sábado, março 31, 2007


A questão não é se todo mundo faria o mesmo... a questão é se vale a pena destruir a própria imagem e de todas as brasileiras no exterior por um punhado de libras.
Notas do Autor:
Essa polêmica foto em que o prìncipe Willian aparece com a mão sob o seio de uma brasileira, que estampou a edição do tablóide britânico “The Sun” desta terça-feira, foi o assunto a semana inteira e reacendeu várias questões em relação a imagem da mulher brasileira no mundo.

quinta-feira, março 29, 2007

O Milagre da Mão

Quanto tempo leva para o seu dedão do pé mexer sob o seu comando? Quanto esforço é necessário para que você possa mover o seu braço e sentir a brisa tocando os seus dedos como se os acariciasse? Movimentos simples, ações rotineiras, milagres diários que por serem tão comuns e banais, não ocupamos o nosso tempo para admirar o quanto é maravilhoso esse corpo humano e o quanto é perfeito cada função, cada movimento, cada gesto.

Aline mexeu a mão. Um pequeno passo para a humanidade, um passo gigantesco em sua recuperação. Essa moça de 21anos perdeu os movimentos do corpo ao caminhar pela floresta densa e escura de um tumor. Faz quase 01 ano que ela trocou a faculdade e as baladas por salas de hospitais, tubos de oxigênio e encontros com fisioterapeutas. Faz quase 12 meses que tudo em sua vida foi mudado, sua rotina, seus sonhos, seus desejos de menina-mulher se transformaram em um mundo tetraplégico. Então, quando todos achavam que o seu estado era “permanecer”, ela mudou para “estar”. Sua mão mexeu e ela está voltando pouco a pouco a sentir partes do seu corpo.

Milagre??? Gritaram alguns, outros disseram “eu sabia que ela ia se recuperar!” , mas ninguém sabia, ninguém imaginava, porque não gostamos de imaginar, não gostamos de pensar que nesse momento enquanto envenenamos o nosso corpo com substâncias químicas, com uma alimentação descuidada, há Alines por todo o mundo, lutando para mover o dedão do pé; para cruzar o enorme abismo que separa uma mão imóvel do rosto de alguém que se ama.

Quanto tempo leva para que um comando mental transforme seu sonho em realidade? Quanto esforço para chegar no milésimo gol? A Aline levou 01 ano para mover sua mão na direção do rosto da sua mãe querida. 12 meses para novamente sentir frio ou calor em suas mãos, ou simplesmente tocar o vento, o sol da manhã e provar para todos que um milagre para acontecer não depende apenas da ajuda divina, e sim principalmente da força de vontade de lutar pelo que se quer alcançar.

Frank

segunda-feira, março 26, 2007

O Parque e a Noite

O dia se despe, a noite se mostra. Troco 20 minutos de ônibus por uma hora de caminhada e entro no Parque do Ibirapuera. Nunca tinha visto o parque coberto pela
noite e o temor vai dando lugar a uma sensação de tranqüilidade, afinal moro em São Paulo e o medo de ser roubado é parte da rotina. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso evitaria entrar no parque à noite, penso em voz alta, mas logo mudo de idéia, ao ver centenas de pessoas correndo, exercitando-se ou simplesmente passeando. Respiro fundo, engulo minhas idéias pré-concebidas e abraço a liberdade de caminhar livremente quando poderia estar dentro de um ônibus lotado, tentando chegar na Paulista.

A cada passo, vou relaxando e tirando a minha armadura. Respiro o verde que entra por minhas narinas, por meus chacras e me enche de vida. O céu retribui a minha entrega com estrelas e uma lua que parece sorrir pra mim.

Além do parque, ônibus lotados carregam gente com raiva; carros com motoristas neuróticos duelam com motoboys kamikases - o stress os acompanha e eu fico pensando no preço alto que pagamos por morar na cidade grande, mas esses pensamentos desaparecem a medida que o parque vai me envolvendo cada vez mais.

