e acompanhe os motivos que levaram a Magali,
da Turma da Mônica a comer sem parar:
http://www.monica.com.br/comics/reencarnacao/pag1.htm
Viaje, emocione-se, ria ou chore com as Crônicas do Frank. Todos os dias, novos textos, poesias e crônicas sobre encontros com pessoas notáveis, lugares mágicos e momentos de pura lição nas entrelinhas do nosso dia-a-dia.
http://www.monica.com.br/comics/reencarnacao/pag1.htm
Escritor e crítico literário Wilson Martins morre aos 87
O governo brasileiro oficializou ontem as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos.
"But I need some dreams!!!
Os irlandeses do Cranberries, que anunciaram no ano passado o retorno aos palcos, tocam pela primeira vez no Brasil. Em São Paulo, cerca de 6.000 pessoas foram assistir ao show no Credicard Hall. A banda, que já passou também pelo Rio de Janeiro (dia 28), se apresenta ainda em Belo Horizonte (31/01, Chevrolet Hall) e Porto Alegre (03/02, Pepsi On Stage)
Acordo, são duas da madrugada. Estou cansado, andei matando obsessores pelas quebradas do meu inconsciente.
Estou na cafeteria da livraria do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. Espero meus estudantes chegarem, enquanto isso, tomo um cappuccino e leio um artigo qualquer num jornal; alguém se aproxima e pergunta se pode sentar, aviso que estou esperando alguém, ele insiste, e diz que não vai demorar muito. Olho no relógio, falta uns quinze minutos para a aula, a cafeteria está cheia, portanto, acho de bom tom, não ser rude; e concordo, ele pode compartilhar comigo a mesa, mas aviso novamente: "estou esperando alguém". Ele sorri, parece compreender.
Morre aos 91 anos o escritor norte-americano J.D. Salinger. Autor de 'O apanhador no campo de centeio' estava em casa. Morte foi em decorrência de causas naturais, diz filho.
Ontem a noite sonhei
Chegam girando os Dervixes do Astral. Caboclos saudando o povo desse congá com as bençãos dos Orixás.
No engenho e na arte;
Tenho um amigo que mora em Águas Calientes, o vilarejo aos pés das montanhas, onde está a famosa cidade perdida-achada Inca. Trocamos algumas cartas por anos, e depois do advento da internet, volta e meia, ele me envia um e-mail contando sobre os seus negócios na cidade: ele é dono de uma pousada. Ontem, na TV, vi a área onde fica a sua pousada debaixo d'água.
A Africa era árida e seca, então Iemanjá nasceu dos deuses.
O que a alegria pode provocar...
Como a alegria desencadeia um processo
Que ensina mais
Que mil tragédias;
Essa é a alegria da vida!!!
E o povo ainda prefere chorar...
Qual é o poder das palavras?.jpg)
Meu amigo disse para mim:
A galáxia gira em espiral, os planetas cada um em seu eixo, dentro de suas órbitas. A Terra em seu movimento circular, aparentemente solitária, gira por seus habitantes que não percebem, mais também estão circulando, atraindo e repelindo outros corpos, sensações e sentimentos. Muitos seguem em fluxo, sem se dar conta disso; outros sabem que é possível mudar a sua órbita, se ela não atrai aquilo que eles realmente precisam.
Não é só partir, tem também o recomeçar. A mente se coça, o coração pede cobertor, pois o peito está frio, quem aquecia se foi.
Quem és, oh Elegbara!?
A mulher que castra,
Quero ver você ter a coragem
Arriscar uma traquinagem
Desperte o seu palhaço
Em meio a lama da política, quem se arrisca ir além do que fala a corrupção e a mídia; de onde menos se espera, surgem pessoas que são a expressão da própria vida. Nome de escritor, ele trabalha como Vice-Presidente do Brasil; e te digo, nunca nos contos desse país se viu, alguém lutar tão bravamente contra a morte e com tamanha alegria. Que exemplo glorioso para quem anda queixoso; e que vitória maravilhosa para alguém com quase 80 anos de história.
Depois das balas perdidas, agora o trem fantasma; Soraya decidiu ir embora do Rio de Janeiro, antes que o navio do Rei Dom Sebastião chegasse em Copacabana.
O menino deixou de acreditar no Papai Noel na Noite de Natal.
Do sofá, ele pensou no Haiti.
Ah, as flores como são belas!
Esse foi o tom de alguns e-mails que recebi sobre uma crônica-poesia que fiz, em homenagem a Dra. Zilda Arns:
http://cronicasdofrank.blogspot.com/2010/01/ode-zilda-arns.html
Eu ouso falar de espiritualidade em momentos como esse porque nessas horas, não consigo me omitir; aflora o que há em abundância em meu jardim, e não consigo sentir mágoa ou descontentamento, pois só flui compaixão de mim.
Não se fala de Deus somente em tempo de flores.
Estamos no plano da matéria; e as coisas que ocorrem, principalmente com os outros, fogem do nosso entendimento, porque ocorrem com eles, não com a gente. Cabe ao povo que não foi incluído nessas tragédias, ajudar, ou se não for possível,observar; compreender que tudo deve mesmo ter a sua razão de ser.
A espiritualidade não se anula nas sombras, pois é justamente nesse momento, que ela se torna mais necessária para que possamos sair da escuridão da falta de entendimento das coisas que ocorrem na Terra.
