sábado, agosto 30, 2008

INCORPORANDO OS OUTROS

Coloquei a mão direita á boca, como se eu fumasse um cigarro imaginário.

Fumar é uma experiência que nunca teve apelo para mim e faz parte das coisas que eu nunca farei na vida; o que não tem nenhuma relação com os anúncios de câncer ou impotência ilustrados nos maços de cigarros; eu apenas nunca senti vontade; e daí a surpresa, quando meus olhos flagraram meu corpo imitando o gesto de um fumante que estava ao meu lado no ponto de ônibus.

Se fumar era um hábito que nada me atraia e ainda assim, inconscientemente, eu copiava, fazia; imagina que outros tantos gestos, palavras, movimentos, vícios eu já havia incorporado ao meu jeito, e nunca reparei que não me pertencia.

Até que ponto, eu sou eu? Até que ponto sou os outros?

sexta-feira, agosto 29, 2008

MÁSCARAS

Aplausos! O artista agradece a presença de todos no espetáculo. Sai o personagem, tira-se a máscara e surge finalmente o ator, mas onde o publico vê um rosto, há ainda uma outra máscara – qual será a sua verdadeira face?

Carnaval de Veneza, 2005. Auri e eu caminhamos pela Praça de São Marcos. Escrevo palavras refletidas pelo ar, ela rouba imagens com a sua câmera fotográfica. É uma festa à fantasia; um baile de mascarados, em uma Itália com orgulho de suas tradições medievais.

Espetáculos e teatro ao ar livre; nem preciso falar italiano para ser envolvido nesse show de sorrisos e movimentos que encantam e prendem a nossa atenção. Auri está fascinada, tira foto de todas as fantasias, é o seu primeiro baile de máscaras. Difícil mesmo é dizer qual delas é a mais bonita, todas são diferentes e magníficas.

Compramos as nossas fantasias e vamos para as ruas, exibir nossa outra face. Nesse momento, me dou conta que já uso uma máscara: estou fantasiado de estrangeiro, tenho máscara de latino, de brasileiro (por vezes sou indiano, por vezes também sou africano). Auri me pergunta se há algo errado com a minha fantasia, respondo que não; e quem responde é outra face, outra máscara e vou assim mergulhando profundamente em meu inconsciente, despindo-me máscara por máscara; algumas me dão arrepio, outras muito me orgulham; algumas me dão alegria, outras tantas mal reconheço; algumas foram impostas, outras eu mesmo criei; e vou prosseguindo nessa jornada que parece infinita para dentro de mim mesmo.

Feito cebola, vou retirando cada camada, até que surge a mais estranha surpresa: quando finalmente estou despido de todas as máscaras e me preparo para encarar o meu eu verdadeiro; vejo no meu próprio rosto, a face de todas as outras pessoas espalhadas por esse mundo inteiro.

SOMOS TODOS UM SÓ

quinta-feira, agosto 28, 2008

CASTRADA

Firmou contrato de aliança assinada. Jurou que o amaria até a morte, e depois do terceiro mês de casamento, o marido doce e sensível transformou-se em monstro violento e por sorte, a princesa escapou de ser eternamente calada.

Nunca saberá o que houve com o seu homem: antes, tão galante; agora, um crápula que a mantém presa à torre encarcerada.

Se não fosse pela sua família, por Deus e pela sociedade, ela buscaria a liberdade que fora entregue a tão cruel consorte.

“Talvez ainda haja uma chance de mudá-lo”, repete a princesa presa em seu calabouço, carregando as marcas no rosto de mais uma agressão mal explicada. Pobre princesa, vive agora no poço, se afogando em lágrimas; distante da vida e da felicidade, castrada.

quarta-feira, agosto 27, 2008

PRIVADOS MOMENTOS TRANSCENDENTAIS

Desesperado, vi surgir á frente a minha grande esperança de salvação: “Igreja Pentecostal Universal do Símbolo do Peixe que virou a Cruz”. Entrei no templo e fui abordado pelo segurança.

- Boa noite, irmão! – disse ele.

- Preciso de ajuda – respondi com afobação.

- Veio ao local certo, irmão, como podemos o ajudar?

- O banheiro? Onde fica o banheiro?

Era a feijoada que me levava ao calvário. Aquele restaurante em que eu tinha almoçado não parecia mesmo confiável, mas a fome e aquele cheiro de feijão com seja lá o que for que eles misturam para fazer o mais brasileiro dos pratos, havia me enfeitiçado. Agora, eu pagava o preço de tamanho desrespeito com o meu corpo, meu estômago parecia ensaio de escola de samba e estava me levando à loucura.

- Sinto muito, mas os toaletes são apenas para os fiéis – penitenciou o segurança.

- Eu sou FIEL! – respondi quase gritando, não por agressão, mas por força do Alien que eu trazia no estômago – Acredito em Deus, sei rezar o Pai Nosso, já aceitei Jesus no meu coração, agora, me diga, pelamordedeus, onde fica o banheiro?