Sinto como se a natureza fosse um portal que pouco a pouco me conduz para longe do mundo das coisas temporárias, ali, caminhando e ouvindo o som da noite ecoando por entre as arvores, percebo que precisamos de muito pouco para sermos felizes.

Sigo caminhando e penso no quanto perdemos tempo correndo de um lado pro outro, quando basta um pequeno momento de quietude para nos sentirmos bem. Parece algo simples, mas na correria do dia a dia, só percebemos o milagre de termos um corpo e uma vida saudável, depois de uma temporada na cama ou num hospital. Não precisamos ficar doentes, para perceber o quanto é maravilhoso, estar com o pulmão e a garganta limpa, o quanto é incrível, caminhar, sentir cada parte do corpo funcionando bem. Parece auto-ajuda, palavrinhas de calendário Seicho-no-ie , mas estarmos lúcidos da vida que corre por nossas veias, torna a cidade grande menos sufocante, deixa os problemas com cara de coisa ultrapassada.

A felicidade se esconde mesmo nas pequenas coisas e a encontrei caminhando no parque a noite, sem a menor pressa de chegar onde devia estar.


Frank

segunda-feira, março 12, 2007

Carta ao Senhor Prefeito de São Paulo


Senhor Prefeito

Obrigado pelo Fura-fila, quero dizer, Expresso Tiradentes. Eu sei que milhares de pessoas ligarão para reclamar dessa obra magnífica, mas não desanime, Sr Prefeito, são todos uns pessimistas ou como diria nosso querido Presidente, uns “aloprados”, pois o Expresso Tiradentes e o Terminal Sacomã, recentemente inaugurado, vieram para ajudar e melhorar a vida de milhares de passageiros.

A linha de ônibus Vila Arapuá – Santa cruz que me levava e outros tantos para o metrô não existe mais, mas isso não é um problema, pelo contrário, agora eu tenho a oportunidade de conhecer centenas de pessoas na fila do fura-fila, quero dizer, Expresso Tiradentes. Esse contato direto no terminal para pegar um outro ônibus extra, tem sido ideal para aumentar meu “networking” e terminar de ler aqueles tantos livros que nunca tive tempo de terminar. Não importa que o meu trajeto para o metrô tenha aumentado em 30 minutos, afinal eu queria mesmo uma desculpa para acordar mais cedo (e um pouco de fila não faz mal para ninguém), além do fato que mudar a rota de centenas de itinerários sem consultar a população não é motivo de indignação e reclamação – esse povo ingrato não sabe nada sobre transportes para a massa.

Não se preocupe com as manifestações e cartas, o Senhor sabe, isso passa. Mais alguns dias e esse povo ignorante vai ter esquecido desse pequeno inconveniente que se tornou à jornada para o trabalho que antes, se não era tão confortável, era mais rápida. Mas, aqui entre eu e o Senhor, foi uma idéia mesmo de gênio. Obrigar a população a usar o terminal foi a melhor maneira de justificar o dinheiro que foi e ainda será gasto nesse terminal para uma linha de ônibus que nem teria tanta gente assim, se milhares de pessoas não precisassem, contra a vontade, pegar um segundo ônibus para chegar ao destino que antes era preciso apenas uma condução. Genial, Senhor Prefeito e muito obrigado.


Frank Oliveira

Ex- passageiro da extinta linha Vila Arapuá – Metrô Santa Cruz

sexta-feira, março 09, 2007

A Mulher que Odiava Flores


Ela odiava ganhar rosas ou flores, tinha deixado bem claro para o namorado, para a família, para os amigos: Nem pensem em me dar algo que deveria estar em um jardim ou nos campos.

Ela era mesmo diferente. Não Era feminista, mas odiava qualquer coisa que a reduzisse a uma menina delicada, um ser frágil ou alguém que precisasse ser protegida. Ela sabia de cuidar. Sempre se virou muito bem em um mundo dominado por homens. Quando pequena, jogava futebol com a meninada, enquanto as suas amiguinhas brincavam de boneca.

