Apresentação do livro "Carne de pescoço"
Zé Neumanne Pinto

Saibam quantos queiram entender Zé Ramalho que:

1 - Zé é oral. Ou seja: um texto qualquer, desde que Gutemberg inventou os tipos móveis, deve ser visual. Mas Zé não é pos-gutemberguiano. Ele vem do sertão, de brejo do cruz, ouviu desafios de viola quando era menino. E descendente direto de homero e dos bardos gregos. Sua poética é, portanto, oral. Tem ritmos, inflexões, devem ser cantada.

Zevohai é filho de Oliveira Francisco de Pandas, Pernambuco. E filho dos irmãos Batista que embasbacaram Manuel Bandeira. A viola está enfiada na goela dele, ouvido adentro. Os tipos móveis são uma forma de guardar palavras que saem da boca, no limite entre a poesia popular e a canção de consumo. Um processo semelhante ao do cordel.

Leitura para bem entender Zé Ramalho da Paraíba é leitura cantada no microfone rústico das feiras livres como quando se faz o merchandising do cordel. Ou como quando a gente pega um encarte de um disco para ler as letras. E preciso ter presente a oralidade.

Em resumo: Zé é um vento que sopra no nordeste. Zento nordeste.

2 - Zé Ramalho é uma figura apocalítica. Tal qual o Bob Dylan de "desolation row' E interessante essa semelhança, porque sempre pensei que fosse influência, não acreditei que não fosse, agora - de repente, ao ouvir um disco de Oliveira de Panelas produzido por José, descobri que não é - vejo que é parentesco. Porque Oliveira não sabe quem é / foi / será Woody Guthrie. E contudo, são primos.

Parodio Frank Kermode para retornar o primeiro item e uni-lo a este: "Todos sabem que a letra escrita no papel dá uma idéia muito pobre sobre o som real da poesia de Zylan - ele escreve levando em conta sua garganta. Então, no papel, seus poemas não podem ser mais que sugestões e sinais alusivos, como as notas musicais numa partitura". Kermode escreveu sobre Dylan / Inácio da Catingueira / Zé Ramalho / Woody Guthrie e / Homero... os orais.

Mistério. "Sua falta de sentido é sagrada", escrefalou Bob Dylan. Dylan de Brejo do Cruz (volto a parodiar Kermode), Zevohai oferece mistério, não somente opacidade, uma geometria da inicência. Seus poemas são necessariamente abertos, vazios, um conluio sedutor. Escrever assim é praticar uma arte muito moderna, embora - como Zylan sabe muito bem - seja uma arte de complexo passado.

you walk into the room with your pencil in your hand
you see somedoby naked and say who is that man?
you try so hard but you dont understand...
…os hemisférios do prado
as palaganas do mundo
os prugis da galiléia
quelés do meditabundo
filosomia regente
deus primeiro sem segundo.

3 - Outro Zé, Limeira, um mito dos sertões, um e muitos violeiros, é inclusive Zé Ramalho da Paraíba. Porque Zé é também um banquete de signos. Sendo ele próprio signo.

Ou seja, pra bem entender Zé Ramalho é preciso saber que ele bebeu água de muitas fontes antes de verter as sua própria. Na viola tem Robert Johnson, George Harrison, Nokie Edwards, Charlie Cristian, Ivanildo Vilanova, Heraldo do Monte. Lá do monte. Lá estão os "riffs" de um Lightnin'Hopkins, Jimi Hendrit e também - por que não? - o "abismo de rosas" de Dilermando Reis.

Na voz gutural dos violeiros da infância de Brejo do Cruz somam-se trejeitos de Elvis Presley e um indisfarçado (embora até provalente não ouvido) Sam Cooke. Ser do sertão, Zé da Paraíba tem voz do mar - zeternas ondas - chegando pelo porto de cabedelo. E voz do ar... pelo eter - the gates of eden (por que não recorrer de novo a Robert Zimmerman?). Zécaro em asa delta colada com cera.

Esse pirão - esse cozido - comido nos sertões da Espanha onde Antonioni filmou seu "passageiro" está presente em todo o que Zé faz. Aqui também - uma mistura - geléia total.

Ou seja: pra entender bem Zé Ramalho é preciso primeiro desentender, desenrolar e enrolar. O maior mistério é haver mistério. Como diria Walt Whitman (que só não foi Bob Dylan porque ainda não havia sido inventado o juke box):

dificilmente saberás quem sou ou o que significo.

