"Nós só estamos ainda na Terraporque a Dona dela assim quis."
Começou a 15ª reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague e a grande discussão é:
" Progresso a qualquer custo ou sobrevivência?"
São muitos os exageros dos ecochatos, é claro; porém, maior ainda é a ignorância do homem moderno que se esqueceu completamente que vivemos nesse planeta em regime de cohabitação com outros reinos.
Há forças muito mais fortes que o poder humano. Eu sei que parece tema de esquisotérico bobo, mas todos nós sabemos que a natureza é a "Dona da Terra" e como todo organismo vivo - os antigos sabiam, os modernos ignoram - basta um sacolejo dela, ao sentir que corre perigo; e os homens não terão mais motivos para pensar em preservação...
Não precisamos ir a Copenhague para discutirmos o assunto ou mudarmos alguma coisa. Basta começar com o papel de balinha, a bituca de cigarro que jogamos na rua sem se dar conta que ela entope os bueiros e provoca morte. Sim, morreu mais gente em enchentes em Sampa, nos últimos tempos, do que no trânsito.Fácil apontar o dedo para o governo, a prefeitura ( e eles tem a sua porção de culpa); difícil é fazer alguma coisa com os nossos hábitos que emporcam as nossas ruas e contribuem para esse inferno que é viver na cidade grande em dia de tempestade.
Os ecologistas exibem dados alarmantes sobre os efeitos daninhos do homem na natureza: a diminuição do gelo nos pólos; a extinção de tantos animais (do Mamute ao Golfinho do Rio Chinês); o aquecimento global; mas qualquer pessoa que vive em São Paulo já sentiu na pele o que é viver num lugar que desrespeitou uma regra básica da natureza: dois corpos não ocupam o mesmo lugar - construir uma avenida em cima de um rio é um dos projetos mais absurdos e burros que se tem notícia.
Uma pena que nos somos tão burros e só aprendemos com Tsunamis, terremotos e inundações.
Não custa nada mandar o rebelde cronista passear e colocar a pena nas mãos do poeta para que ele escreva:
"Irmão da Terra
Lembrai-vos:
É da natureza que retiramos os nossos alimentos;
É do verde que nasce o nosso oxigênio;
É na natureza que nasce a flor para nos lembrar do Grande Amor;
É do verde que vem a esperança que um dia possamos despertar desse pesadelo da ganância em conseguirmos riquezas aos custos do bem mais precioso que temos: a natureza!"
Mas quando o assunto é o próprio umbigo, poesia não alerta; só a tragédia!
Destruir a natureza é mais do que derrubar a Amazônia ou aumentar a emissão de CO2; é uma assinatura de uma carta de suícidio!
Que possamos modernizar os nossos pensamentos antes que a Terra evolua sem a gente morando aqui dentro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário