quinta-feira, dezembro 31, 2009

Feliz 200eSempre

Ah, se esse ano falasse; ele faria restrospectivas tão medonhas e tão fantásticas que Sergio Chapellin nenhum poderia narrar.

Muitas dessas lembranças, eu desejaria nem lembrar; outras tantas, me fariam compreender porque razão 2009 foi como foi ou não foi como deveria ter sido.

Sim, a retrospectiva é inevitável!

Recordar o passado faz parte dos mecanismos de vivenciar bem o presente; porém, sabemos que as memórias não veem tão organizadas como as notícias dos programas de TV; boa parte do que ocorreu, se dissolve ou se embaralha com outras coisas que nem sequer aconteceu. Não dá para confiar totalmente na mente, por isso, graças a Deus, existe as fotos e as crônicas.

As fotos para lembrar dos rostos, dos momentos, dos encontros;
As crônicas para eu narrar e contar que cada um desses rostos e encontros, foram mais do que um simples momento no tempo que passou.

A verdade é que vocês todos acontecem ao mesmo tempo em meu coração!

Feliz 2010, feliz 200eSempre para todos vocês!!!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

COMO LIDAR COM A DÚVIDA

Pergunto ao amigo poeta:

- Como você lida com a dúvida em sua caminhada espiritual?

Ele responde:

- Lido com a dúvida como lido com tudo na vida: equilíbrio. A dúvida sempre vai estar lá. Você nunca vai escapar dela, por mais certeza que tenha das coisas, aliás, a dúvida é a sua única certeza das coisas. Na dúvida...rsss...sigo o principio coletivo desse mundo. Explico:

1. Se a minha loucura é compartilhada com outras pessoas, já sei que não vou ser colocado no hospício.
2. Faz bem para mim?
3. Para não correr o risco de a minha loucura virar uma insanidade coletiva como foi o nazismo, sempre me pergunto: está fazendo o bem de outra pessoa, ou, ao menos não está prejudicando os outros?
4. Está contribuindo para melhorar a minha vida nesse mundo e com as pessoas que amo?

Se houver quatro respostas afirmativas, já sei que não estou tão perdido assim. Agora, se o que eu estou fazendo atentar contra mim ou contra o meu próximo, não tenho dúvidas: seja o caminho que for, jogo fora!

terça-feira, dezembro 29, 2009

Natal na Casa da Graça

Ok, eu me rendo!!!

Adoro as Festas de Natal na Casa da Dona Graça.

Gosto do reflexo no olhar dela, ao ver toda aquela gente reunida, a comida servida, os presentes trocados, o arrasta-pé que celebra a união da família nessa data tão querida.

Sim, lembramos do Menino Dourado, cantamos parabéns, oramos em volta da ceia; meu sobrinho Gui (7 anos) lembrou a todos:

" Não podemos nos esquecer do Deus! Se não fosse por ele, não teríamos animais na Terra, nem vegetais, nem essa comida na mesa, nem presente, nem nada!"
Olhei para a mãe dele que me olhou de volta dizendo que eles não tinham ensaiado nada.

Trocamos presentes, ceiamos, rimos, cantamos e no final, era tanta gente, que a tradicional "foto da família" teve que ser feita na garagem.



E é claro, não recebi novamente o que pedi de amigo secreto; quem manda ter pedido "doce de amendoim e siriguela"; ninguem acredita; e da-lhe camisa.

Brincadeira, viu Mazinha!!!

A verdade é que dá orgulho esses Natais em Família na Casa da Dona Graça. Não só, por ela ser uma grande anfitriã, mas principalmente por ela ser a minha querida mãe.

HOMEM ENCRUZILHADA

Não me peçam para escolher – não saberia.

Sempre vivi em cima da Ponte dos Dois Desejos. Sou a encarnação da Dúvida.

Nunca consegui escolher um caminho por inteiro.

Não sei se é medo, não sei se é vontade de sempre mudar meu pensamento; pois aprendi com o elevador a não ser o mesmo.

Todos que conheço querem plantar raízes, eu só quero plantar estrada.

O problema é que quando estou caminhando fico pensando em ficar parado e quando estou parado so penso em uma nova caminhada.

Sou o Homem Encruzilhada.

Nunca sei onde a vida vai me levar;
O pior é que nem penso em mudar...

segunda-feira, dezembro 28, 2009

MOVIMENTO DE REPOUSO DO OLHAR

- Quero uma resposta? - pede o Caminhante;

- Preciso mesmo responder? - Responde a Estrela Guia.


MOVIMENTO DE REPOUSO DO OLHAR

Medito no tudo,

Procuro incluir a minha consciência na ausência de um foco; nada procuro e no todo me integro.

Estou em paz sendo nulo; daí o som de uma gota vindo da pia me distrai.

Sou a gota caindo em câmera lenta.

A gota que é do tamanho da terra e que demora uma eternidade para percorrer o trajeto entre a torneira e o ralo.

Sou a gota caindo...

Daí a gota cria ouvido e escuta outro som sendo produzido;
Um som que vem da janela,
E que me leva,
E que envolve
E me dispersa.

E assim vou sendo levado,
De som em som,
Para longe daquilo que mais me importa;
Como todas as demais coisas na minha vida...

domingo, dezembro 27, 2009

DIA DO MEU CÉU CINTILANTE

Hoje é Dia do meu Céu Cintilante; meu amor faz 34 anos hoje. Nessa linda manhã de domingo, e estamos indo para Trindade, passar dois dias de praia, sol e amor.

Para ela, que é a minha Radha, fica essa canção que fiz, há algum tempo, quando na alegria do momento, descobri nela a minha Gopi.




A Balada de Radha

Bati na porta ao chegar em casa
Quem a abriu? Era Auri ou Radha?
Sândalo, melodia e som de flauta
E ela dizendo: “Bem vindo, Gopala!”

Deixei de ser adulto cansado
Tornei-me um menino azul
Na mesa um belo prato preparado
Era oferenda para mim ou Vishnu?

Auri caminhava, Radha sorria
O amor em pura devoção
Estávamos no Brasil ou na Índia?
Ou era outro lugar? Sei dizer não!

Mas nesse lugar se sente
Que o amor reflete o infinito
Bebe-se o agora e o sempre
Não há lugar mais bonito

E foi assim numa noite qualquer
Que Radha transformou-me em Krishna
Pois há entre todo o homem e mulher
Um quê de Gopi, um quê de Govinda


sábado, dezembro 26, 2009

LOST VEM AÍ...

Impossível não gostar de "Lost"!!! Pelo menos, para quem gosta de um bom roteiro, ótima atuação e um bocado de mistério.



2010 promete!!!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

FAÇO ANIVERSÁRIO NO NATAL

Difícil competir com Jesus, mas todas as pessoas que nasceram no dia 25 de dezembro carregam consigo um ciúme velado; pois nessa data precisam compartilhar a atenção com alguém que sempre ganha essa competição.

Faz parte! - Eles logo se convencem. O que no começo tinha até graça, começa a ficar bem chato, especialmente, pois quem faz aniversário nessa data do ano, sempre sai em desvantagem.

- Nunca recebo dois presentes! - reclama Jonas. - Não estou pedindo demais. É apenas o justo! Todo mundo ganha presentes no Natal e em seu aniversário, mas curiosamente, ninguém se lembra disso.

Com o tempo, esses aniversariantes vão se acostumando e percebendo que as coisas poderiam ser bem piores, se o aniversário deles caissem no dia 29 de fevereiro a cada quatro anos.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Uma Mensagem Nada Convencional de Natal

" O Natal é o único dia de aniversário,
Onde todos os convidados
Se esquecem completamente
Quem e o quê está sendo comemorado"

Foi a minha aluna Juliana que me disse: " eu queria que todos os dias fossem Dia de Natal".

Eu já tinha ouvido isso tantas vezes, mas nunca de forma tão sincera e tão cheia de significado. Eu, que tenho cá, os meus outros tantos significados para essa data, passei a meditar nessa frase.

Lembrei de quantas vezes escrevi "Feliz Natal" para alguém, sem desejar realmente aquilo. Quero dizer, eu dizia essas palavras como quem fala "bom dia" no elevador; como quem pergunta "como vai?" e mal olha nos olhos de quem responde " vou bem!".

Foi o olhar de Juliana que me devolveu, de certa forma, o espírito natalino que estava adormecido em mim. Esse sentimento, que pouco ou muito tem a ver com Cristo, mas que está refletido no olhar de todas as pessoas, mesmo aquelas que nem acreditam que Jesus existiu ou existe.

Foi pensando nisso que eu fiz uma relação que nunca tinha feito antes: Natal e Política.

