sexta-feira, outubro 02, 2009

CRIANÇAS DA TRANSFERÊNCIA

Ontem, mamãe me contou que sou adotado. Não entendi muito bem tudo o que ela falou, mas compreendi que tenho duas mães, uma que não quis ficar comigo e a outra que quis.

Não amo a minha mãe que não quis ficar comigo porque não a conheço, mas minha outra mãe disse que eu deveria gostar dela, pois ela me deu por amor.

Minha mãe que me cria disse que a mãe que me deu foi a mãe que me carregou na barriga por nove meses e só me deu porque ela era bem pobrezinha e não tinha comida nem pra ela nem pra mim, por isso, ela pensou que seria melhor para mim, ir morar numa casa onde eu recebesse comida todos os dias, roupa limpa e muito amor.

- Ela não podia me dar amor? – perguntei a mãe que me criou; ela sorriu, como faz quando eu faço alguma pergunta que ela acha que é de criança, mas ela me respondeu que a mãe que me deu também me amou e por me amar, decidiu me transferir para outra família; pois temia pela minha vida e mesmo sofrendo muita dor por dar o seu filho para outra mãe, ela fez isso; e hoje eu sou filho da mãe que me criou.

Confesso que às vezes quando penso nisso, fico bem confuso, ainda mais porque eu não posso reclamar, eu tenho duas mães, e tem um monte de criança por aí, que não tem mãe alguma; como aquele menino na rua com a mão estendida; se ele tivesse mãe, a mãe dele não deixaria ele ficar na chuva pedindo comida. Acho que a mãe que me deu não queria que eu virasse esse menino; e pensando nisso, começo a gostar muito mais dela.

Perguntei para a mãe que me cria porque ela me quis e ela respondeu que a natureza não lhe deu condições de carregar uma criança por nove meses na barriga; mas o papai do céu é tão bom, que inventou as crianças de transferência: crianças especiais que nascem na barriga de outras mães que não pediram para ter filhos só para serem entregues para as mães que vão criar esses filhos como se fossem os filhos que elas haviam pedido.

Acho que é algo assim, só sei que sou uma criança diferente das outras, pois tenho duas mães. Na verdade, acho que eu tenho uma terceira mãe, mais essa não conta, pois ela é mãe de todo mundo.

******

Notas do autor: cerca de 1000 crianças são adotadas por ano no Brasil, quase metade por pais estrangeiros, vindos de uma cultura onde a adoção está livre dos preconceitos que ainda vigoram no Brasil. Esse número poderia ser maior no Brasil, se a adoção ainda não fosse cercada por mitos e todo tipo de preconceito. Para começar, a mãe que entrega o seu filho para adoção não é uma vilã. Na maioria das vezes, realmente o principal vilão é a falta de recursos para sustentar essas crianças, outras vezes, é a própria condição psicológica dessa mulher.

Pôr da Lua


Rubem Alves

Hoje estou com uma tristeza mansa e bonita. Acabo de contemplar um pôr-da-lua...

Ah! Você nunca viu ninguém falar sobre "pôr-da-lua"? Nem eu. Os poetas falam muito sobre o pôr-do-soL "Mas eu fico triste como um pôr-do-sol", escreveu Alberto Caeiro. E Wordsworth, nos seus versos famosos: «As nuvens que se juntam ao redor do sol que se põe/ ganham suas cores solenes/ de olhos que têm atentamente/ montado guarda sobre a mortalidade humana". E Browning: "Quando nos sentimos mais seguros, então acontece algo: um pôr-do-soL E outra vez estamos perdidos». E Bachelar: A vela que se apaga é um sol que morre. A vela morre mesmo mais suavemente que o astro celeste"".

Os pores-do-sol nos comovem porque somos seres diurnos. O pôr-do-sol é o fim do dia. Metáfora do fim da vida. Daí a sua tristeza. E se fôssemos seres noturnos, aves para as quais o pôr-do-sol não é o fim, mas o inicio início da noite? Então o sol poente anunciaria a madrugada da noite, o nascer do viver.

Põe-se o sol; nasce a lua. Com a lua nascente, para os seres noturnos, começa o tempo da vida, o tempo do amor. O cri-cri dos grilos, o coaxar dos sapos, o pio das corujas, o piscar dos vaga-lumes e o vôo frenético das mariposas. Pulsações de uma vida que desperta quando a noite cai e a lua nasce. Então, para os seres noturnos, um pôr-da-lua deve ter a mesma beleza triste que tem um pôr-do-sol para os seres diurnos.