Não acho que ele acreditou em mim, talvez porque meus trajes (calção, camiseta e boné), associavam mais a minha imagem ao Chico do Pagodinho do que o Francisco Pregador.

- Qual o nome do pastor? - ele questionou - Quando foi a última vigília? O que está escrito no Salmo 23?

O sujeito não era um segurança, ele era um inquisidor. Naquela altura do meu estado evacuatório, mesmo se eu fosse um Ministro da Fé, não conseguiria lembrar algo além que vaso sanitário, papel higiênico e descarga.

- Olha moço, eu não sou cristão, nem nunca fiz a primeira comunhão, se você tentasse me classificar, provavelmente, diria que eu sou meio pagão, mas pelo amor de Cristo, pela luz do divino, em verdade, em verdade eu te imploro e digo: ONDE É O BANHEIRO?

Nada! Nem um sinal de misericórida do cidadão!

- Olha, moço - falei com tom ameaçador- Não sou filho do prefeito, nem conheço ninguém importante, mas garanto, se eu não usar o banheiro, o negócio vai FEDER para o seu lado!

Não sei se foi a minha ameaça ou o meu tamanho, mas o segurança, um negão de dois metros e meio, apontou um corredor á direita, e atravessei a porta com toda a velocidade que consegui (devo ter batido algum recorde), chegando bem a tempo para um encontro privado e transcendental, e caro leitor, não leve a mal, mas esse texto acaba agora, pois há certas coisas que sentimos em certas situações que são inenarráveis, e por mais que eu queira, não posso compartilhar.

terça-feira, agosto 26, 2008

OLHAR DIVINO

Muitos são os caminhos, os templos, as religiões na busca do Pai Divino, da Mãe Santissíma. Seja no Brasil ou na Índia, no Egito ou na China, desde os primórdios, corajosos homens e bravas mulheres buscam as chaves do reino celeste, o olhar divino, os rastros do Criador, os passos dos mestres.

Essa busca os levaram vida após vida, no além, no entremorte, a continuar lembrando que muitas são as casas, mas todas elas nos guiam para a luz. Muitos são os portais: a música, os mantras, a cruz; as ervas, incensos, a cabala ou as velas; e seja por Krishna, Buda ou Jesus; seja por meio dos Orixás, Devas ou elementais, respeito merece cada caminho, cada casa; pois todos são partes do Pai e da Mãe, do Todo que preenche o vazio que nos conecta um ao outro.

No jardim do Grande Arquitetato do Universo, no canteiro da Belissíma Mãe Terra, há mil flores, cujo perfume nos lembra o cheiro de casa. Que cada homem ou mulher, cada um com sua flor, cada um com a sua pétala, continue trilhando esse caminho em direção ao vasto oceano do amor, afinal, somos parte de tudo; e se você chegou até aqui, não tenha dúvida: você é, eu sou, um vencedor.


Notas:
Dedicado aos meus amigos do Templo Olhar Divino, por toda a poesia e amizade presente em nossos encontros.

O CANÁRIO E O ESCRITOR

Um canarinho apareceu morto no meu quintal; não houve reclamação do corpo, o verão se fez, o dia clareou, nem houve lágrimas do bem-te-vi, muito menos do beija-flor.

Eu passei a me perguntar: Quem foi esse canarinho? Onde cantava? Que filhotes deixou? Será que deixou algum grande amor? Algum pássaro preto, voando agora desolado, sem ter ao seu lado, o belo canto do canário.

Não sei, respondi a mim mesmo, mas vendo aquela canário no chão, coberto de grama e terra, senti uma pontada aqui no coração e quis fazer uma homenagem em forma de canção, porém como não sei compor não, escrevo essas rimas em forma de prosa, desejando que essas palavras possam encantar leitores da mesma forma que o canário, ouvidos encantava.

segunda-feira, agosto 25, 2008

O BARQUINHO E O MEU EU MENINO

Vai barquinho pelo mar e trás de volta o meu eu menino. Torne-me adulto muito cedo, já não vejo milagre ao nascer do dia, fui tomado pelo medo.

Vai barquinho e trás a salvo o meu eu menino. Tornei-me rude com os outros, já não tem graça viver em harmonia, cai num poço.

Cuidado barquinho, meu eu menino tem medo do escuro e não sabe nadar. Não o ajudei a descobrir o prazer de desvendar o desconhecido, não o ensinei sobre a magia de amar.

Volta logo, barquinho, com o meu eu menino, pois só ele pode me salvar. Tenho pressa, pois a vida passa rápido e é preciso um coração de menino para um adulto voltar a amar.

