- Não poderia ser um pouco depois? - ela reclama. Pede aos deuses que assoprem aquela nuvem para longe da Inglaterra. Roga a Iansã que chova e esfrie aquela lava que cospe fogo. Iansã ouve, relampeja dentro da nuvem de fumaça e brasa, mas depois, volta em vento e conta a mamãe que ela precisa ter paciência, diz que Agni, o Deus Hindú do fogo, anda meio nervoso com as companias aéreas que querem voar, mesmo sob o preço de arriscar a vida de milhares de brasileiros. Minha mãe não sabe quem é Agni, mas Iansã explica que o hindú é parente de Xangô, e ela, enfim, compreende que precisa esperar o tempo certo para ver o meu irmão por lá; afinal, não dá para brincar com Xangô.
Fico aqui pensando com as minhas crônicas: E eu com isso? Nada posso fazer, a não ser tentar dizer Eyjafjallajokull...putz, nem isso consigo. Vou fazer coro a minha mãe e seguir o conselho de Iansã, esperar para ver o Seu Agni se acalmar para poder ajudá-la a voar para o lado de lá.
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