O que tem de religião por aí, pregando que o nosso objetivo é o cultivo da alma, alcançar o Reino do Céu; ora, a alma já esta cultivada e se há alguma coisa que precisa ser alcançada é um profundo estudo em relação as razões pelas quais ganhamos um corpo.Por que raios, a nossa consciência, um dia acordou dentro de um corpo?
Em que momento nos esquecemos que o corpo que vestimos é um sacro instrumento?
Em que momento, começamos a culpá-lo pelos nossos pensamentos e as consequências dos nossos atos?
Em que momento deixamos de perceber que vestir esse instrumento nos permite ver coisas, provar sensações, abrir portas que só a matéria possibilita?
Em que momento, perdemos a noção que viver bem aqui é a razão de estarmos aqui em primeiro lugar...
Somos almas eternas, peregrinando por vários caminhos, viagens; sendo um deles, uma delas, apenas uma delas, a aventura de ter um corpo; e sendo essa aventura, uma experiência tão única, foi nos dado um tesouro, um aparelho que nos permite provar o peso desse mundo antes de alçarmos voo para a leveza do céu; um cavalo que nos permite cavalgar a densidade da matéria para que possamos, com muito treino, encontrar a força e a delicadeza de pilotar as asas de uma outra roupagem muito mais sutil; daí a importância de preservar esse aparelho, cuidar desse cavalo; se dar conta que esse corpo que usamos é por um tempo nosso, emprestado pela Mãe Natureza, para que possamos espiar, tentar e ousar; e ele nos foi dado para que possamos tocar esse mundo, cheirar o seu perfume, ouvir essa canção ou ler esse texto, enfim, usar todos os nossos sentidos para ter experiências que só existem nesse mundo.
A natureza nos ensina a reconhecer essa obra prima que é o nosso corpo, mas o dogma e a manipulação religiosa nos ensina a largá-lo. Qual desses conselheiros é o mais sábio? Qual deles lhe conhece realmente por inteiro? Qual deles ouvir?
Para chegar até a sua Divindade, seja ela que nome tiver, não é preciso passar a sua vida inteira tentando deixar o corpo; o primeiro passo para um contato com o Divino é reconhecer em si mesmo, a semente do Criador e no outro o seu Amor.
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