Andando pela Avenida Paulista, observando as luzes de Natal, os prédios enfeitados, as pessoas caminhando com seus filhos, me rendi ao Papai Noel da Coca Cola e ao absurdo das imagens de inverno (neve, árvore e rena) num país tropical. Entreguei-me, pois vi o reflexo do Natal no olhar de cada uma dessas pessoas, mini-Julianas me dizendo: " queria que todos os dias fossem Dia de Natal".

Desisti do meu criticismo; calei o meu preconceito; escondi o meu cinismo embaixo de camadas e mais camadas de neve, e achei graça das renas, e me fiz criança, pedindo ao Papai Noel da Coca Cola que ele se tornasse mesmo o São Nicolau de verdade e entregasse para todas as crianças, todos os presentes que elas merecem; e antes de ir embora, passasse com o seu trenó, ali bem pertinho, no Hospital das Clínicas e derramasse saúde pelas janelas, prosperidade pelas chaminés, para toda aquela gente que precisa se curar e ter dinheiro para os remédios pagarem.

Então fiz de conta que o Papai Noel era o gênio da lâmpada, e como já tinha feito dois pedidos, arrisquei um terceiro, e pedi algo para o meu Brasil. Eu disse a ele que passasse em Brasília e trocasse as meias cheias de dinheiro de nossos políticos por meias cheias de vergonha; mas daí, lembrei, que o Planalto está quase vazio essa época do ano; então dei adeus para o Velho Nicolau que talvez, tenha coisas mais importantes a fazer do que visitar a sede dos nossos Três Poderes; mas como ele é um bom velhinho, me deixou trocar de pedido e eu disse:

"Papai Noel, como o Brasil se comportou tão bem esse ano como nunca na história, deixe ao menos discernimento e lucidez no coração e mente do meu povo. 2010 é ano de eleição e o melhor presente de Natal que esse país merece é que o voto coloque no poder gente boa que deseja fazer mesmo alguma coisa; e não esse bando de duentes da corrupção que está no poder há tantos anos!

Peço humildemente, Papai Noel, pelo meu país; mais igualdade, menos fome; mais justiça, menos homens condenados por roubo de galinha e gente de colarinho branco que carrega dólares na cueca ou na calcinha, pagando com dinheiro roubado, os advogados que com habeas corpus, os livram das celas, onde só habita gente pobre que espera por anos, por uma chance de provar a sua inocência. "

Daí, ele riu e disse que eu tinha feito mais que três pedidos, mas ele entendera o recado e falou para mim:

" Façamos assim, não tenho como transformar todo dia em Dia de Natal, como pediu a sua aluna. Afinal, se nem na Noite de Natal, eles se lembram do aniversariante e o que é comemorado, imagina se fosse assim o ano inteiro; mas vou transformar todos os próximos dias em vespéra de Copa do Mundo, e te garanto que sob o efeito dessa data, todos os brasileiros se respeitarão e a vida vai ser uma eterna comemoração. E no meio dessa felicidade, garanto que os anjos do céu poderão se aproximar mais do coração dos homens e soprar o discernirmento que você me pediu em seus corações"

terça-feira, dezembro 22, 2009

Futebol não é esporte para mulher!

Futebol já deixou de ser coisa só para homem há tempos.

O mundo é outro; os meninos ainda são destaque, ganham as manchetes de jornal, os assuntos das mesas do bar; porém, pouco a pouco, as meninas arriscam um passe, chutam e fazem gol, não da mesma forma que os meninos, mas com muito mais criatividade, elegância e vontade de fazer bonito pelo futebol; como os meninos faziam nos tempos antigos, quando o prazer de fazer gol era maior que os números do contrato milionário.

A jogadora Marta ganha pela quarta vez em seguida, o prêmio de melhor jogadora do mundo. O troféu que a brasileira levanta, é um símbolo do poder que cada mulher possui dentro de si.

Esse poder feminino tão forte e tão delicado, que é capaz dos trabalhos mais singelos e de fazer bonito o trabalho mais pesado. Essa força, que os homens tanto invejam, calados; disfarçando de preconceito.

- Futebol não é esporte para mulher! - disse o cara na padaria, revoltado; mais um ano sem Ronaldos, Kaka´s e Cia de meninos como melhores jogadores do mundo; mas lá estava Marta, jogadora de raça, que se emociona, agradece e confessa:

"Quero agradecer a Deus por tudo isso. O dia que eu parar de me emocionar, o futebol acaba para mim" - disse Marta ao receber seu quarto troféu.

Isso mesmo, Marta, ensina aos nossos meninos que só se joga bola com emoção. Eles se esquecem, Marta, eles se esqueceram.

Isso mesmo, Marta, mostra as nossas meninas, que elas podem também chegar lá. Basta força de vontade e coragem para acreditar que não há lugar ocupado pelos homens que mulher também não possa alcançar.

Quer saber, Marta? O cara da padaria está certo:
Futebol não é esporte para mulher, é arte!

AO PÉ DO OUVIDO


ARRUMA A BAGUNÇA


Pára!
Arrume a mesa!
Dá conta da sua bagunça
Abandona
Tudo aquilo que
Te impede de
Usar efetivamente
As suas ferramentas de trabalho
Para de dar esmolas
A sua mediocridade
Para de sentir pena
De si mesmo
Quebra o espelho do coitado
E se arruma
Put yourself together, menino!
E vença!

****//\\****

PÉTALA POR PÉTALA

Que essa flor que desabrocha em minhas mãos
Possa virar um símbolo
Preciso;
E
Que avance pelo meu consciente,
Subconsciente
Inconsciente;
Até chegar no meu superconsciente;
E fazer desabrochar em mim
A flor do discernimento.


****//\\****

DESCONFIANÇA


Desconfio que estamos todos errados;
Depois que morremos
Deve haver algo
Além do nada absoluto,
Além do não há nada;

E ao meditar no tudo relativo
Torno-me beato do Riobaldo;
Acredito na terceira margem
E navego nesse rio;
Daí, percebo que só sou
Eu só comigo
Caraca!!!
Tive que criar uma religião de mim mesmo...

segunda-feira, dezembro 21, 2009

A LENDA DO CABOCLO PARAGUASSU

Conta a lenda, que uma Menininha da Tribo da Umbanda estava perdida por essas matas da vida, quando surgiu um Caboclo para lhe ajudar:

- Meu nome é Paraguassu! - disse o Caboclo - E eu vou te guiar!

A menininha ficou feliz, pois sabia que o Caboclo Paraguassu era um guia experiente que vivia nas florestas e que ao lado dele, estaria protegida de qualquer perigo, porém, a medida que ela lembrava disso, recordou também as vozes distantes da tradição da sua tribo que dizia: "mulher nenhuma pode ser guiada pelo Caboclo Paraguassu! Só homens são merecedores dessa honra"

Então, a Menininha ficou confusa. De certo, estava perdida; mas se nenhuma mulher tinha sido escolhida por aquele caboclo até então, ela só poderia estar caindo nas garras do Caboclo Curupira, que desejava roubar-lhe a alma, fazendo-se passar pelo Caboclo dos caboclos.

Nesse momento, Paraguassu desapareceu, e a Menininha continuou perdida, e assim ficaria, talvez por toda a sua vida, mas o Caboclo reapareceu, mais adiante, e tornou a se apresentar:

- Meu nome é Paraguassu! - disse novamente o Caboclo - Não tenha dúvidas, se eu apareci para ti; é que Eu sou o Caboclo que vou te guiar!

Ela, então, percebeu o quanto tola estava sendo por duvidar da sua experiência e só levar em consideração a tradição. O conhecimento evolui, assim como tudo na natureza; e o que vale para uma geração, talvez não sirva mais para quem vem depois.

- Os tempos são outros - foi lhe dizendo o Caboclo - E os caboclos da Floresta Eterna não escolhem quem eles devem guiar pelo corpo que os seus filhos usam; e sim pela pena fincada em seu coração. E a sua pena, filha querida, tem a cor roxa da nobreza e do respeito.

A Menininha, então, foi levada de volta a sua tribo, e lá chegando, foi logo contando a todos, o que tinha ocorrido; porém, seus familiares e amigos e todas as pessoas da sua tribo receberam a revelação com desconfiança. Ela era muito nova para ser guiada por aquele Caboclo Encantado, e além disso, ele só aparecia para os grandes homens.

Diante daquela confusão; o Pajé chamou toda a tribo e anunciou:

- Acalmem os seus corações, pois o que essa menina diz é verdade! - todos olhavam incrédulos, mas o Chefe da Tribo tinha a voz da razão - O próprio Paraguassu veio me contar e todos sabem, que é esse Caboclo que sempre me guia, bem à frente das minhas trilhas. A floresta escolheu essa menina para nos lembrar que devemos ser sempre como o bambu para a evolução dos tempos não nos quebrar. A tradição é importante, mais muito mais relevante são as vozes de nossos corações através da experiência individual. Somos todos Filhos de Tupã e o nosso mérito nessa amada escola não é dado pelo corpo que vestimos e sim pela alma que o veste. Portanto, meus filhos e amigos, preparam-se para as mudanças que já estão ocorrendo dentro de vocês mesmos!

