terça-feira, maio 22, 2007

O Dentista e os Mantras

Os mantras são sons sutis que devidamente repetidos , juram todos que experimentam, levam o praticante a um bem estar tremendo ou a um processo de relaxamento profundo que muitas vezes acaba em estado alterado de consciência ( só quem provou, pode explicar o que isso significa ao certo, mas muitos dizem que voçê é capaz de ouvir o seu anjo, ver o Padre Cícero ou enxergar uma maneira de pagar as suas dívidas, sem usar o cheque especial). A palavra mantra vem do sânscrito e significa, literalmente, parar de pensar. Ao repetir (japa em sânscrito) esses mantras, esses sons produzem uma repercussão no seu corpo ou na alma. Os místicos e estudiosos de
religiões orientais de plantão defendem que os mantras são na verdade sons/vibrações cósmicas que despertam o divino dentro de cada um e os poderes latentes que cada ser humano têm. Há mantras de todos os tipos e para as mais diversas finalidades: arrumar marido, não chorar na frente do chefe, afastar vampiro e no meu caso, para dor de dente.

Algumas pessoas têm medo de espíritos, eu tinha medo de dentistas. Verdadeiro pavor do som daquela maquininha * que perfura nossos dentes como se abrisse um buraco em calçada; calafrios só de imaginar a boca aberta, o algodão, a mangueirinha que gruda no céu e no inferno da casa dos dentes. Já tinha se tornado uma fobia. Bastava colocar os pés em um consultório para começar meu ataque de pânico, ansiedade, suor frio e falta de ar.

Dor de dente não marca hora, chega de repente e quando percebemos já está instalada nos nervos, lembrando que fomos negligentes e não limpamos direito a casa. Então, lembramos do cara que nos fez prometer que voltaríamos no seu consultório de seis em seis meses ou procuramos desesperadamente algum amigo que indique uma dentista confiável, que não tenha parentesco com o Dr Menguele. Foi através da indicação do meu amigo Fernando Golfar que cheguei até o consultório do Dr Nelson. O consultório ficava na Brigadeiro com a Paulista, em Sampa, pertinho do meu serviço e eu já o conhecia dos cursos no IPPB, mas até então não sabia que ele era dentista.

Cheguei no consultório desconfiado. Já havia percorrido a via crucis da busca por um dentista. Estava com um canal mal feito que poderia tornar-se algo pior que uma dor latente, se não fosse tratado, junto com uma bolha de pus que assustou os dentistas que tinham me atendido anteriormente . O curioso é que na teoria esse canal já havia sido tratado. Os nervos deveriam ser finados e o dente estar mumificado. Fiz o tratamento na Inglaterra, quando morava por lá, mas trouxe um souvenir do sofrível sistema de saúde inglês comigo e precisava a todo custo desfazer-me dessa lembrança de viagem.

Logo de cara, percebi que Nelson seguia a mesma filosofia sacana espiritualista da qual faço parte. Doutrina secreta do “perco o amigo, mas não perco a piada”.

- Senta e relaxa. – ele disse com um sorriso sacana – Não vai doer nadinha.

Eu não sabia se ria ou chorava de ódio, eu estava ali aterrorizado por estar prestes a enfrentar a “maquininha” e aquele sujeito fazendo piadinha.

- Já vi que você está nervoso, vou por uma musiquinha de consultório dentista : o CD das 10 mais da Alfa Fm!

Não agüentei, cai na risada e quando a música começou, não era o Top Hits dos dentistas, e sim um belo mantra tibetano.

- Gostou, né? – disse ele rindo – Agora, vai abrindo ... – disse rindo.

A música era tudo o que eu precisava, mas o bom humor do Nelson e as risadas estavam realmente me fazendo ficar a vontade, quase com vontade de realmente estar ali. O medo foi diminuindo, a tensão desaparecendo. Fui trocando, pouco a pouco, o barulho da “máquininha” da minha fobia pelo som dos monges cantando Om Mani Padme Hum. Quem criou o mantra, jamais imaginou que ele pudesse ser usado para dor de dente e funcionou. Todo o stress fui sumindo e pude enfim, relaxar.