Sim, porque, tal qual um personagem de Nelson Rodrigues, zeve de prata é a-histórico e um homem de seu tempo - primevo e sintetizador. Ídolo dos lambões de caçarola e de Deus do Baixo Leblon.

Estrela no chapéu, lua no céu, Zé Ramalho trilha o sertão da infância refugiando-se na Praia do Futuro. Precisa dizer mais?

Bem. Apertem o cinto. A mesma viagem vai começar agora:


Source: http://www.zeramalho.com.br

SURRA DO INCONSCIENTE

Ando tomando uma surra do inconsciente: meus sonhos nunca foram tão lúcidos e tão terríveis. Filme de terror puro: cenas dantescas, caveiras, choques, facas, morte! Todo o ingrediente de pesadelo - só falta aparecer Freddy ou Jason.

Se fosse em outros tempos, acusaria encosto, qualquer coisa externa; hoje eu sei, que na maioria das vezes, é apenas a minha mente querendo falar comigo, o inconsciente mandando mensagens para o menino que dirige o veículo; mas como falo muito pouco simbolês; fico aqui, curioso; tentando pôr signo em cada imagem; querendo saber se isso tudo que está vindo é sabotagem, novidade ou não passa apenas de uma viagem.

De muitas coisas, uma! Se estou lembrando dessas imagens e se elas ocorrem com frequência, preciso prestar atenção ao que está rolando no meu aqui e agora. Just in case, vou voltar a olhar para os dois lados da pista quando a pista eu atravessar; ou dizer a minha sogra, que não estarei em casa nos próximos vinte fins-de-semana.

sexta-feira, março 19, 2010

COMO NÃO FALAR DE ESPIRITUALIDADE

Descrever experiências espirituais para quem nunca as teve da forma como ocorreu conosco é como tentar explicar o gosto de uma fruta para quem nunca a provou. Mesmo assim, milhares de escritores, estudiosos, poetas e palestrantes tentam há séculos colocar em palavras objetivas o que só faz sentido dentro da nossa subjetividade. E não há nada mais frustante do que perceber que toda vez que a espiritualidade ganha espaço na mídia, ela aparece sempre de forma caricaturada, exagerada e é facilmente desacreditada, pois o falante esquece que está diante de uma platéia ignorante da realidade a qual ele faz parte e em que tudo aquilo faz sentido.

Há exceções, mas, infelizmente, não faltam exemplos de como o assunto é abordado de maneira exagerada, muitas vezes, porque o palestrante ao perceber que lhe falta palavras para descrever algo que só é impressionante dentro do seu coração, exagera na dose, expôe de maneira equivocada determinados assuntos, e ao tentar convencer o público, adultera o seu relato ou expressa falsas verdades, numa tentativa desesperada de ser levado a sério. Não é! Ninguém que vai a TV, rádio ou jornal para falar de Deus ou de espiritualidade é.

São os novos tempos. Se antigamente falar de ciência levava a fogueira do corpo, hoje em dia, falar de Deus em público é quase um suícidio mental assistido. Por isso, precisamos aplaudir a coragem de muita gente que dá as caras e as palavras à câmera da TV, ao microfone da rádio, a entrevista em revistas e jornais, no intuito de levar esclarecimento a população, e ao mesmo tempo, torcer para que essas pessoas consigam cumprir essa missão sem cair nas armadilhas do ego inflado pela exposição pública ou do estrelismo de atrair para si, uma fama de doutor de um assunto que eles ainda não sabem a fundo. Muitas vezes, o que parece ser esclarecimento a massa, é um desserviço ao mundo de estudos espiritualistas que estamos envolvidos.

Se um palestrante espiritualista pode ser facilmente ridicularizado em público; o mesmo não ocorre com os críticos e detratores dessas experiências, que ficam de plantão, esperando algum assunto envolvendo espiritualidade e manchetes de jornais, para veicular as suas opiniões, e encontram nos veicúlos em massa a mais perfeita forma de expressão. Afinal, o público, em sua grande maioria, adora um barraco, uma discussão que acabe em gritos, linchamento coletivo ou qualquer punição sem sentido para aqueles que estejam acreditando ou seguindo alguma religião que não seja aquela que todos seguem, que todos aceitam, que é normal para a sociedade.