RENASCER EM VOCÊ

Morre!
Morra até a última gota.
Morre!
Mais morra bastante;
Morra tanto
Que não sobre nada;

Morre!
Morreu?
Morreu mesmo?
Morreu tudo o que tinha para ser morto?

Pronto!
Agora que você morreu tudo;
O nada lhe trará um presente,
Aquilo que sempre foi evidente
Mas só com a mente calada
É que conseguimos notar;

Só com a morte do ego
É que conseguimos perceber
O astral se revelando
O beija-flor tocando
Cada um dos seus chacras
Pétala por pétala;
E te revelar
O que há
Além de você
E esse presente
Se chama:
Renascer!

domingo, dezembro 20, 2009

Outra Canção de Despertar

A poesia flui pelas mãos facilmente quando tudo está iluminado.
O peito explode em cores: verde, azul, dourado.
As pétalas das flores se abrem e exibem portais belos e primorosos.
Em cada pétala, um acorde da Sinfonia Divina que ecoa lá de dentro, de baixo e de cima, vindo do salão do Pai Adorado.

Em coro, agradecemos os pedidos realizados, as bênçãos, a mesa farta; o dinheiro no bolso, a boa saúde do corpo e os amados que sorriem ao nosso lado.
Em meio a tanta luz, o amor segue fácil e a vida é uma eterna alegria; a fé nos Reinos Alados é certeza e a presença de Deus é tão aparente, que a gente até se pergunta: como é que um dia fomos descrentes?

Daí, o dia é expulso pela noite. E no eterno equilíbrio do mundo, os opostos dançam, Shiva transforma, Atôto sacode as suas palhas e anuncia: é tempo de Kali!
Diante do abismo, o medo toma conta, a descrença avança e nos perguntamos: " Senhor, por que me abandonastes?"
A inspiração seca, o peito se fecha, as flores murcham.
A canção fica muda e o Deus do Amor se transforma no Demônio manipulador que não mais escuta as nossas preces.
Não conseguimos mais olhar para o céu e ver os seres celestes; apenas mantemos as nossas cabeças para baixo, em lamentação profunda do destino nefasto que nublou a nossa vida.
O vento que era morno e doce, agora bate frio e impiedoso no rosto, os lábios se racham, a boca tem sede; mas no coração do iniciado, se falta o leite, é preciso respirar fundo e pacientemente esperar esse tempo passar.

São nesses momentos em que nos tornamos Abraão, sentindo na carne, se conseguiremos permanecer sendo quem somos em todas as estações.
O segredo é lembrarmos que se até as fezes viram adubo; não há nada imperfeito nesse mundo e há uma importante lição escondida em nossos infortúnios.

Nessa instante de desespero, a ostra faz da sujeira uma peróla; o velho sábio faz da tristeza um blues.
É nessa hora que mostramos do que somos feitos, qual a moeda corrente do nosso coração.
Nesse momento, se conseguirmos controlar os nossos pensamentos daninhos que maldizem e culpam tudo e todos; compreenderemos que é na aparente ausência do amor, que devemos ainda mais abrir o nosso peito e mostrar a nossa luz.

A doença e a morte são apenas faces que se viram, nos encaram e partem; o amor e a luz nunca morrem!
Esse tempo de sombras faz parte das forças da natureza que atinge a todos, sem distinção, o assassino ou o curador, o velho ou o menino, o mau ou o bom.

Ninguém está livre de sentir na pele, o gosto da dor e da solidão; mas ficar firme e prestar atenção é um desafio que poucos conseguem suportar sem chorar ou sem reclamar.

Por isso, peço ao Criador, que a minha poesia flua livremente, independentemente do balanço do mar.
Sendo mais um marinheiro da vida, sei que nem sempre, o mar estará calmo e macio; por isso, canto a vocês, meus amigos, mais uma canção de despertar.

sábado, dezembro 19, 2009

Assistindo Avatar no Marabá

Auri e eu fomos assistir o filme "AVATAR" ontem, no Cine Marabá, no centro de Sampa. O teatro gigante transformou-se em seis salas modernas, com jeito de cinema de shopping center em plena Avenida Ipiranga com São João.

O filme merece uma crônica à parte, por sua beleza, magia e mensagem tão atual e tão antiga, mas ficou difícil não escrever sobre o Cine Marabá, tão saudadoso do tempo em que cinema bom era no centro mesmo, com tantas salas e tantos filmes diferentes.

Quando eu cheguei em São Paulo, em 1989, eu já era um cinéfilo de carteirinha. Não assistia filmes, eu os digeria; e toda a grana que sobrava do meu pagamento; era gasta nos Cines Ipiranga, Marrocos, Metro, Olidos e Oásis; e é claro, no Marabá, que era onde havia as grandes estréias do ano.

Diziam que os cinemas dos shoppings eram melhores, mas eram muito caros para eu experimentar, só restava os cines do centro, que eram limpos, organizados e cheios sempre.

Domingo era o dia em que eu assistia, ao menos uns dois filmes, e depois saboreava um hot-dog com fanta; comprava meu gibi preferido, e seguia pra casa, feliz e satisfeito.

Os anos 90 vieram e não trouxe bons ventos para o centro de São Paulo. A violência aumentou, os furtos; os cinemas começaram a sofrer escassez de público e foram pouco a pouco, se transformando em cinemas de filme pornográfico; depois comprados pelas tantas igrejas evangélicas que surgiam aos pés da virada do milênio.

Caiu o Cine Metro, o Marrocos e o Ipiranga; o Olidos fecharam as portas, e os outros cinemas mais afastados da Avenida Ipiranga e São João foram sendo transformados um-a-um em local de outro espetáculo: a fé e o dízimo!

O último a cair foi o Marabá, que ainda resistiu bravamente, até que finalmente fechou as portas e o centro ficou às moscas, sem entretenimento e invadido por ladrões, camelôs e mendigos.

Quando eu fiquei sabendo que a empresa Play-Art havia comprado o local, um sorriso veio de ponta-a-ponta feito um coringa feliz, diante do morcego da decadência derrotado. O Marabá seria reaberto e quem sabe, com ele, a Cinelãndia; e eu precisava ver de perto.

Lá fomos eu e a Auri, assistir o filme que esperavámos tanto. E filme lindo á parte ( eu recomendo!!!), bem acomodados, com pipoca e refrigerante; e cinema lotado, assistimos em 3-D o filme tão esperado e saímos satisfeitos e felizes, pela Avenida Ipiranga que começa a ensaiar um novo recomeço.

Longa vida ao Cine Marabá: prestigiem os cinemas do centro de Sampa, no próximo filme, quero ver você por lá!!!


Homem- Aranha, Hulk e Homem-de-Ferro Juntos

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Agulhas e Padrastos - O Gosto do Mal

Um desses dias que passou, alguma voz interna que deve fazer coro com a minha fé espiritualista, contou para mim que se não surfo nas ondas do mal nesse momento, é porque em algum dado tempo, eu já mergulhei nessas águas e já derrubei outros tantos nela.

Coisa linda é não lembrar das tranqueiras das nossas multi-vidas; sábia Lei Divina que permite o recomeço sem trauma e culpa, mas difícil missão tem pela frente, quem já flertou com a escuridão, e volta e meia, sente um gosto saudoso, quase atraente, do mal que praticou.

Esse gosto pelas sombras vem com a mágoa curtida, com aquele sentimento doce da vingança que guardamos secretamente nas beiradas do coração; vem quando damos alguma desculpa para não perdoar e não deixamos a compaixão tomar conta da casa do nosso peito.

O gosto pelo mal toma de conta quando saboreamos o mórbito da morte alheia; quando apontamos o dedo e a pedra para aquele sujeito, do crime hediondo, que se por um acaso, estivesse à nossa frente, se tornaria um Judas Malhado, uma Geny Cuspida ou uma Madalena da Vida.

O motivo dessa crônica, caros amigos, vem desse gosto do mal que senti esses dias, quando imaginei um assassinato...

Estava assistindo um noticiário, quando fiquei sabendo sobre um padrasto que encheu o corpo de seu enteado com agulhas. Confesso: senti vontade de fazer o mesmo com o miserável pai de araque, e não só imaginei a cena, como apreciei cada detalhe, cada agulhada que eu dava nesse infeliz; e ao final, ainda dei uma risada diabólica de satisfação, bem ao estilo gênio do mal: BUahahhahahhah!!!!

Confesso que adorei fazer mal a esse homem em meus pensamentos, mas depois senti vergonha e culpa. Vergonha, por sentir isso por outra pessoa; e pena, pois eu não pude fazer isso de verdade!