- Caramba, esse canal é pra inglês ver, não é? – ele disse vendo o estrago. Era mesmo. O tratamento tinha custado uma fortuna em Londres e agora eu descobria que não tinha sido feito apropriadamente. Além da dor, crescera também ao redor da gengiva essa bolha que me preocupava tanto.

- E a bolha? – perguntei.
- É uma fístula, Frank, não há o que temer, pelo menos, não ainda – disse rindo - Ela é apenas um sinal que há infecção nessa região. Daremos um jeito.
- Mas todos os últimos dentistas disseram que eu só me livraria através de cirurgia?
- Há fistulas e fistulas, não creio que o seu caso seja para cirurgia. Vamos limpar o canal, depois veremos o que ocorre com ela. Agora, abre a boquinha...

Fui relaxando, ao som dos mantras, depois de um certo tempo, nem parecia que eu estava fazendo tratamento dentário. Estava anestesiado, mas confesso que nem precisava, estava tão tranqüilo com a música e tão sereno, que quase me sentia confortável, como se estivesse na casa de um amigo, conversando, ouvindo música e dando risada.

- Caramba, Frank – disse ele a certa altura.
- O que foi? Problemas? – perguntei preocupado.
- Eu não sabia que você era devoto do Sai Baba! Cara, quanta saliva!!! – disse rindo. Era o Nelson em ação. E quem precisava de máquina do riso, com ele por perto.

O canal foi aberto, tratado e a bolha assustadora sumiu. Voltei outras vezes no consultório, e a recepção sempre foi a mesma : o bom humor e o profissionalismo do Nelson e as músicas maravilhosas dos CDs que ele usa para acalmar pacientes traumatizados como eu, que dão mais trabalho que criancinhas. O trauma se foi e eu poderia dizer que foram os mantras, mas devo essa ao Nelson, que além de meu dentista, agora se tornou também um grande amigo.

Ps: Segundo o Dr Nelson Uehara, o nome correto da “maquininha aterrorizadora” é caneta de alta-rotação.

Frank Oliveira

O Lago e o Brilho das Estrelas



Ela olhava a noite refletida no lago. Seus pensamentos não se faziam voz, afinal não era momentos de palavras e sim de apenas silêncio, contemplação. Em momentos assim, tudo parece tão perfeito, tudo no seu devido lugar. A vida brincava lá fora de se preocupar, ali só existia contemplação.

Ele a observara. De tudo já falaram, só ficara o reflexo no lago. A comunicação era olhares ouvidos e pensamentos escutados. Eles eram diferentes, mas tinham algo em comum: eram pedras rolantes refletidas no lago.

Através dele, ela via sonhos, desejos a serem realizados. Um mundo se abrindo com possibilidades; uma estrada aberta que poderia levá-la a todos os lugares que sempre sonhara. Ele refletia seus sonhos, como se fosse um lago, que mostrava a imagem de um futuro preste a se realizar.

Através dela, ele se renovava; o inverno dava lugar à primavera e a escuridão se afastava, revelando que realmente o escuro que sua alma mergulhara, era apenas ausência da luz da renovação.

Duas pessoas e um lago.

O lago que separava a realidade, onde eles tinham vidas distintas e mundos paralelos.

O lago que refletia o brilho de seus olhos, mesmo no escuro da noite.

O lago que refletia algo mais que não precisava ser expresso em palavras, apenas em olhares e em estrelas que lembravam os dois: a jornada estava apenas começando e o destino... infinito.

Frank

Foto: http://www.sampaonline.com.br/postais/fontedoibirapuera.htm

domingo, maio 13, 2007

Dia Das Mamães

Ok, todos os dias é dia da mãe!

