sábado, setembro 05, 2009

MÃO DE FOGO

Quando tinha blecaute nos blocos do Cruzeiro, a molecada corria solta para assustar uma a outra. Testes de coragem eram fundamentais: em um deles, teríamos que enfrentar a ameaça da Mão de Fogo.

A Mão de Fogo pertencia a um fantasma que habitava na lixeira do terceiro andar. Muitos ouviam barulhos e as crianças relatavam terem sido perseguidas por uma mão incandescente pelas escadas do prédio onde morava.

Subimos no escuro.

Meu irmão, o Zé, o Roberto e outros moleques (minha memória está cansada demais para inventar outros nomes) e até o segundo andar estava tudo bem e tudo escuro; mas quando chegamos no terceiro, vimos um brilho, uma luz vindo em nossa direção e o pânico foi geral, cada um caiu em cima do outro e rolamos pelas escadas. Por sorte não nos machucamos; contudo, a luz, na verdade, era de um morador que saiu com uma vela na mão para ver o que os moleques estavam aprontando no corredor no escuro.

É claro que só eu, o Zé, o Roberto, o meu irmão e os outros moleques sabemos disso; para todos os outros meninos que nos desafiaram, aquele encontro acabou com a Mão de Fogo derrotada por nós.

Coisas de menino.

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