quinta-feira, setembro 14, 2006


Princesa Kiko depois de entregar o grande presente ao Jap�o Posted by Picasa

Japão Respira Aliviado

O Japão celebra, pois a princesa Kiko deu à luz um menino – o primeiro herdeiro do sexo masculino nascido na família real do Japão desde 1965 – para quem não sabe, a princesa Kiko (tadinha), vivia estressada e sob pressão, pois precisava dar a luz á um menino, pois somente meninos podem ser Imperadores, somente um homem pode assumir o trono. Que bonito, todos celebram, todos estão felizes, o Japoneses podem descansar em paz, afinal, imagina se não tivesse nascido um menino?

Que feio, Japão! A tradição é bela, mas estamos no século 21. Esse tipo de tradição machista, paternalista é esperado de uma Mongólia, de um país africano, de um país como a Arábia Saudita, mas não o Japão. Um país que está entre os grandes exemplos de mudança, recuperação e modernidade. Um país que é sinônimo de tecnologia, trabalho e avanço.

Que feio, Japão! Até em monarquias profundamente arcaicas como a inglesa, nunca houve problema algum para uma mulher assumir o trono. Na Índia, onde as mulheres até bem pouco tempo, eram consideradas “inferiores” aos macacos, eles tiveram uma primeira ministra.

Temos que respeitar as outras culturas, pois todas elas evoluem no seu devido ritmo, mas infelizmente, é muito triste que notícias como essas ainda sejam tão comuns no século 21.

F

quarta-feira, setembro 13, 2006

A Super Nany e a Habilidade Sagrada do Tempo em que vivia nas árvores

Estou tendo aula de espanhol com a Super Nany e reutilizando meus conhecimentos da época que ainda vivia nas árvores no transporte público de São Paulo.

Criei vergonha na cara e estou tendo aulas de espanhol. Cansei de falar portunhol. É feio, é humilhante e depois de colecionar tanto gafe, percebi que se tivesse umas aulinhas, poderia aperfeicoar o espanhol que já conheço com o que acho que conheço, mas não passa de enrolação. Difícil é convencer o cérebro que a minha professora uruguaya não é a Super Nany. Ela é igualzinha a Nany que vemos na versão Sbtniana. Quem sabe preciso mesmo de uma babá para domar esse "ninõ portunhol" que teima em aparecer e me colocar em micos lingüísticos.

Hoje de manhã depois do ônibus sardinha e do metrô lotado , percebi que finalmente estou colocando em prática nos tempos modernos meus conhecimentos de equilíbrio e sustentação que utilizava tanto na época em que vivia nas árvores. Passar por um corredor estreito de um ônibus lotado não é uma atividade fácil, mas qualquer macaco acustumado a pular de galho em galho tiraria de letra. Por isso recorri aos meu conhecimentos daquela existência (estavam ainda lá, em algum lugar da memória e vieram a tona institivamente). Então, da catraca até a porta de saída no fim do busão, me expremi e não cai; pela ponta dos pés fui pulando de galho em galho, segurarando-me como pude; desviando dos obstáculos naturias (moçoilas ofendidas com seus bundões de Carla Perez, mochilas de certos senhores adolescentes que parecem não utilizar a massa cinzenta para tirar a mochila numa condução lotada) e enfim, a reconpensa da saída no ponto certo – sim, recompensa, pois a maioria das pessoas, muitas vezes, não conseguem descer onde querem por forças maiores como pessoas que vão descer no ponto final, mas insistem em permanecer em pé na porta de saída e motoristas que não se importam em atrasar-se para encher a condução, mas ficam “impacientes” com as pessoas que por direito querem descer na sua parada.

No metrô, enfim, a mesma jornada símia. Não estou reclamando, mas ainda estou tentando entender a entrevista dada por um porta voz do Metrô de São Paulo que afirmou gategoricamente que cabem 11 pessoas por m2 dentro dos trens, ou seja, não reclamem da lotação por que cabe muito mais gente do que o metrô já carrega. Isso é alguma piada? Se for, ainda estou tentando encontrar a graça.

