quarta-feira, agosto 30, 2017
A ÚLTIMA VIAGEM XAMÂNICA
segunda-feira, agosto 28, 2017
A SOMA
A SOMA
Quando li pela primeira vez o “Livro dos Espíritos” e “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec me fez ver que 1+1 na verdade era 2.
Quando finalmente estava satisfeito com a minha resposta, a vida pediu que o coração me informasse que todas as respostas anteriores também estavam certas.
Hoje, por esses caminhos espiritualistas e universalistas, estou começando a desconfiar que para certas somas não há respostas absolutas, principalmente quando fazemos a mesma conta usando como calculadora diferentes pontos de vistas.
domingo, agosto 27, 2017
A TERRA DAS TRÊS ESFERAS
sexta-feira, agosto 25, 2017
A PRIMEIRA VEZ
Fui criado sob a bandeira da fé; daí foi um passo bem natural cair de cabeça na crença dos outros, nos escritos, no disse-me-disse, na opinião alheia sobre o mundo espiritual; até o dia em que neguei tudo o que aprendi, e bastou colocar o “tico e teco” (como chamo os meus dois neurônios, que só pegam no tranco) para funcionar.
Havia perguntas que a fé não respondia, que o padre não falava, que mamãe e
papai ignoravam. Havia indagações que mesmo quem encontrar as respostas não era capaz de explicar, de descrever, ou compartilhar.
Havia a verdade a ser descoberta bem pertinho, alem do véu de Isis, e eu só precisava ter a coragem de dar o primeiro passo em sua direção.
E fui em frente... Toquei as estrelas e senti que a vida pulsava até nas lavas de um vulcão.
Voei pelo céu de São Paulo sem avião, sem helicóptero, e voltei para o corpo físico para contar a história, ou pelo menos tentar explicar algo que nem eu acreditava ser possível.
Era difícil explicar, descrever, explanar, colocar em letrinhas o que havia sentido. Só sabia que tinha sido real, não fora ilusão, falta de oxigenação no cérebro, hipnose coletiva, uso de maconha ou de chás alucinógenos. Contudo, como explicar a todos o gosto do céu e como era lindo o azul do lado de lá? Bem que tentei, mas só podia realmente fazer a todos o mesmo convite que me fizeram:
“Quer saber como é, corre, voa e vai provar por si mesmo!”
Depois daquela experiência, parei de ter fé e passei a ter certeza; a mesma certeza de quem ama sua mãe, sua esposa, mas sabe que mil presentes e cartões não conseguem expressar esse amor.
Hoje, lendo tantos relatos projetivos, vejo letrinhas nervosas formularem palavras que tentam explicar o inexplicável, descrever o que é indescritível, e lembro-me de que faz cinco anos desde a primeira vez em que voei para fora do meu corpo físico, e percebo que não sou o único louco tentando expressar a sua loucura de trocar a fé pela certeza, trocar o verbo dependente "acreditar", pelo verbo experiência "sentir".
(Aniversário de 17 anos da minha primeira Projeção Astral).
quinta-feira, agosto 24, 2017
A MISTERIOSA LUZINHA AZUL NÃO-IDENTIFICADA
Coloquei um CD bacana no estéreo e deixei a vela acesa iluminando parcialmente o quarto. Sentei na cama, ignorando aquela vontade enorme de "deitar, fingir que faz o exercício e dormir", que sempre bate quando faço qualquer exercício perto da hora de dormir, enquanto a música ecoava pelo quarto. Meu corpo foi relaxando e a respiração calma e normal foi levando-me além do blá, blá, blá dos pensamentos.
Nesse ritmo fui fazendo um exercício simples de banho de energia pelos chacras como se uma cachoeira dourada caísse no topo da cabeça e fosse descendo pelo corpo, banhando-me e ativando chacra por chacra.