Era feminina, mas acreditava que uma mulher deveria ter algo a mais pra mostrar que uma bunda, um par de peitos siliconizados ou um rostinho clonado de uma modelo de capa de revista.

No dia Internacional das Mulheres faltou ao trabalho. Não queria passar pela humilhação de agradecer a florzinha mixuruca que o chefe lhe daria pelo “dia especial” mesmo tendo a desprezado o ano inteiro.

No fim da tarde, enquanto centenas de mulheres saiam de seus escritórios com suas rosas, ela empunhava uma bandeira e parava a Avenida Paulista, junto com milhares de outras pessoas, em protesto contra a presença do presidente americano George W. Bush no Brasil.

A caminho de casa, já não agüentava olhar tantas outras mulheres carregando seus “presentinhos”. Queria gritar fugir, acordar num mundo onde as mulheres fossem menos fúteis, mas ela precisava ir pra casa e o metrô e aquela multidão de “Amélias” não iriam impedi-la de chegar em casa.

Olhando essas mulheres carregando as suas rosas com tanto orgulho, ela tentou se lembrar de onde vinha a sua “repulsa” por flores e rosas, mas não conseguiu se lembrar.

- Afinal o que havia de errado com as flores? – ela pensou e algo começou a perturbá-la profundamente. Lá no fundo, enterrado sob camadas de opiniões, discursos superficiais e atitudes defensivas, estava um desejo incontrolável de ser como as outras. Ela era a única mulher no vagão que não carregava uma rosa, que não tinha sido parabenizada e isso a estava incomodando profundamente.

- Ridículo – disse – Isso é pura hipocrisia! Todo dia é dias das Mulheres!

Chegou em casa arrasada, triste e solitária. Pensou no elevador em ligar para o namorado, mas recordou-se que ela mesmo havia ligado pra ele e pedido para não ser tratada como uma “mulher” só por causa do 08 de Março.

Então, ela abriu a porta, acendeu a luz e notou que em cima da mesa no corredor, entre o Buda dourado que comprara no Nepal e o espelho, havia uma rosa e um bilhete:

“Eu sei que você odeia
Mas não pude evitar
Feliz Dia das Mulheres!”“

Ela chorou, quando a máscara caiu e o espelho refletiu o rosto feliz de uma mulher.

quinta-feira, março 08, 2007

Feliz Dia das Mulheres!!!!


Feliz dia das Mulheres para todas as mulheres desse planeta.

É Verdade! Não somos nada sem vocês!!!

Obrigado, mães, avós, filhas, amigas, esposas, namoradas, noivas e amantes por todo o amor que vocês emanam em direção a esses meninos brincando de homens!!!

Essa é uma pequena homenagem a todas essas mulheres que arriscam a vida para nos salvarem dos riscos do mundo e as vezes até de nós mesmos.

Frank

Notas: Na foto de Tiago Brandão, mãe salva filho que se afogava. Ela também não sabia nadar.

Brilha para Mim

A Praia tinha areia branquinha e o mar das águas tranquilas se encontrava com o rio sem pressa. Entre a praia e as areias da duna, vi essa moça surgindo, como se fosse uma miragem, caminhando bem devagarinho.

Ela me olha e sorri, ao mesmo tempo que estende a canga na praia e deita na areia, como se oferecesse seu corpo para o sol e para os meus olhos tocarem. O sol, invejoso, bronzeia a sua pele, mas não alcança o seu coração que brilha só pra mim.

Ela me ama, posso sentir pela maneira como ela emana esse amor pra mim, de um jeito que só nós dois compreendemos.

