quarta-feira, dezembro 03, 2025

Reino Matnis


Existe um lugar em que certas palavras em certos tons nos permitem acessar algo que sempre nos esperou no Sempre Tempo.

E esses sons, Palavrinhas Bonitas com sons mantricos são captadas pelo nosso Sentir como espadas de ar que se entranham na gente de tal forma que abrem janelas do Sentir, e da alma, algo surge no corpo, que nunca se manifestou aqui antes, pois esperava  ser visto e sentido e comunicado por você.


Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir


Uma vez, comunicadas

Pela poesia da Espada bem afiada, essas palavras avançam no ouvido do outro, edificando uma união de sentidos que provocam o entendimento do suspiro que ouvimos algo bom que edificou um outro sentir.


Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir


E quando ocorre esse união tantrica do comunicar 

Entendemos finalmente que o Sagrado só pode ser traduzido pelo Sentir da Arte que se faz no outro, o habitar.

Esse sentir é tesouro, pois permite que o outro não só retenha esse ouro, mas passe novamente esse som adiante, criando assim uma corrente que embora não se explique o que é dito, no Sentir, surge o sentido que buscávamos até então.


Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir


Sim, existe esse lugar onde essas palavras são encontradas e essas Espadas estão enficadas, nos esperando tirá-las de lá, para que uma vez essa Espada manuseada, palavra bonita possa ser usada para construir novos caminhos e saberes, sem destruir or destituir esse Saber do Sentir que só o Tantra da Palavra pode acessar.


Existe um lugar oculto e sagrado  

Onde palavras, em tons bem ritmados,  

Nos permitem acessar o eterno tempo,  

Aguardando por nós no firmamento.


Essas palavras, com sons encantados,  

Como espadas de ar são lançadas,  

Entram em nós com sutileza e graça,  

Abrindo janelas onde a alma passa.

Aprendam o Segredo da Serpente Encantada.


Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir

Bem vindos aos Reinos, Aprendiz

Sintam o Matinis


E no corpo, algo novo desperta,  

Que antes estava em alma coberta,  

Esperando ser visto e sentido,  

Por você, que o torna ouvido.


Ao serem ditas, com precisão talhada,  

Pela espada da poesia bem afiada,  

Elas avançam e se unem ao ouvido,  

Provocando no outro um novo sentido.


Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir

Bem vindos aos Reinos, Aprendiz

Sintam o Matinis


Nessa união tântrica, o sagrado brilha,  

E a arte no outro se enlaça e trilha,  

O sentir é tesouro, em corrente fluente,  

Que passa adiante o som persistente.


Sem precisar explicar o que foi dito,  

No sentir surge o sentido bendito,  

Buscado por nós, em tantas jornadas,  

Nas palavras e espadas encravadas.


E sim, há esse lugar escondido,  

Onde as palavras estão sempre fluindo,  

E as espadas aguardam, prontas a sair,  

Para novos saberes e caminhos abrir.



Espada pra Falar

Copas para Sentir

Paus para Edificar 

Ouros para Servir

Bem vindos aos Reinos, Aprendiz

Sintam o Matinis

Noite Escura da Alma do Professor



Na noite escura da alma

O professô atravessou

Ainda ouvindo ecos do desamor

O professô mergulhou


E mesmo na escuridão

Ele sabia que tinha que aprender

Para ensinar com o coração

Para ensinar os outros 

A não, os mesmos erros cometer



Ele fez da escuridão 

Um quadro negro, uma tela a ser pintada

E das experiências, um giz

Escrevendo e desenhando a lição

Do aprendiz em sua jornada

Que sempre segue os passos 

Da Serpente Encantada

Em busca do seu Matnis


Ele então, percebeu 

Que a luz que precisava

Estava em seu bolso

Uma vela e o fósforo

E acendeu a sua luz

Iluminando toda a caverna

e na caverna, estava desenhado

Nas paredes, riscos encantados

Que lhe contavam a história

Que ele havia esquecido

Que aqueles desenhos

Era quando ele tinha antes caído 

E pintou as memórias para quando 

Ele ali retornasse


Ele se viu e sentiu

Que se a queda é inevitável

A lição é valiosa

Quando se compartilha

Não só os acertos

Mas também os erros

Para ensinar os outros

Que tudo na vida é acerto


Ele fez da escuridão 

Um quadro negro, uma tela a ser pintada

E das experiências, um giz

Escrevendo e desenhando a lição

Do aprendiz em sua jornada

Que sempre segue os passos 

Da Serpente Encantada

Em busca do seu Matnis


O professô sabia que ao se iluminar

Também iluminava quem veio antes

E quem viria depois

Ele sabia que cair não é tragédia

Uma experiência só é perdida

Quando não é vivida

E compartilhada


Por isso, mesmo sabendo que cairia

Novamente 

Ele apenas ensinou o que sentia

Naturalmente


Ele fez da escuridão 

Um quadro negro, uma tela a ser pintada

E das experiências, um giz

Escrevendo e desenhando a lição

Do aprendiz em sua jornada

Que sempre segue os passos 

Da Serpente Encantada

Em busca do seu Matnis



As Personas que o Universo Veste

 


O Universo, desde o primeiro sopro, é um grande artista em expansão. Cada galáxia é um gesto, cada estrela é um reflexo, cada planeta é uma máscara luminosa que Ele cria para experimentar novas formas de existir. O Caibalion diz: “O Todo é Mente; o Universo é mental” — e, se tudo é mente, então o cosmos é também um vasto laboratório de personas, máscaras cósmicas que o infinito usa para se reconhecer em reflexos infinitos.