Segui tentando sentir o exercício , mas parecia faltar algo. Estava meio seco, meio automático. E comecei a me perguntar se isso ocorrera porque eu tinha pulado a parte de elevar meus pensamentos e pensar em algo maior e bacana para embalar o exercício.
Mas que duvida mais besta, sô! Afinal o exercício em si já era uma elevação de pensamentos, energias e ações; eu não precisava fazer uma ligação "interplanetal" para Saint Germain ou Buda antes de fazer o exercício, ou tinha?
Parecia que sim! Eu não conseguia mais me concentrar nos chacras ou em coisa alguma. Daí, então, resolvi recomeçar o exercício e fazê-lo passo a passo só para ver a diferença. Voltei o CD para o começo, concentrei-me na respiração tranqüila, não-forçada e comecei a pensar que talvez, de alguma forma, aquela prática iria ajudar a humanidade, e me peguei pensando em Bábaji e outros tantos caras que amam o mundo em silêncio. Comecei a perceber uma luzinha azul surgindo e desaparecendo na minha tela mental. Continuei pensando em Jesus e na estátua dourada de Buda, mas a luzinha continuava aparecendo. Achei que era apenas a cor do chacra, pois já fazia algum tempo em que conseguia enxergar as cores de alguns chacras, mas essa luzinha era diferente: ela mudava de forma e emitia uma sensação de abraço de mãe, de carinho amigo, de cuidado de amada, sei lá, é difícil descrever, mas era como se ela falasse em forma de querer bem.
Fui tentando focar a atenção nela, mas ela fugia mais e mais. E quando acabei desistindo, ela voltou a aparecer e começou a crescer tanto, que minha tela mental se expandiu e me vi como uma formiga dentro do Maracanã, sendo que o estádio inteiro era aquela luzinha azul que emanava carinho.
Não me perguntem como, mas mergulhei nela e fiquei só sentindo aquele amor gratuito e sincero, e com essa sensação acabei apagando.
Quando abri os olhos já era de manhã, e apesar de não ter tido nenhuma lembrança de experiência fora do corpo ou coisa parecida, eu tinha acordado com um sorriso daqueles bem bobo de quem acabou de chegar de um encontro com aquela gata e vai pintar um namoro...
Enquanto eu lembrava da sensação de carinho com a luzinha azul, veio por inspiração os seguintes escritos:
"Elevar os pensamentos ou entrar em sintonia com as altas esferas espirituais antes de uma prática energética não é uma obrigação, mas apenas um convite para um trabalho em conjunto, onde você abraça o mundo recebendo e doando amor. Não se trata de forçar uma conexão com algum mestre das altas esferas, e sim se comunicar com o próprio coração pensando em alguém ou em algo que lhe faça sorrir, mesmo sem mexer os lábios.
Fazer uma prece sem tesão, repetir um mantra sem coração ou fazer um exercício frio e automático lhe leva sempre ao mesmo lugar: o banco vazio de uma praça no meio da noite. Porém tudo o que você faz com amor, eleva sua vibração a um certo ponto onde nenhuma onda negativa ou sintonia ruim alcança o seu campo de energia, ajudando-lhe a desempenhar seja qual for a sua ação, de maneira mais lúcida e equilibrada. Então você se descobre deitado na grama verdinha de um parque num belo dia de sol, tomando um banho de prana * e feliz da vida apenas por estar vivo.
quarta-feira, agosto 23, 2017
A LIÇÃO DE CHICO
Fui além do aquário e nadei com os peixinhos no mar, embriagando-me com a aquarela de cores; ver os cardumes mostrou-me que a vida continua em qualquer lugar.
A cada braçada dentro da água, mais eu observava o quanto é talentoso esse Criador das estrelas, e o quanto é tolo o homem que acredita que é dono do planeta.
Fui além da gaiola e voei com os pássaros soltos no ar. A liberdade de estar por lá, mostrou-me o quanto é triste o canto dos passarinhos em cativeiro, gritando aos seus donos sobre a saudade de voar.