Entre nós, humanos, não haverá seres noturnos? Indo um pouco mais fundo: não haverá em todos nós um ser noturno que aparece quando o ser diurno vai dormir? O sol desperta em nós o ser que pensa, age e trabalha. A rua desperta o ser que sonha, contempla e ama. Fala a Cecília sobre a lua que envolve os noivos abraçados. Ah! Como o verso ficaria ridículo se, em vez de lua, ela dissesse sol! A luz da lua desperta em nós o ser tranqüilo. Parodiando Bachelard: «Quer ficar tranqüilo? Contemple a lua que faz mansamente o seu trabalho de luz". Há recantos da alma que só acordam sob a luz branca e fria da lua. Ouça os "Noturnos", de Chopin, e sua nostálgica beleza. Como o seu nome diz, foi no silêncio da noite que Chopin os ouviu. E o "Clair de Lune", de Debussy?

A psicanálise é um ser noturno. Ela só acorda quando o sol se põe e a noite desce. Ela só vê bem na escuridão. A luz do sol a ofusca. Por isso, durante o dia, ela fica em silêncio, deixando que outros falem. Descendo a noite, entretanto, os homens se põem a sonhar e a amar. É ai, em meio ao sonhar e ao amar, que a psicanálise acorda e se põe a cantar o seu canto manso de coruja de Minerva. Brilham luzes suaves na noite escura do inconsciente: estrelas, vaga-lumes, meteoros e luas, muitas luas... Quando essas luzes brilham, acordam os artistas, os poetas, os místicos e os intérpretes de sonhos. Estou triste porque contemplei um pôr-da-lua: Judith Andreucci era uma lua no mundo da psicanálise. Ela mergulhou no horizonte. Não mais veremos o seu brilho suave. Quem era ela?

Era uma maga de voz mansa e rosto tranqüilo. Se estranham que eu a chame de maga, digo que foi o próprio Freud que reconheceu o parentesco entre a magia e a psicanálise (como Guimarães Rosa viu o parentesco entre a magia e a poesia. A psicanálise é um exercício de poesia. Não admira que Freud tenha encontrado iluminação para a sua arte não na ciência, mas na literatura. Somos literatura.
Cada pessoa é um poema encarnado. Aprendemos psicanálise lendo-nos ruminantemente. Somos textos da literatura e da poesia do corpo. A nossa infelicidade —neurose, se quiserem— se deve ao fato de que nos esquecemos do poema que está em nós inscrito.

O psicanalista é o intérprete do poema estrangulado. Intérprete não no seu sentido comum, de alguém que diz em linguagem diurna o que o corpo diz em linguagem noturna. Essa é interpretação, necessária quando se trata de esclarecer obscuridades diurnas, de inspiração cartesiana, filosófica. Mas há um outro sentido para a palavra "interpretação", que nos vem da música. O pianista lê a partitura silenciosa, deixa-se ser possuído por ela e, possuído, ele a "interpreta" ao piano: realiza-a como música, tornando sensível a beleza.

Pois nós somos partituras que nós mesmos não sabemos interpretar. O ofício do psicanalista é o oficio do artista: ele lê a partitura misteriosa que nós mesmos não entendemos e interpreta-a para que, ouvindo a nossa própria beleza, sejamos por ela libertados.

Judith Andreucci era psicanalista. Era uma intérprete, no sentido musical. Lembro-me bem da sessão em que conversamos sobre um sonho que tive: eu tocava o prelúdio 22, do primeiro volume do "Cravo Bem Temperado". Mas o tocava de uma forma estranha, com as mãos cruzadas, enquanto dizia: "Esse prelúdio é muito organístico".

A psicanálise (como a religião) tem uma vertente, a meu ver, sinistra, identificada por Bachelard de forma humorística: "O psicanalista é alguém que, diante de uma flor, logo pergunta: `Mas o estrume, onde está?"'. A doutora Juju — era assim que a chamávamos na intimidade— procedia ao inverso. Vendo estrume,perguntava: "E a flor, onde está?". Ela se permitia ser levada pelo humor e pela beleza. Ela se deleitava com a minha música. Lembro-me que, relatando-lhe as coisas incríveis que aconteciam no sobradão colonial do meu avô, onde passei boa parte da minha vida, ela dizia com espanto e deslumbramento:

«Mas doutor, isso é mais fascinante que `Cem Anos de Solidão"'. Foi ela que me encorajou a explorar o inconsciente belo e equilibrado que é o nosso destino.

No seu consultório, havia uma gravura que me impressionou e da qual não me esqueço. Era um enorme bloco de gelo, transparente, um iceberg flutuando no mar e, dentro dele, uma figura humana congelada. Haverá metáfora mais forte para a condição humana?

A lua se pôs. Mas a sua luz, onde tocou, ficou...
__________________________

Rubem Alves - psicanalista, escritor e professor emérito da Unicamp, é autor de "O Amor que Acende a Lua" e "Concerto para Corpo e Alma", entre outros.
www.rubemalves.com.br

quinta-feira, outubro 01, 2009

NÃO SE ESQUEÇA DO ÓBVIO

O inimigo veio com força, bateu na porta da fortaleza, querendo entrar. Fui recebê-lo.