Se você se pergunta por que isso ocorre, basta lembrar que para respeitar as diferenças religiosas, é preciso um esforço de corpo, mente e alma aberta, pois todos nós, espiritualistas, sabemos que quando o assunto é a caminhada espiritual, cada um anda do seu jeito, no seu ritmo e da maneira como melhor lhe convier; mas para negar ou desrespeitar a crença alheia, basta um dedo apontado ou simplesmente um cruzar de braços com a boca cheia de argumentos que alimentam os céticos e só aumentam o estereótipo de que espiritualidade e comunicação em massa sempre acaba em pão e circo.

quinta-feira, março 18, 2010

SINAIS

Nada ocorre por acaso no mundo,
Não basta fé, é preciso enxergar,
o que as coincidências parecem apontar,
Não precisa ter certeza , basta estar lúcido!

Os sinais estão em toda parte, está em tudo,
O mundo fala com a tua alma, mas teu ego é surdo!
Deus está presente no seu coração,
mas você segue olhando para o céu, para o chão;

É preciso calar, para saber,
É preciso parar de procurar, para encontrar,
Não é preciso ver para crer
Se continuarmos assim, aonde vamos parar!

Feche o livro e leia a linguagem da Terra,
O mundo se doa sem exigir retorno e você nem se toca,
Não seria isso uma mensagem da mais alta esfera,
Para que você ajude os outros, sem esperar nada em troca?

quarta-feira, março 17, 2010

A Falácia Redundante do Pleonasmo

Nem todo
Muçulmano é terrorista,
Nem Todo
Cristão é batizado,
Nem todo surtado
É Daimista,
Nem toda nudez
É pecado,

Na arte
Ou na vida,
Há sempre quem tenha exagerado,
E há quem vê pêlo em ovo
Só para ter o seu gelo enxugado.

A Fundo

Caros Navegantes
Desse mar virtual,
Em cuja ondas
Nadam letrinhas,
Que nos influenciam
Tanto pro bem,
Quanto pro mal;

Observe!
Veja como os assuntos são tratados;

Interprete!
Filtre o que é lido,
Use o discernimento devido;
Antes de mexer na sua opinião,
Ou apoiar alguma outra
Apenas pela ocasião;
Não mude para qualquer lado!

Certos temas recorrentes,
Alguns assuntos mastigados,
Podem ampliar o horizonte
Do nosso conhecimento,
Ou nos condenar a concordar
Somente com o que é passado;

Antes de tomar uma posição,
Pergunte-se:
O que está sendo repetido
Faz sentido?
Foi tratado com exagero?
Há mesmo dois pontos mostrados?
Houve respeito?

Na dúvida,
Peça ajuda ao seu coração,
Afinal, quando a mente duvida,
É no peito que a resposta habita,
Independentemente
Da sua religiãO;

Você já aprendeu nesse mundo
Que nós somos mais que um corpo,
E todo assunto
Discutido,
Tem mil sentidos,
Esboços,
Várias versões,
Especialmente aqueles tópicos
Que atraem opositores irados,
E ofendidos,
E alterados;

Desconfie sempre!
Às vezes, o que parece ser esclarecimento,
Não passa de mágoa mal-tratada
De uma matéria não tão a fundo estudada.

terça-feira, março 16, 2010

A Confissão

- Padre, eu andei lendo algumas coisa na internet que me deixaram bem preocupadas - disse a fiel.

- Filha, você não deve acreditar em tudo o que esta escrito nesses sites na internet. - respondeu o padre com a voz calma de quem já ouviu isso milhares de vezes dos fiéis.

- Eu sei padre, mas eu entrei num site de uns loucos que diziam umas coisas que me fizeram pensar. Eles disseram que tudo o que pensamos e dizemos sobre uma pessoa vira energia que é enviada e sintonizada por ela e pode ajudá-la ou prejudicá-la , dependendo da nossa intenção e sentimento naquela hora. Se isso for verdade, estamos vivendo em perigo constante, pois não conheço ninguém que nunca falou mal de alguém.

- Isso é bobagem mística, mas é claro que devemos evitar falar mal dos outros, pois o diabo se esconde atrás das fofocas e intrigas. Lembre das palavras do senhor: “Orai e vigiai”.