A cada mergulho no ar, a cada pirueta que dava, mais fascinado eu ficava pelas aves que por mim passavam, batendo suas asas no azul infinito sem parar.
Basta um momento no meio do mar, um segundo no ar ou um instante na floresta, para perceber o quão pequenos somos em meio à vastidão e a diversidade da vida que há na Terra.
Por isso, quebrei o aquário e soltei os pássaros que haviam na gaiola; a ignorância ficou pesada demais para carregar e, no lugar, surgiu esse respeito pelos bichos, que acredito ser o que aquele sujeito chamado “Chico” tanto queria nos ensinar.
terça-feira, agosto 22, 2017
A INSTRUÇÃO
Mãe, é lindo contar as estrelas cadentes, ficar só olhando os cometas contentes; mas sinto que preciso, nesse momento, de uma colher de energia com gosto de pé-no-chão, para que eu faça da espiritualidade o meu dia-a-dia.
Passei muito tempo vislumbrando, e pouco tempo de vida praticando, por isso, peço firmeza, Ó Mãe Suprema, para não deixar para depois, a atitude de ser alguém melhor hoje.
Estou muito acostumado com o show do Teu Amor, bato palmas ao perceber as luzes da minha alma, porém, falta algo; não sei como pôr em ação todas essas lições que aprendi e sei que de nada vale continuar colhendo fenômenos, se eu não souber como usar esse conhecimento na minha vida, praticando-o aqui mesmo.
Por isso, peço-te instrução, Mãe das mães, pois, pior do que alguém que não tem acesso às Tuas santas lições, é alguém que recebeu o dom de conhecer um pouco, mas fez disso diploma nas paredes do ego - livro fechado nas gavetas teóricas da mente -, e faz desse divino presente água corrente que escorre pelas mãos.
P.S.:
Ter toda a liberdade do mundo,
Para poder escolher,
Entre todas as possibilidades,
Aquela que mais me agrade!
Ah, como transformamos, facilmente,
O nosso livre-arbítrio em livre-bobagem.
Livre-arbítrio não significa fazer tudo o que eu quiser;
Livre-arbítrio é poder escolher o que melhor me convier,
Dentro daquilo que eu realmente precisar.
segunda-feira, agosto 21, 2017
A FLOR, O CRIADOR E O FOCO
sexta-feira, agosto 18, 2017
A FACE DE GHANDI
Indianos e turistas de toda parte do mundo olhavam com atenção cada detalhe do lugar e ouviam a explicação do guia como se pudessem sentir, mesmo que por um instante, a figura de Ghandi naquele lugar.
O lugar era tão bonito, tanto quanto as palavras do guia, mas discordei calado: afinal não sentia a presença dele ali, e sim em cada criança sorrindo com os pés descalços na lama; criança com a mão segura pela mãe de sari brilhante e olhar cansado, que segue o marido, que por sua vez olha meio desconfiado para aquele rapaz que parece indiano, mas que age como estrangeiro.
Queria poder lhe explicar que nem sou indiano nem sou estrangeiro; mas fico calado, enquanto observo com o meu bloco de notas na mão o moleque sorrindo para meu rosto tão estranho e ao mesmo tempo tão conhecido.
Ghandi estava ali com ele.
Ghandi estava com ele, muito mais do que no memorial que fizeram para ele ou nas cédulas de rúpias que andam de mãos em mãos, de bolso em bolso indianos; ou nas fotos que todas as pessoas e políticos famosos tiraram ao seu lado e que são expostas no mundo inteiro como se a pessoa sorridente ao lado daquele homem franzino realmente o conhecesse a fundo e compartilhasse da mesma virtude que o fez tão querido; mas arrisco a dizer que ninguém o conhecera tanto quanto o povo sofredor, que se sentia mais gente ao vê-lo passar, porque ele os via como eles são de verdade: seus semelhantes.