We need to be heros everyday

F.

domingo, setembro 10, 2006


The Princess and the Nile River  Posted by Picasa

sábado, setembro 09, 2006

Vendendora de Cura

Dona Roberta, benzedeira formada na vida. Fez caridade a vida inteira, vivia
numa casa de barro e se sustentava com a cesta básica que recebia do filho
que vez ou outra passava lá pra ver como ela estava.

O povo fazia fila na sua porta.

Ela era madrinha das centenas de crianças que curava, ou melhor, que ajudava
a curar, afinal Dona Roberta acreditava que ela era apenas um canal, assim
como a erva era uma torneira que fluia o amor que vinha do seu coração.

Um dia, minha mãe me levou até Dona Roberta. Eu tinha apenas 10 anos, mas
lembro muito bem do rosto que carregavam marcas de décadas e décadas de
experiências, e daqueles olhos que refletiam o infinito. Dona Roberta tinha
olhos de vaca, isso mesmo, era assim que eu descrevia os seus olhos grandes,
serenos e que pareciam não notar o tempo passar.

Dona Roberta salvou a minha vida. Contudo, ela não usou suas ervas, ela me
salvou com o seu bom senso.

Eu estava sofrendo de apendicite. Minha mãe não sabia. Religiosa ao extremo,
achava que as orações e ervas da famosa benzedeira poderiam me ajudar.
Estava enganada. Dona Roberta nem ergueu as ervas de suas mãos em minha
direção, ela apenas deu uma olhada, apertou minha barriga e disse a minha
mãe:
- Filha, leva teu filho ao médico. Minhas ervas não curam isso, deixa a
medicina dos homens fazer o trabalho dela.

Quando chegamos ao hospital, fui internado imediatamente. Estava com
apendicite aguda, mais alguns minutos e eu iria estar escrevendo essa
história do além. Sim, chegamos no hospital na hora certa. Se Dona Roberta
fosse uma charlatã, aproveitadora de pobres mães indefesas, provavelmente
teria feito uma oraçãozinha, recomendado um remédinho mágico e eu teria pago
com a vida.

Anos depois voltei a cidade onde morava no interior da Paraíba, e curioso,
quis saber da Dona Roberta, queria passar lá e agradecer (antes tarde que
nunca) “pelo trabalho que ela não fizera”, e percebi que a casa que ela
morava não existia mais. No lugar havia um sobrado bem bonito e comecei a
perceber que provavelmente alguém tinha expulsado a coitada de lá para
construir aquela mansão.

Revoltado, nem quis pensar muito no assunto. Afinal, estava de férias e não
queria me aborrecer; mas não resisti a curiosidade e passei num barzinho que
tinha lá do lado e perguntei a moça que estava atendendo no balcão, se ela
sabia o paradeiro da Dona Roberta.

- Ela mora no mesmo lugar que sempre morou. – Respondeu a moça.
- Impossível – disse – ela morava numa casa de barro e no lugar está esse
casarão, no minimo a expulsaram de lá.
- Que nada, moço – disse a mulher sorrindo – Dona Roberta tá bem de vida
agora. Começou a cobrar pelas benzedeiras e o povo não parava de chegar. Foi
até estudar em João Pessoa e voltou com dilploma de parede e tudo. A muié
hoje é benzedeira e mestra reika – acho que é assim que se chama, né? – sei
não, só sei que atende até o filho do prefeito.

Não podia acreditar naquilo – pensei – Ela havia se vendido! Como ela ousava
vender uma cura que nem vinha dela? Dinheiro realmente muda as pessoas. Sai
da cidade anos atrás e deixei uma senhora de fé e de boa alma; volto anos
depois e encontro uma mercenária da cura.

Pensando nisso, olhei pra casa dela e comecei a ponderar sobre os dois
finais possíveis para a história da Dona Roberta:

Final 1 : Dona Roberta foi despejada de casa para que alguém construisse uma
mansão. Deveria estar morando de favor, isso se ainda estivesse viva.

Final 2: Dona Roberta estudou um pouquinho mais e percebeu que a única forma
de ajudar outras pessoas era acima de tudo ajudando a si própria. Continua
com o seu trabalho de cura e agora tem condições de continuar a trabalhar.
Se continuasse da maneira que estava, o fim número 1 não seria tão hipotese
assim. Não parou nas benzedeiras, estudou outros tipos de cura e continua
progredindo em seu trabalho de cura, mas recebendo por isso, como qualquer
profissional.

