
Sou voador de asas quebradas, por isso as vezes vôo torto e quando consigo tocar o céu, volto caindo para a terra, mas não desisto das estrelas, nem da lua, pois voar é meu destino, quem mandou Deus me fazer homem ao invés de passarinho.
Já tivemos asas antes, mas fomos expulsos do paraíso. Quem mandou ter comido o fruto proibido, mas seguir a consciência e o coração tinha um preço e estávamos dispostos a pagar, afinal o Éden tinha tudo o que queríamos, mas estava se tornando meio chato, meio sem novidade, meio sem desafios e a acima de tudo, sem graça alguma.
Já tivemos asas antes, mas fomos expulsos do paraíso. Quem mandou ter comido o fruto proibido, mas seguir a consciência e o coração tinha um preço e estávamos dispostos a pagar, afinal o Éden tinha tudo o que queríamos, mas estava se tornando meio chato, meio sem novidade, meio sem desafios e a acima de tudo, sem graça alguma.
Queríamos aprender, mas queríamos dar risada. Queríamos amar, mas queríamos também sacanear, farrear, quebrar a cara; só para depois se ajeitar; juntar os cacos, reconstruir e fazer todas essas coisas que faz a gente crescer.
Crescimento com erros é um caminho mais longo, mas quem pode dizer o que é certo o tempo inteiro?
Às vezes é preciso um dilúvio para limpar tudo e embarcar numa Arca de Noé para reconstruir o nosso mundo e andar com as nossas próprias pernas. As vezes é preciso trilhar o caminho de Abraão e oferecer sacrifícios sem necessidade para acordarmos e percebermos que não precisamos comer o pão que o diabo amassou para falar com o divino que está tanto lá em cima, quanto embaixo, do lado e dentro de cada um de nós.
Caminho difícil, mas não impossível e mesmo cruzando um mar vermelho em busca de nossa terra prometida, não podemos esquecer as lições do antigo Egito, da Índia dos Devas, do Tão da China e dos tambores celtas. Pois embora o presente seja importante, as lições e ensinamentos do passado formam um alicerce para a ponte que temos que atravessar rumo ao futuro.
Vivenciamos nossa idade das trevas, enfrentamos dragões com espadas de lata e escudos de acúcar; cruzamos mares em barcos de papel; colonizamos novos sonhos; críamos novos países; fizemos guerras por canudos e guardanapos e aqui estamos nós, mais fortes, sábios e ainda aprendizes. Continuamos errando e nos ferrando, mas dando muita risada nesse processo de aprender e vivenciar o caminho do meio rumo ao tudo.
Para alguns um ciclo se encerra, para outros esse mesmo ciclo recomeça ( e é difícil recomeçar), mas quando se tem a certeza de que vale a pena, todo esforço vira fruto. E foram tantos frutos e presentes que se torna impossível não agradecer aos céus todos os dias pela oportunidade de estarmos aqui.
Anos, séculos, ciclos se passaram em um piscar de olhos, num segundo. Quando olho para trás, e lembro de tudo que ocorreu há 10 anos ou há 10.000 anos, parece que foi ontem, mas as lições e experiências ficarão por toda a eternidade.
Novos amigos e novos aprendizados todos os dias. Novos amores e amores renovados. Desculpas e tapas na cara; beijos no rosto e caras viradas, mas perdoar o quê? Já dizia Gil: “não há o que perdoar, por isso mesmo é que há de haver mais compaixão”
Quantos sonhos realizados e quantos planos desfeitos. Tanta coisa que eu quero e tão pouca coisa preciso. A vida sábia vai filtrando meus pedidos e mudando todo o curso do rio, exatamente como dizia Lennon: “ a vida é o que acontece com você, quando você está ocupado fazendo planos”.
A terra tem dessas coisas, mas continuo voador. Voando além do céu virtual, pelo céu do coração. Voando em letrinhas e pelo teto, como se fosse um foguete, quando durmo. Vôo torto e engraçado. Tudo que parece no começo trágico, no final realmente vira piada, conto, crônica ou simplesmente some com o vento.
Outro ano se passou no calendário ocidental. Embora a data seja fictícia, o sentimento de renovação é real e desejo a todos vocês que as sete ondinhas puladas se transformem em sete novos desafios superados, em sete motivos para rir e agradecer aos céus, o milagre de estarmos vivos.
Afinal, todos nós somos voadores e voar junto foi apenas um jeito engraçado da vida nos mostrar que éramos, sempre seremos e SOMOS TODOS UM SÓ!
Frank


























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