Tá bom, já sei que eu vou repetir de ano na "Escola da Roda da Samsara" de novo, mas como foi bom furar aquele desgraçado!

HÉROI SINCERO

A multidão batia palmas para ele, aclamava, gritavam : Herói! Herói!

Ele não era herói de nada, mas se a multidão assim falava, palavra do povo é língua de Deus.

- Você ajudou aquela moça! – disse uma senhora - É mesmo um herói!

- Dona, sou nada!

- Claro que é – insistiu a senhora – você se jogou na frente do carro para empurrar aquela moça que seria atropelada. Você é um verdadeiro herói.

- Sou nada, Dona – ele disse – Só fiz isso porque a menina era bonita. Se fosse mulher feia, ou se fosse um cara, eu teria ignorado e passado direto.

NEM LUTO, NEM DRAMAS... SÓ ESTRELAS!

Por Wagner Borges

Quando o Amor faz a dor ir embora...)


Ah, meu amigo!
Ninguém morre...
É só a vida que sorri em outro plano.

Os sentidos do corpo não registram quase nada.
Muito menos a totalidade do universo e seus desdobramentos.
Há coisas que não se vêem, só se sentem...

O Invisível é tão real quanto o visível.
Mas só o coração é que sabe disso.
Por isso, ele compreende o mistério...

Há canções que não se escutam com os ouvidos.
E toques que não são físicos.
Ah, quem é capaz de medir ou pesar um sentimento?

Muitos sentem saudades e vão aos cemitérios.
Mas, há outros que olham para cima...
Porque sentem que o lar espiritual é o mesmo das estrelas.

Alguns olham fotos e choram, por um passado que não volta.
No entanto, outros olham para frente, e seguem...
Porque eles sentem algo a mais...

Ah, isso não se explica...
Porque é toque do Invisível no coração.
E faz olhar para cima, com os olhos brilhando.

Saudade não tem idade; nem nenhum espírito.
Sete palmos de terra não seguram o que é sutil.
Ah, a vida canta em tantos lugares...

E quem pode afirmar que só tem vida aqui?
O cadáver se dissolve no solo; a consciência, não.
O que é da Terra, retorna para Ela; o que é das estrelas, volta para elas...

A canção dos astros retumba por todas as esferas...
Mas só o coração escuta, e se encanta.
Porque, mesmo olhando para um túmulo, ele só vê estrelas.

Muitas vezes, a dor de uma perda faz tudo ficar sombrio.
Então, do Invisível descem toques sutis e amigos.
Que, de alguma maneira, sempre chegam a quem precisa.

Não são toques físicos; nem podem ser pesados ou medidos.
São como os sentimentos; quem pode explicá-los?
Nas ondas do amor, desaparecem as tumbas, e só se vê estrelas.

E a dor se vai... E as flores ficam tão lindas.
E aí, não dá mais para colocá-las sobre uma tumba.
Dá vontade de oferecê-las para outro coração, pela vida.

Dá vontade de fazer algo bom, em homenagem a quem partiu.
E o luto se vai... Na vida, que sempre chama.
E isso não se explica, só se sente.

A vida pulsa em todos os planos...
E quem ama, sabe disso.
Porque seu coração escuta o som das esferas.

Ah, meu caro!
Ninguém morre...
É só a vida que segue cantando, por aí...

Nada de tumbas ou dramas.
A vida é maior do que isso.
E sempre segue, na Terra, ou no Astral, e mais além...

P.S.:
Você queria uma mensagem espiritual.
Desculpe, mas não tenho nada aqui.
Porque eu não mando em nada, meu amigo.
Só escrevo o que sinto em meu coração.

E, muitas vezes, o Invisível me inspira nisso.
Não posso lhe provar nada (e nem quero).
No entanto, talvez você capte algo nessas linhas.
E, se assim for, sua dor irá embora.
Porque um Grande Amor ficará no lugar.

Então, finalmente você compreenderá...
Que há coisas que não se explicam, só se sentem.
E isso não está em meu poder, mas em você mesmo.
Oxalá você não veja mais túmulos tristes, mas, estrelas.

E que seus olhos sejam como dois sóis.
E que o Amor arrebate seu coração, meu amigo.

Om Mani Padme Hum!*


(Dedico esses escritos também para todos os que sofrem pela perda de alguém.
Eu gostaria de ir até vocês e abraçá-los, e dizer-lhes das presenças extrafísicas que vejo e que me pedem para escrever falando sobre a imortalidade da consciência; gostaria de estender o abraço delas até vocês, de alguma maneira; não para confortá-los de forma passiva ou doutrinária, mas, em nome da vida.

Ah, como eu gostaria de abraçá-los, de um a um, em nome de seus entes queridos que hoje vivem em outros planos; contudo, não tenho esse poder e não mando em nada; só sei sentir e escrever. Nada posso provar, mas, tem uma canção viajando por aí... E ela fala que as estrelas brilham muito mais no coração de quem ama.

Ah, o sábio grego Pitágoras estava certo. Ele sempre ensinou sobre a canção dos astros, retumbando de esfera em esfera...

E também o grande mestre Toth**, que, lá nas terras quentes do antigo Egito, ensinava para os iniciados que “o Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração”.

Oxalá os ensinamentos desses mestres da consciência calem fundo em seus corações, e que a dor de vocês vá embora... Na Luz do Todo, que está em tudo.


Paz e Luz.


- Wagner Borges – cada vez mais, vendo estrelas... Com o coração.

São Paulo, 18 de dezembro de 2009.


- Notas:
* Om Mani Padme Hum - do sânscrito - sua tradução literal é: "Salve a jóia no lótus". Esse é um mantra de evocação do boddhisattva da compaixão entre os budistas tibetanos e chineses. Om é a vibração do TODO. Mani é a "Jóia espiritual que mora no coração"; ou seja, é o próprio Ser, a essência divina. Padme / Lótus é o chacra cardíaco que envolve, energeticamente, essa jóia sutil. Hum é a vibração dessa compaixão do TODO vertendo a luz pelo chacra cardíaco em favor de todos os seres.

Esse mantra é mais conhecido como o "mantra da compaixão". É um dos mantras mais poderosos que conheço. Pode ser concentrado, mentalmente, dentro do peito – como se a voz mental estivesse reverberando ali –, ou dentro de qualquer um dos chacras que a pessoa desejar ativar. No entanto, o melhor lugar para ele é realmente o chacra cardíaco, pois o que chega ali é distribuído para todo o corpo, pela circulação do sangue comandada pelo coração, e também a todos os outros chacras do corpo energético.

O chacra frontal, na testa, também é excelente para a prática desse mantra, pois o que chega nele é distribuído ao longo da coluna pelos nádis – condutos sutis de transporte energético pelo sistema –, e comunicado a todos os outros chacras abaixo dele. Esse é o motivo pelo qual vários mestres iogues sempre aconselham aos seus discípulos iniciar alguma prática bioenergética por ele.

Um livro excelente sobre isso é o do pesquisador iogue japonês Hiroshi Motoyama, "Teoria dos Chacras", pela Editora Pensamento.

Eis alguns CDs maravilhosos que contêm esse mantra:

- Laíze, com a participação de Áurio Corrá nos teclados e arranjos - CD. "OM", pela Gravadora Alquimusic – Brasil - A segunda faixa desse disco é um canto de amor e faz um bem enorme ao chacra cardíaco. É amor em forma de ondas sonoras.

- CD. "Tibetan Incantations - The Meditative Sound of Buddhist Chants", pela Gravadora Music Club, Série 50050 – England - A segunda faixa é de uma profunda alegria e melhora o humor do ouvinte. É alegria em forma de ondas sonoras. A terceira música é o mantra Om Mani Padme Hum cantado a capela pelos monges tibetanos. Esse álbum tem 74 minutos de música.

- CD. "Six-Word Mantra of Avalokitesvara - The Avalokitesvara Boddhisattva Dharma Door Vol. ll", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2109 – E.U.A. - Esse CD foi feito por músicos chineses e direcionado para a cura de órgãos internos pelo mantra Om Mani Padme Hum. Entretanto, como a pronúncia é chinesa, o mantra fica Om Mani Pa Me Hung. Seu efeito é bem forte. Nesse trabalho, o lance é mais de energia do que de amor. É vitalidade em ondas sonoras.

- Beijing Central Juvenile Chorus - CD. "Wingsong of The Lotus World", pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2152 – E.U.A. - Esse disco é cantado por um coro juvenil chinês. Aqui o Avalokitesvara, criador do mantra Om Mani Padme Hum – representado pelos chineses na figura da Deusa da compaixão "Kuan-Yin" –, é reverenciado em um belo canto que encanta o coração do ouvinte sensível. Esse disco é paz em ondas sonoras.

