quinta-feira, outubro 29, 2009

A PRINCESA E O CAJADO II

Versão da Princesa

É noite e a caminhada é longa...

O caminho do Guerreiro se inicia e a guerreira dentro de Auri não está exatamente em busca de seu guardião o qual sabe ter a seu lado toda vez que algo a leva ao escuro de seus medos, mas intenta chegar ao topo da montanha superando suas próprias dificuldades que a fazem desistir no meio dos caminhos, deixando sempre seus sonhos para trás feito barquinhos de papel que se perdem no mar das nossas derrotas.

Seus sóis explodem dentro dela, seus olhos titubeiam antes mesmo de na mata entrar...

Não tem medo de bichos que a possam atacar, já vencera essa batalha já que tem um leão dentro do peito. Não tem medo de cair na ribanceira, sabe que tem asas pra voar, mas algo em seu íntimo teima em não querer subir e algo tenta dissuadi-la a não se superar...

O príncipe então aparece; talvez o próprio guardião tenha sussurrado ao seu ouvido que naquele momento a guerreira forte precisaria de sua ajuda. Ele, mais atento, tem em sua mão o cajado que o ajudaria com mais facilidade a subir a montanha...

Ela vagueia com seus olhos perdidos em busca de algo que ainda nem sabe o que é...

Seus olhos buscam o infinito, fazendo perguntas sobre o que a segura, e o que a impede de subir a montanha. O cajado vem pra ela, que apóia o seu corpo sobre ele. Na verdade ela debruça-se sobre ele; pisa forte em cada passo, naquele escuro, desvendando seus mistérios, botando pra fora os seus medos; e quando pisa em falso, se sustenta com o que recebera.

Vai lembrando a cada passo do que o guerreiro falara: “pisa forte e nunca deixe de usar o cajado!!!”

Os passos continuam fortes, mas o peso do passado ia aos poucos diminuindo, talvez por estar deixando na caminhada parte de seus medos.

Os galhos da floresta vez ou outra tentava diminuir o ritmo da sua caminhada, feito braços que tentam por vezes nos mudar de direção.

Ela olha o escuro e já não sente tanto medo, pois está aos poucos percebendo o que a faz desistir sempre de tudo. Quando olha pra cima vê que dia vai clareando feito a sua mente a descobrir que nada é tão difícil o quanto parece. A floresta já não a assusta mais e ela já caminha com passos firmes, porém mais leves que no início, conseguindo já até ajudar outros que estão sem tanta firmeza pra conseguir subir.

Lá em cima vê de novo o guerreiro que tão amorosamente lhe dera o cajado no inicio da caminhada. Nesse momento percebe que o que a fizera subir não fora a madeira que a sustentara, mas algo tão mais profundo que só mesmo a floresta, além deles dois, sabe...


“ Por todos os milênios
Assim, nem mais nem menos
Exatamente assim
Quero você”

“ Na paz dos desenganos
Por um milhão de anos
Eternamente assim
Você!”

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