Durante nossa vida nessa planeta, muitas são as coisas que ocorrem que não dizem nada a nossa razão; e isso nos abala, pois a nossa mente foi criada para dar sentido as coisas, e quando retorna do mundo sem resposta, cria qualquer pensamento, explicação ou negação para satisfazer a nossa necessidade de resposta. Aceitar que muitas dessas tragédias fogem a nossa compreensão tira todo esse peso inútil de ter que entender tudo dos nossos ombros, e mais leves, podemos, ao menos, emanar luz ou qualquer outro sentimento nobre, ao invés de sujar ainda mais o pensamento coletivo da humanidade com reclamações ou exclamações desantentas, tipícas de quem deseja entender as coisas do mundo, mas nem ao menos se dá o trabalho, de compreender o que circula ao redor do seu umbigo.
O mundo é um lugar maravilhoso para se viver, sim; porém, isso não quer dizer, que as coisas sempre serão harmoniosas, e é justamente, quando as coisas ficam estranhas, quando a morte avança, carregando quem está em sua lista, que surgem pessoas brilhantes, almas caridosas que arriscam a própria vida para salvar outras. Porém, essas atitudes são de graça; a recompensa, se essas ações forem feitas mesmo sem buscar nada em troca, é o próprio bem estar da outra pessoa.
Não entendia isso, pois tinha a ilusão que se eu fizesse algo bom receberia algo melhor em troca; até que um dia percebi que esse saldo não é uma permuta. Quando realizamos algo para uma outra pessoa, não dá para exigir que o mundo nos pague de volta, e é exatamente esse conflito de " saldo injusto" que ocorre quando ficamos sabendo que alguma pessoa boa se foi numa tragédia. Isso abala as nossas estruturas, porque nos sentimos indefesos e inseguros: "se isso ocorreu com alguém tão importante para a humanidade, o que será de mim, que mal consigo tratar o meu vizinho direito?"
Curioso é perceber que nesse momento de dúvida, para muitos de nós, a fé que dizíamos ter, se esvai; e as nossas lamentações, que se espreitavam nas frechas das nossas sombras, se sobressaem e tomam conta da nossa consciência, nos empurrando para aquela afirmação de que só existiria Deus se tudo ocorre de acordo com o que pensamos ser o mundo perfeito. Muitos erguem as mãos para o céu e bradam:
" Deus, o que está ocorrendo? Esse povo já não sofreu demais?"
Ora, vamos deixar as coisas de Deus com Deus; é hora de cuidarmos das nossas coisas! Tentar compreender por que as tragédias ocorrem no mundo é um exercício interessante se soubermos primeiro por que razão provocamos certas tragédias em nossas vidas. Todo mundo já sabe que esse é um mundo da dualidade, e que os opostos não são inimigos, e sim aliados de um balanço maior, que na maioria das vezes, foge completamente ao nosso entendimento.
Se a natureza em sua grandeza transformou os seus atómos em cada um de nós, e não numa cadeira, foi para que pudessemos contribuir de alguma forma, com o Plano Maior. Ficar de braços cruzados, culpando Deus por não fazer um mundo belo e justo de acordo com o nosso juízo, é basicamente, dizer que uma cadeira faria um papel melhor que a gente. Ao menos, uma cadeira, é útil para sentar...
Cada um tem a sua crença, a sua fé, a sua certeza. Quando o mundo balança, há pessoas que se seguram em suas lamentações, porém, há outras tantas que após o desiquilíbrio natural, se aprumam e colocam-se de pé para o que der e vier. Vemos isso, ao acompanharmos as notícias dessa infeliz tragédia no Haiti; e ao percebemos os esforços do mundo todo em mandar ajuda, alimento, medicamento, ou simplesmente, luz em orações, no anonimato de suas casas.
Cada um dá o que tem de sobra na sua dispensa, já dizia o sábio Rabi; e cada um sintoniza com aquilo que mais atrai o seu olhar; nesse momento, em um presídio na cidade de Piraquara, no Paraná, ocorre mais uma rebelião com gente ferindo gente e fazendo tudo aquilo que nem um animal irracional faria com o seu semelhante; ali bem pertinho, em Curitiba, outros tantos homenageiam alguém que perdeu a vida nessa tragédia do Haiti, mas que deixou um legado de esperança, fé e amor para toda a humanidade.
Então, eu te pergunto: qual é a tua sintonia?
Frank Oliveira
15 de janeiro de 2010
Notas: enquanto escrevia essa crônica, lembrei de um hino escrito pelo amigo Gê Marques, dirigente da Escola da Rainha, que faz parte do seu hinário Reinado do Sol, e pensei em compartilhar com vocês.
Falar Em Deus
Falar em Deus todo mundo fala
Eu quero ver é tu vigorar
Emanar amor em meio à batalha
Deixar o Deus se manifestar
Falar em Amor todo mundo fala
Eu quero ver é tu liderar
O batalhão em meio à batalha
Com o coração a te comandar
Falar em Luz todo mundo fala
Eu quero ver é tu iluminar
A noite escura em meio à batalha
Para poder teu irmão guiar
Ai, minha vida, tão pequena e tão reclamada; perto das coisas do mundo, sou nada, sou nada.
O que fazia a Dra. Zilda Arns no Haiti, Meu Deus???
Um dia eu sonhei