- Eu tambem li essas palavras lá, padre. Mas eles disseram que queria dizer que deveriamos vigiar os nossos pensamentos e ações para não prejudicar o próximo e que diabo não existe não, e se existisse só poderia estar trabalhando para Deus.

- Eles sempre distorcem as palavras do senhor nesses sites “esotéricos”, filha…

- O senhor tem razão, mas eles explicaram que aquele não era um site esotérico não. Porque esotérico, que vem do grego, quer dizer oculto ou escondido; e se quisessemos rotular o site deles, deveriamos chamar de site exotérico com X que quer dizer exposto, revelado. Acho que eles falaram algo sobre a mídia ser burra ao chamar esse conhecimento de esoterismo, por que se fosse esotérico, esses conhecimentos continuariam escondidos como sempre esteve por séculos.

- Voce está me confundindo.

- Desculpe, padre, é que pareceu tão coerente, principalmente a parte sobre reencarnação.

- Isso é loucura, filha.

- Loucura? Padre, eles disseam que loucura era acreditar que quando uma pessoa morre, ela fica num limbo ou num lugar de ócio constante, esperando por séculos ou milênios o "Juizo Final". Eles disseram que seria mais lógico e sensato dar uma nova chance a uma pessoa que cometeu um erro para ela tentar novamente, pois todos merecem uma segunda chance. E Deus não seria tão cruel a ponto de privar uma criança que morreu ao nascer, da experiência de crescer e viver como todo mundo.

- Blasfêmia, eles não sabem nada sobre o Senhor ou sobre os Seus planos Divinos. Os atos de Deus são sempre sábios e misteriosos.

- Esotéricos, né padre?

- Filha- disse o padre ja perdendo a paciência - você esta confusa com essa bobagem de Nova Era.

- Eles disseram que esses conhecimentos não são novos, não. A maioria deles foi escrito antes de cristo.

- Isso tudo é mentira , filha.

- Eu acredito no senhor, padre, mas eles são tão cheios de argumentos que quase convencem a gente. O pior deles é sobre Deus, padre.

- O que eles ousaram falar sobre Deus?

- Que ele não é homem barbudo e velhinho, não. Nem muito menos mulher ou de pele branca. E se ele tivesse realmente criado o homem da terra a sua semelhança, Deus teria olhos puxados que nem japonês, lábios e nariz de negro, cabelo loiro e pele de indio.

- Que blasfêmia!

- E padre, eles dizem que se Deus pudesse escolher entre ser chamado de Pai ou Amigo, ele prefereria ser chamado de Amigo. E que tudo é uma grande " Brincadeira Divina". A gente não deve levar tão a sério não! Pelo contrário, deveriamos brincar mais e parar de levar tudo tão a ferro e fogo. E tem mais: que Deus não está no céu , Ele esta dentro de cada um de nós; afinal, só se Deus fosse bobo para inventar a Terra e toda essa brincadeira e ficar só olhando de cima.

O padre se levanta irritado.
- Fiha, isso tudo não passa de uma piada. É melhor pararmos por aqui. Só falta você dizer que eles dizem que Jesus era tão humano quanto nois.

- Como o senhor sabe?

- Absurdo!!! Aconselho você a não ler mais essas bobagens e esquecer esse site. Vá e reze 10 Pai-Nossos e 10 Ave-Marias e dois Creio-em-Deus-Pai, pedindo a Deus que lave da sua mente dessas sujeiras esotéricas.

- Mas Padre, esotérico e o que está escondido…

segunda-feira, março 15, 2010

Presente no Trabalho

Comemoro
O meu aniversário,
Trabalhando no que gosto,
E pela primeira vez,
Recebendo o que mereço:
O sorriso
Do meu aluno satisfeito!

36


"- Vou fazer 40! - diz Sally
- Quando? - Pergunta Harry
- Um dia! - Responde Sally"


Esse é apenas um dos diálogos primorosos do filme "Harry and Sally" de 1989. Naquela época, esse papo entre os dois personagens era engraçado e surreal. Engraçado porque eu tinha apenas 18 anos, e surreal, pois os "quarenta" era algo bem distante, e isso se eu chegasse até lá um dia.

Não cheguei ainda, mas começo a perceber a força dessa locomotiva chamada tempo, não apenas no meu corpo, mas principalmente nas minhas idéias e atitudes. Algo mudou, não foi o mundo, fui eu!