Jung dizia que a persona é o rosto que oferecemos ao mundo, a máscara que nos permite participar do teatro da vida. Não é mentira, é função. Não é fraqueza, é adaptação. Uma ponte entre o Self profundo e o palco do cotidiano. Assim como uma estrela precisa de atmosfera para brilhar sem se apagar, a psique precisa de uma persona para circular entre mundos.

Mas no Caibalion encontramos outra lei que costura essa visão: a Lei da Vibração. Nada está parado; tudo vibra, pulsa, se move. O Universo se expande porque vibra. A psique se transforma porque vibra. E cada nova vibração pede uma nova forma, um novo nome, um novo modo de mostrar-se — como se cada fase da nossa vida exigisse uma estrela, uma galáxia, um traje cósmico diferente.

E assim percebemos que criar personas não é falsidade — é evolução.
É a dança da Lei da Correspondência: “O que está em cima é como o que está embaixo.”

Se o Universo cria novas estruturas para expressar sua expansão, nós criamos novas personas para expressar nossas novas vibrações internas.

Quando amadurecemos, a persona antiga fica estreita, como um planeta pequeno demais para um espírito que cresceu. E então precisamos abrir espaço, expandir nossas bordas, redefinir nossos contornos. A psique cresce como cresce um sistema solar — órbitas se reorganizam, asteroides se dispersam, novos sóis nascem dentro de nós.

A Lei da Polaridade nos lembra: tudo contém dois polos, e entre eles há uma infinidade de graus. Assim também acontece com nossas máscaras. Há personas que nascem da luz — funções sociais, dons, papéis que expressam nosso brilho. Outras nascem da sombra — defesas, proteções, pactos antigos com o medo. Mas, como ensina o Caibalion, polos não são inimigos, são extremos de uma mesma escala. A persona não é algo a ser destruído, mas transmutado. Refinado. Elevado.

A expansão do Universo é a expansão do Ser.
A criação de galáxias é a criação de possibilidades.
A criação de personas é a criação de caminhos.

Jung chamava de Individuação o processo de unir todas essas máscaras em direção ao Self — o centro luminoso, o sol interno que mantém nossa constelação psíquica coesa. No Caibalion, essa jornada ecoa na Lei do Ritmo: avançamos e recuamos, criamos e desfazemos, expandimos e contraímos. E, nesse pulsar, lapidamos a persona até que ela deixe de ser um muro e se torne uma janela clara para o Self.

No fundo, tanto Jung quanto os hermetistas dizem a mesma coisa com linguagens diferentes:

Somos seres em expansão.
Somos consciências que se criam enquanto se descobrem.
Somos universos usando máscaras para aprender a brilhar.

A persona não é o que nos limita —
é o que nos permite existir enquanto a alma aprende a atravessar dimensões.

Assim como o Universo, nunca estamos prontos.
Estamos sempre nos expandindo para caber em quem estamos nos tornando.
E cada nova persona é apenas mais uma galáxia nascendo dentro de nós.


quinta-feira, setembro 25, 2025

Yagé

Eu sou uma Professora
Eu sou uma Planta Mestra
Eu sou a união do masculino (cipó) e do feminino (as folhas)
Eu sou a Sagrada União
Os antigos Incas
Amautas
Filhos do Sol
Receberam o Segredo da minha Fórmula
Seus Xamãs foram para a Floresta e quando aprenderam que para eu me manifestar 
Era preciso unir duas plantas 
O Cipó Masculino para conter as emoções e ansiedade humana 
E a Folha Feminina para expandir a consciência 
Além dessa dimensão 

O DMT
(N,N-Dimetiltriptamina)
O Néctar de Deus
Da Deusa 
E me chamavam de 
Vinho da Morte
Porque eu permito que você veja além do que ocorre na vida 
Ao me tomar
Você vai além do tempo e espaço 
Atravessará seu inconsciente 
Individual e Coletivo 
Atravessará os umbrais
Para entrar na Casa dos Avós
A sua Primeira Morada
Lar dos seus Ancestrais 
E verá 
Sentirá
Que tudo está conectado 
Interconexão 
Entre todas as coisas 
Uma Teia
🕸️
Por onde Nanã 
Pachamama
Gaya
Tece a manifestação humana 
🕷️🕷️🕷️🕸️🕷️🕷️🕷️
E se for do seu merecimento 
Você vai se lembrar 
Daquilo que for permitido lembrar 
Recordar 
Se for para servir ao mundo 

🤲🙌🏽

No Brasil, o Mestre Irineu Serra, foi meu beija-flor 
Levando meu Néctar a todo povo que precisou conhecer o meu poder ancestral 
O poder 🦅 Águia 
E se tornou o Guardião das Minhas Folhas 
Dos meus Portais 
Portal Juramidam
E através do Mestre
Eu me espalhei pelo mundo 
Estou sendo consagrado por cada canto da Terra
E se continuarem me respeitando 
E me consagrando em ritual 
Eu não serei proibida
Distorcida 
Negada
Esquecida 
Excluída 
Eu sou a Ayahuasca
Mas me chamam de Yagé, Caapi, Daime, Huasca, Vegetal
Você pode me chamar de Avó

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