segunda-feira, outubro 05, 2009

O AGREGADO

Quando ficar sozinho dói, compreendemos que não temos ainda maturidade para ficar com a gente mesmo.

Se não gostamos de ficar com a gente mesmo como podemos achar que gostamos de ficar com outro e com a gente junto?

E se ficar com o outro for um vício, um receio, um medo de estarmos conosco mesmo?

Do que temos medo? O que não queremos descobrir? Quem foi que ensinou a gente a ser assim?

Ninguém nasce acompanhado, todos morrem sozinhos; é claro, que precisamos de gente ao lado, que necessitamos nos relacionar; porém quando esses relacionamentos começam a nos prejudicar, qual é a lógica de continuar algo que só existe para ocupar lugar?

Queremos ocupar sempre todos os vazios, mesmo que seja com algo que não valha a pena, a tinta e o escrito; daí pergunto: não deveríamos aprender a viver sozinhos?

E se aprendessemos a viver sozinho de tal forma que a cada dia fosse uma descoberta, cada experiência uma vitória. Será que não seria inevitável que o nosso brilho atraísse alguém que valesse um poema?

Só merece estar do nosso lado quem vale um verso; se não for assim, só teremos um agregado, um anexo, uma ilusão de que estamos realmente acompanhados; quando na verdade, sempre estivemos sozinhos mesmo quando tínhamos alguém do lado.

Um comentário:

Débora disse...

Muito Engraçadinho você!!
Muito bom o Texto Querido...

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