- Buedi Siebert – CD. “Om Mani Padme Hum”, pela Gravadora Real Music, Série RM – 4040 – E.U.A. – Esse CD contém diversas versões do mantra Om mani Padme Hum. É excelente para momentos de prece, práticas meditativas, práticas de Ioga e momentos de inspiração e conexão espiritual.

- Fan Li-bin – CD. “Sound From the Cosmos”, pela Gravadora Wind Records, Série TCD – 2112 – E.U.A. – Nesse trabalho de fortes vibrações, Fan Li-bin, vocalista nascido em Taiwan e exímio praticante de mantras, procurou realizar uma conexão espiritual do mantra Om Mani Padme Hum com os chacras. Aqui a pronúncia do mantra é cantada como Om Ma Ni Pa Mei Hum.

- Craig Pruess – CD. “Sacred Chants of Buddha”, pela Gravadora Heaven on Earth Music, Série HOEM – 12 – England – A terceira faixa deste CD é uma versão do mantra Om Mani Padme Hum elaborada para profundo relaxamento psicofísico.

** Esse sábio das estrelas foi conhecido por diversos nomes ao longo da História: Toth no Egito; Hermes na Grécia; Mercúrio em Roma; Henoc para os judeus; Mensageiro de Osíris para os iniciados; Hermes Trismegisto (Trimegistus, Trimegistro), o Três Vezes Grande!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

SANTA PACIÊNCIA

A Menina que tinha Tambores no Olhar

De onde vem tanta força?

Você se pergunta,

Tentando seguir com o olhar

As mãos da Carol

Arrancando

Do Tambor

Os mais sublimes sons;



De onde vem tanta formosura?

Você se pergunta,

Diante do sorriso de Carol

Que te convida

Para uma Jornada

Uma aventura;



A aventura de uma

Menina-mulher,

Mulher-menina;

Palhacinha da Alegria,

Percusionista do Amor;

Carolina dos Amigos,

Carolina do Tambor;



Cujo som,

Cuja música;

Flui das suas mãos

E transforma as nossas vidas.



E pensar,

Que ficaremos

Um tempinho

Sem ela

Em nossos caminhos;



Sim,

Um passarinho

Esses dias me contou;

Que ela vai voar

Para o outro lado do mundo;

E meu coração,

E os corações de todos os amigos;

Se perguntaram:

Como será a vida sem a nossa Carolina?

Egoístas, até ensaiamos um pedido de ficar!



Daí, lembramos da aventura dessa menina

Que tem tambores no olhar;

Menina que quanto mais aprende,

Quanto mais viaja,

Quanto mais conhece,

Mas música quer compartilhar;



E só nos resta

Desejar:

" Bon voyage", amiga!!!

E pedir:

Por favor, vai

Mas não demora

Para voltar.

UMA PALESTRA ESPIRITUALISTA

Era uma palestra espiritualista. O tema daria uma outra crônica, mas as pessoas que eu vi por lá, é o motivo dessa prosa.

Desculpe o atrevimento de falar dessas pessoas, mas observar faz parte da minha natureza e escrever sobre o que vejo é o meu trabalho. Portanto, não consegui ignorar aquela moça que sentou do meu lado, fechou os olhos, se colocou em posição de lótus e começou a entoar o mantra "OM" a toda altura. Fiquei com vontade de interrompê-la e lhe ensinar sobre os bija-mantras, mas fiquei calado, mesmo quando a perna dela invadiu o meu espaço.

Na fileira da frente, uma moça guardava lugar para a torcida inteira do Flamengo. Ela tinha colocado blusa, jornal, um CD e uma maçã, para dar a impressão que todo aquele pessoal que ainda não tinha chegado, já estava por lá. E pensar que o tema da palestra era solidariedade e egoísmo...

Duas pessoas nas cadeiras de trás falavam sobre acidentes e mortes; outras duas discutiam sobre relacionamento e ciúme. Temas que, é claro, as levavam às alturas.

Respirei fundo... e levantei para tomar água.

Enquanto faço fila no bebedouro, ouço um rapaz reclamando do preço do livro espiritualista:

" R$ 20,00??? Por isso que ninguém compra esses livros!" - ele diz e retorna o livro para o lugar. Fico pensando se ele diz a mesma coisa em relação a entrada da balada. É incrível como quando o assunto é informação espiritualista todo mundo quer tudo de graça.

Por um momento, eu realmente me questionei se eu estava mesmo num local espiritualista, onde as pessoas que o espaço frequentam, possuem uma preocupação maior com o mundo e as suas coisas, mas mudei de idéia quando fui no banheiro e vi o lixo no chão e o vaso sanitário num estado deplorável. Era o mesmo toalete que estava limpo quando eu o usei 30 minutos antes.

Voltei ao meu lugar e tentei me concentrar na palestra e menos nas pessoas; porém, quando o celular da moça, três cadeiras ao lado, começou a tocar; quase tive um ataque de nervos. Daí, acalmei-me; afinal, exigir perfeição das pessoas é muita presunção de alguém que é tão torto quanto, mas convenhamos, seria no minímo, básico, respeitar quem está sentado ao lado.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

2012 - A Revelação Final


Algo está prestes a acontecer.

E eu vou revelar;

Eu vou te dizer:

Que algo está prestes a acontecer,

Mas você não vai acreditar;


E como sou teimoso
Vou mesmo assim contar;

E como sou exibido
Vou mesmo assim dizer:


Mesmo se o mundo acabar

Você continuará a viver!


Ps: Desconfie de mim, caro leitor, quero convertê-lo a poesia!!!
Cheguei como quem não queria falar nada e acabei dizendo tudo.

SOBRE A UMBANDA...

Por Leonardo Boff

Quando atinge grau elevado de complexidade, toda cultura encontra sua expressão artística, literária e espiritual. Mas ao criar uma religião a partir de uma experiência profunda do Mistério do mundo, ela alcança sua maturidade e aponta para valores universais. É o que representa a Umbanda, religião, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1908, bebendo das matrizes da mais genuina brasilidade, feita de europeus, de africanos e de indígenas. Num contexto de desamparo social, com milhares de pessoas desenraizadas, vindas da selva e dos grotões do Brasil profundo, desempregadas, doentes pela insalubridade notória do Rio nos inícios do século XX, irrompeu uma fortíssima experiência espiritual.

O interiorano Zélio Moraes atesta a comunicação da Divindade sob a figura do Caboclo das Sete Encruzilhadas da tradição indígena e do Preto Velho da dos escravos. Essa revelação tem como destinatários primordiais os humildes e destituídos de todo apoio material e espiritual. Ela quer reforçar neles a percepção da profunda igualdade entre todos, homens e mulheres, se propõe potenciar a caridade e o amor fraterno, mitigar as injustiças, consolar os aflitos e reintegrar o ser humano na natureza sob a égide do Evangelho e da figura sagrada do Divino Mestre Jesus.

O nome Umbanda é carregado de significação. É composto de OM (o som originário do universo nas tradições orientais) e de BANDHA (movimento inecessante da força divina). Sincretiza de forma criativa elementos das várias tradições religiosas de nosso pais criando um sistema coerente. Privilegia as tradições do Candomblé da Bahia por serem as mais populares e próximas aos seres humanos em suas necessidades. Mas não as considera como entidades, apenas como forças ou espíritos puros que através dos Guias espirituais se acercam das pessoas para ajudá-las. Os Orixás, a Mata Virgem, o Rompe Mato, o Sete Flechas, a Cachoeira, a Jurema e os Caboclos representam facetas arquetípicas da Divindade. Elas não multiplicam Deus num falso panteismo mas concretizam, sob os mais diversos nomes, o único e mesmo Deus. Este se sacramentaliza nos elementos da natureza como nas montanhas, nas cachoeiras, nas matas, no mar, no fogo e nas tempestades. Ao confrontar-se com estas realidades, o fiel entra em comunhão com Deus.

A Umbanda é uma religião profundamente ecológica. Devolve ao ser humano o sentido da reverência face às energias cósmicas. Renuncia aos sacrifícios de animais para restringir-se somente às flores e à luz, realidades sutis e espirituais.

Há um diplomata brasileiro, Flávio Perri, que serviu em embaixadas importantes como Paris, Roma, Genebra e Nova York que se deixou encantar pela religião da Umbanda. Com recursos das ciências comparadas das religiões e dos vários métodos hermenêuticos elaborou perspicazes reflexões que levam exatamente este título O Encanto dos Orixás, desvendando- nos a riqueza espiritual da Umbanda. Permeia seu trabalho com poemas próprios de fina percepção espiritual. Ele se inscreve no gênero dos poetas-pensadores e místicos como Alvaro Campos (Fernando Pessoa), Murilo Mendes, T. S. Elliot e o sufi Rumi. Mesmo sob o encanto, seu estilo é contido, sem qualquer exaltação, pois é esse rigor que a natureza do espiritual exige.

