quinta-feira, agosto 19, 2010

Casal ioiô

Casal ioiô luta contra "indo e vindo infinito"

GABRIELA BELÉM
Colaboração para a Folha de S.Paulo (*)


Num dia, tudo é "love is in the air". No outro, já não sabem se querem continuar juntos. Se tal novela faz parte da sua vida, bem-vindo ao clube dos relacionamentos ioiô, aqueles cujas indas e vindas parecem infinitas e os amados sofrem quando estão juntos e separados.

Mas, afinal, por que isso acontece? De acordo com nove especialistas ouvidos pela Folha, o motivo principal é um embate entre o medo da intimidade e do compromisso e o pavor de ficar só.

A baixa auto-estima coloca um pouco mais de brasa nessa fogueira, diz o psicanalista Jorge Forbes. Sem esperança de ter uma relação melhor, os casais se agarram à que tem, mesmo insatisfeitos. Os atritos provocam brigas e separações, mas eles não conseguem romper de uma vez por todas.

A imaturidade dos enamorados também leva ao junta-separa dos casais ioiô, opina o psiquiatra Marco Antônio Spinelli. Nessa arena, entram em jogo uma intolerância à frustração e uma falta de capacidade de se manter num projeto amoroso.

Questões culturais e sociais também atrapalham na hora de dizer "até que a morte nos separe". "Hoje em dia é difícil firmar um compromisso de namoro, imagine um casamento! As pessoas preferem ficar numa fase mais 'peterpânica' da vida. Existe também um mito da felicidade, no qual todo mundo precisa estar no padrão Walt Disney", afirma Spinelli.

"Sobreviventes" de uma fase ioiô, os noivos Francisco Maurício dos Santos, 29, e Viviane Margareth de Oliveira, 28, dizem não acreditar no amor ideal, típico dos contos de fadas. "Não sabemos como foi a história da Bela Adormecida depois do 'felizes para sempre', não é?", explica ela. Hoje eles se dizem superestáveis.

Mil coisas

Mas é a ausência de estabilidade da época atual um outro motivo que, na opinião de Spinelli, pode abalar as alianças amorosas. A impressão de haver milhares de possíveis relações através da internet causa uma sensação de perda. "Se você fica com um parceiro, parece estar abrindo mão de estar com outros 20. O casamento virou sinônimo de limitação das oportunidades sexuais", diz.

Do ponto de vista de cada indivíduo, embora não haja estudos específicos sobre o assunto, psiquiatras e psicólogos dizem que uma das razões que podem levar ao medo de intimidade é ter vivido em lares conturbados ou ter sofrido violência ou abandono na infância.

Causas à parte, a terapia é uma das formas receitadas para pôr fim ao indo e vindo infinito. A psicológa Dorit Wallach, coordenadora da clínica Prisma, diz que um terapeuta pode avaliar as dificuldades que se repetem. "Freud já dizia que o problema não é ter problemas, mas ter os mesmos problemas."

A supervisora de vendas Rita de Cássia Lopes, 27, tentou durante sete anos superar as diferenças com seu ex-namorado. De tanto brigarem pelos motivos de sempre, romperam a relação ioiô em outubro passado. "Tudo acabou por um acúmulo de problemas. Eram sempre os mesmos", diz.

Nessas horas, em que as crises se repetem, o ideal é tentar romper o círculo vicioso e construir algo novo, aconselha a coordenadora do grupo de gênero de psicoterapia do Hospital das Clínicas, Marisa Micheloti. A psicóloga e terapeutas sexual e de casais Margareth dos Reis indica o caminho: "Trabalhe uma sintonia na comunicação e procure um projeto de vida em comum".

(*) Gabriela Belém participou do 40º programa de treinamento da Folha, que foi patrocinado pela Philip Morris Brasil

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

GALAXY SONG



The Galaxy Song
Monty Python

Whenever life gets you down, Mrs. Brown
And things seem hard or tough
And people are stupid, obnoxious or daft
And you feel that you've had quite eno-o-o-o-o-ough

Just remember that you're standing on a planet that's evolving
And revolving at nine hundred miles an hour
That's orbiting at nineteen miles a second, so it's reckoned
A sun that is the source of all our power
The sun, and you and me, and all the stars that we can see
Are moving at a million miles a day
In an outer spiral arm, at forty thousand miles an hour
Of the galaxy we call the Milky Way

Our galaxy itself contains a hundred billion stars
It's a hundred thousand light-years side to side
It bulges in the middle sixteen thousand light-years thick
But out by us it's just three thousand light-years wide
We're thirty thousand light-years from Galactic Central Point
We go 'round every two hundred million years
And our galaxy is only one of millions of billions
In this amazing and expanding universe

The universe itself keeps on expanding and expanding
In all of the directions it can whiz
As fast as it can go, at the speed of light, you know
Twelve million miles a minute and that's the fastest speed there is
So remember when you're feeling very small and insecure
How amazingly unlikely is your birth
And pray that there's intelligent life somewhere up in space
'Cause there's bugger all down here on Earth