Ghandi nunca morreu, e ele ainda se encontra nas ruas da Índia e do mundo, estampado no rosto do povo como esperança de que um dia o mundo seja uma única nação, sem castas e sem donos, compartilhando a única terra onde não existem fronteiras: a Terra da Compaixão.
- Frank -
quinta-feira, agosto 17, 2017
A DIFÍCIL TAREFA DE FAZER UM BUDA DAR RISADAS
As bandeirinhas coloridas contrastam com o céu azul da praça do "Buda que tudo vê". Depois de vinte minutos de caminhada do centro de Katmandu até ali, Auri (minha esposa) e eu chegamos no topo do monte, onde o famoso templo dos olhos do Buda que tudo vê observa a cidade lá embaixo, todos os peregrinos, devotos e turistas que vão até ali orar ou apenas tirar umas fotos do templo do mestre da paz.
Algumas pessoas cantam mantras perto das estátuas dos mil e um bodhisattvas (1), e eu escolhi um deles para lhe contar uma piada.
Não estou sendo sarcástico nem brincando com coisa séria, é que o olhar sereno da estátua me deu tanta paz e calma, que decidi lhe retribuir o favor e fazê-lo dar risada. Troca justa, afinal não é sempre que você chega num lugar e é envolvido por uma aura de tranqüilidade que lhe dá uma clareza mental tão intensa que você começa a lembrar-se até da data em que se casou.
Não sou budista, mas é inegável que ali sinto uma sensação tão boa que parece que posso abraçar o mundo e tocar cada coração.
O templo famoso e cartão postal do Nepal parece tocar o céu azul, e os olhos do Buda que tudo vê olham de um jeito que você precisa passar a mão no corpo para ter certeza de que não está pelado ali na praça cheia de monges, turistas e macacos.
Fiquei muito contente de poder estar ali e experimentar algo tão bom, e como não sei os rituais de agradecimento budista, escolhi um bodhisattva e tentei retribuir o que senti.
Dirigi-me a ele com alegria:
"Amigo Budinha. Não sei como lhe agradecer, e como sei que você deve estar aí há séculos sem nenhum momento de lazer, vou contar-lhe uma piada."
Então, comecei a minha jornada em busca da risada do Buda. Tentei contar a do papagaio, a da loira, a do português, e confesso envergonhado que até contei algumas piadas bem sacanas e pesadas; mas nada do Buda reagir, pelo contrário, ele permanecia ali inalterado, com aquele meio-sorriso de quem está morrendo de vontade de rir, mas fica sério, ainda mais com tanta gente passando por ali e encostando a cabeça nos seus pés e jogando arroz na sua cara.
Quando pensei em lhe contar a piada infalível do gaguinho e do pássaro graúna, pérola memorável que o meu amigo Cláudio me contou aos 10 anos, e até hoje não consigo evitar o riso ao relembrá-la, passa um grupo de monges-criancinhas que saúdam o Buda e trocam murmúrios entre si, provavelmente tentando entender o que aquele marmanjo está fazendo ali rindo sozinho das suas próprias piadas em frente do Mestre. Então, percebo o ridículo do que estou fazendo e imagino que o Bodhisattva já deve estar perdendo a paciência e explodindo em mil pedaços, sem querer mais ajudar a humanidade. Peço desculpas ao meu amigo, olho fixo em seus olhos e lhe digo:
"Obrigado, amigão, por não desistir da gente. Desculpa aí as piadas, não sou muito bom nisso. Mas não leva a mal não, mas será que posso lhe pedir um favor?"
Não houve resposta, mas depois de tanto tempo ao seu lado, senti que já éramos íntimos o suficiente para uma conversa franca, e quem sabe pedir uma ajudinha.
