quarta-feira, outubro 28, 2009

SUA MAJESTADE: O BEIJO!

Ontem beijei doze meninos na balada; mas não fui beijada. O que aconteceu? Não sei dizer! Não senti que era beijo, senti qualquer outra coisa que não desejo. Desconfio que ou eles não sabiam beijar ou eu esqueci o que era beijo.

Será que há algo sagrado no beijo? Será que cometi algum pecado ao transformar o beijo em troféu da minha vaidade; prova das minhas conquistas? Não! Não há pecado, disso eu já sei; mas há algo errado quando algo tão profundo é transformado em algo tão vulgar. Até as prostitutas sabem disso: vendem todo o corpo, mas não o beijo.

Fui pesquisar. Descobri que a palavra beijo é derivada do latim: "osculum". Em português tentaram manter a palavra ósculo no lugar de beijo; beijo ganhou, pois tem som e gosto de beijo.

Quando beijamos movimentamos cerca de 29 músculos, com uma pressão de 12 quilos de um rosto sobre o outro. Os batimentos cardíacos vão dos 70 habituais para 150 por minuto. O corpo libera calor que daria para acender uma lâmpada. O resto do corpo se derrete em suor, todos os outros sentidos ficam em alerta. Quando você beija, está trocando, além de carinho, cerca de 250 bactérias na saliva, 9 miligramas de água, 18 substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina (proteína solúvel em água), 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais. Melhor do que isso é saber que um beijo desencadeia a liberação de substâncias neurotransmissoras que provocam sensação de bem-estar e excitação, como a adrenalina, a dopamina e a serotonina.

É o beijo, principio de tudo que acabará no resto. O beijo, desconfio agora, envolve algo a mais que apenas os lábios. Acho que quando beijamos, é o único momento em que duas almas se tocam.

Nunca parei para pensar nisso; talvez nem deveria ter feito, pois agora já não consigo apenas beijar por beijar; foi-se a alegria das baladas; só tenho olhos para o beijo de Rodin, para o “beijo” dos poetas, dos escritores. Droga! O beijo tornou-se algo importante. Por isso, tem gente que é presa por beijo roubado e vive para sempre na cadeia do coração acorrentado.

Quando beijamos, entregamos algo a mais que os lábios, entregamos a própria entrega; estamos dizendo sem palavras: "recebe esse gosto meu; deixa eu provar do teu e vamos nos unir para sempre nessa união entre você e eu".

Beijar é se entregar totalmente a boca do outro; é combinar um encontro de línguas, onde o homem com os lábios corteja e a mulher o recebe com a boca em festa, numa dança que diz algo assim: “se me beijares com alma, terás todo o resto!”

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