The Galaxy Song (tradução)


Sempre que a vida te deixar para baixo, Sra. Brown
E as coisas parecerem duras ou difíceis
E as pessoas forem estúpidas, agressivas ou imbecis
E você sentir que já teve o bastante

Apenas lembre-se que você está em um planeta que está evoluindo
E revolvendo a 900 milhas por hora
E, orbitando a 19 milhas por segundo, assim se sabe
Um sol que é a fonte de toda nossa energia

O Sol, e você e eu, e todas as estrelas que podemos ver
Estão movendo-se milhões de quilômetros por dia
No braço externo da espiral, a sessenta e quatro mil quilômetros por hora,
Da galáxia que chamamos de Via Láctea.

Nossa própria galáxia contém cem bilhões de estrelas
São cem mil anos-luz de largura
Ela engorda um pouquinho no centro, dezesseis mil anos-luz de espessura,
Mas por aqui é larga apenas três mil anos-luz.

Nós estamos a trinta mil anos-luz do ponto central da galáxia,
Em torno da qual damos uma volta a cada duzentos milhões de anos,
E nossa galáxia é somente uma de milhões de bilhões
Nesse impressionante e expansivo Universo.

O próprio universo mantem-se expandindo e expandindo
Em todos os sentidos que ele pode correr
Tão rapido quanto pode ir, na velocidade da luz, você sabe,
Doze milhões e duzentos mil quilômetros por minuto
E essa é a maior velocidade que há!
Então lembre-se quando estiver se sentindo muito pequena e insegura
Quão surpreendentemente improvável é seu nascimento.
E reze que haja vida inteligente em algum lugar do espaço
Porque aqui na Terra só tem come-rabo por todo lugar.

quarta-feira, agosto 18, 2010

OS HOMENS QUE FALAM COISAS EQUIVOCADAS NAS HORAS ERRADAS

Homens são de marte, mulheres são de vênus. Quando a mulher fala, é pura poesia; quando o homem fala, lá vem besteira.

Muitos podem até não concordar, mas nóis, homens, temos uma fantástica capacidade para falar a coisa errada na hora equivocada. Não que exista momento certo para falar asneiras, mas aparentemente, os homens são capacitados de uma habilidade nata de usar equivocadamente as palavras nos momentos onde suas parceiras precisam ouvir algo que valha a pena.

Muitas vezes, tudo esta perfeito: o clima se faz, o romance está no ar, as faíscas no toque, o gosto de vinho nos lábios, a música perfeita, o local dos sonhos; daí, num único comentário infeliz, damos um banho de água fria em nossas companheiras.

Basta uma palavra e todo o encanto se desfaz. Será que elas são sensíveis demais ou realmente temos um dom para falar #er%a?

Tenho certeza que há várias pesquisas, teses, palestras sobre esse assunto por aí, mas se posso acrescentar algo sobre essa discussão, pela minha experiência, posso dizer: sim, já estraguei vários momentos ao me expressar erradamente. Enquanto há homens que nada dizem e preferem ficar calados, com medo de se exporem; faço o tipo contrário, às vezes, falo demais, e com isso, surge os equivocos naturais de não saber ao certo o que minha parceira quer ouvir naquele momento, e o problema esta em não saber dosar o que está sendo dito.

Aprendi que há coisas que não podem ser ditas, há opiniões que merecem ser silenciadas, para evitar situações constragendoras e discussões bobas que só ocorrem, porque mesmo estando num relacionamento duradouro, homens e mulheres, realmente se expressam de maneira diferente.

A grande lição para os homens é procurar compreender melhor o universo feminino, equilibrar mais o que precisa ser dito, e não se esquecer, que mesmo num casamento de décadas, estamos lidando com uma lady que merece sempre ser tratadas com respeito, carinho e cuidado - como era no príncipio na época de namorados e deve continuar até o "envelhecer juntinhos" - o que não é fácil, mas é necessário para preservar as alegrias de um maduro relacionamento.

Quanto as mulheres, cabe também uma lição a ser aprendida e praticada: ao invés de se esconder em lágrimas e na máscara de criatura ofendida com raiva, olhe nos olhos de seu homem e pergunte: "você quis realmente dizer isso ou só esta falando besteira de novo?"

Por que os casais brigam?

Os motivos são muitos. Mas há 5 que quase sempre estão por trás de todos os outros. Vale a pena refletir sobre eles antes de fechar o tempo.

texto Carla Aranha
fotografia Nino Andrés
edição Mariana Sgarioni


A discussão parece começar do nada. O motivo, muitas vezes banal - como a tradicional toalha molhada deixada em cima da cama -, é capaz de desencadear uma avalanche de acusações que não tem hora para acabar. Pior: no fim das contas, ninguém se lembra direito por que a briga começou e onde é que ela vai parar. Mas o desgaste que o episódio provoca fica por muito tempo e pode causar marcas muitas vezes irreversíveis.