Disse-lhe novamente:
"Não tem como você da uma ajudinha? Não tem nenhum jeito de ir mais rápido? Quero dizer, estou meditando há anos, faço mantras todos os dias, e até agora nenhum mini-samadhinho (2); não tem por aí um expresso Nirvana? (3)"
Ele continuou imóvel, mas senti que sua fisionomia tinha mudado um pouco, o olhar sereno tinha mudado para um tipo de olhar que só posso traduzir como o olhar de quem faz forca para não dar risada. Mas não teve jeito, e a estátua era mais resistente do que eu pensava, acabei desistindo e decidi ir embora antes que aquelas nuvens que tapavam o céu azul virasse uma enxurrada na cabeça. Porém antes de ir embora, dei uma ultima olhadinha para o meu amigo, e "o Buda que tudo vê" não me deixa mentir, mas posso jurar que enquanto eu olhava para o céu o bodhisattva deu risada.
Não tenho com provar, mas aquele sorriso tinha mudado com certeza. Não era mais meio-sorriso, e sim o sorriso franco de quem deu uma boa gargalhada.
Se algum dia desses eu voltar por aqui, não vou me surpreender se no lugar do Buda do meio-sorriso encontrar o Buda da eterna risada.
SOMOS TODOS UM SÓ!
quarta-feira, agosto 16, 2017
A DIFERENÇA QUE APROXIMA
Enquanto a mulher prepara o jantar, ele toma um banho com a água do pote que a chuva ajudou a encher, troca de roupa e acende uma vela para a estátua de São Jorge, agradecendo por mais um dia de colheita.
Use mais uma vez a sua imaginação e troque a estátua do santo e ponha uma do Ganesha, o Deus hindu com cabeça de elefante no lugar. Troque o chapéu de palha do homem e ponha um turbante da cor que você imaginar. Troque a saia rendada e o pano na cabeça da mulher preparando a comida no forno de barro e ponha um sari colorido e pulseiras no braço. E você terá a visão típica de um indiano que vive no campo, além dos turistas, além dos gurus e loucos, além das confusões e das armas nucleares em conflitos que ele nem sabe por que razão se iniciaram.
Para ele, o que importa é o alimento da família, e todo o resto vira cenário, história em volta de fogueira que ilumina o campo onde a luz não chega.
Viajando pelo interior da Índia, cada vez mais percebo que somos realmente um só. Muda-se a fronteira, troca-se a língua, os costumes, e encontra-se o mesmo povo lutando pelas mesmas coisas que por lá tem um nome diferente.
O mesmo povo que sorri quando a chuva vem e chora quando ela se vai levando embora tudo o que eles tinham.
O mesmo povo de olhar expressivo e sorriso-pétala esperando um pingo de motivo para desabrochar numa linda risada.
O mesmo povo que com suas crenças, quer seja por santos, quer seja por deuses, vibra no peito uma paixão verdadeira pela própria existência.
Vim para a Índia encontrar o exotismo e diferença, e encontro tudo igual ao país em que nasci.
Não entendo a língua que eles falam, mas aprendi a ler olhares e traduzir sorrisos, por isso compreendo e os valorizo tanto quanto o povo da minha terra, ou o povo de outras terras, separados por fronteiras, mas unidos pelo mesmo coração que bate forte celebrando o sopro de vida que a cada dia habita em todos, quer seja no Brasil, quer seja na Índia.
SOMOS TODOS UM SÓ!
terça-feira, agosto 15, 2017
A ÁRVORE INABALADA
Ela é apenas um ponto verde no mar dourado de areia que chamamos Saara, mas marca a fronteira entre o povo do leste e do oeste.
De um lado a conturbada Argélia, devastada por uma guerra civil e religiosa, onde mãos são cortadas para servir de mensagem ao governo, e do outro lado, a rica e fechada Líbia, onde o óleo enviado para o exterior fabrica marajás, que passam boa parte do seu tempo tentando encontrar um meio de gastar seus dólares.
A árvore ouve as notícias de guerra trazidas pelos ventos argelinos e as notícias de gastos inúteis dos ricos que os ventos da Líbia sussurram em suas folhas, mas ela continua inabalada.
Já testemunhou tanta coisa que entende que se preocupar, nada ajudará.