Além disso, ajuda a desmontar preconceitos que cercam a Umbanda, por causa de suas origens nos pobres da cultura popular, espontaneamente sincréticos. Que eles tenham produzido significativa espiritualidade e criado uma religião cujos meios de expressão são puros e singelos revela quão profunda e rica é a cultura desses humilhados e ofendidos, nossos irmãos e irmãs. Como se dizia nos primórdios do Cristianismo que, em sua origem também era uma religião de escravos e de marginalizados, “os pobres são nossos mestres, os humildes, nossos doutores”.

Talvez algum leitor/a estranhe que um teólogo como eu diga tudo isso que escrevi. Apenas respondo: um teólogo que não consegue ver Deus para além dos limites de sua religião ou igreja não é um bom teólogo. É antes um erudito de doutrinas. Perde a ocasião de se encontrar com Deus que se comunica por outros caminhos e que fala por diferentes mensageiros, seus verdadeiros anjos. Deus desborda de nossas cabeças e dogmas.


Leonardo Boff

ESQUECER PARA LEMBRAR

Conta a lenda que houve um dia em que todos acordaram sem religião (Foi um dia antes daquele que a terra parou, como Raul contou). Algum mago maluco havia apagado a idéia que todos temos de Deus e de uma hora para a outra, a religião sumiu da história.

Apagou-se da mente humana qualquer referência as parabólas da Bíblia, os versos do Alcorão, a poesia de Buda, os mistérios do Toráh e o yoga do Baghavda Gita.

Todos os templos do mundo ficaram vazios, pois ninguém mais sabia qual era a serventia daqueles prédios tão belos, mas ocos.

Com a mente vazia das religiões criadas;
Com os olhos limpos das palavras escritas;
Com os ouvidos limpos das preleções manipuladas;
Todo o meu povo sentiu que havia uma presença que nunca partiu.
Presença sagrada que mesmo sem ser nomeada está sempre presente, sempre alcançando o coração da gente, seja no barulho do dia ou no silêncio da madrugada.

E no dia em que não existia a religião, todos estavam, mais do que nunca, religados com a Força Maior que se faz mais notada quando não é apontada.

E durante 24 horas, toda a minha gente percebeu que não precisava pensar sobre para sentir o que sempre houve; que não precisava tentar compreender para perceber o que há entre eu e você.

Contudo, algum atrevido, algum abelhudo; decidiu escrever um texto sobre o que não precisava ser descrito e o encantamento se desfez; voltou o absurdo de se nomear o que não tem nome; de rotular o que não tem forma.

E a religião voltou ao mundo vestida de palavra.

terça-feira, dezembro 15, 2009

O Estado Crônico no IPPB

Por Lázaro Freire
(Postado na Lista Voadores)
Ontem à tarde, tivemos uma adorável tarde crônica no IPPB, ao som de harpas, cítaras, tambores e gargalhadas. Era o lançamento do segundo livro de CRÔNICAS de nosso irmãozinho paraiba vaga mundo, o querido catador de estrelas Frankito Oliveira.

Antes de mais nada, PARABÉNS, Frank, por mais esse filho, que já nasce ao mesmo tempo mais leve e mais maduro. Texto leve e ágil, brincando com palavras e grafismos, como o Frank é. O menino voador de Letras - as acadêmicas ou de Sâo Tomé - fez, literalmente, as letras alçarem vôo.

Ler o Frank em seu novo grafismo parece brincadeira de criança, tem um quê de conversa amiga ao pé da fogueira, ou em fim de meditação. Há um ar de papo de encontro voador. Aquela vocação chapliniana de teimar em dizer as verdades brincando, com a palavra, com a vida e com o leitor.

Esse livro não é apenas uma coletânea de suas boas crônicas de vida e de viagem. Frankito amadureceu, e ficou mais menino ao crescer. O texto se fundiu ao paraiba, as letras se tornaram médiuns, e você sente a alma do Frank em cada escrito. Raros livros tem leveza conceitual e domínio textual para serem assim.

E como não poderia deixar de ser, foi mais um grande encontro do pessoal da Voadores e do IPPB. Difícil citar sem cometer injustiças. Até o casal Wagner & Olavo Borges estava por lá. Anik, Maisa, Elenice, Cammy, Vítor França, Patrícia Montini, Roger, CH, Adriana Splendore, Fernando Golfar, e mais tanta gente!!!
Gargalhadas inevitáveis, e sacaneadas sem parar.

E houve também a parte espiritual e musical. Com direito ao Frank cantando mantras com acompanhamento de cítara e tambores. Como a turma da diretoria dizia, sacana, lá no canto: Quem precisa de Krishna Das se o Frank também Dah?

Teve também teatro, apresentação (maravilhosa) de harpa com a Auri (esposa do Frank, coitada) e sua professora, meditações xamânicas com o tambor do Vítor França, palhaçadas do Frank, e muito mais. Uma daquelas tardes que - bem ao jeito do Frank - vivemos e cantamos, eternos aprendizes, sem termos vergonha de sermos felizes.

Parabéns, mais uma vez. E obrigado, pelas referências à voadores. Muito bacana - e responsável - vermos a voadores tão citada em mais uma publicação. Mas nas do Frank, sempre de um modo bastante especial.

Há quatro fotos do evento em: http://twitpic.com/photos/voadores

"Eu sei
Que a vida podia ser bem melhor - e será!
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita"

Láz

PELISINAL

Faça ao menos o pelisinal
E esse quebrante vai-se embora.

Oxi, como assim, ce num é cristão?
E lá precisa cê, pra modi rezar

Vixi, minunu,
Somo tudo fio de Adão.

Né crendice não, môço,
Tira esse terço do borso
E se pega cum Nosso Sinhô
E cê vai vê as coisa tudo si ajeitá.

SOMOS ESTRELAS


Talvez, só talvez

Sejamos estrelas!

Lembranças

Do que já fomos

Um dia

Talvez, só talvez.

No matter what: SING!!!!

"Não dialogue com as sombras;
Pois elas sabem falar melhor que você"
Disse o escuro para mim;
Quando eu cai no buraco
Negro que gira dentro de mim mesmo;

E descobri:

Aquilo que eu mais cobro dos outros
É aquilo que menos tenho!


Então a a cadeira se afastou
E o corpo caiu
E alma gritou;
E no meio da escuridão
Um passarinho chamado Salibian
Me lembrou:
No matter what happened, SING!!!!

Daí, levantei-me
E no meio da tempestade;
Construi da areia, o meu castelo!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

AGRADECIMENTOS

Obrigado!!!

E eu que achava que consegueria resistir...

Ontem ao ver todos os meus queridos amigos e leitores, tive vontade de chorar...de alegria!!!

Afinal, não é todo dia em que lançamos um livro.

Não é todo dia em que nos sentimos mais vivos por compartilhar um presente.

Não é todo dia em que esse presente é puro carinho em letras.

Quero agradecer do fundo do meu coração a todos vocês que me prestigiaram, aplaudiram e se emocionaram com esse evento que jamais vou esquecer.

Que tarde maravilhosa!!!

Mágica pura e amizade!!!

sexta-feira, dezembro 11, 2009

O seu sonho começa agora...

Respira fundo, agradeça aos Orixás e aos Deuses e a você mesmo.

Não foi fácil chegar até aqui, mas enfim, você está diante da concretização de um sonho, um sonho que a cada dia está se tornando cada vez mais real.

Essa é a sua viagem, não deixa o pensamento fugir do seu presente, não deixe o seu pensamento viajar de volta ao Atlântico em busca de saudade, estamos bem e feliz por você e estaremos aqui de volta com um sorriso te esperando.

Não pense duas vezes se precisar desapontar alguém porque você precisou cuidar de algo do seu sonho. Essa não é uma viagem para os outros ou por mim, e sim por você.

Tire as suas fotos, se encante novamente com a sintonia Celta, cante aos Orixás, aos seus caboclos, e cante acima de tudo a você mesmo.

Você merece cada segundo dessa viagem.

Não deixe nada ficar entre você e sua experiência.

Tenho poucas coisas na vida que considero ser um tesouro e realizar um sonho é o mais precioso deles.

Amamos você por isso e por tudo e estamos orgulhosos.

Boa viagem, sonhador e só volte para cá, com o seu sonho na mão.

****//\\****
" O Catador de Estrelas"

É com muita alegria que anuncio o lançamento do meu novo livro de crônicas" O Catador de Estrelas".

O evento ocorrerá no IPPB, em São Paulo, no próximo dia 13 de dezembro (domingo), ás 15:00.

Depois de quase dois anos de forno, o livro que todos pediram por e-mail, está finalmente pronto, com a capa do querido "Adrianus" e muita crônica bacana para compartilhar com vocês.