Quando o assunto é relacionamento, esse tipo de quebra-pau não é novidade nenhuma. Brigar dói, cansa, causa tristeza depois, além de ser chato pra burro. Mesmo sabendo disso, por que raios os casais ainda insistem em brigar tanto?

É claro que tudo depende da situação - até porque há casos em que uma boa discussão é necessária para acertar os ponteiros. "Muitas vezes, o conflito é legítimo, e afastá-lo é que seria uma má política", afirma a terapeuta de casais Andréa Seixas Magalhães, da PUC-RJ. Convenhamos: aquele modelo de casal dos anos 50, em que as brigas eram raríssimas - até porque a maioria dos problemas acabava debaixo do tapete -, não deixou saudades.

Para o casal de psicanalistas franceses Jacques e Claire Pujol, todo relacionamento vivo tem lá seus momentos de colisão. "Os dois parceiros não são semelhantes, suas esperanças não são idênticas e as frustrações surgem quando as necessidades não são satisfeitas", dizem. Até aí, tudo normal. O estranho, diz a psicanalista americana Mary Jacksch, é usar uma briga para lavar-roupa suja, apontando com o dedo em riste o que se considera que sejam os piores defeitos do parceiro.

Pode parecer utópico, mas os psicólogos garantem que é possível discutir sem agredir ou magoar, focando na queixa em questão - que pode ser legítima. "É um treinamento, mas as pessoas podem, sim, se esforçar para manter o respeito e tentar resolver o problema, em vez de partir para o ataque."

Já que a maior parte dos conflitos poderia - e deveria - ser evitada, selecionamos, com a ajuda de especialistas, 5 motivos um tanto comuns de brigas de casais. Pense bem se você já esteve nestas situações. Ah, sim: e esqueça a toalha molhada, por favor. Provavelmente ela nada tem a ver com a razão da sua implicância e do seu mau humor.

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1. Engolir sapo faz parte

Uma das principais características das relações dos dias de hoje é que estamos priorizando apenas o que nos dá prazer, evitando percalços inerentes a qualquer história amorosa. Como ninguém é perfeito, é lógico que os conflitos não demoram a aparecer. É o que afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, autor do livro O Amor Líquido. Segundo ele, "queremos tudo para ontem e de preferência sem dores de cabeça". Refletir sobre a sociedade que tem entre seus valores o consumo e o descartável ajuda a entender o fenômeno. O antropólogo Edgar de Assis Carvalho, da PUC-SP, também atribui ao estímulo consumista o nascimento de uma nova maneira de pensar, em que importaria mais colecionar namoros do que ter um casamento só, para a vida toda. "Uma cultura consumista favorece o produto pronto para uso imediato e resultados que não exijam esforços muito prolongados", diz Bauman. Trocando em miúdos: apesar de não ser uma máquina, a pessoa que está a seu lado também pode dar defeito. A diferença é que pode valer bem mais a pena investir no seu conserto em vez de jogála no lixo e rapidamente procurar outra nova.


2. O outro não vai mudar

Um dos fenômenos que mais contribuem para o desequilíbrio das relações é o que os especialistas chamam de um tipo de complexo de My Fair Lady - peça de Bernard Shaw que deu origem a um premiado filme dos anos 60, em que um homem faz de tudo para transformar o objeto de seu interesse, uma humilde vendedora de flores, em uma educada senhora da alta sociedade. Na peça, o final da história não é nada feliz: o casal não termina junto, pois a mocinha vai embora e o homem fica a ver navios. Para a psicanalista americana Mary Jaksch, especializada em relacionamentos, é exatamente isso que acontece quando se aposta em uma mudança de estilo de vida e até de personalidade do parceiro. Mais: acreditar que o outro vai se moldar ao que o companheiro deseja, como se fosse o barro nas mãos do escultor, é meio caminho andado para a frustração e uma vida a dois repleta de desentendimentos. "Nesses casos a raiva e o desapontamento tomam conta e as brigas se sucedem", diz ela.

3. Filhos imitam pais

Segundo Jacques e Claire Pujol, quem briga muito também pode estar repetindo um comportamento herdado dos pais, na infância. "As crianças têm uma tendência a absorver e até imitar o que vêem os pais fazendo, por isso, pais que discutem com freqüência, e na frente dos filhos, podem estar transmitindo um modelo que mais tarde essa criança irá repetir na idade adulta", diz Claire. É a cena clássica da família briguenta das comédias de pastelão, em que a mãe ameaça o pai com um rolo de macarrão, ele dá um berro, ela grita de volta e no final - espera-se - eles fazem as pazes com juras de amor. Na televisão ou no cinema até pode parecer engraçado. Mas, para quem passou a vida assistindo a episódios de violência (mesmo que tenha sido apenas verbal) dentro de casa, a história é outra. "É preocupante. A criança pode crescer achando que aquilo é o normal", diz Claire Pujol. Se a sua família sempre foi briguenta, lembre-se que é você quem escreve a sua história depois de adulto - e é possível escolher uma vida diferente, em paz.