Frank Adulto Procurando o Frank Menino

Imagem: http://www.atorremagica.blogspot.com/
Nesse site você encontrará ótimos textos do poeta e escritor PEDRO ANTÔNIO DE OLIVEIRA.

domingo, agosto 24, 2008

OLIMPÍADAS SÃO TODOS OS DIAS

Eu não sei dirigir. Isso mesmo, 34 anos e a direção ainda é um sonho.

Tenho um carro, até já tentei tirar carteira de motorista, mas tenho pânico da direção, pois tenho extrema dificuldade em trocar as marchas, me confundo todo com os pedais da embreagem e do freio e minha última tentativa ao volante, quase acabou em desastre.

Sou deficiente quanto o assunto é coordenação motora ( desculpem o trocadilho infame) e já perdi muitas noites e dias tentando entender, porque razão minha esposa tem extrema facilidade na direção e eu não. Ela conduz com maestria, modera a velocidade, é uma ótima motorista, ou seja, é tudo aquilo que eu quero ser, mas a verdade é que estou parado na pista, achando que nunca vou conseguir sair do lugar.

"Nunca vou conseguir" , de onde saiu isso?

Eu sou eficiente em muitas atividades e em outras tantas sou deficiente, mas essa deficiência não significa impossibilidade, pelo contrário, minha deficiência é um convite a superação.

Superar-se não é exclusividade dos atletas em busca de suas medalhas de ouro. Olimpiadas são todos os dias, para as pessoas comuns, que explodem de felicidade ao receber suas medalhas de bronze por ter superado suas pequenas gigantes limitações. Para pessoas que tentam superar suas deficiências, casa passo é uma vitória e a única coisa que não é válida nesse esporte é desistir.

Ás vezes, para atingirmos a superação em alguma área em que somos deficientes, precisamos da ajuda de quem já é mestre numa estrada, onde ainda somos alunos. Por isso conto com a minha esposa. Toda vez que a vejo dirigir, ela se torna uma seta para mim, me guiando pela faixa da esperança na busca da minha medalha tão esperada.

Eu vou aprender a dirigir, e isso é só uma questão de tempo, ritmo, esforço e coragem para continuar lutando.

sábado, agosto 23, 2008

SÍNDROME DE CAPITU

Uma pitada de ciúme adiciona sabor ao prato requentado de um longo amor. Ciúme é bom, acende velas apagadas, eleva a auto-estima, ressuscita a paixão esquecida e os votos enterrados. Se o ciúme vier em pequena dose, o amor é renovado; mas se for exagerado, paga-se o preço amargo dos corações encarcerados.

Não há amor que dure diante da ameaça da corrente. O ciúme exarcebado torna o amante, um doente; alguém desesperado em manter o que nunca foi totalmente seu; torna o amado, uma vitíma da conseguência daquilo que nunca houve, mas é realidade no olhar enciumado.

Quando nos apaixonamos, somos atraídos justamente por um diferente ser; o ciúme em demasia, nasce do desejo imaturo e inconsequente de anular o outro "eu" a favor de você.

O ciúme descontrolado é tempestade, tormenta, que inunda jardins e vales, até então repletos de amor em flor. Esse ciúme não pode ser controlado, é força indomável, transformando homens em Otelos, mulheres em Dalilas, destruindo totalmente quem está do lado.

Abençoado é o casal que tem o ciúme como aliado. Condenada é a relação pelo ciúme acorrentada.

sexta-feira, agosto 22, 2008

A MARIPOSA LIBERTADA

A mariposa entrou no banheiro, caiu no vaso e estava se afogando. Suas asas batiam desesperadas desejando que fossem barbatanas. Talvez em uma outra vida, ela renascesse peixe, nessa, estava condenada a morrer na minha privada, afinal, eu tinha mais o que fazer do que enfiar a minha mão naquela água só para salvar uma mariposa desesperada.

Mas o maldito coração, tomou de conta da razão e a retirei da tão fadada jornada. Gentilmente, a levei até a janela, me perguntando se ela teria forças para voar; ela teve e se foi pelo ar, batendo as asas, fingindo que era passarinho.

Contente, fui me inundando desse sentimento de gente orgulhosa por ter feito uma boa obra, uma pequena grande ação; contudo a imagem do espelho refletia a minha alma que dizia: você não fez mais que a sua obrigação.

quinta-feira, agosto 21, 2008

ATOR OU PERSONAGEM

Palestra baseada no tema: Potencial Produtivo

ATOR OU PERSONAGEM

Você é um ator, atriz?

Todos nós somos atores e atrizes, não somos?

Somos muitos bons e poderíamos ganhar prêmios, até o Oscar pela nossa atuação. E eu vou lhes provar que falo a verdade. Estão preparados? Hora da verdade!

Vamos lá!

Quem é você?

"João"? "Maria"?

Eu perguntei quem é você e não o nome que lhe deram, pois nem o seu nome você escolheu, talvez tenha escolhido o seu apelido ou mudado o nome de Orostáquio para Astrogildo, por causa daqueles apelidos que a gente não quer no ouvido. Mas voltando a questão: quem é você?