O segundo final me pareceu mais coerente com a vida, afinal uma vida de São
Francisco somente é muito linda quando esperamos que outras pessoas a
tenham. Sim precisamos de pessoas que se sacrifiquem e morram na cruz para
nos salvar. Sem sacrificio, o salvador vira farsante e mercenário. Que bom
que Dona Roberta usou novamente o seu bom senso e cuidou da vida dela. Que
ruim para os outros que pagam por um cigarro, mas acham que devem receber
uma cura de graça.

08 de Setembro de 2006

Frank Oliveira

segunda-feira, setembro 04, 2006

O Sol Não Vai Acreditar

O Sol Não Vai Acreditar


Acordei cedo, com esse desejo obsessivo de vencer a preguiça e fazer algum exercicio. Luto contra a cama, com seu canto de sereia, tentando me seduzir; mato o sono e enterro a vontade de ficar deitado “só mais 05 minutos”. Estou lúcido, sem sono e visto o meu uniforme: moleton, tênis e coragem.

Sinto que agora estou pronto para a vida.

Nos ultimos tempos, tenho me arrastado. Vivo cansado, não tenho forças para escadas. Na última vez que corri para pegar o ônibus que já saia do ponto, quase tiveram que chamar os para-médicos.

Enfim, a vida anda tentando estabelecer contato comigo. Esperta, ela usa todo tipo de médiuns : jornais, revistas, médicos, amigos e avisos por todos os lados , que dizem sempre a mesma coisa – Faça Esportes!

O elevador chega ao térreo. Faço um alongamento, enquanto percebo que o sol ainda não apareceu para trabalhar. Só quero ver a cara dele quando me ver correndo... nem eu mesmo acredito que estou fazendo isso.

domingo, setembro 03, 2006


Nelly Gon�alves - A vida dela se transformou, depois que deu um depoimento na novela P�ginas da Vida - Recentemente, ela conseguiu emprego. � isso, Nelly, boa sorte e felicidades. Posted by Picasa

sexta-feira, setembro 01, 2006

Côncavo e Convexo

Duas senhoras conversam no ônibus. Uma discute sobre os últimos acontencimentos envolvendo Nelly Gonçalves, 68 anos, a senhora que falou sobre seu primeiro orgasmo em depoimento exibido após a novela "Páginas da Vida", a outra apenas escuta:


- Que a Tv é uma vergonha, todo mundo sabe, mas essa senhora de 68 anos, representa tudo de podre que há. Onde já se viu, nessa idade, falar sobre sexo.
- ...
- Amélia, minha amiga, quem fala dessas sujeiradas assim são os jovens. Senhoras devem se dar ao respeito. O que dirão nossos filhos? O que dirão nossos netos?
- É mesmo...
- Falar sobre isso não é pra gente de respeito. Essas coisas a gente nem pode pensar em público; agora me vem essa senhora contando em detalhes como foi o seu primeiro orgasmo na novela em horário nobre... isso é um ultraje! Onde está a censura? Tempo bom era na epóca da ditadura – os militares não deixariam isso passar. Onde está o Associação Cristã Feminina? Como permitiram que essa senhora falasse sobre orgasmo? Ainda sozinha?
- ...
- Que falta de vergonha. Essa senhora com idade para ser avó, deveria estar falando sobre seus netinhos, filhos, familia; e não descrevendo em detalhes como foi o seu primeiro orgas...nem consigo falar isso, Amélia, e ... ela usou a palavra “molhada”, sabia? Pode uma coisa dessas?
- Hum...
- Perder o emprego foi muito pouco, em outras época, ela seria queimada por falar algo assim. Tá vendo aqui no jornal? Ela esta reclamando que esta sendo discriminada, isso ainda é pouco! Onde vamos parar? E a moral e os bons costumes? Onde estão os valores da familia? Sim, ela merece ser alvo de chacota, merece cada xingo. Como ela ousou lembrar a todos nós, que gente velha também goza?
- Quer saber de uma coisa, Dorinda? – responde finalmente a outra senhora – Eu fiquei foi com uma tremenda inveja, ela descreveu mesmo como conseguiu?

quarta-feira, agosto 30, 2006


Aline - Nossa Campe� da Vida Posted by Picasa

Campeã da Vida

Campeã da Vida

60 dias, 60 noites se passaram e o vento beija ternamente o rosto de Aline; ela retribui o beijo com seu sorriso - eterno sorriso - sorriso que vale mais que mil palavras, sorriso de quem parece ouvir o vento sussurrar em seu ouvido : “Seja bem vinda aqui fora, Campeã da Vida!”