4. Tolerar é preciso

Se não houver muita paciência para resolver os espinhos comuns da vida a dois, nada vai para a frente. "Não é fácil dividir a vida com alguém que certamente terá hábitos diferentes dos seus e uma outra personalidade. Sem flexibilidade e uma certa dose de paciência, a tendência é haver muitas discussões", diz Andréa Seixas Magalhães. A psicóloga Claire Pujol lembra também que cada um tem as próprias expectativas sobre o parceiro. "É um contrato de relação não escrito, mas que existe", diz ela. Algumas vezes um ou outro irá furar alguma cláusula - isso é normal. E é claro que em muitos momentos será preciso conversar. Mas deixar o sangue ferver não ajuda em nada.

5. Relacionamento não é trabalho

Um alto nível de exigência e rapidez pode ser muito útil no ambiente de trabalho, mas nada tem a ver com a natureza dos relacionamentos, que têm seu próprio tempo e são uma construção diária, a ser feita tijolo a tijolo. "Qualquer relação humana é algo que evolui no dia-a-dia, no próprio ritmo, que não tem nada a ver com a cobrança do mundo capitalista, onde sempre tem que se produzir algo", diz Andréa Magalhães. Querer que tudo se resolva logo e ainda colocar prazos para que determinadas atitudes se produzam no relacionamento são maneiras de agir que não funcionam. Pior, elas criam um clima de estresse que pode estragar os bons momentos. Pressionar, exigir e cobrar simplesmente são verbos que não se encaixam na sutileza inerente ao amor.


Como brigar

Tudo bem, você tem um conflito a resolver. Mas tem certeza de que sabe qual é o problema? Antes de sentar para conversar, é bom ter claro o que deseja abordar. Procure manter-se focado no tema que está sendo discutido. Querer falar de tudo o que incomoda, e não apenas de um assunto, pode atrapalhar. Ser respeitoso, mesmo no meio de uma discussão, é meio caminho andado para ter uma conversa construtiva. Em vez de acusar o parceiro, explique como você se sente em determinado tipo de situação que o desagrada. É a melhor maneira de ser ouvido. Esteja preparado para realmente ouvir o outro e rever as próprias posições, se for o caso. A idéia, afinal de contas, não é impor o seu ponto de vista, e sim dialogar.

Como não brigar

Atacar o parceiro é a melhor maneira de não resolver um conflito. Xingamentos e agressões devem ficar de fora da discussão. Se você estiver alterado, prestes a explodir, é melhor deixar a conversa para depois, para não correr o risco de perder a cabeça. Nunca parta para as ameaças. Se você está procurando melhorar o relacionamento, para que dizer, sem uma reflexão prévia, que quer terminar? Só irá piorar a situação. Ridicularizar o outro também está fora de questão. Não há justificativas para humilhar alguém, mesmo que você esteja com muita raiva da pessoa. Usar um tom imperativo, tipo "você tem que fazer isso ou aquilo", só serve para colocar o outro na defensiva. E não é isso que você quer, certo?


Para saber mais

Amor Líquido: Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos
Zygmunt Bauman, Jorge Zahar, 2004.
O Potencial Criativo do Conflito no Casamento
Jacques Pujol, Claire Pujol. Vida, 2001.
Aprenda a Amar
Mary Jaksch, Publifolha, 2007.

Fonte: http://super.abril.com.br/revista/241/materia_revista_238282.shtml?pagina=1

terça-feira, agosto 17, 2010

TOO HOT

Tenho alguns casais de amigos que brigam o tempo inteiro. Numa crônica anterior, discursei sobre as "pequenas brigas" do dia-a-dia que fazem parte da rotina de qualquer casal, aquelas briguinhas que não envolvem violência, mas são pequenos desentendimentos que acabam provocando no casal, uma ponderação acerca dos rumos do relacionamento. Porém, se esses pequenos atritos são até de certa forma saúdavel para o casal, há outros casos, cujo casais, no entanto, extrapolam essas pequenas brigas, e passam boa parte do tempo, atacando um ao outro, muitas vezes, na frente dos amigos, constrangendo quem está ao lado, quem nem pediu para estar envolvido.

"Em briga de casal amigo, a nossa opinião vale menos que um penico", diz a minha vó, e com razão, afinal, nas discussões desses casais que não percebem o ridículo de expor o seu íntimo para o coletivo e ainda possuem a pachorra de pedir aos amigos, familiares e conhecidos para tomarem um lado. Daí, no dia seguinte, quando os pombinhos se reconciliam, quem fica mal é o amigo que não percebeu que deveria ter entrado mudo e saído calado da discussão que presenciou por acaso.