- O que tem para me ensinar?

- Nada! Você estava no lugar errado na hora equivocada e por isso multipliquei-me para te pegar.

- Se não tem nada a me ensinar, não é bem vindo! – eu disse e pedi que o meu exército o expulsasse com toda a força. O inimigo correu, mas ameaçou:

- Você não vai ficar para sempre aí dentro do castelo. A razão do meu ser é te encontrar; por isso, quando você menos esperar; eu vou te pegar.


Acordei daquele sonho esquisito rindo. Levantei, fui fazer as minhas coisas; saí para trabalhar. Ônibus, metrô, muita gente indo e vindo e volto pra casa, morto de fome; preparo um lanche, tomo um suco e de repente: “atchimmmm!!!!”

Olhei para o gel na pia do banheiro e lembrei que havia esquecido de lavar as mãos, procedimento que já virou hábito, mas passou totalmente desapercebido pela pressa em comer algo e descansar.

Atchimmm!

Outro espirro, mais outro, o corpo foi ficando pesado; cada vez mais dolorido; até que a garganta reclamou e a febre começou a dar os seus alertas.

O médico disse que esse inimigo não era aquele que tanto todos temiam; mas o alerta estava dado: não podemos nos esquecer do óbvio!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Uma Secretária de Presente

Dizem que uma secretária é o braço direito de qualquer executivo, diretor, presidente ou CEO de uma empresa; mas isso não passa de uma terça verdade, uma vez que para ser uma secretária efetiva é preciso ter oito braços, três cabeças e quatro pernas; afinal, na história das carreiras, nunca apareceu uma profissional que conseguisse tão bem ser clone de si mesma.

Como elas conseguem fazer isso? Como conseguem estar em dois lugares ao mesmo tempo? Organizar o ineorganizável? Ter na ponta da língua todos os compromissos, os contatos, as finanças, as datas, as pautas das inúmeras reuniões e ainda assim ter tempo para almoçar? Desconfio que as secretárias sejam gentes de outro mundo...

Só sendo gente de outro mundo para conseguir esticar o tempo e quebrar as barreiras da física; pois elas além de estarem em dois lugares ao mesmo tempo, também conseguem parar os ponteiros dos relógios para que o correio saia no horário ( e o motoboy, o sedex, o office boy), e ainda gerenciar que o café nunca se esgote da garrafa.

Ninguém comenta, mas se não fosse por elas, negócios milhonários nunca seriam fechados; acordos internacionais que garantem uma economia fluente não aconteceriam. Quer tirar a prova? Imagine um dia útil com todas as secretárias do mundo em folga. Pensou em crise mundial? Eu pensei em dar a cada uma delas um troféu!!!

Pode ser exagero da minha parte, mas já vi essas profissionais em ação e posso garantir, não minto quando afirmo que um Dia da Secretária é pouco, afinal, o que seria dos outros 364 dias sem elas?

Flores de Nanã

" São flores, Nanã;são flores
São flores, Nanã Buruquê!
São flores, Nanâ; são flores
De seu filho Obaluayê!"



Eles me disseram, Mamãe, que com a Senhora não se brinca; se mantém distância. Que o seu nome deve ser evitado; seus pontos se possível, raramente cantados; mas se os Orixás forem todos saudados; devemos te saudar também, para a senhora não ficar brava; por isso eles cantam para a Senhora sempre com muito respeito e duas doses de medo.

Eu não consigo! Mamãe, desculpe. Não aprendi a cantar com medo ou tristeza; para mim, cantar é sempre um ato de alegria; por isso não consigo tirar o sorriso do rosto quando canto para a Senhora, minha Mãe e Mãe de todos os outros seres.

O sorriso me vem ao rosto quando lembro que a Senhora vem sempre para mim tão doce, tão vovó e, certa vez, a Senhora disse que cuidava de mim, que me protegia; que eu era o seu filho e a Senhora, estrela guia minha.

Eu nem havia lido sobre a Senhora; seus primores eram para mim, um grande mistério; e nesse império de crenças que eu sempre edifiquei como base do meu estudo, nunca dediquei uma página a sua história; e mesmo assim, a Senhora veio e vem me visitar; e sempre me trata com tanto carinho.

Confesso que consultei alguns amigos, queria saber um pouco mais além daquilo que os livros não diziam; que os sites da internet não contavam e para a minha surpresa; eles nada também sabiam; o que diziam era que ninguém falava muito da Senhora, pois tinham medo de lidar com as suas forças.