"José, 32 anos, casado, pai de dois filhos, católico, apostólico romano, bancário."

Pois bem, Josés e Marias, e não esqueçamos dos Joãos. Quem criou, você, José? Quem criou você, Maria? Quem criou quem você é José, ou melhor, quem você pensa que é?

Xiii, como diria Drummond: "e agora José?"

Você? Mesmo? Acho que não! Foi Deus? A sua família? A sociedade? Religião? Ambiente?

Bom, se houve criação, participação na construção de quem você se tornou, estamos falando então de um autor, ou vários. Se houve uma criação, algo planejado, podemos dizer que você não nasceu José, casado, pai de dois filhos, católico, apostólico romano, bancário. Você nasceu você, o José é só um personagem!

Confundi vocês? Desculpe, citando o Chacrinha " Não vim aqui para explicar, vim para confundir".

A pergunta é: Você é só o José ou você é mais que isso? Será que há mais de você do que o que você pensa que há? O que está escondido?

Vamos brincar de "eu acredito".

Só por agora, vamos imaginar que acreditamos que você pensa que é o que diz ser. E eu quero fazer uma analogia com a terra. Vocês já ouviram falar de um lugar chamado Via Láctea? Isso mesmo, bom, ainda lembram das aulas de geografia. Qual o tamanho dela? Algo assim né, gigante, imenso, um Saara de deserto, onde o Sol é só um grão de areia. Certo? Agora, imagina o tamanho da terra? Agora, lembre de você e imagine o seu tamanho comparado com a galáxia? Ficou pequenininho, não é?

Estamos acostumados com a ilusão de que só existe aquilo que podemos perceber com os nossos cinco sentidos ou lembrar. Se só o que você consegue ver, sentir, tocar, cheirar é esse planeta, esses cientistas devem estar malucos: afinal, a Terra é só o que existe.

Assim pensava a sua tatatataravó! Então ela um dia, ou o seu tatatataravô olhou para as estrelas á noite e depois de ter certeza que as estrelas não eram um bando de vagalumes, ele se deu conta que esse planeta não era tudo que existia, ou melhor, esse planeta era parte de algo BEM maior.

O que quero dizer, é que há MUITO mais do que o que vocês possam perceber, imaginar, mensurar, e Shakespeare já dizia: " Há muito mais coisas entre o céu e a terra, do que possa sonhar a sua vã filosofia tomando pingado e comendo pão na chapa na padaria".

Baseado nisso, vamos voltar a falar de você. Qual é mesmo o seu tamanho comparado com a nossa galáxia, (que também não passa de um grão de areia no universo). Pequeno? Agora, vamos ao paradoxo...você consegue imaginar a Via Láctea? Sim ou não? Ela cabe na sua cabeça? Caramba, você consegue não só imaginar a galáxia, como ela
também cabe dentro da sua cabeça!!!

Se cabe uma Via Láctea dentro da sua cachola, o que será que você tem mais ai dentro?

Para Jung e Freud e tantos outros estudiosos da psique humana, quem você pensa que é não passa de um grão de areia, uma pequena parte do seu inconsciente ( por favor mantenham em mente que não sou psicólogo, psiquiatra, psicanalista, nada parecido, talvez apenas meio louco, e tudo que sei desses caras vieram dos cursos de alguns
amigos e das revistas que eu leio).

Permitam-me explicar rapidamente, o que eu compreendo por ser a diferença entre consciente e inconsciente. Consciênte é olhar uma menina bonita e estar ciente de que você gostaria de sair com ela. Inconsciente é olhar a mesma menina e em questão de micro-segundos, analisar se ela será uma boa mãe para os seus filhos, baseado no tamanho do quadril dela,os cheiros que ela emite, se a química do seu corpo combina com a química do corpo dela; é avaliar se os seus amigos a acharão tão bonita quanto você pensa que ela é; afinal, você quer que todos vejam o quanto você tem bom gosto e só sai com mulheres bonitas; é observar todos os defeitos que ela tem e decidir que nesse momento isso não é importante ser ressaltado; é imaginar toda uma vida com ela, incluindo pensão e Faustão aos domingos; é pensar tudo isso, sentir tudo isso e nem sequer se dar conta que fez isso tudo.

Em outras palavras a sua consciência é uma azeitona numa salada. Mas agora vem a mágica, o que está no seu inconsciente, volta e meia, se reflete no personagem que você está vivendo. Talvez, você tenha ido perguntar o telefone do cachorrinho da menina bonita baseado em algo aparente e imediato no seu consciente, ou você acabou deixando para lá, pois algo lá dentro de você falou: sai fora, é fria!