Mesmo passando por situações que você ou eu teria chorado, brigado e desistido; ela encarou tudo com alegria e quando muitas vezes tudo parecia desanimador, a vida sempre jorrou por suas veias, se abrindo em pétalas de sorriso. Perto do que ela passou, os nosso problemas viram planetinha comparado com o tamanho do Universo; nossos motivos para stress, nossas brigas, nossas picuinhas, nossas dores de cabeça vão perdendo o sentido, vão ficando micro, perto do sorriso macro que emana da sua alma - alma de vencedora, de teimosa - pois só sendo teimosa para sorrir, enquanto o mundo a sua volta parece parar; parece não ter movimento, parece não caminhar. Parece... pois pouco a pouco, Aline está provando para todos ao seu redor que ela não era a menina porcelana , pelo contrário, Aline é Guerreira Amazona, uma mulher maravilha que a cada volta da vida, surpreende todos ao seu redor com a sua força, energia e bom humor.

Dizem que ela está muito bem; o que pouco se fala é do amor que ela recebeu e não guardou só para si; esse amor enviado por milhares de preces, vibrações e emanações que todos enviaram durante o tempo em que ela esteve no hospital refletiu em seu sorriso e voltou em dobro para quem enviou. Falo isso porque toda vez que rezava para ela, eu sentia vontade de sorrir, me sentia mais forte e com mais certeza que ela sairia da UTI, sairia do hospital e surpreenderia todos nós. Acho que não fui o único...

60 dias, 60 noites e nada conseguiu afastar a sua vontade de sorrir, de conquistar todos ao seu redor, de batalhar, de continuar sua jornada nesse planetinha azul. Deus realmente devia estar namorando quando a criou.

domingo, agosto 20, 2006


Dan�ando Forr� em frente ao Taj Mahal Posted by Picasa

O Sagrado e O Profano

O Sagrado e O Profano

Quero provar o que quero, sou teimoso, sei que erro, mas também sei que
acerto.

Quero sentir o que há para sentir, sem vergonha, sem receio, pois não tenho
medo de coração partido; sei que para achar a tampa da minha panela, vou
sofrer, vou ser ferido; mas também sei que além do espinho, há a beleza da
flor e o doce sabor das pétalas se abrindo, em cada toque, em cada carinho,
nessa jornada de não esta no mundo sozinho.

Meu coração é a bússola, mas deixo o barco navegar. Na Ilha do Amor hei de
chegar, mas até lá deixo meu corpo me guiar pelo mar das atrações e
sintonias, tentando perceber quem não se encaixa e quem esta na minha, ao
mesmo tempo que conheço cada vez mais quem eu sou e o que me fascina.

Sei que na busca do amor nada é pecado e tudo é sagrado; sei também que quem
aponta o dedo, morre de vontade de provar daquilo que diz ser errado, por
isso entrego-me nessa busca com todo o meu ânimo, pois desconfio que o anjo
desce a terra de vez em quando, para provar do que é profano.

Com ou sem alguém vou seguindo meu caminho, com o coração aberto a quem
pintar no meu caminho e me convide para a dança do “vir pra ficar”, mas se
isso não rolar, pelo menos terei provado o que é, entre os seres humanos, o
momento mais sagrado: a beleza de amar e ser amado.

Frank

segunda-feira, agosto 14, 2006


Eo Krishna Das mostrou que � ao vivo que os mantras e cantos de devo��o tocam realmente os nossos cora��es Posted by Picasa

Todos dan�aram e cantaram o Mahamantra Posted by Picasa

My Lady confortavelmente assistia o show e pousava pra mim Posted by Picasa

Show do Krishna Das - Estacionamento do Credit Card Hall Posted by Picasa

Show do Krishna Das

Ola a todos

Ontem, domingo pela manhã, rolou o show inesquecivel do Krishna Das. Para quem conhece o trabalho do cara, foi muito bacana ver (ouvir) que aquele voicerão todo não é arranjo de estúdio.

