Na noite escura da alma
O professô atravessou
Ainda ouvindo ecos do desamor
O professô mergulhou
E mesmo na escuridão
Ele sabia que tinha que aprender
Para ensinar com o coração
Para ensinar os outros
A não, os mesmos erros cometer
Ele fez da escuridão
Um quadro negro, uma tela a ser pintada
E das experiências, um giz
Escrevendo e desenhando a lição
Do aprendiz em sua jornada
Que sempre segue os passos
Da Serpente Encantada
Em busca do seu Matnis
Ele então, percebeu
Que a luz que precisava
Estava em seu bolso
Uma vela e o fósforo
E acendeu a sua luz
Iluminando toda a caverna
e na caverna, estava desenhado
Nas paredes, riscos encantados
Que lhe contavam a história
Que ele havia esquecido
Que aqueles desenhos
Era quando ele tinha antes caído
E pintou as memórias para quando
Ele ali retornasse
Ele se viu e sentiu
Que se a queda é inevitável
A lição é valiosa
Quando se compartilha
Não só os acertos
Mas também os erros
Para ensinar os outros
Que tudo na vida é acerto
Ele fez da escuridão
Um quadro negro, uma tela a ser pintada
E das experiências, um giz
Escrevendo e desenhando a lição
Do aprendiz em sua jornada
Que sempre segue os passos
Da Serpente Encantada
Em busca do seu Matnis
O professô sabia que ao se iluminar
Também iluminava quem veio antes
E quem viria depois
Ele sabia que cair não é tragédia
Uma experiência só é perdida
Quando não é vivida
E compartilhada
Por isso, mesmo sabendo que cairia
Novamente
Ele apenas ensinou o que sentia
Naturalmente
Ele fez da escuridão
Um quadro negro, uma tela a ser pintada
E das experiências, um giz
Escrevendo e desenhando a lição
Do aprendiz em sua jornada
Que sempre segue os passos
Da Serpente Encantada
Em busca do seu Matnis
Nenhum comentário:
Postar um comentário