A terra do nosso supremo larÈ uma terra de flores sem espinhos;
Não se permitem ali as atrás florestas do medo
Nem se semeia jamais a Dor.
O riacho do amor corre ali sem cessar,
A criação é um deslumbramento
E visões celestiais consolam a terra
Enquanto torrentes imemoriais alegram os olhos.
Ali toda oração é auto-suficiente,
Ninguém regateia dádivas,
A vida é deita de Verdade,
E desconhece a máscara da ilusão.
Proscrito está o egoísmo,
E vedados os pensamentos personalizados,
Senhor algum governa, servo algum obedece,
Sombra alguma empana a Divina Luz.
Não é um arroubo poético
Esse mundo de amor e êxtase
Que, no fundo de cada coração,
Espera apenas ser descoberto.
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