Eu fiquei confuso; pois quando pensava em sua presença, eu sentia conforto, carinho; como se deitasse o meu corpo na Terra e pudesse descansar em paz, pois eu estava protegido. Na sua sintonia, o meu corpo ainda vestido comigo, se lembra que é parte da terra que forma esse planeta, do barro que reveste esse chão. E esse pensamento nada tem de triste, pelo contrário, pois sinto que em seu nome, tenho porto seguro, posso voar além da noite e do mar, com a certeza que tenho casa para voltar.

Daí, pensando nisso, fui ficando mais tranquilo, Mamãe Nanã, pois a experiência vale por mil teorias; e se quando penso em seu nome, o seu nome me trás um sorriso; posso cantar tranquilo, pois nada tenho a temer, e por isso repito com alegria: "Salubá Nanã Buroquê!"

terça-feira, setembro 29, 2009

EROS E PSIQUE

Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

A CASA MAL-ASSOMBRADA

Era uma vez uma casa mal-assombrada. As pessoas tinham medo de passar perto dela. Conta o povo que dentro dessa casa havia fantasmas que assombravam, punham medo em qualquer pessoa viva que nela entrava.

Olha você em frente a essa casa; noite de tempestade, raios e trovões e todos os motivos para você entrar nela. Você sabe que há alguma coisa errada, mesmo assim bate na porta, a porta se abre sozinha; você entra e sente que já não foi uma boa idéia; afinal, se molhar com a chuva é uma coisa, se borrar de medo é outra. Mesmo assim, você decide continuar na casa e mesmo tendo certeza que ela está abandonada; você grita: “Hello!!! Tem alguém ai?”

Não tem! Ou melhor tem, mas não é quem você imagina...as janelas e as portas são fechadas com violência; ruídos são ouvidos, gritos e vozes que parecem vir de todos os lugares; estilhaços de vidro, cachorros latindo, gatos miando; gente gritando e você corre para a porta, não consegue abrir; tenta pular pela janela; a queda não parece te garantir vida antes da morte. Encurralado, você está preso na casa que se move; encarcerado num filme de terror onde você é o único ator; e ao subir pela escada numa tentativa desenfreada e até estúpida de encontrar algum lugar para se esconder; o medo pega você; uma presença parece se aproximar. Você fecha os olhos, não consegue tapar os ouvidos e escuta: “boo!”.

Você sai correndo escada acima; não sabe onde vai parar; qualquer lugar é melhor; quem sabe debaixo da cama; quem sabe se rezar; quem sabe se você conseguir achar um telefone; daí você se lembra do seu celular; afinal, não é filme dos anos 50, mas é claro, a operadora avisa “somente chamadas de emergências”; mas aquela é uma emergência! Socorro! Help! Você grita; já sentindo que não está sozinho; aquele fantasma filho de uma qualquer coisa está novamente bem pertinho e você dessa vez tapa os ouvidos, mas não consegue fechar os olhos e vê que o fantasma tem a cara de você e se dá conta de que por todo o tempo, a casa mal-assombrada era você...

segunda-feira, setembro 28, 2009

Ouça o seu Melhor Amigo

Quando tiver que decidir,
Não dependa do outro;
Não peça resposta ao oráculo;
Tua cabeça é teu médium,
Não precisa de intermediário.

Para onde quer que você for,
Caminhe sempre no amor;
Não olhe para trás!
A escolha é para escolher,
Não brinque de possibilidade;
O que será não volta mais.

Não pare na pista;
Atravesse!
Exerça o seu livre-arbítrio;
Caminhe!
Segue, segue;
Os passos do seu caminho.

Deixa a indecisão para trás;
Quem muito escolhe, acaba escolhido;
Decida! Mostra que é capaz
De ser o seu melhor amigo.

sábado, setembro 26, 2009

CRIANÇAS DE OXALÁ

Sinto vontade, não necessidade; e vou orar. Diante do meu altar, vejo a imagem de Jesus e minha consciência sobe escadas, voa alto em direção as estrelas; e na velocidade da sintonia, ela chega ao Amor Inicial; esse mar de compaixão que o meu amigo e professor Wagner Borges chama de Primeiro Amor; um amor que toca não só o meu intelecto, mas também cada célula do corpo que visto; sorrio! Estou nesse momento na freqüência de Cristo e medito...

Medito na causa inicial; em como e o quanto precisamos de avatares, deuses em imagens e madeiras para nos conectarmos com essa energia divina criadora que não tem rosto, nem tem forma; pois tem a cara do amor.


Vejo essa imagem de Jesus na minha frente e percebo o quanto preciso dela; pois a minha consciência é gotinha dentro desse oceano que é o Grande Criador; e mesmo sendo desse tantim assim, percebo que o Criador manda o seu amor e não se esquece de mim; e eu sei que se um dia eu esquecer novamente que Ele está aqui dentro do meu peito; Ele ficará bem quietinho, pacientemente esperando o dia do meu despertar.