Ela entá sorri e nada diz, mas sei o que ela quer dizer com o olhar e o que o seu sorriso quase consegue expressar : "menino eu amo você!!!"

quarta-feira, março 07, 2007

Para Ficar

Raios de olhares cruzam o espaço entre nossos rostos. As bocas se movem, o som ecoa, mas é o coração que se comunica e a cada batida, mais aumenta a certeza: ela é a minha menina.

Ela veio pra ficar.

Ela é maior que um sonho e não cabe na realidade, por isso se encaixa perfeitamente no meu peito, onde sinto o seu corpo mesmo quando não a vejo e durmo abraçadinho com ela, mesmo quando estou sozinho no leito.

O que dizer para a minha menina que a faça perceber que ela está tatuada em todo o meu ser, de tal forma que respiro seus beijos, alimento-me com os seus toques e aqui tão longe, estou quase sufocando de falta do seu ar.

Contudo, vou aguentar até a minha saudade matar e quando finalmente nos encontrarmos, vou me perder em seus carinhos e fazê-la repetir sem parar - Menino, eu vim para ficar!!!

Frank

15 de Fevereiro
Londres

terça-feira, março 06, 2007

A Ilha do Céu


Vi meu coração na Ilha do Céu e deixei um pouco do meu amor por lá, só para lembrar a quem ousar ir até lá que vale a pena acreditar e o amor renovar.


Renovei meu amor na beira do penhasco onde nem as gaivotas ousam voar. O frio cortava o meu rosto, mas eu queria olhar os "cliffs escoceses", o penhasco que parecia a terra cortar, para revelar o mar e o meu amor que das pedras como uma cachoeira, não parava de jorrar, no ar, no mar, na terra e em todo lugar.



15 de Fevereiro 2006

Isle of Sky, Scotland

segunda-feira, março 05, 2007

Para a minha Lua


Lua, te observei em todo o seu eclipse

Por um momento vi você se afastando de mim

mas logo percebi que se ocultava

apenas para se mostrar cada vez mais bela


Vi a luz te descobrindo

Não sabia se era meus olhos

mas podia jurar

vi você sorrindo


E fiquei te olhando

Enquanto você falava comigo

baixinho, sussurrando em meu ouvido

poeta, meu anjo da terra

Estarei sempre a sua espera


Não consegui

juro que tentei me afastar

não te olhar

não mais te escrever

Mas é mais forte que mim

Você, minha lua, já faz parte do meu ser


Por isso quando te vi se eclipsar

esconder-se do meu olhar

percebi que logo voltaria

afinal o que seria das minhas poesias

sem minha musa preferida



sábado, fevereiro 03, 2007

Espera que Eu Te Alcanço


Não consegui escrever, nem consegui falar

Mas saiba embora seja difícil me comunicar com você

Sua forma, seu brilho não deixa de me inspirar


Vou viajar, Lua minha, mas não posso me distanciar do seu brilho.

Ele é presente, como palavras que preciso escutar

Música numa sinfonia perfeita chamada Tempo e Distância



Se você viesse a terra, Lua minha, não te deixaria mais pro céu voltar

Mas sei que você sempre estará ai no céu

Esperando por mim, esperando que eu possa

Novamente em você e por você, palavras voltar a desenhar


Por isso não me peça para eu te esquecer, pois você está comigo todo o tempo

Feijão Com Arroz

Ela não me viu partir. Deixei sinais, pistas propositais, como um criminoso que deseja ser pego, deixei as minhas digitais emocionais em seu corpo; nos abraços eternos, nos olhares de adeus, mas ela não percebeu, até quando era tarde demais.

Tarde demais é quando o amor respira pela ultima vez; é quando o relacionamento acaba de morrer; é quando chegamos a um ponto de não retorno; é quando o que foi, não tornará a ser.

O amor desse ponto em diante vira uma lembrança, um prato favorito que se tornou feijão com arroz. A solidão já não assusta, pois percebemos que já estávamos sozinhos, mesmo acompanhados.
Então cai a máscara, as cortinas de abrem e percebemos que o show vai continuar. O amor que parecia só ocorrer uma vez na vida revela sua múltipla face e percebemos aliviados: voltaremos a amar.
Ela não me viu partir, mas não a perdi, ela que me perdeu.