Dentro da sua mente ( ou alma, sei lá, vai que alguém ai acredita em espíritos e associa o que carregamos na mente com o que levamos na alma) há vários outros personagens: o ciumento e o possessivo, o apaixonado e o amigo, o velho e o menino, etc, etc, etc. Centenas de personagens que fazem parte de você, te influenciam, mas mesmo sendo ingrediente da sopa que forma você,ainda assim, você é muito mais que isso.

Você é o ator, não a personagem!

Percebam: vocês poderiam ganhar tanto dinheiro quanto o Brad Pitt ou a Angelina Jolie...ou melhor, vamos ser mais brasileiros: Antônio Fagundes e Claudia Raia. Oscar para vocês!!!

Agora mudo as perguntas: Vocês têm controle sobre essas personagens, ou melhor, qual delas está em controle do seu corpo nesse momento? Será que uma delas não está no controle o tempo inteiro?

Quem eu conheço é só uma personagem, é você mesmo, ou só uma pequena parte de você que você decidiu mostrar em público?

Você é ou não é um ator desempenhando vários papéis?

Analogias com o teatro, devidamente encerradas. A verdade é que você é muito maior do que o que pensa ser, do que os personagens que você está interpretando.

Se você conseguiu chegar até aqui, vivo, alfabetizado, sadio, conseguiu fazer amigos, amores, sacou que é preciso respeitar os outros, não jogar papel de balinha no chão, nem bituca de cigarro no esgoto, se está empregado, parabéns! Mas há muito mais que isso e honestamente, se você já conseguiu alcançar tudo isso, qual a
distância te separando de alcançar todos os outros sonhos e objetivos? Qual são os seus limites?

O céu é o seu limite, voador, ou melhor, o céu do universo!

Se você consegue visualizar tudo isso, e ainda consegue ver, dentro da sua cabeça, o tamanho da terra, do sol, da Via Láctea com você incluído, tudo isso dentro da sua mente. Uau!!!!!!!Qual será mesmo o tamanho do seu potencial?

INFINITO!!!!!

quarta-feira, agosto 20, 2008

ESTRELAS FUJONAS

Encanta-me as estrelas, mesmo quando não as vejo no céu
Por isso, procuro-as pelas noites paulistas
mas seu brilho não vejo facilmente
pois elas está cobertas por um espesso véu


Porém, por mais que a poluição as esconda
E que as luzes da cidade roubem seu brilho
Volta e meia, vejo estrelas fujonas
Que se desviam das nuvens, só para estar comigo

E dançamos, elas no céu, eu na janela
Elas me contam sobre os cometas
e eu reclamo sobre as nossas mazelas

Elas não entendem o meu lamento
E respondem: " menino, tudo é parte do pai
Tanto a estrela que brilha, quanto a estrela que cai"

terça-feira, agosto 19, 2008

DIVINA NATUREZA

Deus era o tudo, a Deusa era o nada.

Deus sentiu-se só, a Deusa quis ser acompanhada, então houve a suprema união e o tudo explodiu no nada no primeiro grande orgasmo cósmico.

O micro tornou-se macro, o macro passou a existir no micro.

Deus se expandiu em som dentro da Deusa, que ficou grávida e deu a luz ao universo, a matéria. Matéria e luz que evoluiram e tornaram-se o amor e a vida.

Vida se expandindo nas mais diferentes formas. Vida habitando em todos os lugares e em todos os planos, até formar esses fantásticos seres humanos, com suas qualidades e defeitos que brincam de deuses em seus leitos, e nem sequer imaginam que ao fazer amor estão seguindo os passos do criador.

Eis o segredo da divina natureza: não há Deus sem Deusa, assim como não há vida sem amor.

"A criação e os sons"

E Deus deu o primeiro comando do som
Criou-se o mundo e todos os seres
Brahmam murmurou bem forte “Om”
E as primeiras notas o mundo teve

O Homo Sapiens ia aos poucos evoluindo
Aprendendo com toda sua destreza
Que a mata falava e o mar cantava
Que tinham sons vindos da natureza

Fascinado tentava imitar a tudo
Desde o som do grilo, ao quebrar dos galhos
Do som do vento batendo nas árvores
Ao uivar dos lobos até o canto dos canários

Percebeu que podia fazer sons com os pés
Bater palmas à ecoar pelas cavernas
Que ossos soprados viravam poesia
Quão bonito era a água batendo nas pedras

Vasculhou os mares à procura de alimento
E conchas bem grandes o mar lhe ofertou
Soprando bem forte aquele instrumento
Que kilômetros de distância de escutou

Foi assim fazendo uma simples sinfonia
Com aquilo que tinha por perto em mãos
Até notar que a natureza já tinha
Feito pra ele instrumentos com grãos

Percebeu a divindade vinda da música
O som evocativo que provinha do Maracá
Que fora encontrado quando ele buscava
Os frutos aromáticos do pé de Jacarandá

