
A gente nem nota, mas solta sombra pelas frestas; maldiz tudo pelas ventas e ainda reclama pela língua. Alguém me explica, por que nos fascina tanto esse nosso boicote do dia-a-dia?
Esses dias senti vontade de escrever um texto sobre um passarinho que os meninos não conseguem estilingar; achei o texto meio bobo, deixei passar a inspiração e outra pessoa catou. O texto dela é uma das coisas mais lindas que eu deveria ter escrito.
Sim, isso mesmo! EU deveria ter escrito, não ela!
Percebam: ao invés de culpar a minha preguiça, aponto o dedo para o brilho de outro e digo que o seu sucesso só ocorreu porque eu não quis brilhar em seu lugar.
Assim, a vida vai passando; todo mundo brilhando e a gente, a cada dia, se mediocrinizando. De quem é a culpa? Só sua, só minha, só nossa!
Como sair disso?
Brilhando.
Percebendo que podemos fluir luz por nossos olhos, inspiração por nossas mãos e boas palavras por nossa boca. Basta, inverter o pólo, mudar a sintonia e reinventar a roda quadrada que insistimos em colocar em nosso veículo da matéria.
Mas é preciso, contudo, ter coragem; pois diante do brilho da Estrela Maior, acostumados com a caverna, corremos um sério risco de voltar correndo para a escuridão com os sonhos entre as pernas.
2 comentários:
Vc faz o pesado parecer suave! Parabéns!
Fantástico esse seu último parágrafo, Frank... inspiradíssimo... parabéns! Bjks
Postar um comentário