Seus olhos ainda brilham no meu coração, mas não mais como um sol único no meu céu e sim como estrela distante numa imensidão com outras tantas.

Dois Chicos

Há pessoas pelos quais choramos e que não merecem um terço da nossa consideração. Há amigos que se afastaram e que não fazem a menor questão de saber se estamos vivos. Estranhamente, dedicamos boa parte de nosso tempo nessa reconciliação inútil. Tentando resgatar algo que já não tem mais razão de ser, investindo em manter um laço que já não mais existe. Contudo, há pessoas que cruzaram o nosso caminho no passado e marcaram a nossa vida definitivamente. Essa amizade foi tatuada de tal forma que mesmo se ficarmos uma década sem vermos essas pessoas, quando as reencontramos, é como se tempo algum, nem distãncia tivesse nos separado. Com Jean foi assim.


Éramos ambos Chicos, trabalhando no Macdonald´s da Barão de Iatapetininga, no centro de São Paulo e nos tornamos amigos. Adorávamos filmes e boa música, tínhamos os mesmos objetivos em relação a vida, apesar de termos ritmos diferentes: Jean era calmo, eu agitado; ele meditava, eu corria; eu queria castelos de cartas, Jean investiu em terreno e tijolos. Quando eu o vi pela ultima vez em 1995, ele já tinha a sua família, eu apenas minha estrada solitária.


Nunca dizemos adeus, mas quando percebemos os anos nos atropelaram, endereços se perderam, telefones foram trocados e os amigos caíram no anonimato, mas sempre acreditei que um dia iria reencontrá-lo – eu estava errado – ele que me encontrou. Fui rastreado pelo google, procurado por orkuts, msns e ondas da internet, até que Jean me localizou e veio mostrar que a nossa amizade não mudara, o mesmo não podia ser dito sobre as nossas barrigas...


Reencontrei meu amigo e percebemos que só o que ficou perdido foram os anos que passaram em segundos para o tempo do mundo. Jean estava lá com o velho Chico a conversar. Uma década de experiências e memórias resumidas em duas horas de bate papo ao som de boa música em um bar no centro da cidade. A São Paulo cinza tornou-se um pouco mais colorida, Sampa, essa cidade que distancia pessoas e as tornam estranhas reaproximou dois Chicos com anos de histórias para contar e muito mais, agora em diante, para compartilhar.

O Dia em que a Música Morreu



A primeira canção que ouvi do Buddy Holly foi “That´ll be the Day” num velho álbum do filme American Graffiti que comprei em 1990. Já conhecia e amava as canções dos anos 50, um dos melhores filmes que eu assistira, era o musical La Bamba, mas até então, eu não sabia que aquele cantor com um estilo de voz único era o mesmo cantor de óculos que tinha morrido num acidente aéreo junto com Richard Valens em 1959.

Eu amei as canções do Buddy “logo de ouvido” e fui pouco a pouco tendo acesso a sua obra e a sua história.

Charles Hardin Holley, 22 anos, tinha apenas três de carreira. Mesmo em tão pouco tempo, deixou um legado musical surpreendente, com composições tão complexas quanto criativas. O suficiente para garanti-lo na seleta galeria das lendas mais genuínas da música pop. Há muito matéria sobre Buddy na internet, não vou tentar narrar o que é muito fácil encontrar via google por ai, mas o que queria mesmo fazer era uma pequena homenagem nessa semana em que o mundo lembra do acidente que vitimou Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper em 03 de fevereiro de 1959, num dia que ficou conhecido como o Dia em que a Música morreu.