O chocalho balançado gerou nuvens no céu
E o estrondo dos trovões logo o assustou
Mas o barulho era tão belo e tão curioso
Quis o homem assim imitá-lo com o Tambor

Após a dança da chuva ter ido embora
Caídas ficavam algumas árvores na mata
Carvalhos, taquaras, embaúbas e cerejeiras
Aproveitada era a madeira esculpida em flauta

Assim se ouviam apitos e chocalhos
Tambores, flauta e também guaraxás
A música sendo ritualística e sagrada
Dando ao homem as asas pra ele voar

E voando pelo céu das notas musicais
Captou a infinita fábrica da inspiração
Trazendo do transe a perfeita melodia

Ritmada com cada batida do coração
Ofertando tudo à harmonia divina
Que rege a orquestra da criação

(Aos meus queridos amigos músicos do "Olhar Divino")

Auricèlia Oliveira

segunda-feira, agosto 18, 2008

SALVE RAINHA


Ó Rainha Mãe, não me deixa esquecer o amor que você me fez lembrar que sempre esteve em meu peito. ´

Ó Mãe das mães, que por vezes é ar, que por vezes é terra, Ó Mãe Eterna, permita que eu não me esqueça que só existe uma forma de ganhar essa guerra contra a ignorância: ter respeito para com todas as criaturas.

Que a luz que irradia do meu peito, possa refletir tanto em meus afetos, como em meus desafetos e que eu permaneça lúcido o bastante para que eu ofereça aos outros, o melhor que eu tenho a minha mesa.

Ó Mãe das mães que por vezes é árvore, que por vezes é flor, afasta-me do caminho da dor, pois embora eu saiba que todos os caminhos levam a você, interceda por mim, já não quero mais sofrer.

domingo, agosto 17, 2008

BACK TO RUSSIA

Uma carta, um e-mail da Nikita enviando lembranças da Rússia. O que haveria por lá, além da bela loira que fala português com sotaque russo?

Um novo mundo, professor, um novo mundo!

Um universo de experiências a ser descoberto por profissionais dos idiomas, das línguas, despertos o bastante para aprender a ensinar inglês para o mundo.

"Aceita pagar o preço de largar tudo?", a estrada te perguntou, não foi? E você nem precisou pensar duas vezes. Para viajantes e pessoas que vieram para ser, não ter, voar por outros ares, é se tornar um voador em busca de novas experiências, novos aprendizados, que nos faça contar a vida com outros termos, que não por anos, meses ou minutos.

Certa vez, você me disse:

" I´m here to be, not to have!"

Ser é ter, amigo professor, e ser é a posse que ninguém pode roubar, nem podemos deixar pra trás. Jamais vou esquecer essa lição, caro amigo, dear irmão.

Go and get it!!!

sábado, agosto 16, 2008

ECLIPSE LUNAR? QUANDO?

Você não viu? Não percebeu?
Onde você estava que foi esquecer?
A união do sol e da lua, meu!
O eclipse da lua acabou de acontecer.

Onde você estava
que não olhou para o cèu?
Estava você vendo TV na sala
Seus olhos estavam cobertos por um véu?

O eclipse foi visível em boa parte da terra
Os africanos o saudaram, também o fez, o Oriente Médio
Índia, Europa Oriental, alguns países da Ásia por certo
E aqui no Brasil, o eclipse deveria ter sido uma festa.

Mas faltou você observando
Faltou o seu olhar
Mas não fique ai chorando
Te encontro no próximo eclipse lunar

MITAKUYE OYASIN

Tum!, Tum! Tum! Vitor bate o tambor com carinho, com amor.

Tum! Tum! Tum! Vitor conduz a meditação da cura interior.

Vitor propaga o som, compartilha o ritmo, a música xamãnica que ele tem escutado e estudado. A melodia possui tanta beleza que não cabe dentro dele, flui para a platéia, flui para os que estão com o coração aberto e ouvidos atentos. Ele sorri, está feliz em compartilhar o "Grande Som Primeiro".

Tchá! Tchá! Tchá! Vibra o som do maracá. Vitor limpa, dissolve as barreiras na aura e no olhar. O trabalho de cura é inevitável, a música por si só, já limpa, o maracá limpa mais ainda.

Tchá! Tchá!Tchá! Vitor-índio, xamã-amigo tocando o maracá e lembrando a todos, o som do despertar.

Não é palestra, é ritual de cura. Com coragem e ternura, Vitor mostra que o xamanismo é vida real, às vezes é combate, às vezes é doçura, xamanismo é conexão, integração com o todo. É a prática do bom humor, é ritual de palmas e alegrias; é a sabedoria do velho e o entusiasmo do novo. O xamanismo é a volta ao básico que deixamos para trás em algum lugar da vida. Xamanismo é prática tanto na floresta, quanto na cidade. Xamanismo é a verdade da natureza, é festa, é energia.