Crise dos trinta e poucos? Nada disso! Apenas uma reflexão nesse dia em que comemoro o dia que eu nasci. Os ponteiros quase não se mexiam antes, agora estão correndo, mas não quero diminui-los ou pará-los, apenas observo como o mundo continuará, mesmo quando eu já estiver passado. Assim é a vida para todo mundo, mas eu aqui, curiando o mundo da minha, acho tudo ainda muito mágico.

Tem gente que daria tudo para saber o que vai acontecer daqui há dez anos, outros fariam qualquer coisa para retornar no tempo e mudar as suas vidas - eu sigo pela terceira margem do rio - estou pagando para ver o que esta ocorrendo agora.

E quando olho o calendário e percebo outra década passando, o guri em mim dá risada e diz: "uau! estamos mesmo envelhecendo!!!"

Sim, envelheceremos e morreremos um dia, mas tudo a seu tempo, pois hoje estou bem ocupado vivendo.

A Idade da Luz

"No ar
Peixe de asa
Nada"


Para uma discussão ser válida é necessário dois pontos de vista expostos num espaço democrático onde a liberdade da informação seja igual para ambos os lados; afinal, local de um só ponto de vista é aquário.

Não existe nada mais sadio que um bom bate papo; seja virtual ou real, na internet ou na mesa de um bar, saber ouvir ( ou ler) é importante tanto para quem está falando quanto para quem quer falar ( ou escrever). Todos ganham quando a informação é mastigada, ruminada e digerida. Por isso, fico sempre de olho quando algum assunto toma conta da mídia e vira conversa de elevador, papo de transporte público ou tópico de lista na internet - e observo que infelizmente, na maioria dos casos, o assunto tende sempre para apenas um lado - bem ou mal, preto ou branco - onde o culpado é sempre 100 % culpado e o inocente é sempre 100% inocente.

Na realidade, todos nós sabemos que a vida não é tão pão-pão, nem tão queijo-queijo, basta uma oportunidade para descobrirmos que todo mocinho tem o seu lado vilão - e por sermos todos assim, tão fascinantes e ao mesmo tempo tão complexos - é necessário sempre luz na discussão, para que a sombra de um ponto de vista não encubra a outra opinião e tudo se torna escuridão.

A Idade das Trevas

" Na água
Pássaro que mergulha
Voa"


Esses dias, lí na Super Interessante, uma matéria fascinante sobre o aprendizado:

"...o cérebro se auto-recompensa toda vez que lida com uma opinião que ele já apóia".

A matéria dizia que lembramos o conteúdo, mas esquecemos a fonte, como se esquecessemos o alimento que digerimos, e lembrassemos apenas que comemos. Assim, é o nosso processo em adquirir as idéias que defendemos, nem sempre lembramos com quem aprendemos, onde isso ocorreu ou como.

Por essa razão, se faz necessário o discernimento ao tomamos contato com qualquer ponto de vista, ainda mais vindo de porta-vozes (ou porta-letras) com o qual nos identificamos, seja no preto seja no branco.

As idéias são flexíveis; elas se negativam ou positivam, ou simplesmente se transformam, à medida que estudamos, nos apronfudamos e nos esclarecemos mais sobre qualquer assunto que nos interessa; esse processo fica ainda mais forte e mais consolidado quando lemos ou ouvimos sobre assuntos que geram polêmica ou discussões passionais - e isso é muito comum, ainda mais em assuntos que envolvem a espiritualidade.

Depois de muito tempo, repetindo conceitos que achava ser meu, mas eram teoria dos outros, aprendi, na prática, que quanto mais conheço os meus professores ou como eles abordam alguns assuntos, mais percebo que tenho que estudar por conta própria. Afinal, essas idéias que ficam na boca, nos dedos ou na nossa órbita por um tempo tende a se cristalizar dentro da gente, e é só uma questão de tempo para a nossa consciência passar a utilizá-las como se elas fossem frutos da nossa própria experiência.