Muitos cantores como Raul Seixas e Lulu Santos aqui no Brasil e os Beatles e Rolling Stones na Inglaterra eram fãs incondicionais do Buddy e seus trabalhos foram profundamente influenciados por Buddy e sua banda Crickets ( a primeira canção gravada por Mick Jagger e a sua turma foi “Not Fade Away” e o próprio nome Beatles foi criado em homenagem aos Crickets) . O grande cantor e compositor Don Maclean gravou nos anos 70 seu grande clássico "American Pie", uma canção que se tornou a mais bela homenagem a esse grande cantor.

Na minha vida, everyday, as canções continuam sendo trilha sonora de meus momentos especiais.

Frank

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Lua



Que saudade tenho da sua beleza
De caminhar em você
De ver a Terra através de seu solo

Quantas vezes briguei com São Jorge
Ciumento, ele tenta impedir
Que eu escreva pra você


Mas ele não pode impedir
Esse amor que só quer fluir
Ir em você e voltar pra mim

Por isso, Lua, continue a brilhar
a me inspirar e iluminar
Em você um dia eu hei-de chegar

E Lua, vou te amar
Como eu vou te amar
E você não me deixará a terra voltar

Até lá
Só peço uma coisa simples assim
Lua, brilha, brilha e sorri pra mim

terça-feira, janeiro 30, 2007

Clandestinos



Não olhe pra trás, repetia pra si mesmo á medida em que entrava no barco; o estreito que ligava o mediterrâneo e o atlântico era a ultima barreira que o separava de seu sonho, de uma nova vida.

Seus olhos brilhavam com as possibilidades que surgiriam além do mar, mas ao mesmo tempo, seu coração chorava por estar deixando seu lar, o continente que mesmo tão sofrido e injustiçado por décadas de exploração, era a sua casa, a sua terra.

Não olhe pra trás, Zion dizia enquanto o barco se afastava das praias deCelta, no norte da África e seguia em direção a Gibraltar, na Europa. Eram 6kms de distancia e se o tempo ajudasse e os deuses ouvissem suas preces, em pouco mais de uma hora, ele estaria pisando em terras européias.

Para chegar até ali, ele atravessara o Sahara a pé, quase perdera a vida nas mãos de bandidos argelinos na fronteira com o Marrocos e pagara seus últimosdólares ao barqueiro para juntos com outras 12 pessoas se tornaremclandestinos no mundo europeu. A família ficara na Nigéria, e se tivessesorte, conseguiria juntar dinheiro para pagar a ¨passagem¨ de todos nofuturo.

Não olhe para trás, continuava repetindo, como se orasse, como se pudesse por um momento afastar a saudade de casa, a vontade de desistir e as más lembranças de um ano de tentativas frustradas de chegar até aquele pedaço de mar.

Se houvesse outro jeito, mas como tantos outros que faziam aquela travessia todas as noites, eles não eram apenas imigrantes econômicos, ansiosos por dinheiro e ainda tendo a chance de voltar para casa. Eles eram exilados da vida que um dia tiveram pessoas que já estariam mortas se jánão tivessem fugido, escapado em direção ao desconhecido, vendo no continente europeu a última chance de recomeçar outra vez. Pessoas que embarcam numa jornada perigosa, e que muitas vezes pagam com a própria vida pela chance de sonhar.

Dentro de um barco de clandestinos ninguém fala, ninguém suspira, mas os olhos não escondem que internamente todos rezam em silêncio para seus deuses, santos e demônios ajudarem seu barco a chegar no outro lado. Aquela noite, Netuno teve compaixão daqueles treze exilados e pediu aIemanjá, a rainha do mar que acalmasse as ondas e cobrisse com seus cabelos negros a noite para que o barco chegasse a Gibraltar. Não houve tempo para comemorar, nem dizer adeus; em segundos Zian e seus companheiros se separaram e sumiram no meio da noite para se tornarem fantasmas nas ruas européias.