O pior é que muitos desses casais são viciados em briga, acreditam que um relacionamento tranquilo e estável é muito chato, sem graça e usam essas brigas como combustível para sentir emoções fortes que possam reacender a paixão que já não há entre eles.

De acordo com a psicóloga Eda Fagundes, quase todo mundo já experimentou o gosto sedutor do brigar e fazer as pazes, o problema é quando isso se torna o padrão do relacionamento, gerando sofrimento e as pessoas não conseguem sair desse túnel. A Dra. Eda Fernandes afirma:

"Esses casais geralmente vivem uma “relação gangorra”. Para que um se sinta seguro e pouco ameaçado o outro precisa estar inseguro e vulnerável. Há inúmeras maneiras de manipular essa situação. Às vezes o mais inseguro, temeroso de transparecer sua vulnerabilidade, adota postura oposta. O parceiro/a se sente um pouco desprezado, com a impressão de que é pouco importante. Passa então a fazer contato com a rejeição e o medo de perda, fica ansioso/a, passa a ter atitudes controladoras. O que “está por cima” naquele momento, no caso o verdadeiro inseguro, cria um sistema onde sua sensação de confiança e segurança vem da fragilidade do seu parceiro/a. Esse quadro se inverte, a gangorra muda de posição cada vez que o que está “por baixo” consegue sair da fragilidade e se apossar de sua dignidade. Encontrar o equilíbrio da gangorra é que é o desafio. Esta situação descrita é mais comum do que se pensa e gera uma relação onde amor se confunde com medo, onde paz se confunde com tédio e onde respeito e harmonia se confundem com fraqueza e monotonia.

Talvez precisem muito de doses fortes de adrenalina para se sentirem vivos e pulsantes. Não seria melhor aderir aos esportes radicais?"

Se você, por algum caso, algum dia se ver envolvido nessas brigas, não pense duas vezes e deixe o casal brigando sozinho...


Fonte de pesquisa: http://metadeideal.uol.com.br

segunda-feira, agosto 16, 2010

Hot and Cold

Todo casal feliz briga, nenhum relacionamento é um lago tranquilo; se você e seu parceiro (a) nunca discutiram, cuidado! Há algo errado, vocês não foram vacinados.

Quando me refiro a "briga", compreendam, que não trato de agressões fisícas ( não há desculpa, não há inteligência, argumento ou razão para isso), mas sim desses desentendimentos que nos fazem repensar a relação, que nos obrigam a dialogar e dizer o que há de errado no estar junto.

Conheci um casal que nunca brigava.

" Pura imaturidade", eles diziam quando se referiam aos desentendimentos entre " marcianos e venusianas".

" Casal que se ama não discute feito criança" eles diziam quando comentavam a sorte que tinham em sempre estarem de bem um com o outro, porém, bastou uma dose de ciúme aliada a outra pitada de situação mal-interpretada para que eles discutissem pela primeira e última vez. Nunca mais se viram, nem querem falar um do outro, não aprenderam a ceder, a compreender que certas situações precisam de "um outro olhar", que é preciso, muitas vezes, ceder, deixar para lá, ou soltar os gatos e cachorros, para depois acalmar o ninho e feito dois passarinhos, voar lado a lado novamente.

Todos os relacionamentos precisam ser infectados pelo vírus da discussão, pelas dores do desentendimento, muitos podem até acabar em brigas ( algumas até desnecessárias), porém, para ficarmos imunes a doença da separação, a briga "sadia", a discussão se faz necesária para aprimorar a nossa imunidade e nos defendermos dos ventos oportunistas que transformam amores em desafetos, destroem grandes casais, abalando para sempre os laços que podemos fortalecer com alguém.

É claro que uma briguinha ou outra é normal e acontece. Contudo, é óbvio também, que casais que só abordam as suas diferenças por meio de brigas não desenvolve nem a imunidade a qual me refiro nem tampouco uma relação sadia com eles mesmos. Quando a roupa fica constantemente suja, essas brigas entram em outra categoria: os viciados em separar e voltar. Esses entram num vício doentil de sentirem as dores e os prazeres que se sente quando nos separamos de alguém e voltamos.

Todo mundo que já se separou de um grande amor, e sabe o que sentiu, o que rolou, quando esse grande amor retornou: o prazer é imenso, o senso de recompensa é gigante, emoçoes fortes, do tipo que pessoas viciadas em esportes radicais sentem; muitos até justificam essas brigas, dizendo que voltar sempre aumenta o tesão, a vida sexual melhora, porém, muitas pessoas acabam procurando apenas essas sensações, ao invés de um amor verdadeiro, uma relação duradoura e com harmonia, e isso é assunto para terapia ou, quem sabe, outra crônica...