Se eu dormir, Oxalá que não demore muito para eu acordar...

Penso em meus irmãos de todos os credos pelo mundo, nos diversos nomes que usamos para a manifestação desse amor (Jesus, Krishna, Buda, Xangô, Jah, Jeová, etc) e de como revestimos esse amor com as imagens dos nossos avatares como se não existisse algo além.

Medito no nosso apego pela forma e nas palavras que utilizamos para construir símiles do Divino em nossas mentes; e em como isso nos aprisiona num nível infantil do entendimento da Divindade e da nossa Espiritualidade. Daí, recordo Ramakrishna em busca da Mãe Divina em todas as religiões e A encontrando em cada uma delas. O Sábio Santo sabia que a Mãe Divina estava por trás de cada uma das faces que via; e também sabia que todas elas eram faces da Grande Mãe para que todos nós, mesmo ainda crianças em entendimento da nossa origem divinal, pudessemos nos aproximar, perceber e nos sintonizarmos com o Amor Inicial.

Sentindo esse amor puro entrar pelo topo da minha cabeça e descer por todo o meu corpo, abro as mãos como se elas fossem cachoeiras e deixo que o amor que recebo, flua para o mundo inteiro. Não tenho a menor idéia se isso é apenas coisa da minha cabeça, mas alguma parte dentro de mim, sorri, só em imaginar esse amor que flui por mim, possa mesmo alcançar o peito de quem nem conheço e o fazer também sorrir.


Sentindo que chegou o momento, vou terminando a oração e abro os olhos.

- Obrigado Jesus! – digo à imagem que vejo na minha frente que provavelmente é bem diferente da fisionomia daquele Jesus que um dia pisou na Terra; mas isso pouco importa, o importante é o significado que dou a ela e no poder que lhe dou para que exerça esse link com o Amor em mim.

MEDITANDO EM VOCÊ

- Você não vai meditar? – ela pergunta, enquanto eu a abraço; respondo:

- Mas eu já estou meditando. Meditamos toda vez que focamos a nossa consciência em algo ou alguém, já dizia o sábio guru do amor, pois quando estou com você presente, minha consciência não foge para o futuro, nem se esconde no passado; ela repousa em você, no nosso amor; e meditando nisso ocorre a mágica da meditação real: quando fazemos algo bem feito, esse algo se multiplica e se interliga com tudo ao nosso redor.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Prato Cheio

Minha mãe acredita que prato cheio é sinônimo de satisfação e abundância. Ela não acredita no mastigar, prega o engolir. Ora, minha mãe não sabe, mas todos sabem que comida engolida é sinônimo de privada entupida pelo alimento que o corpo não conseguiu absorver. Não adianta explicar para a minha mãe que o prato vazio é na verdade um prato meio cheio; pois se não encho o prato, há algo errado com a comida; se não como tudo; é “desfeita” com tanta gente que passa fome no mundo.

Foi assim que minha mãe me educou com toda a sapiência herdada de uma cultura onde mais é tudo; o problema é que a vida já me ensinou que menos é mais. Pensando nisso, olho para os livros da estante que não li; condenados a eterna pena do “talvez um dia serei lido”; comprados em nome de uma causa de fome de sei lá o quê quis aprender e que até hoje não aprendi. Não sei se essa gula por conhecimento causa enburrecimento, mas sei que ando meio obeso de tanta leitura desnecessária.

Baseado nisso, fiz uma lista de livros que adoraria ler ou reler e doei os livros que estavam mortos na estante para o sebo; lugar onde livros idosos viram criança de novo nas mãos de quem deseja realmente ler, e não que tem quê. Quando o assunto é leitura; ninguém tem que ler nada; pois assim como o prato cheio de comida; mas vale a palavra degustada e devidamente digerida do que a palavra engolida para mostrar a mãe do mundo que a nossa barriga está cheia de conhecimento, mas a cabeça vazia de sabedoria.

quinta-feira, setembro 24, 2009

CHEIA DE CARNE

No principio era o verbo;

E o verbo se fez energia;

E a energia se fez matéria;

E a matéria se fez carne;

Muita carne; carne demais de existir; carne demais para revestir os ossos; carne demais para cobrir a alma.

Vocês comem, tu comes, nós comemos; eu como por todas as pessoas; por todos os verbos; por todos os gêneros e por todo o universo que gira ao meu redor; e vou ficando cada vez maior; cada vez mais não caibo em mim.

Quero parar, não dá! Como tudo o que vejo, sou Magali! Não era assim, não era assim; e agora, a cada quilo que incorporo, a cada grama a mais, aterrorizo-me com o que vejo; mas não consigo parar. Estou grávida do desejo de me revestir de tudo o que vejo; não há mais dieta que eu não conheça; já não mais adianta fechar a boca; já não caminho, rastejo; já não vivo; vegeto!

