sábado, janeiro 03, 2009

Jardim Namastê

Pobre Ana, diante de um terreno onde ela poderia plantar um jardim de orquídeas, tulipas e margaridas; deixou crescer o mato da discórdia, da mágoa e do ressentimento.

Pobre Ana, que leu todos os livros sobre adubo e como transformar sementes em crisântemos e lírios; nem viu a erva daninha da inimizade tomando de conta, crescendo pelas beiradas, cobrindo a cerca e o muro. Agora, diante do matagal da sua alma, ela não tem mais forças para recomeçar o seu cultivo e só pensa em conseguir um jardim novo.

Capina, Aninha, capina. Respeita o jardim dos seus amores, faz florar as rosas das amizades ainda não perdidas. Afasta os mosquitos que picam o ego, os insetos que rodam, rodam e rodam o seu orgulho. Venha conhecer a linha do beija-flor e do vaga-lume . Deixa as lagartas se soltarem das suas carapaças e borboletarem no seu quintal.

Não seja pobre, Ana, seja sol! Gira, gira, gira-sol, linda Ana, enriqueça sua vida no tempo bom, no tempo chuva; case o espanhol com a viúva, o sol com a lua; e coloque em prática, Ana, tudo aquilo que você leu nos livros e ouviu ser dito.

Seu jardim pode florescer, Ana, basta aceitar que é preciso ter compaixão e é por isso mesmo que não há o que perdoar o que você viu sombrear em seus amigos. A alquimia, Aninha, é a arte de transformar o chumbo que recobre certos atos no ouro da renovação. Mais vale um abraço, Ana, que mil tapas.

Por isso, poli, poli, areja, areja e você verá que no Jardim Namastê das amizades eternas, todos os seres são divinos e iguais, e por de trás de cada tombo amigo, a amizade que caiu, se levanta mais bonita e mais forte, florescendo o terreno do nosso coração.

Nenhum comentário:

Ocorreu um erro neste gadget

AmazingCounters.com
Overtons Marine Supply