Ontem eu vi minha juventude passar por mim, no
momento em que desejei ser mais velha, estar em outro lugar, ter outro corpo ou
simplesmente deixar de ser assim; como eu sou, como me tornei, como o mundo me
formou.
Então percebi que estamos sempre preocupados em ir pra frente e não desfrutamos o ficar aqui, o estar presente, o viver realmente esse meu adolescentar.
Percebi que estava deixando a magia pelas minhas mãos escapar como areia da praia, como água corrente que não consigo segurar; tudo isso por minha ansiedade em não conseguir pelo amanhã esperar.
Senti que o meu aqui e agora, meu presente foi ficando assim distante, ausente; enquanto quem ainda não sou, lá do futuro, parecia me acenar.
Se já fosse eu, o amanhã, perderia a chance de experimentar cada etapa desse meu despertar.
Não ouviria a melodia da harpa que se espalha pelo ar toda vez que estou próxima de por quem vou me apaixonar.
Perderia a chance de encenar o teatro de “Pais e Filhos” em que muitos dos conflitos só ocorrem para nos aproximar.
Perderia o riso nos encontros com as minhas amigas e aquele sorriso de menina boba a cada nova descoberta que compartilhamos uma com a outra.
Perderia, sobretudo, as canções que marcarão esses belos momentos da minha vida, que o “eu do futuro” tanto gostara de cantar e recordar.
Mas, graças aos céus, voltei do espaço e cai na terra e posso ainda ser pequena, imatura e não tão esperta, mas gosto desse meu ser, desse meu estar, desse meu adolescentar; pois daqui sinto que meu horizonte é gigante e o meu potencial vai longe, além das curvas de quem eu sou e daquela que irei me tornar.
Então percebi que estamos sempre preocupados em ir pra frente e não desfrutamos o ficar aqui, o estar presente, o viver realmente esse meu adolescentar.
Percebi que estava deixando a magia pelas minhas mãos escapar como areia da praia, como água corrente que não consigo segurar; tudo isso por minha ansiedade em não conseguir pelo amanhã esperar.
Senti que o meu aqui e agora, meu presente foi ficando assim distante, ausente; enquanto quem ainda não sou, lá do futuro, parecia me acenar.
Se já fosse eu, o amanhã, perderia a chance de experimentar cada etapa desse meu despertar.
Não ouviria a melodia da harpa que se espalha pelo ar toda vez que estou próxima de por quem vou me apaixonar.
Perderia a chance de encenar o teatro de “Pais e Filhos” em que muitos dos conflitos só ocorrem para nos aproximar.
Perderia o riso nos encontros com as minhas amigas e aquele sorriso de menina boba a cada nova descoberta que compartilhamos uma com a outra.
Perderia, sobretudo, as canções que marcarão esses belos momentos da minha vida, que o “eu do futuro” tanto gostara de cantar e recordar.
Mas, graças aos céus, voltei do espaço e cai na terra e posso ainda ser pequena, imatura e não tão esperta, mas gosto desse meu ser, desse meu estar, desse meu adolescentar; pois daqui sinto que meu horizonte é gigante e o meu potencial vai longe, além das curvas de quem eu sou e daquela que irei me tornar.



