Tum! Tum! Tum! Bate tambor! Tchá! Tchá! Tchá! Toca maracá!

A festa se completa com o som da flauta, com o pau d’água, com o cachimbo sagrado, com a pena falada. O Animal do poder se manifesta: o búfalo, o urso, o lobo e a águia. Tudo é festa: dança o ancião, baila o menino, celebram tanto homem quanto a mulher. No xamanismo, é inevitável a descoberta de quem você é.

Xamanismo é fazer a sua trilha, é o que você quiser cantar, escrever ou desenhar. É o livro da sua vida, numa trilha que começa todos os dias ao acordar e se relacionar com os animais, com as plantas, com o planeta e principalmente com os outros, com todos os corações, pois o xamanimo se estende por todas as nossas relações.

MITAKUYE OYASIN*


Frank Oliveira

Mitakuye Oyasin: Expressão de saudação dos índios Sioux, dos EUA, que quer dizer "Por todas as nossas relações".

Texto escrito durante a palestra realizada no IPPB, pelo amigo e xamâ Vitor Hugo em 15 de Agosto de 2008.

sexta-feira, agosto 15, 2008

NEGUINHO DO CATIMBÓ

Enquanto os moleques tinham medo de fantasma e casa mal-assombrada ( existe casa bem-assombrada?), eu morava com os espíritos: havia um centro de catimbó dentro da minha casa.

Catimbozeiro era qualquer pessoa que fazia parte de algum culto religioso africano. Na casa da minha família na Paraíba, éramos umbandistas, se bem que para todo mundo, a gente falava que éramos espíritas; coisa que eu nunca entendi muito bem, afinal, umbandista ou espírita, éramos todos, segundo o povo de Cajazeiras, catimbozeiros.

Catimbó é outro nome para macumba, feitiçaria e sinônimo da Umbanda, pelo menos na Paraíba. Espiritismo é a religião criada por Allan Kardec lá na França no século 19, que por alguma razão, ficou mais famosa aqui do que lá; e é mais bem representada aqui no Brasil, pela figura do Chico Xavier e não tão bem representada por certos livros “psicografados” pela família Gaspareto. A Umbanda é o sincretismo entre o culto aos orixás ( deuses africanos) e os santos do catolicismo; e é melhor representada pela sabedoria dos mestres e dos preto-velhos e não tão bem representada assim pelos despachos, trabalhos de amarração e outros tipos de “macumbas paraguaias”. Umbanda ou Espiritismo, havia uma coisa em comum nas duas religiões: os espirítos!

Enfim, eu tinha apenas 12 anos, mas sabia o quanto as pessoas só olhavam o lado feio e distorcido das coisas, e eu até tentava levar um pouco de esclarecimento a molecada, mas não importava o que eu fizesse ou o quanto explicasse, ainda assim, eu continuava sendo o Neguinho Catimbozeiro. Apelido, que no final das contas, não era tão mal assim, pois os moleques não mexiam comigo, morriam de medo das minhas ameaças e ações:

“ Ah, é??? Não vai devolver as bolinhas-de-gude, não?” – eu dizia – “Quero só ver, como você vai acordar amanhã, depois que eu costurar o seu nome dentro da boca do sapo essa noite.”

Tudo bem! Eu sei que as minhas ameaças e chantagens não faziam muito bem para a imagem da Umbanda, mas ser o Neguinho Catimbozeiro, era o máximo que eu consegui chegar de ser um super herói, e garanto, eu só usava meus poderes, quando tinha que lutar pelos fracos e oprimidos, e para recuperar meus gibis perdidos e centenas de bolinhas-de-gudes, que a molecada adorava roubar umas das outras.

Contudo, a ironia de ser o Neguinho Catimbozeiro, vinha do fato que eu morria de medo de espirítos também, e a minha casa era, não sei se mal ou bem, mas muito assombrada. Talvez fosse pelo efeito das imagens dos rituais de Umbanda ou porque eu tinha mesmo uma imaginação muito fértil, mas eu ouvia vozes, passos, presença de pessoas passando por baixo da rede em que eu dormia, e a própria rede balançava sozinha, sem que eu sequer me movimentasse. Toda noite era um parto para dormir e o medo era tanto, que eu não me mexia, não conseguia gritar, reagir e não foram poucas às vezes, em que ao acordar, eu pisava em certas poças, as quais até hoje, são lembradas pelo meu irmão mais velho: “o neguinho vivia mijando na rede”.

Esse tormento durou muitas noites, até o momento em que eu decidi enfrentar aqueles espíritos todos. Estava cansado de sentir medo, de molhar os pés no terror diluído que virara apelido na boca do meu irmão, e justamente por ser um herói e não um neguinho mijão; eu iria enfrentar o meu medo.

