Minha filha está de pé; já consegue se firmar sozinha, caíram as muletas do sofá, das cadeiras, das minhas mãos. Ainda não consegue caminhar sozinha ( cada coisa a seu tempo), mas toda vez que fica em pé sozinha, Jureminha suspira com som de vitória - uma a mais das muitas que virão.
Não corra, Jureminha. Curta cada vitória, minha filha. A cada conquista sua, você saúda os nossos ancestrais e reencena a primeira palavra humana, o primeiro grito, o primeiro momento em que ficamos de pé, espinha ereta olhando o horizonte , cabeça erguida olhando o céu, para não se esquecer jamais que nosso corpo é feito da matéria terra, mas o nosso espirito deve sempre olhar as estrelas e lembrar que também é infinito.
segunda-feira, setembro 03, 2012
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