MEDITA NA AÇÃO

Espanta a confusão,
Amplia a consciência,
Limpa a fumaça dos pensamentos
E medita no vazio,
Preenchido
Com a revelação,
Do que há

Além da confusão
Dos pensamentos;
Daí, você pode fazer a pergunta
E terá a resposta
Que só a você importa.

Porta do Sol: Estudo sobre a Ética





sábado, agosto 14, 2010

YOGA PELA PAZ 2010

Yoga pela Paz 2010

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”
Mahatma Gandhi

O Yoga pela Paz é um evento anual, sem fins lucrativos, que acontece simultaneamente em São Paulo e outras cidades do Brasil.

O objetivo do evento é promover o equilíbrio e a paz de cada indivíduo, por meio da prática coletiva de Yoga e meditação e, assim, contribuir para a criação de uma atmosfera pacífica em toda a cidade.

A quinta edição do Yoga Pela Paz acontecerá em 13, 14 e 15 de agosto, com o tradicional evento de encerramento no parque do Ibirapuera.

No dia 15 de agosto ( domingo) ocorrerá o show do Krisha Das e Jai Uttal no Parque do Ibirapuera das 9:00 às 13:00.

Confira a programação:

9h30 às 10h30 Kirtan (apresentação musical) com Jai Uttal
10h30 às 10h45 Abertura Márcia De Luca e Fran Abreu
10h45 às 11h30 Aula de Yoga com Núbia Teixeira
11h30 às 11h45 Apresentação Swami Chidananda
11h45 às 12h10 Meditação Coletiva
12h10 às 13h10 Kirtan (apresentação musical) com Krishna Das
13h10 às 13h40 Kirtan (apresentação musical) com Jai Uttal e Krishna Das


Krishna Das:
Considerado um dos maiores músicos de mantras do ocidente, Krishna Das está de volta ao Brasil para participar pela terceira vez do evento Yoga pela Paz, cantando sucessos como Om Namah Shivaya, Sri Ram Chalisa, Hallelujah Chalisa, Nina Chalisa, entre outros.

Krishna Das é um dos grandes nomes internacionais da kirtan music - música de tradição hindu caracterizada pela repetição melódica de mantras. O carisma e talento de Krisha Das - que é adepto do Bhakti Yoga, ou yoga da devoção - são comprovados pelo sucesso dos seus CDs e apresentações em salas de espetáculo e centros de yoga ao redor do mundo.


Jai Uttal:

O músico americano Jai Uttal chega ao Brasil para apresentações especiais com destaque para a participação no Yoga pela Paz nesse Sábado Domingo (das 9:00 as 13:00) – grátis no Ibirapuera.

Comentário postado no blog:
http://vishows.wordpress.com/

"Conheci o trabalho de Jai Uttal em 1999 com disco Shiva Station produzido e mixado por ele e Bill Laswell. Na época, eu não estava em contato com a Yoga, e o que me fez a cabeça foi mesmo o som moderno que mistura a influencia Indiana com uma pegada pop.

Sons como Guru Bramha, Shiva Station e o cover de Calling You (aquela do filme Bagdad Cafe) me apresentaram a toda essa cultura e sonoridade."

Recado da Mãe Divina



"Vem surgindo um novo tempo,
traz glórias do divino
mais puros e atentos
nos tornamos canais do infinito

Mãe divina eu quero ser
um filho realizado
e é perante o seu poder
que me entrego pra se libertado

Como um rio que corre para o mar
correntezas carregam o medo
confiança para atravessar
a fronteira do eu derradeiro

Não há desculpas para se escorar
já foi dito a hora é essa
o Tempo é de se integrar
abraçando o que ainda resta

Estou morrendo para o passado
e nem anseio pelo o futuro
minha coroa tem brilho dourado
provo o néctar do amor maduro."


(Chandra Lacombe)

Even Line


Eu chamo o mestre,
Chamo o guia,
Aparece

A minha madrinha
e me diz:


" Sua cabeça é o seu mestre,
Seu coração é o seu guia!"


Estrela Semente

Que seja assim
Aonde eu for
Levando o brilho
E o meu amor

No meu sorriso
Trago o intento
Dentro do peito
Alegria em flor

Sem pensamento
Em minha mente
Só o momento
Agora presente

Sou chama em Luz
Estrela Semente

Sophia Christou

Para mais textos e poesias da Sophia, acesse o link:
http://conscienciaempoesia.wordpress.com/

CONFIA

Só nasci
Porque senti
Que quem me recebia aqui
Tinha carinho por mim;

Iria me ensinar
A lembrar,
A recomeçar,
A caminhar,
A pensar,
E falar,
E se importar,
E trabalhar;

Vim
Por que vim?
Não importa!
Tudo o que eu preciso recordar
É que eu preciso confiar!

****
Quando vim parar aqui,
Fui recebido com festa,
Desde o momento que os olhos abri
Até os primeiros por vir,
Procurando confiança
Na voz daquele homem,
No olhar daquela mulher,
E cresci,
Menino me fiz,
Homem de mim,
E agora lembro
Que só precisei
Confiar,
Para me tornar
Quem eu sou!