Ela já viu as tropas de Hitler sendo expulsas pelos aliados na Segunda Guerra Mundial, e agradeceu à Grande Força Divina por ter sido poupada e continuar apenas fazendo o seu trabalho por ali: mandar oxigênio ao mundo.
Às vezes as serpentes tentam envenená-la, tentando convencê-la que é apenas uma questão de tempo para que o deserto a cubra de areia ou sirva de fogueira para algum nômade em frias noites de inverno, e nunca ninguém notará que ela existiu. Ela escuta e permanece em silêncio, pois sabe que mesmo sendo a única árvore naquela terra ausente de verde, o seu trabalho faz toda a diferença.
Mesmo sozinha, ela continua fazendo a sua parte no auxílio à Mãe Terra em seu trabalho incansável de ainda ser palco de manifestação dos homens e animais. A sua sombra é apreciada e agradecida pelos viajantes que cruzam o deserto e param para tomar um chá e descansar da jornada.
Ela é sábia e paciente. Sabe que os ecos de guerra e o desperdício de riqueza passaram.
Suas ancestrais já lhe contaram sobre a queda de outros impérios e de tantas outras guerras travadas pelos homens em busca de riqueza e poder; esquecendo que a única coisa realmente valiosa no mundo é a própria vida, e o único poder que poderia conquistar todas as nações é o Amor.
Ela esta lá há quase um século e continuará por muito mais tempo representando a esperança de que um dia o homem transforme sua sede de morte em fome de viver.
Quem sabe nesse dia, os homens descubram que o mundo tem uma linguagem própria fácil de ser interpretada e consigam entender a mensagem que se esconde no fato de que o deserto já foi mar um dia.
Até lá, ela continua forte e convicta que está fazendo o melhor que pode, levando oxigênio tanto para quem a respeita quanto para quem tenta envenená-la, tanto para quem guerreia quanto para quem reza pela paz.
segunda-feira, agosto 07, 2017
Saúde Psíquica
sexta-feira, agosto 04, 2017
Tempo de Areia
quinta-feira, agosto 03, 2017
É Tudo Sobre a Gente
Por Frank Oliveira e MIchele Mocelin
É tudo sobre a gente. Se a gente se ofende e devolve na mesma moeda ainda assim é sobre a gente; se a gente é vítima e lamenta por uma vida toda, ainda é sobre a gente; se a gente sente raiva, odeia, continua ainda sendo sobre a gente. É tudo sobre a gente.
Tudo se passa em nós. Todos esses sentimentos mal resolvidos que deixam as nossas noites mal dormidas e o nossos ombros com um peso inexplicável; todas essas culpas que enrugam nossa pele com facilidade e muda o nosso olhar e começarmos a não ver graça em mais nada. Tudo se passa em nós.
Tá vendo como é tudo sobre a gente?
É muito difícil resolver uma dívida que alguém tem com a gente, se livrar de uma mágoa, se recuperar de um trauma, porém é necessário saber que tem uma vida que corre, e ela é sua, e vale muito mais do que qualquer coisa que te aconteceu. Trabalha o perdão, ignora, manda a casa do....., mas não vive com isso não, você é muito mais que isso,
porque tudo é sobre a gente!
É tudo sobre a gente. Tudo se passa em nós.
Sempre foi e sempre será sobre a gente; dai a importância de aqui e agora, não guardar todas essas mágoas. Avança!
Tudo se passa em nós e tem tanta vida te esperando além desse porto das coisas não resolvidas do jeito que você queria. Tira o barco dai! Navega!!!
Navega para além do mar de achar que tudo é culpa dos outros. Não é! Tudo é sobre a gente, sempre foi, sempre será, sempre é. Tudo se passa em nós, portanto, desata esses nós e vá viver a sua vida: viva!!!