Antes que o sol nascesse, dois outros barcos afundaram e um outro foi interceptado pela policia marítima. Tudo rotina, numa noite qualquer em mais uma rota migratória onde muitos morrem pela chance de viver com dignidade. Quanto a Zion, pode-se dizer que o rapaz teve sorte e alguns meses depois chegou a Londres, onde limpa escritórios durante o dia e dirige táxi à noite com documentos que deixam claro a qualquer policial que ele se chama JoséDirceu, português que vive em Londres há cinco anos. O documento custou mais caro que todo o dinheiro que ele gastou para chegar até ali, mas lhe garantiu o emprego e a chance de assegurar a vinda da sua família que já esta esperando por um barco vazio em Celta para cruzar o mar e chegar até Gibraltar.

Frank

Anjo do Peito


Dentro do nosso peito mora O Mensageiro

O verdadeiro Anjo do Senhor

O unico intermediário entre Você e o Todo

A Canalização com o seu anjo interno é feita através da meditação, mas pode ser sentida ao ouvir uma canção ou através da leitura de um belo texto.

Esse anjo é uma mistura entre o arcanjo da vida e da luta diária e o querobim que ri a toa e corre na chuva.

Não há ser mais iluminado que ele, por que ele reflete tudo aquilo que um dia você vai se tornar.

Aprenda a escutá-lo e canalize suas mensagens a quem se dispor a recebê-las.

E na proxima vez que esperar que um anjo apareça do céu com as suas asas, não se esqueça que ele já chegou e vive dentro de você.

Portanto, deixe seu anjo cupido entrar em ação sempre e fleche os outros com o seu amor e assim, experimentando e espalhando o que há no seu peito, voce entenderá quem realmente é o seu Anjo da Guarda.






segunda-feira, janeiro 22, 2007

Caçando Cometas

Enquanto mais soldados americanos eram enviados para o Iraque, o cometa deslizava pelo céu. Enquanto corpos eram procurados dentro da cratera que parou São Paulo, o cometa flertava com a terra. Enquanto políticos anunciavam novos planos e brigavam por um lugar á sombra no planalto, o cometa era visto no céu e quem o via, percebia o quanto somos pequenos.



Gosto de olhar pro céu quando fico sufocado pelos meus problemas, quando faço isso, ponho minhas preocupações na devida proporção que elas merecem ser colocadas: segundo plano. Gosto de lembrar do tamanho da terra em relação à galáxia, principalmente quando abro o jornal e vejo tanta gente brigando por picuinhas.

Lembrar que não passamos de grão de areia nesse universo não me aliena ou torna minha vida insignificante, pelo contrário, quando passo o dia tentando ver cometas é que percebo o quanto maravilhoso é estar vivo nesse planeta aquecido e mantido por uma estrela de quinta grandeza. Ao caçar corpos celestes, percebo que somos mesmo das estrelas e estamos na terra, parcialmente esquecidos que somos também cometas viajando pelo espaço das experiências.

Por isso é importante esse exercício de olhar pro céu e se deixar encantar pelo pôr do sol ou por uma lua gigante que surge de surpresa na sua janela, como se só tivesse sido posta ali, para você olhar para ela. Deixar-se envolver por esses momentos, essas observações, faz com que você tenha ciência que viver é um presente sagrado demais para ser contaminado por tinta suja de noticias ruins de jornal, por vozes ecoando nas nossas cabeças vindas dos programas televisivos que fazem da tragédia uma festa para a audiência faminta por desgraça.

Observar cometas no céu, é um exercício de paciência, ainda mais no céu poluído por crimes das grandes capitais. Porem, se a paciência persistir, a recompensa não tarda a chegar: as nuvens do medo se dissipam e enxergamos o cometa da vida, riscando o céu para nos lembrar que não importa onde estamos, nossos problemas e a ignorância coletiva, tudo vai passar e vamos continuar.