Por isso, digo: Obrigado
Mãe e Pai!
Por me ensinarem com amor
Os segredos
De ser um bom professor!

sexta-feira, agosto 13, 2010

VIDENTE

Eu sei quem você é
No visível;
E pelo que vejo
Imagino;
E tenho medo
Do que você é
No invisível!

SEM TATO

Ela parou à minha frente, esperando tato.
Vestia preto noite, cabelos rios,
quase não tinha queijo,
os seus lábios prometeram tesouros beijos,
ouro de papo.

Era culta, só podia,
pois olhava o que eu lia
com profundo interesse e lá fui,
eu,
por forças maiores e inferiores,
em sua direção,
antecipando o desfecho de um romance possível
com a moça de preto.

Porém, eu havia me esquecido, ela não,
pois seus olhos vagalumes que deixam rastros,
viram em minha mão esquerda
a barreira dourada
que impediria a nossa união.

- Que pena! – ela murmurou;
e eu não sabia se era da impossibilidade do nosso amor
ou da caneta preta que eu segurava na mão esquerda,
cuja tinta escreveu no livro:
se tua mulher souber, ela te capa!

quinta-feira, agosto 12, 2010

GANHAR NO GRITO

"You are way better than that"

Símbolo: uma casa!

Procuro por uma casa, mas não acredito nisso; sou andarilho, meu lar é o mundo; sou voador, casa é gaiola, lar é no ar. Por mim, moro nas alturas for good, por minha mulher, procuro a casa que ela deseja, ela vale o sacrifício, por isso, desarmo as asas, procuro o lugar que ela diz será o nosso abrigo, o nosso templo, o chão para a corrida dos nossos filhos. Abandono os galhos, busco o vínculo, tento recriar o significado da palavra "casa" em meu íntimo, não consigo, mas tento mesmo assim e depois de muito procurar, encontro o local ideal, a casa perfeita, formato exato, posso ver Auri sorrindo, eu sorrio junto, já imagino até o cachorro, o churrasco com os amigos, as visitas inesperadas e esperadas. Sinto o chão, pés procurando conexão. Sim, esse é o lugar!

- Tem alguém na frente - diz a mulher da imobiliária - Mas dá prosseguimento aos documentos e quem for aprovado primeiramente, pega as chaves.

Aceito o desafio! Deixo de fazer isso ou aquilo, perco horas, dias com isso, cancelo aulas, deixo de lado os meus escritos, sou todo casa, sou todo marido procurando um lar para a minha família. Consigo! Em 24 horas, todos os documentos, papelada está entregue, mais 24 e a seguradora me entrega a aprovação, a imobiliária me parabeniza, ligo para a Auri, comemoramos, abrimos o vinho, repartimos o queijo e o pão, santa celebração do amor. Auri faz planos, eu sorrio; ela pensa nos móveis, no espaço preenchido com carinho, eu continuo inebriado pelo seu sorriso. Brindamos!

Dia seguinte, ligo para a imobiliária para saber detalhes das chaves, prazo e entrega da casa, a mulher que me atendeu no dia passado desconversa, diz que a outra pessoa que estava na frente, também tinha sido aprovada, depois da gente, mais aprovada.

- Quem entregou os documentos primeiro? - pergunto, ela responde "você!", mas explica que a mulher estava gritando, veio com o marido, cachorro e filhos, fizeram um escândalo, quererm chamar a policia, se não receberem as chaves.

Ao telefone, penso no que posso fazer, no que pode ser feito, grito por grito, meu Oxossi grita mais alto. Tudo está ao meu favor, a situação, tenho certeza que o bem prevalecerá, a justiça sempre ganha. Avalio tudo e decido: deixo nas mãos do bom senso da mulher, que é também dona da imobiliária.

- A decisão cabe a senhora que representa o dono do imóvel, mas a senhora prefere alugar essa residência para quem entregou os documentos primeiro, seguindo a sua orientação e quer resolver tudo na conversa e na paz, ou prefere ceder para quem se atrasou, entregou os documentos depois e quer brigar?

Perdi a casa!

A outra pessoa ganhou no grito!


"Nothing is gonna change my world"
Across the Universe
Beatles



Recebo a notícia: não consegui o que eu queria!

Respiro, mas não evito a fúria que começa a me invadir...

Nuvens cinzas e pesadas se formam no céu, o sol se esconde com medo, as ruas ficam vazias, os passarinhos param de cantar, os cachorros se escondem com os gatos, embaixo dos carros. Quero xingar, quero gritar com a mulher ao telefone, quero ir na imobiliária e mostrar para ela, que também sei brigar. Respiro, sou mais que isso; sou da paz, tudo tem uma explicação, não era para ser, Deus sabe o que faz, segui tudo direitinho, lí a linguagem do mundo, eu estava certo, fiz tudo conforme me foi dito, "we can´t always get what you want": NÃÃÃÃÃOOOO!!!!

