Casal ioiô luta contra "indo e vindo infinito"GABRIELA BELÉM
Colaboração para a Folha de S.Paulo (*)
Num dia, tudo é "love is in the air". No outro, já não sabem se querem continuar juntos. Se tal novela faz parte da sua vida, bem-vindo ao clube dos relacionamentos ioiô, aqueles cujas indas e vindas parecem infinitas e os amados sofrem quando estão juntos e separados.
Mas, afinal, por que isso acontece? De acordo com nove especialistas ouvidos pela Folha, o motivo principal é um embate entre o medo da intimidade e do compromisso e o pavor de ficar só.
A baixa auto-estima coloca um pouco mais de brasa nessa fogueira, diz o psicanalista Jorge Forbes. Sem esperança de ter uma relação melhor, os casais se agarram à que tem, mesmo insatisfeitos. Os atritos provocam brigas e separações, mas eles não conseguem romper de uma vez por todas.
A imaturidade dos enamorados também leva ao junta-separa dos casais ioiô, opina o psiquiatra Marco Antônio Spinelli. Nessa arena, entram em jogo uma intolerância à frustração e uma falta de capacidade de se manter num projeto amoroso.
Questões culturais e sociais também atrapalham na hora de dizer "até que a morte nos separe". "Hoje em dia é difícil firmar um compromisso de namoro, imagine um casamento! As pessoas preferem ficar numa fase mais 'peterpânica' da vida. Existe também um mito da felicidade, no qual todo mundo precisa estar no padrão Walt Disney", afirma Spinelli.
"Sobreviventes" de uma fase ioiô, os noivos Francisco Maurício dos Santos, 29, e Viviane Margareth de Oliveira, 28, dizem não acreditar no amor ideal, típico dos contos de fadas. "Não sabemos como foi a história da Bela Adormecida depois do 'felizes para sempre', não é?", explica ela. Hoje eles se dizem superestáveis.
Mil coisas
Mas é a ausência de estabilidade da época atual um outro motivo que, na opinião de Spinelli, pode abalar as alianças amorosas. A impressão de haver milhares de possíveis relações através da internet causa uma sensação de perda. "Se você fica com um parceiro, parece estar abrindo mão de estar com outros 20. O casamento virou sinônimo de limitação das oportunidades sexuais", diz.
Do ponto de vista de cada indivíduo, embora não haja estudos específicos sobre o assunto, psiquiatras e psicólogos dizem que uma das razões que podem levar ao medo de intimidade é ter vivido em lares conturbados ou ter sofrido violência ou abandono na infância.
Causas à parte, a terapia é uma das formas receitadas para pôr fim ao indo e vindo infinito. A psicológa Dorit Wallach, coordenadora da clínica Prisma, diz que um terapeuta pode avaliar as dificuldades que se repetem. "Freud já dizia que o problema não é ter problemas, mas ter os mesmos problemas."
A supervisora de vendas Rita de Cássia Lopes, 27, tentou durante sete anos superar as diferenças com seu ex-namorado. De tanto brigarem pelos motivos de sempre, romperam a relação ioiô em outubro passado. "Tudo acabou por um acúmulo de problemas. Eram sempre os mesmos", diz.
Nessas horas, em que as crises se repetem, o ideal é tentar romper o círculo vicioso e construir algo novo, aconselha a coordenadora do grupo de gênero de psicoterapia do Hospital das Clínicas, Marisa Micheloti. A psicóloga e terapeutas sexual e de casais Margareth dos Reis indica o caminho: "Trabalhe uma sintonia na comunicação e procure um projeto de vida em comum".
(*) Gabriela Belém participou do 40º programa de treinamento da Folha, que foi patrocinado pela Philip Morris Brasil
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br


Tenho alguns casais de amigos que brigam o tempo inteiro. Numa crônica anterior, discursei sobre as "pequenas brigas" do dia-a-dia que fazem parte da rotina de qualquer casal, aquelas briguinhas que não envolvem violência, mas são pequenos desentendimentos que acabam provocando no casal, uma ponderação acerca dos rumos do relacionamento. Porém, se esses pequenos atritos são até de certa forma saúdavel para o casal, há outros casos, cujo casais, no entanto, extrapolam essas pequenas brigas, e passam boa parte do tempo, atacando um ao outro, muitas vezes, na frente dos amigos, constrangendo quem está ao lado, quem nem pediu para estar envolvido.


Considerado um dos maiores músicos de mantras do ocidente, Krishna Das está de volta ao Brasil para participar pela terceira vez do evento Yoga pela Paz, cantando sucessos como Om Namah Shivaya, Sri Ram Chalisa, Hallelujah Chalisa, Nina Chalisa, entre outros.








Noite linda, cheia de estrelas. Faz tempo que eu não olhava pro céu, mas eu esperava Beth chegar, e pensar em Beth tem dessas coisas, me pego cantarolando canções de amor bregas, lembrando poemas de Drummond e Vinicius e achando graça das estrelas do céu. Contudo, meus pensamentos se desviam das estrelas e pensam em Beth, ela esta atrasada, mas ela nunca se atrasa, espero alguns minutos, mas já é 9 da noite e nada, o relógio bate dez, ligo para Beth e Beth nada.
O que é a beleza