Preciso de ajuda, antes que alguém com uma agulha faça de mim caso de enfermaria, de UTI. Preciso ter força, firmeza para mudar, antes que eu me esqueça de como eu era e só lembre como sou, do outro lado, onde não há mais carne; onde não cabe matéria; mas daí será muito tarde; pois como energia, eu sou apenas verbo e verbo sozinho não faz frase.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Rosa da Cidade

No meio do trânsito, estaciono o carro. Saio, sento em um banco e observo: as pessoas estão cansadas, voltando para as suas casas, esgotadas. Nos ônibus, nos carros, nos táxis; em trens lotados, no metrô apertado; elas estão por toda parte; algumas delas vivendo como se não houvesse nada que as interligasse; como se Deus estivesse contido apenas nas missas de Domingo, só morasse na leitura do Livro e não ali do lado; sem desconfiar que o Criador está em tudo, mesmo no caos do dia-a-dia, onde nós estamos boa parte do tempo, atuando e vivendo, provando se colocaremos na vida, a teoria que circula em nossos pensamentos. Outras dessas pessoas são como rosas; olho para elas, e mesmo no concreto da corrida para o trabalho ou na loucura de voltar pra casa, há beleza em seus olhares; como se o Criador nelas co-criasse um olhar que se abre em pétalas; um olhar que rosa, rosa que olha; de onde vem a beleza dessa rosa? Da cidade!

Saindo do caos, das rochas do cansaço, essa rosa insiste em abrir caminho, em meio ao cimento, tendo o desafio de mostrar as suas pétalas, mesmo quando todo mundo espera que não seja possível ter graça no que é aparentemente feio, detestável, indesejável.

Essa rosa tem a sua cara, parece com essa gente que insiste em viver o melhor
que pode mesmo quando tudo aponta para o contrário.

Essa gente que se diverte, ri, canta, dança e também chora; mas chora somente o tempo do choro e enxuga tudo aquilo que não for lágrimas.

Essa gente que vive bem as suas fases de vacas magras, não se esconde, mostra a face, trabalha; e mesmo com a cabeça cansada encostada na janela do ônibus; um meio sorriso é visto em seus lábios; sorriso pétala de quem faz o que é preciso para viver a vida na cidade que a TV diz ser insuportável, perigosa e opressiva; e disso ninguém tem dúvida, mas aqui, nessa selva de pedra onde se correr o bicho pega e ficar parado não se come; há beleza, há gente que estuda os mistérios do Divino e que insiste em ver o belo no cinza, no concreto e ainda grita: é lindo!

Claro, seria mais fácil, muito mais fácil, fugir da cidade; ir para qualquer lugar que não aqui e agora; escapar, fugir, buscar uma rota que não trabalhar para a sua flor despertar em meio ao cinza, ao chefe que rosna, a criança que chora, ao mendigo que implora a piedade com as mãos em concha. Sim, seria mais fácil viver longe daqui, no sul de Minas ou no Himalaia, encontrando a paz na tranqüilidade, na ausência do perigo, sem a ameaça da violência ou da morte; feliz de quem pode, mais que bonito é, essa rosa da cidade, que pratica o amar "no mather what*"; gente rosa que firma o caule, aprofunda a raiz, para que o verde que há no seu peito possa florescer em galhos fortes que sustentem as suas flores nesse Jardim de Nós Todos.

terça-feira, setembro 22, 2009

LIBERTANDO-ME TE LIBERTO

Eu te liberto
Das amarras que eu coloquei
No seu coração;

Quebro as correntes
Da prisão
A qual transformei a nossa relação;

Peço desculpas
Se ficou alguma
Dúvida sobre a minha intenção;

E se te segurei até então
Foi sem querer
Mas sei que o inferno
Está cheio de boa intenção!

Por isso liberto você
E ao mesmo tempo
Liberto a mim mesmo dessa escravidão
De não conseguir te dizer não!

House - Sexta Temporada

Ontem estreou na TV americana, a sexta temporada do House. Fica difícil explicar para quem não acompanha, a razão pela qual havia uma vigília, mesmo aqui no Brasil, pela re-estréia da série do médico mais antipático e querido do mundo.

Pensando em ajudar as pessoas que não tem a menor idéia sobre essa série, postarei abaixo, algumas frases celébres do médico que estão na boca dos fãs de todo o mundo; essas frases foram retiradas do site http://www.fotolog.com.br/caely/58410115.

Frases mais célebres do House (algumas merecem ser escritas no original mesmo... em Inglês):

"Everybody lies!" (A frase-mor. Que move todo o seriado!!

"People don't change!" (Verdade também. Acredito que as pessoas não mudam!!

"Por que Deus recebe todo o crédito sempre que algo bom acontece?" (House tem uma briga acirrada com God!!!!)