Ficar preso no Porto da Mágoa é ser apenas uma âncora quando podemos ser mais que o barco, podemos ser o mar. Siga essa instrução - Se ama e se lembra: tudo é sobre a gente e tudo se passa em nós.
segunda-feira, maio 15, 2017
Invisível
É fazer o que você precisa fazer
Sem precisar
Competir
Sem precisar
Projetar
Sem precisar
Ser aplaudido
Reverenciado
quinta-feira, setembro 29, 2016
Um Jardim ou Inferno feito de palavras
terça-feira, setembro 27, 2016
Plano da Alegria
Existe um lugar chamado Plano da Alegria; aonde todas as crianças vão ao dormir.
Lá reina a alegria, a brincadeira e o gargalhar. É proibido andar, por isso quem pisar no chão e mulher do padre.
Nenhum adulto é permitido nesse lugar. Não é discriminação não. De acordo com o organizador da Alegria, os adultos tendem a estragar as festas e brincadeiras que rolam com suas preocupações.
Ao ser entrevistado, ele afirmou:
“ - Onde já se viu se ocupar com algo que ainda nem ocorreu. ”
E se alguém quiser bisbilhotar por lá, precisa deixar pra trás não só a casca física, mas também esse” Bobão Chorão” que você chama de EU. Esse EU deveria estar cantando pelas ruas e agradecendo ao Papai do Céu por sua vida, ao invés de viver reclamando de barriga cheia.
Tem alguns grandões espertos que tentar entrar de penetra por lá, mas nossos porteiros não se deixam enganar pelos falsos sorrisos, eles olham logo seus corações. É gente, vocês não tem ideia, quanto marmanjo e barrado, sem sacar que basta deixar as melecas emocionais de lado e cair na festa.
No Plano Alegria sempre tem gente importante e famosa. Na semana passada, o Menino Azul Krishna apareceu por lá, tocando flauta e distribuindo tanto mel que nos lambuzamos todos (se nossas Mamães pudessem nos ver não ficariam muito contentes não). Essa semana é e a vez do Chiquinho de Assis, dizem que quando ele vem, trás sempre tanto animalzinho que parece que esta carregando a Arca de Noé. É bicho pra todo lado.
Quando temos que voltar pra terra, tentamos ao acordar, passar um pouquinho do que sentimos ao Papai e a Mamãe, mas às vezes, eles nem prestam atenção. Eles devem estar prÉ - Ocupados, né?
Antes de voltarmos, todos rezamos juntos ao Papai do Céu. Eu vou tentar ensinar pra vocês, mas se vocês não lerem com coração, serão apenas palavras de moleque. Ai vai:
“Pai Nosso
Que esta acolá e está aqui
Que está no outro e está em mim
Permita que cresçamos com alegria de viver
Dando risada de nossas quedas e com os olhos de bebê
Para que nunca esqueçamos que só existe um mandamento
que Deus nos mandou seguir:
Amar a todos como a nós mesmo e sempre lembrar de sorrir.
Amem, Axé, Shalon, Alah Akibar, Namastê
Muita paz, luz e alegria para mim e pra você"
Assinado: Criancinha Sem Nome
18 de julho 2002
Psicobrincado por Frank, numa manhã ensolarada, as margens do Rio Thames, Londres.
quarta-feira, setembro 14, 2016
Dicas de como quebrar qualquer Maldição
terça-feira, setembro 13, 2016
Palavras e mais Palavras
Dizendo muito mais que deveria
A língua tem poder de erguer tudo
A mesma língua também fala em demasia
Demazia é a fala desperdiçada
Sopinha de dizer só mais do mesmo
Se queres ter palavra respeitada
Articula sua palavra com Ti dentro
Fique presente na palavra articulada
Pense também em quem está te escutando
A conversa é uma troca de palavras
Quem fala só
Nada só está dizendo
Se tem algo a dizer, fala - Se é só vaidade, cala
Não desperdice seu talento - Sua vida
Que sua poesia seja mais palavra encantada
E menos recado aos outros com moral distorcida



