Frank

sábado, janeiro 20, 2007

A Natureza e as Esporas

Segundo Darwin, somos seres em constante evolução, aprendemos com os nossos erros e só os mais fortes e espertos sobrevivem. Tenho nadado contra a maré, não consigo evoluir e deixar de acreditar nas pessoas, mesmo sabendo que posso ser usado, manipulado, ferido e segundo Darwin, extinto.

Não faz muito tempo e perdi um grande amigo para a vida. Motivos: imaturidade em resolver as diferenças de forma sensata e a grande capacidade humana de querer que o outro viva de acordo com o evangelho do nosso ponto de vista.

Fiz a promessa de jamais confiar em outra pessoa novamente. Tolinho!!! A promessa foi quebrada pouco tempo depois. Tenho hoje dezenas de amigos que confio plenamente e pelos quais, tenho muito estima. A verdade é uma só, não sei quanto a vocês, mas não sei viver sem amigos.

Não faz muito tempo e partiram meu coração, ainda procuro os pedaços, mas sei que não deixarei de amar. É a minha natureza: amar é se entregar totalmente à pessoa amada. Eu sei, preciso evoluir. Preciso criar máscaras, barreiras e defesas para não me machucar novamente. Preciso manipular, usar, mentir e manter o jogo, se quiser ser feliz no amor. O problema é que quando eu amo, eu arrisco mesmo, mas jogo pra vencer.

Amar é dar a cara às tapas, mostrar suas verdadeiras cores, admirar e cuidar bem de quem está ao seu lado, mesmo que seja por uma semana, um dia. Amizade é compartilhar, se abrir, falar um monte de besteira e até chorar, mas acima de tudo confiar.

Tanto no amor quanto na amizade, não dá para estar ao lado de alguém só pela metade. Precisamos estar plenamente com as pessoas que gostamos. Se elas não agem assim conosco, o problema é delas, não nosso. Não podemos mudar quem somos, por causa da atitude e opinião dos outros. Osho, um sábio indiano, que era maluco e iluminado ao mesmo tempo, costumava dizer : “ Esteja Pleno. Quando conversar com os seus amigos, seja a própria conversa. Quando beijar quem vocês amam, seja o próprio beijo. “ Sim, estar plenamente com alguém deveria ser obrigatório, menos que isso não é suficiente.

Sim, eu sei! Precisamos estar bem treinados para montar nesse cavalo selvagem chamado amor, nesse touro indomável chamado amizade, mas como não nasci mesmo para ser boiadeiro, nem cavaleiro; continuo tentando olhar no olho desses bichos e me comunicar, mostrar que eles não precisam temer. Apesar da dor cavalgar junto com o prazer, montar nesses animais não tem nada a ver com poder e sim com respeito. Por isso e talvez por pura teimosia, não uso esporas, chicotes ou laços e mesmo que eu caia de novo, não vou mudar, vou me levantar e recomeçar tudo de novo.

Frank

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Menino da Pele Azul

Menino que tem o sol dentro dos olhos
Me dá um pouco desse teu mel
Deixa eu tocar na tua pele azulada
Sentir por segundos a paz do teu céu

Vem cá menino de 5000 anos
Quero ver as cores de tua pena de pavão
Que levas adornando teus cabelos
Que acende sabedoria aos que estão na escuridão

Me deixa amá-lo como tuas Gopis
Dançar contigo na tua canção
Ouvir a flauta que sopra teu doce amor
Me perder contigo na imensidão

Ah filho de Devaki e Vasudeva
És do universo o pastor transcedental
Trazes o brilho da luz que incendeia
És a divina luz espiritual

Nos leva ao combate sem nada temer
Nos põe em desafio do nosso próprio ego
Nos impulsiona a ele vencer
Tirando a maya dos nossos olhos cegos

Te ofereço doce menino
folhas, frutas, flor ou água
Leite, mel pra te encantares
Que do meu peito jamais saias

No meu Anahata teu nome cantarei
Que eu possa sempre lá te encontrar
Meditando comigo as tuas bênçãos
Krishna Divino e amado Avatar

Autora: Savitri

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