"Preciso de mais Vicodin!" (House toma Vicodin o tempo inteiro. Ele sente muita dor).

"O mundo seria um lugar melhor se as pessoas nunca se sentissem culpadas."

"Melhor eu não ver você rezando! Não vou querer brigar pelos créditos dessa vez!"

"Fazendo de propósito, evitam-se os acidentes."

"Você se surpreende ao perceber o quanto pode suportar..."

"A verdade é irrelevante."

"A constante é que as pessoas mentem, a variável é o motivo."

"Todo mundo morre."

"I don’t care" (House não se importa com seus pacientes!!)

"Todos nós temos algo do qual se arrepender."

"Você pode viver com dignidade, não morrer com ela."

"Mentiras são como as crianças: apesar de inconvenientes, o futuro depende delas."

"Como disse o filósofo Jagger uma vez: 'Você não pode ter sempre aquilo que quer'."

"Não conseguimos só porque queremos."

"Superou sem enfrentar?"

"Vai confiar em mim? Eu minto sobre tudo!"

"Deus não manca!" (Quando o Foreman disse que não queria que House se sentisse como Deus.)

"Se você fala com Deus, você é religioso. Se Deus fala com você, você é psicótico"

"Nunca ameace a não ser que esteja pronto para fazer, isso te torna fraco. "

"O seu raciocínio não presta. Para a próxima, use o meu!"

"Quando se quer saber a verdade sobre alguém, essa deve ser a última pessoa a ser consultada."

segunda-feira, setembro 21, 2009

THE WAY


Dedicated to my beloved students Wanderley and Giorgia

The way
Wanderley
Look at
Giorgia
Is the way
That all men
Should always look
At their women;

With respect
With love
With friendship
With devotion


The way
Giorgia
Look at
Wanderley
Is the way
That all women
Should always look
At their men

With devotion
With friendship
With love
With respect

A DOIS PALMOS

Por Sergio Kiss
(Texto postado na lista do grupo de estudos do IPPB)

Não podemos, a pretexto de uma busca por melhor situação espiritual ou intelectual, compactuar com qualquer coisa; precisamos de bom senso, discernimento e, principalmente, saber seguir o fluxo da vida com calma, pois ela certamente nos encaminhará para o nosso destino; é só relaxar e ir "aproveitando a paisagem", aprendendo pelo caminho com as coisas, situações e pessoas comuns. No final das contas, sempre serão elas que nos ensinarão muito mais a respeito de nós mesmos.

Uma busca desenfreada e a qualquer custo, geraria inúmeros problemas e, ao contrário do que se poderia pensar, nos desviaria do caminho, criando neuroses e idéias estereotipadas, mas, jamais nos colocaria nele. Todo desejo, mesmo o de iluminação e realização espiritual, quando fora de controle, é um tipo de prisão; é escravidão, porque desejos surgem do ego. E a diferença entre ter desejos em nossas vidas, uma atuação positiva ou não, é que, ao sabermos alinhá-los com os desígnios de Deus, tomamos o caminho da Luz, e os tornamos realizações do Cristo interno, santificando o que era, na sua origem, profano.

Mas, de todos os caminhos que o homem pode trilhar, o mais difícil deles tem apenas dois palmos de distância, que vai da cabeça ao coração, pois, quando saímos das interpretações e malabarismos mentais e passamos a atuar a partir do coração, a verdadeira luz se irradia de nós, transmutando-se no exterior sob a forma de amor e caridade.

Quem, nesta vida, já não sofreu, ou sofre, devido às cobranças, implicações e peripécias de sua própria mente que, situando tudo no contexto da razão, se esquece da docilidade e paz advindas do amor?

Não ha outro inferno além deste, onde vivem encarnados e desencarnados, sem perceberem que o "Céu", ou Paraíso, está ali a apenas dois palmos de distancia.

Peruíbe, 19 de setembro de 2009.

- Nota de Wagner Borges: Sergio Kiss é nosso amigo e participante da lista interna do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. É coordenador de um grupo espiritual na cidade de Peruíbe, no litoral paulista. Experimenta saídas do corpo desde criança e é pesquisador de temas espirituais e conscienciais.

sábado, setembro 19, 2009

WHY RUSH?

Os olhos de Débora brilham e brilham, enquanto ela sobe a trilha do conhecimento.

Faminta pelo mundo, coração transbordando de amor, ela anota tudo e cada coisa em sua agenda, em seu caderno; corre e corre, pesquisa, estuda por conta própria e pergunta: "onde vou parar?"

E isso importa, Débora?

O importante é caminhar, aprender, desvendar; discernir, saber, compreender e VER de VERdade. A idade, querida aluna, pouco importa; o que importa é a maturidade de não jogar fora aquilo que está se apresentando.

