quinta-feira, janeiro 22, 2009

A DÚVIDA DA FLOR

Cadê o Beija-flor que estava aqui? Nem o vi partir, será que estava mesmo aqui? Será que um dia aqui voou? Será que algum dia sequer existiu um Beija-flor?

Cadê o Beija-flor? Cadê o Beija-flor?

Ah, voltou.

Que susto! Cheguei a duvidar que não tivesse sido, que fosse apenas um sonho.

Eu duvidei, eu duvidei, meu Beija-flor, duvidei que você fosse real, como é real o meu amor.

Eu duvidei, eu duvidei, meu Beija-flor, como todos que amam duvidam, como duvidou até o Redentor.

Então você voltou e eu percebi o quanto duvidei a toa. É que fiquei sem você; é que não senti a sua presença, como se a sombra do mundo lhe tivesse prendido, como se o seu vôo tivesse sido apenas algo imaginado e não beijo de fato. É que cresci duvidando se um dia eu teria pétalas tão bonitas que pudesse atrair você. É que eu cresci, vendo outras tantas flores conseguindo te ter, que quando você veio para mim, achei que não fosse tão real assim.

Ai, você voltou.

Que susto! Cheguei a duvidar que não mais voltaria, por dúvida minha, por dúvida minha, mas você voltou.

Obrigado, meu Beija-flor.

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