Preparei-me para a batalha, respirei fundo, engoli o medo; ou melhor, rezei para tudo o que era santo, deuses do Olimpo e criei força e coragem para enfrentá-los. Veio à noite e o silêncio, todos dormindo e eu esperando os espíritos, pronto para o combate, mas para a minha surpresa, aquela noite, a rede não balançou, barulho, só os roncos do meu avô. As vozes se calaram, as presenças se tornaram ausentes, e nem houve um sinal sequer dessa gente que se divertia me assustando. Eles não apareceram naquela noite, nem na noite seguida. Estava claro para mim que eu os tinha expulsado e a casa estava limpa. Todos sentem medo, até os espíritos de quem está vivo.

Eles fugiram com medo, nunca mais voltaram, mas não posso culpá-los; afinal, eu não era um Harry Potter, mas nenhum morto, nenhum vivo teria coragem de se meter com o Neguinho Catimbozeiro.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Carta aos ETs. Parte um.

Carta aos ETs. Parte um.

Carta aberta a todos os seres da espécie que vier a habitar este planeta num futuro longínquo ou próximo (o que acontecer antes), ou que estiverem por aqui de passagem.

Parte um.

Espero que vocês não tenham maiores dificuldades para interpretar o código de escrita utilizado no intuito de transmitir esta mensagem (chama-se português). Até porque, se não o interpretaram, não poderiam estar lendo esta frase ou mesmo a anterior, sendo ambas, portanto, de uma imbecilidade assustadora. De qualquer forma, é bom que mantenham em seus espíritos um nível de imbecilidade razoável durante a leitura destas linhas, pois a matéria em análise nesta ocasião trata justamente das preocupações cotidianas da raça humana.

Estamos no ano de dois mil e sete, contados a partir no nascimento dum cara que se chamava Jesus. Não o conheci, mas pelo que me consta, era boa gente. Anos, meses, dias e segundos são unidades de medida para uma coisa chamada tempo. Tempo, é basicamente uma mania que temos de ficar continuadamente contando os períodos da radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de césio 133.

Para que os senhores possam entender eventuais distorções nas percepções deste que vos escreve, com a devida vênia, gostaria de me apresentar.

Meu nome é Marcos, mas não é raro ver alguém me chamando por alcunhas como Castor, Moicano ou Rosado, e até mesmo de outras formas quando em expressões genéricas, tais como: 'Aquele cara alí', 'Ei, você aí!' ou 'O senhor vai pagar como?'.

Sou nativo de um planeta muito peculiar, que os demais de minha espécie (homo sapiens sapiens) chamam de Terra e dividem e sub-dividem das mais bizarras formas, entre estas, ressalta-se a separação em nações, que são definidas (mediante violência ou grave ameaça) por limites territoriais. A nação cujos limites territoriais eu estou habitualmente inserido, chama-se Brasil.

O Brasil é uma nação não auto-administrada cuja atual gestão é responsabilidade, ao menos em teoria, de um senhor chamado Luís. Luís, que já passou muito tempo na chamada reserva de trabalho, está neste emprego apenas provisoriamente: seu ramo de atuação é, na realidade, a metalurgia. Assim, não convém alongar quaisquer explanações sobre Luís. Continuemos.

Dentro desta nação, existem mais divisões, que se chamam estados, que por sua vez, são divididos em municípios, que são divididos em bairros, constituídos de diferentes ruas, devidamente separadas em lotes, com seus respectivos números. Minha espécie tem uma verdadeira compulsão por criar divisões, rótulos e demarcações.

Aparentemente, esta é uma característica da nossa natureza.

Vivo num município que ostenta um nome curioso: Curitiba.

Curitiba é uma cidade grande, mas nem tanto. Tem clima ameno, mas nem tanto. Tem algumas coisas interessantes para se fazer, mas nem tantas. Ao menos, é possível encontrar aqui uma bebida muito saborosa, chamada cerveja. Espero que vocês possam conhecer um dia. A cerveja, não Curitiba.

Curitiba é um local predominantemente encoberto por nuvens cinzas, que passam quase despercebidas pela maioria da população, que desperdiça cerca de cinco sétimos do seu tempo dormindo, ou então, entocada nas escolas, empresas, apartamentos, e preferencialmente em shopings (lugares indiferentes à cor do céu), no intuito se encontrarem para então, curiosamente, não se comunicarem umas com as outras. Nos outros dois sétimos do tempo que resta, algumas vezes saem da toca, para não se comunicarem reunidas em parques públicos.

As crianças da minha espécie, que a propósito, é a predadora mais voraz do planeta, são treinadas desde pequenas para terem muito medo, pensarem o mínimo possível, e sempre se arrependerem após qualquer divertimento. Isso tudo, para que se instaure um nível mínimo de ordem no planeta. Ordem esta, aliás, muito interessante para alguns. Para os outros, que não são alguns, não.

Continua...

8/11/2007
Herr Brehm
From Recanto das Letras
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=41766

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