Todo estudante de espiritualidade - e somos todos estudantes, mais ainda quem é mestre - seja no astral ou no cotidiano, deve estar atento a qualquer pensamento ou idéia que se veste como " verdade absoluta", pois essa idéia que comprime o nosso pensamento pode nos transformar em um "obeso espiritual" - termo criado pelo Psicanalista e Pesquizador Lázaro Freire em sua apresentação no voadores.com.br, que utilizo por aqui para ilustrar o meu pensamento:

"... insisto em compartilhar meu conhecimento,
para não virar um obeso espiritual".


http://voadores.com.br/site/geral.php?txt_funcao=colunas&view=4

E haja dose de discernimento para liberar a energia dessa obesidade enraizada e transformá-la numa catarse de sabedoria. E sabedoria, nada mais é do que a responsabilidade em compartilhar o seu conhecimento, ainda mais, sabendo o quanto influenciamos outras pessoas - e por isso, muito pouca gente o faz, pois para ser um Lázaro Freire ou um Wagner Borges, ou qualquer outra pessoa que compartilha os seus estudos, é preciso muita bagagem e uma coragem imensa de ir a fundo em qualquer assunto, mesmo que esse assunto seja algo que não agradará muito nem a gregos nem a troianos.

Ter a mente aberta para a possibilidade de estarmos equivocados é sempre uma boa pedida, ainda mais em um mundo onde recebemos tanta informação e nos esquecemos como a obtivemos. Devemos estar abertos para o surgimento de algo novo que pode complementar ou transformar o que pensavámos ser o definitivo pensamento, mas sempre com a lente sutil do discernimento e do questionamento aberta. Ao fazermos isso, o nosso conhecimento do mundo - tanto de lá quanto de cá - não correrá o risco de se tornar um templo com torres engessadas em idéias dos outros, e se tornará sim, um campo aberto onde plantaremos as sementes das nossas experiências e colheremos respeito para todas as idades do nosso pensamento.

Termino esse pequeno ensaio de pensamento com as palavras poéticas e sábias do Professor Wagner Borges sobre perdão e mágoa, e a importância de se praticar a teoria que aprendemos com o filtro do coração, em seu último programa na Rádio Mundial:

" ... pois é assim que a gente aprende;
e ao aprender isso, ganhamos mais um passo à frente.
Em direção a nossa ascendência espiritual"

Terra da Alegria

Ooiiiiii!!!!

Bem vinda a Terra da Alegria, onde todos são azuis, crianças em seus corações e nunca crescem e ficam chatos. Nessa terra todos sabem voar, e quem fica andando é mulher do padre.

Voar, voar e voar.

O maior prazer de quem é amigão de Deus e não apenas filho ou criação pecaminosa que se não seguir suas regras vai arder em chamas no inferno, alias, se o Céu é
tão chato como esses moços adultos ficam gritando na rua, eu prefiro ficar com o capeta. Ele pode não ser o cara mais perfeito do mundo, mas pelo menos num é chato,
e posso passar a eternidade tentando convencê-lo a ver o lado positivo das coisas, afinal, a Poliana era a minha amiga e o Pequeno Principe meu chapa.

Gosto mesmo de dar rizada e falar os maiores palavrões que vem a minha mente quando tropeço ou bato o martelo no meu dedo, vai dizer que você recita poesia quando
bate o dedão numa pedra ou fecha o dedo na porta. Eu xingo mesmo, mas posso te garantir uma coisa, não ando falando mal dos outros por ai, não. Isso é feio e a
orelha da pessoa queima, sei lá. E se eu falar demais do fulano e o moço ficar sem orelha?

A cada ano o pessoal diz que ficamos mais velhos, comigo acontece o contrário, vou ficando mais moleque. Não consigo ficar sisudo, e você ja percebeu que todo velho de espírito é sisudo?

Dizem que a vida que ensinou eles a ficarem mau humorados; será que eles possuem a mesma vida que eu?

Deus nos dá tanta coisa boa, que quando uma coisa ruim acontece, é muito pouco perto de tanta coisa boa. E se você fizer de conta, eu garanto que você pode transformar qualquer coisa ruim em boa. Quem quer ficar chorando, tendo tanta coisa legal por ai
para fazer e experimentar?

Desculpem, mas eu tô indo embora.

O dia tá lindo lá fora e vou abraçar umas árvores, jogar bola e respirar a vida, e eu vou voando...

Vai dizer que você não sabe como voar?

Orta, basta querer!

A força de vontade é tudo! Mas um pouco de sorriso ajuda muito!!!!

Fuuuuiiiiii!!!!!!


Assinado: Pedrinho que Voa
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