Os presentes estão chegando, mas não queira catar tudo, saiba dar o devido valor; só assim para que a porta continue aberta e também a janela.

Enquanto isso, repita o mantra: why rush?

sexta-feira, setembro 18, 2009

JERRY LEE LEWIS - THE ETERNAL MATADOR

Não! Essa crônica não é sobre o comediante; escrevo sobre o Rei do Rock and Roll. Como assim, Elvis? Chuck Berry, que nada! Os Beatles eram fãs do Mr Lewis, os Rolling Stones copiaram a sua loucura e a atitude. Antes mesmo que Jimmy Hendrix pensasse em destruir a sua guitarra; Jerry já queimava o piano.

Ouço o The Killer desde 1989. Foi nessa época que comecei a ouvir goldies e rock and roll dos anos 50, que alguns amigos disseram ter um nome meio moleque: rockabilly! Sei lá, qual era o melhor nome, mais eu simplesmente pegava fogo quando ouvia os acordes de "Great Balls of Fire". Sabia de cor os versos de "Wild One" e lia tudo o que eu podia sobre os rockers dos anos 50. É claro, que sendo o Brasil, naquela época, um país fora do mapa do show bussiness, eu jamais teria a chance de ver esses caras, que apesar de terem feito sucesso num tempo em que eu devia ainda estar encarnado em outro planeta, continuavam tocando e se apresentando pelo mundo em suas turnês. Sorte minha: eu estava errado! Em 1994, Jerry Lee veio ao Brasil.

O problema de se ter um gosto musical fora do convencional é o fato que não podemos compartilhar com quase nínguem o que gostamos, as novidades que descobrimos ou irmos com alguém querido para um show como esse quando temos a oportunidade. A minha sorte número II foi que eu tinha uma amiga em 1994 que estava aberta a novas descobertas musicais (ou estava sendo nice comigo); de qualquer forma, fomos juntos ao show, que ocorreu em algum lugar de Moema; não lembro bem onde, mas sei que havia outros tantos milhares de malucos topetudos e vestidos com jeans, camisas brancas e jaquetas de couro por lá pronto para curtir o melhor show de rock'n'roll da Terra. Eu estava em casa; Tatiane não. Sim, Tati foi comigo e foi iniciada naquele mundo de malucos apreciadores de rock antigo; porém, nunca soube ao certo se ela gostou da apresentação. Eu não!

O que eu esperava? Que o Jerry estivesse ainda com o folêgo de Breathless?

Ele tinha envelhecido e bem; cantou mal, desafinou, saiu do palco antes do tempo certo do final de show. Algumas línguas disseram que ele estava high, outras que apenas tinha bebido. Eu, por outro lado, ví um ídolo caído e é claro, quando me perguntaram o que eu achei do show; respondi de imediato: "foi louco, ensadecido, maravilhoso"; e qualquer outro adjetivo que não descrevesse o meu desapontamento.

Com o tempo, esqueci sobre isso. Fiquei com a boa memória de ter visto em carne e osso, um ídolo.

Hoje, Jerry Lee se apresenta novamente em São Paulo. Os tempos são outros, não tenho mais aquela vontade de vê-lo novamente, mesmo sabendo que o The Killer está na estrada, firme e forte, depois de um novo enfarte.

Gosto da idéia de vê-lo ativo, tocando, surgindo sempre do limbo como alguém renovado, mas confesso, lá no fundo, há um fã com medo de ser novamente desapontado.

Insight e Inblind

É insight?

Te dá prazer?
Fará algum bem ao outro ou a você?
Te dá esperança?
Faz você viver o novo como criança?

De onde vem o insight?
Não sei o segredo;
Não sei a forma;
Só sei que o insight
Se infiltra;
Pede passagem;
Incita;
Dá coceira nas idéias;
Sacode os pensamentos;
Faz dançar a nossa alma;
Faz rever os pensamentos;
Reformula e amplia a nossa visão de mundo.

O insight vem de dentro;
Como se dentro da gente
Houvesse portas, janelas;
Que abrem para outro lugar!
Será que existe
Um local que não é dentro, nem fora
Aonde o insight mora?


É inblind?

Te dá dor?
Discrimina os outros?
Limita as suas asas?
Faz você temer o novo como uma criança teme o escuro?

O inblind
É como goteira
Que perturba a nossa cabeça;
Que rouba a nossa atenção;
Que pré e que pró ocupa a ação;
Faz ranger os dentes;
Faz perder cabelos;
Faz chorar e faz temer;
Faz sofrer e faz parar.

O inblind vem de fora;
Cega, cega a nossa alma;
Como se não houvesse luz na nossa casa;
E tudo fica escuro;
Até que a coisa passa
E a gente fica com cara
De cequeira temporária
Atoa.

AmazingCounters.com
Overtons Marine Supply