Relâmpagos no céu, trovões, a tempestade cai e me deixa cego: sou pura fúria, estou contrariado, furioso, deixo as trevas tomarem de conta, flerto com as sombras e surto. Jogo os livros longe, grito, penso em Auri, penso no sorriso dela se desfazendo, seu brilho no olho se perdendo e fico mais nervoso ainda. Sou Hulk explodindo, solto o Mr Hyde, o lobisomem, a besta que mora dentro.

Enxurrada de mal-dizer, inundação de mal-pensar, saiam da frente, estou contrariado, estou enraivado e sou perigoso. Uma voz dentro de mim, que pode ser meu anjo ou my self aconselha: "não caia na armadilha da matéria! Transcenda!"

Não quero! Tenho todo o direito de sentir raiva, de ficar assim. Não sou menino emburrado que não pode brincar, tenho o direito de não engolir sapo nem lagarto, odeio o mundo, odeio tudo aquilo que eu vinha acreditando, tudo aquilo dentro de mim que ainda luta para me dar uma razão, um motivo, que me pede para continuar acreditando. Não quero!

Shiva OM! Roda, Kali em mim, quero destruir, avanço sob a multidão, empurro, reclamam, eles xingam, esbarro em um cara, quero confusão, se ele reclamar, vai levar na cara, ele está acompanhado da sua mulher e do seu filho, o menino me olha, não parece assustado, apenas curioso e pergunta a sua mãe: "por que o moço está nervoso?"

Respiro, ajudo o moço a se levantar, peço desculpas, ele diz que não foi nada, o menino insiste na pergunta, a mãe desconversa, não quer confusão com aquele sujeito com aquele olhar furioso.

- Mãe, mas por que o moço estava nervoso?

Respiro profundamente uma vez mais, por que mesmo que eu estava nervoso?

Entro no metrô, sento e reflito no que foi aquilo, o metro vai lotando, um senhor esta em pé, cedo o lugar para ele, ele sorri e eu percebo: não tenho jeito mesmo para as sombras, a luz ganhou de novo!





O OLHAR DO ESTUDANTE

Abri o livro, o estudante sorriu,
confiando em mim, ele prosseguiu,
aprendendo, compreendendo,
percebendo que a resposta
não vinha do professor,
que cabe apenas ao educador:
guiar, apontar o caminho e direcionar o olhar.

Fechei o livro, o estudante falou,
sem a muleta da leitura,
um outro idioma ele experimentou
e percebeu que podia se comunicar,
mas se preocupou, dizendo temer errar,
porém, compreendeu
que todos os erros que cometeu,
o ajudou a chegar aqui,
e se desenvolver,
e estudar,
e aprender
e a falar...

quarta-feira, agosto 11, 2010

PRE-AÇÃO

Noite linda, cheia de estrelas. Faz tempo que eu não olhava pro céu, mas eu esperava Beth chegar, e pensar em Beth tem dessas coisas, me pego cantarolando canções de amor bregas, lembrando poemas de Drummond e Vinicius e achando graça das estrelas do céu. Contudo, meus pensamentos se desviam das estrelas e pensam em Beth, ela esta atrasada, mas ela nunca se atrasa, espero alguns minutos, mas já é 9 da noite e nada, o relógio bate dez, ligo para Beth e Beth nada.

O celular só chama. Não tem trânsito essa hora. Bolo? Que nada, Beth me idolatra; aconteceu alguma coisa, preciso ligar para a sua casa, para alguma amiga, mas ninguém sabe nada!

Entro em pânico. Imagens de Beth sendo atacada surgem na mente, já não consigo pensar positivo. Atacaram a Beth, vai ver, foi seqüestrada. O celular só chama: Beth, Beth, por favor, me chama!

Será que é muito cedo para ligar para policia? Oh, Deus! Traz a Beth em segurança. Se algo ocorrer com ela, é minha culpa. Eu devia ter ido encontrá-la.
Ela está bem, tem que estar, ela esta sendo violentad...xô pensamento! Passa! E se Beth tiver sido morta?

Dim! Dom!
É Beth na porta!

terça-feira, agosto 10, 2010

NÔNIBUS

Namorada discutia com namorado a pleno pulmões:

- O seu problema é que você não me respeita. Não assume que eu sou a sua namorada.

- Como assim? – grita ele de volta – Você acha que eu agüentaria a besta da sua irmã se você não fosse a minha namorada.

- Eu pensei que você gostasse dela!

- Eu só estava tentando ser legal! Ela é uma besta humana!

- Ei – fala outro passageiro, sentado ao lado – O que eu tenho a ver com isso?

BONITO É...

O que é a beleza
Se não o sorriso inteiro,
Tão imenso,
Que transborda em contentamento,
Faz verão do inverno
E torna a aparência externa,
Brilho de estrela.

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