Como é natural, o lançamento do livro, também contará com muita música:

* A Harpista Cássia Doninho ( Vencedora do Prêmio Art Supply de Música 2005, e autora do CD Celtas... Reminiscências);

* A Harpista Auricélia Oliveira ( minha musa e aluna da Professora Cássia), apresentando a sua harpa Boadicéia para todos, pela primeira vez;

* O Citarista Felipe Garbi;

* Além da apresentação de tambor xamânico com o palestrante e xamã
Vítor Hugo França, grande colaborador do IPPB e amigo de longa data.

Muita poesia, teatro e uma grande oportunidade de rever os todos os amigos.


Somos Todos Um Só

Frank Oliveira
Local: IPPB – Rua Gomes Nogueira, 168 – Bairro IpirangaSão Paulo – SP.

Informações: Fones: (11) 2063-5381 e (11) 2915-7351.
Como chegar lá:

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Om parvati pataye
Hara hara hara mahadev
Gajananam buta
Ganadi sevatam
Kapitha jambu
Phalacharu bhakshanam
Umasutam shoka
Vinasha karakam
Namami vigneshvara
Pada pankajam

O AVIÃO CAIU!!!


Não achei que o avião ia cair...

Olhei pro lado
Vi um bebê!
Mas o avião caiu
Mesmo assim!

E agora?
O que vai ser de mim?
O que vou fazer
Sem ter corpo
Pra eu vestir?

MEDITA NO SEU TEMPO


E se houver um outro tempo

dentro do tempo?

Um tempo

Onde as coisas que vemos

No mundo,

São vistas de outro jeito;

Com mais detalhes,

Com mais linguagem,

Com mais clareza;



E se conseguissemos

Enxergar esse tempo

Dentro do nosso tempo?

Será que nos daríamos conta

Que deixamos passar

Boa parte das coisas

Que deveríamos observar?


Será que notaríamos

Uma estrela brilhando,

Um amigo acenando,

Alguém amado

Dizendo: Eu te amo?



Humm...preciso meditar mais nisso.


YEMANJÁ E O LIXO DO MAR


Logo no princípio do mundo,
Iemanjá já teve motivos para desgostar da humanidade.

Pois desde cedo os homens e as mulheres jogavam no mar
tudo o que a eles não servia.

Os seres humanos sujavam suas águas com lixo,
com tudo o que não mais prestava, velho ou estragado.
Até mesmo cuspiam em Iemanjá,
quando não faziam coisa muito pior.

Iemanjá foi queixar-se a Olodumare.
Assim não dava para continuar;
Iemanjá Sessu vivia suja,
sua casa estava sempre cheia de porcarias.
Olodumare ouviu seus reclamos
e deu-lhe o dom de devolver à praia
tudo o que os humanos jogassem de ruim em suas águas.

Desde então as ondas surgiram no mar.
As ondas trazem para a terra o que não é do mar.



Reginaldo Prandi
(livro "Mitologia dos Orixás")

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Reencontro do Elenco de "Seinfeld".

Acabei de assistir o reencontro do elenco de "Seinfeld" na série "Curb Your Enthusiasm" - para os fãs da série é uma grande presente de Natal.


Segue artigo publicado em http://www.interney.net/blogs/melhoresdomundo e link para baixar o episódio.

Elenco de Seinfeld junto novamente!
Por: GIZUIS, MARÍA E JUZÉ!

Finalmente a reunião do elenco do Seinfeld vai acontecer! Isso mesmo! Jerry, Goerge, Elaine e Cosmo Kramer vão se reunir novamente em Curb Your Enthusiasm - a comédia protagonizada por Larry David, um dos grandes nomes da antiga série do quarteto.

O quarteto aparecerá em não apenas um, mas em vários episódios.

Aliás, essa temporada toda vai girar em torno da decisão de Larry de finalmente aceitar fazer o reencontro do elenco de Seinfeld (para quem não sabe, na série Larry interpreta ele mesmo). E os atores da antiga série também vão participar como eles mesmos.

"Por anos, me pediram para fazer um reencontro de Seinfeld", disse Larry David a repórteres durante a conferência da HBO com a imprensa para apresentar as novidades da temporada. E ele sempre recusou. "Aí eu pensei que seria divertido fazer isso em Curb", disse ele. Seinfeld vai aparecer em cinco episódios ao longo da temporada, e os outros devem aparecer em quatro ou cinco, nem sempre juntos. E os fãs da série sobre o nada mais célebre da TV vão se deliciar: Curb vai mostrar uma reunião fictícia do elenco para colocar Seinfeld novamente no ar.

"A gente vai ver o roteiro sendo feito, a leitura, partes do ensaio, a filmagem da série e o resultado na TV", explicou Larry aos repórteres. "Vocês não verão o programa inteiro, só partes. E terão uma ideia do que aconteceu [aos personagens de Seinfeld] 11 anos depois. A série vai ser incorporada aos episódios de Curb", explicou.

Que ideia sensacional! Seinfeld é uma das minhas séries preferidas e essa nova do Larry David também é genial! Juntar todos os integrantes da antiga série novamente em uma série tão bacana quanto Curb... é como se o Natal chegasse mais cedo!

Bem... feliz natal!


********************

Segue links do episódio e da aparição de Jerry Seinfeld na série 30 Rock:

Seinfield Team Reunion
http://www.megaupload.com/?d=04U4AZCF

Seinfield in 30Rock
http://www.easy-share.com/1908417854/30.rock.s2.01_%20ks%20series.rmvb

Pretinha Zumbideira


Por Débora Souza

Enquanto tento estudar
Uma mosca está a me chatear;

Rebolo daqui, rebolo de lá
E ela continua com seu zumbiar;

Concentro-me nas orações de Lispector
E a pretinha zumbideira paira em minha cabeça;

Expulso-a imperativamente com a mão!

E a neguinha volta para cá
E, a olhar para o livro, ela está!

Saranan Ganesha


Om parvati pataye
Hara hara hara mahadev
Gajananam buta
Ganadi sevatam
Kapitha jambu
Phalacharu bhakshanam
Umasutam shoka
Vinasha karakam
Namami vigneshvara
Pada pankajam
Om Gam Ganapataye Namaha !!!!

O DEUS DAS TRAGÉDIAS


Esses dias recebi esse e-mail:

" Não sei por que
Você insiste em escrever
Essas coisas sobre Deus;
Se Deus existisse
Não deixaria tanta tragédia
Ocorrer no mundo"

Até então, nenhuma novidade. Vontade de responder ao amigo leitor, nenhuma; afinal, na fé de ninguém, ponho colher alguma; estou mais preocupado em digerir a minha. Contudo, logo em seguida, um tijolo em forma de prosa poética começou a cair na minha cabeça e eu escrevi isso:

" Nesse plano da dualidade, onde para cada banda há uma metade, sempre haverá tragédia, sempre haverá morte.

Como poderíamos aprender algo dentro dessa realidade, dar valor a vida e a felicidade; se não fosse por seus opostos que equilibram a humanidade?

Boa parte do Mundo deseja a paz, o amor e a solidariedade; enquanto a outra parte da Terra luta por guerra, ódio e semeia a discórdia. As coisas sempre foram assim e assim serão sempre; a única coisa que muda é o lado em que você escolhe dessa questão.

Por isso, cuidado ao apontar o dedo para o seu irmão! Tem gente que mata em nome de Deus; assim como há os que ajudam em nome do amor.

Não há pecado, nem inferno. Quem odeia tem as mesmas chances de quem ama no girar do universo. A diferença é sensação em quem apanha e a de quem está com a tapa na mão.

Tudo é muito relativo e sendo o bem e o mal tão optativo, de que adianta caminhar para a luz - você se pergunta - e eu te digo; se bateu dúvida, a luz se foi, ficou a sombra.

O lado da banda em que atuamos pode ser medido pela quantidade de sorrisos ou de lágrimas que recebemos. E até isso é bem relativo - tem gente que chora e está na verdade sorrindo; e há os que sorriem e na verdade estão chorando - mesmo assim, no fundo, sabemos, quando os nossos abraços estão machucando alguém ou libertando; afinal, cada um sabe o que há em sua dispensa.

Nunca é o que ocorre com o mundo e sim, o que ocorre em seu coração ao ver algo de bom ou ruim ocorrendo com o outro. Como reagimos em relação as tragédias da Terra mostra bem o que aprendemos nesse tempo todo de evolução. Se busca um culpado, mate Deus e siga com os olhos vendados; se arregaça as mangas e trabalha pelo bem e pela luz, parabéns, mas lembre-se, você não está ganhando pontinhos no céu e sim, aprendendo a viver na dualidade.

Portanto, quem pensa que Deus não existe porque ocorre tragédias no mundo, esqueceu-se que Pai bom não dá na mão, educa."

