sábado, outubro 10, 2009

UP - A CASA VOADORA

Acabei de assistir o novo filme da Pixar "UP" numa versão dublada numa sala cheia de crianças. Quem me conhece sabe o quanto eu "adoro" filme dublado, mas quem manda gostar de filme de criança. Peraí... "filme de criança"?

Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos.

Para começar, temos um velhinho como protagonista - mais herói improvável não existe. À partir daí, desenrola a aventura do velho e do menino em busca do lugar que a esposa do velhinho sempre sonhou um dia conhecer. Tudo aparentemente lembra um filme de aventura de animação, com todos os clichês de bom e mau, climax, catarse e conclusão; porém, é a primeira vez que vejo um filme infantil tratar temas como infertilidade, morte, velhice, sonhos destruídos e obsessão.

A casa voadora além de tocar profundamente em temas que me são caros; representa o sonho de todo viajante de levar consigo, onde for, um pedaço da sua própria terra. O casal que vai deixando o sonho para depois é o maior símbolo de passarinhos engaiolados que já vi na sétima arte e do preço que pagamos quando deixamos o nosso sonho para amanhã, quando adiamos o que mais é importante para as nossas vidas.

O filme mexeu com os meus sentimentos e de muito marmanjo que estava acompanhando as suas crianças, talvez porque todos nós nos vimos naquele velhinho amargurado e nos sonhos que ele não conseguiu realizar.

Um comentário:

Tatiane disse...

Assisti o filme recentemente e tenho uma opinião diferente. Naquela parte em que ele vira a folha depois do "aventuras que ainda vou viver" vemos fotos do casamento, de pequenos momentos felizes e ao final ela ainda diz obrigado pelas aventuras que passou ao lado de quem amava. Não se trata de sonhos que não se realizaram, mas de outros pequenos sonhos que no dia a dia parecem sem nenhuma importância, mas que são nossos verdaeiros tesouros. Ela não deixou de realizar um sonho, simplesmente realizou outros no seu dia a dia.

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