Auri e eu encontramos vários outros voadores por lá e juntos pulamos ao som do mahamantra e nos preparamos para as grandes mudanças cantando On Namah Shiva Ya.

Gente de todas as tribos estavam presentes e a sensação de paz estava no ar. No final do show,
incrivelmente todos estavam tão sintonizados que não houve aplauso, mas um profundo silêncio, como se todos estivessem sentindo a repercussão dos mantras e canções de devoção repercutirem na alma.

On Bagavatha a todos e que a paz esteja sendo emanada para os céus do mundo todos os dias através dos mantras das batidas dos nossos corações.


Frank Oliveira

sábado, agosto 12, 2006


O Coelho e a Tartaruga (Classic Image) Posted by Picasa

sexta-feira, agosto 11, 2006

O Coelho e a Tartaruga

Minha vida é como aquele famoso conto: O Coelho e a Tartaruga. Por vezes sou a tartaruga, mas na maioria das vezes, corro e vivo como o coelho.

Quero chegar mais rápido ao destino; quero a casa pronta antes do primeiro tijolo; quero ouvir "eu te amo" antes do primeiro beijo e quero pra ontem o que comecei a fazer hoje. O irônico é que quanto mais eu corro, mas a vida me dá evidências que preciso diminuir a velocidade e que se eu continuar nesse rítmo, não passarei da próxima curva.

Sob o meu comando, a tartaruga sorri pacientemente no banco e espera o momento de eu deixá-la participar dessa corrida, mas luto, ignoro, teimo e deixo-a aguardando, afinal sigo o rítmo do mundo; as demandas da cidade grande. Vivo a "filosofia do coelho" no mundo profissional, no beijo rápido em quem amo por estar sempre atrasado, no telefonema da minha mãe que nunca tenho tempo para atender, no convite dos amigos que sempre deixo a esperar. Quando deixo a tartaruga atuar, e isso só ocorre por alguns instantes, percebo com lucidez que por quase todo o tempo, sou o coelho branco da Alice sempre com um relógio à mão, sempre indo para algum local e chegando à lugar nenhum.

Esses dias, no meio de mais uma corrida diária, senti uma dor bem forte no peito. Pressionado, o coração gritou: pare!

Senti o mundo rodando mais rápido que o sangue que corria em minhas veias, mais rápido que os carros que passavam na avenida com seus passageiros coelhos que nem perceberam outro coelho tropeçando, caindo e se segurando numa árvore, como se ela pudesse devolver o ar que lhe faltava aos pulmões. Em meio a dor, notei a tartaruga no banco de reservas, pedindo para assumir, mas o coelho ficou gritando: "O chefe vai nos matar se nós o fizermos esperar. Esquece a tartaruga! Se recupera logo! Estamos atrasados; temos mais um prazo para alcançar, mas um serviço para finalizar".

Talvez por causa da dor ou por ter me dado conta do quanto o coelho não estava me ajudando naquela situação, deixei a tartaruga assumir a posição e coloquei o coelho no banco. Respirei fundo e a deixei conduzir o ar de volta aos meus pulmões. Com a sabedoria milenar de quem aprendeu a esperar, a tartaruga acalmou meu coração, encheu de paciência o meu sangue e fez minha mente ficar serena, tranquila e limpa. Não demorou muito e eu estava me sentindo melhor, então, arrumei a gravata e sorrindo voltei a pista: estava de volta à corrida novamente. Agradeci a tartaruga, mas injustamente a substitui pelo coelho, que assumiu sua posição titular, já ordenando: corre, estamos atrasados!

Como já disse, minha vida é uma corrida entre o Coelho e a Tartaruga. Por vezes sou a tartaruga, mas na maioria das vezes, mesmo com a vida me ensinando que preciso diminuir o ritmo, sou teimoso e vivo escalando o coelho; contudo a vida é mais esperta e não vai demorar muito para ela me mostrar novamente que a tartaruga sempre vence no final.

quarta-feira, agosto 09, 2006


Os sobrinhos do Frank em profundo e "fake" estado de medita��o Posted by Picasa

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