Jacksoma

A História do Sr. Jacksoma

Era o ano 45 (antes de Cristo)

Num lugar onde o Sol era deveras escaldante

Lá o 1º Soldado onde hoje é a Arabia Saudita

Caminhava austero desbravando a Terra Triunfante


Seu nome era Ahmad Maskar Ali

Um sanguinário soldado a espreita

Ávido por conseguir Terras e outras conquistas

Sem se importar com a devida nobreza


Não tinha amor, tampouco benevolência

Por aqueles considerados fracos e oprimidos

Matava sem dó, sem misericórdia

Por isso era tão odiado e tão temido


Ao invés de amor, plantava o ódio com a espada

À todos aqueles que sobrepusessem o caminho

Arrebatando famílias, casas e vilas

Não tinha medo de nada, por não saber seu destino


O cruel soldado seguia sua vida

O amor não tinha espaço no seu coração

Mas a vida que corrige tudo a seu tempo

Já programava a perda do seu querido irmão


Numa festa regada a comida e vinho

Alguém havia a bebida envenenado

E sem saber do intuito que ali persistia

Seu irmão daquele líquido havia tomado


Ao saber da morte de seu prestimoso irmão

O sanguinário soldado ali percebeu

Que um leve toque de amor havia nele brotado

E o sentimento divino o envolveu

Não entendia ele que era a mão do divino

Trabalhando naquela imensidão

Havia anjos tentando ajudá-lo a corrigir sua vida

Mas ele cego, nada via além de ilusão


E foi por pouco tempo que durara-lhe o sentimento

Pois o ódio pela perda novamente o acometeu

Saiu então com sua sede de vingança

E quando ia tirar mais uma vida, se surpreendeu


Um negro sofrido com olhos rasos d ‘ agua

Implorava para poupar-lhe sua bendita vida

E dizia ao soldado que a violência nada lhe traria

Que um dia de seus atos, se arrependeria


Após ouvi-lo, riu-se o Soldado Cruel

Sem dar atenção já que matara a tantos

E o negro sabendo que perderia sua vida naquele momento

Disse-lhe algo antes de cair em total pranto


-Um dia vai se arrepender por tudo o que fizestes

E nesse dia lembrar-se a do que te disse esse homem

Que aqui implora pelo direito de viver a vida

Jamais te esquecerás que Jacksoma é o meu nome!!!


Morreu o negro pela espada de Ahmad

Logo após terem sido proferidas suas últimas palavras

Que haveriam algum dia de serem lembradas

Pelos ecos daquela mente tão atormentada


Passou-se o tempo e seguia seu rumo

Mas os atos maldosos antes praticados

A muitos havia enfurecido

Vivia todo tempo cercado para não não ser agredido


Porém como a Lei do retorno é uma Lei severa

Não castiga, nem pune, mas corrige com vigor

Chegou-se o dia do pagamento de tantas dívidas

E viu-se ele diante da colheita que plantou


Pelas costas seu algoz o acertara

Tirando-lhe o cordão de prata e sua energia

Sua centelha de vida ali se apagara

E pro astral agora sua alma se dirigia


Naquele escuro, breu incessante

Onde remoem-se em dor os “Eus opressores”

Deu-se conta do que havia feito com sua vida

Seus erros, seu atos praticados

Os ecos de tantas vidas partidas



Por lá permaneceu por mais de 2000 anos

Preso às lembranças de sua vida passada

Sofreu, chorou, suplicou por ajuda

E vez ou outra via uma luz no final da estrada


Mas quando chegava perto, a luz se fechava

E novamente naquele túnel sem fim ele se via

Já não possuía mais armadura, tampouco uma espada

A não ser aquela que eu seu peito ainda jazia


Em frangalhos já não tinha mais esperança

De sair daquele terrível lugar

Mas de repente novamente a luz se acendeu

E sem perder tempo, tentou entrar


Era 2 de dezembro do ano de 1970

E alguém com espíritos tentava se comunicar

Através do jogo do copo (a epitologia)

Uma menina de 14 anos estava a brincar


Seu nome era Nik e mostrava seu jogo

Ao seu Pai que há muito com a espiritualidade lidava

E vendo ali uma forma de salvação pros seus erros

Ahmad Maskar Ali ao poucos se achegava


Quando a menina então seu nome perguntou

O filme de sua vida em sua cabeça passou

Das palavras tão sábias daquele velho negro

Que tão maldosamente a vida ele tirou


Naquele momento ele já não era mais o soldado

Pois sabia que a vida ao mesmo tempo que dá, também toma

Com honra decidiu que seu nome agora aquele

E respondeu em alta voz: Sou Jacksoma!!!


Entre soluços de alguém arrependido

Por tantas barbáries por ele causadas

Decidiu que aquele ponto era apenas o inicio

Pra galgar a evolução daquela sua nova jornada


Havia aprendido a duras penas

Que seu caminho era a luz espiritual

Veio aprender junto a uma menina

O que era honrar o Ser Divinal!


Reconheceu as suas diversas falhas

E novamente em pranto se recolheu

Ao reconhecer que em vida encarnado estava

Seu tão amado irmão que perdeu


Era o nosso amado e querido Padrinho Natalício

Que por tanto tempo na luz já trabalhava

Sendo o Olhar Divino o pontinho de luz brilhante

Que ele tantas vezes no túnel escuro enxergara

Desde então tomou como seu esse nome

Uma forma para das cinzas ele sair

Feito uma Fênix voadora

Jacksoma passou assim a existir

Trabalhando na linha dos Mestres supremos

Com disciplina aprendeu a trabalhar

Vestindo-se com o manto puro da nobreza

Estando na luz como deve estar


Amando ao próximo e ajudando

Foi essa a trilha que desejou permanecer

Levando um exercito de luz pelo mundo

Oferecendo sua luz aquele que quer vencer


Se tornou então o Mentor do Olhar Divino

Que reconheceu a sua luz e o seu amor

Que transbordam feito chuva de luzes coloridas

Quando ouvimos: Sou Jacksoma e aqui estou!!!


Escrito por Auricélia Oliveira para a festa de confraternização do Templo Espiritual Olhar Divino em 5 de dezembro de 2009.
Imagens: Ivone Valentim e Leticia Disessa

BOA MORTE!!!

Um botão desligado era o remédio tão desejado; se ao menos, ele pudesse se mover, pudesse se levantar da cama, apenas para puxar a tomada, desligar a máquina, a dor desapareceria; e ele enfim, poderia descansar.

Se ao menos pudesse falar; se ao menos pudesse se comunicar, mas nem os olhos ele conseguia mover para dizer:" por favor, meu corpo se tornou a minha prisão, me tirem daqui!"

Se ao menos ele tivesse fé para rezar, reclamaria com o Deus Cruel que o fez viver assim, e ordenaria que o Todo Poderoso, tão surdo aos que sofrem; o tirasse dali, ou ao menos, que alguma alma caridosa, fizesse-lhe o favor de oferecer uma saída honrosa para aquela situação.

Seu corpo não se movia, mas a sua consciência estava cada vez mais lúcida, e toda aquela claridade veio tarde; pois enquanto ele tinha uma vida de verdade, ele dormia.

Se ao menos ele pudesse correr novamente...não! Não queria pensar nisso, pois quando imaginava essas coisas, ele sentia inveja até da mosca que voava livremente pelo quarto e pousava em seu nariz. Suprema ironia: nada no seu corpo se mexia, mas ainda assim, ele sentia cocégas quando aquela mosca insistia em pousar em seu nariz.

Se ao menos ele tivesse tido uma vida feliz, talves as lembranças do que foi ocupassem a tristeza do que é. Ele poderia sonhar o resto dos seus dias e viver das memórias de quem viveu, mas nem isso, o Deus Ausente lhe oferecera.

E foi nesse estado de clareza que ele começou a lembrar de certas coisas que não tinha vivido: lembrava de um homem triste e um tiro; lembrara de um jovem e uma corda; lembrava até de uma mulher e uma ponte; e por um instante, que pareceu três vidas, ele andou com esse homem; caminhou com esse jovem e chorou com essa mulher. Conheceu essas três histórias, como se assistisse uma novela em que os três personagens vivem vidas distintas com trajetórias semelhantes. Então, percebeu, que todos eles tinham algo em comum: um olhar de quem não viveu!

Ele sentiu pena dessas três pessoas, pessoas boas, que não tiveram outra escolha a não ser o tiro, a corda e a ponte; e de repente, ele foi tomado por uma certeza desconcertante: todos os três se pareciam com ele.

Era como se eles fossem parentes, gente bem próxima e não parte de uma história que ele fantasiava em sua mente em corpo doente; e de repente, se deu conta. Que ele fora aquelas três pessoas em três tempos diferentes; e a história novamente se repetia; e agora era ele que escolhia qualquer coisa que não a vida.



Frank Oliveira

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