Sim, todos os dias é dia de dizer "Eu te Amo" para quem realmente importa para gente.

Tudo bem, a midia se aproveita para faturar uma nota em datas como essa; milhares de flores são entregues, máquinas de lavar, jogos de talheres e todos aqueles presentes que os filhos e maridos adoram entregar e acham que toda mamãe merece.

Mas mesmo sabendo do amor dos filhos e da dedicação do marido, toda mãe adora ouvir "Eu te Amo".

Mesmo todos os dias sendo Dia das Mães, toda mãe quer ouvir "Feliz Dia Mamãe!" no seu dia, e por isso, por tanto e por muito, aqui estou eu expressando meu amor a minha mãe e desejando que esse amor seja compartilhado para todas as queridas mães e amigas que conheço.

Sem frase feita, sem mensagem escrita por outros, sem poema decorado; gostaria de dizer a todos vocês:

Feliz Dia das Mães, amigas queridas!


Frank

sexta-feira, maio 11, 2007

Frio


Faz frio – congelante. O frio vai assim invadindo, pela fresta da porta, pela janela suada , pelo olhar gélido das pessoas nas ruas.

Faz frio e não tenho o teu calor – o meu travesseiro não tem orelha , o meu céu perdeu o sol – desde que o calor dos seus braços partiu e chegou o frio.

Faz frio – zero grau na serra, -15 quando saio do banho e 25 graus debaixo do cobertor, mas queria 40 , enrolado em seu corpo.

Faz frio e o rádio toca músicas de inverno e eu lembro que podia ser pior – eu poderia viver no Alaska, poderia estar congelado pela obsessão de não conseguir viver sem você, mas vou bem, apenas sinto frio. Frio interno e externo. Não há luva que esquente melhor minhas mãos que seu corpo, não há meias para os meus pés friorentos que querem se esquentar nos seus.

Faz frio e antes que meu coração fique congelado, deixa-me ligar o aquecedor do meu coração e escrever para você.

E você? Sente frio também?

Frank

segunda-feira, maio 07, 2007

A Virada Cultural: Sonho e Pesadelo

Tudo estava diferente. O centro de São Paulo tinha uma outra atmosfera. Era madrugada e milhares de pessoas estavam nas ruas, celebrando, cantando e seguindo de praça em praça, rua em rua, em busca das mais variadas atrações que o evento “Virada Cultural” proporcionava.

A Virada Cultural é um evento que ocorre anualmente em São Paulo que tem por objetivo levar as pessoas as ruas do centro da cidade, proporcionando inúmeras atrações numa maratona cultural de 24 horas ininterruptas de arte e cultura.

Pensando nisso, propus a minha esposa que fossemos até o centro da cidade e participássemos dessa ocasião tão especial, afinal, não é todo dia que a cidade proporciona eventos como esse para a população.

Começamos a noite assistindo um belo show de Tango no Mercado Municipal e seguimos depois para a Praça da República. Surpresos, vimos um ambiente totalmente diferente daquele que costumávamos ver. Havia família, casais com filhos recém nascidos, jovens, velhos, roqueiros, hippies e gente de todas as tribos reunidos numa espécie de clima de reveillon. Rodas de teatro, jovens com violão na mão, poetas declamando para uma audiência realmente interessada em poesia. Tudo parecia muito surreal. Aquilo era um sonho, só poderia ser, não tinha cara da real São Paulo.

Seguimos pela Barão de Itapetininga e a multidão de desempregado do dia tinha dado lugar a centenas de roqueiros e suas vestimentas pretas e cabeleiras; o Paisandu virara um local de manifestação da cultura negra; na Praça ao lado do Correio, Erasmo Carlos era chamado ao palco para deleite de uma platéia composta por sessentões; os jovens clubbers lotavam a rua Direita e a Quinze de Novembro e o o clima de São Tomé invadia uma Sé repleta de neo hippies, que ainda estavam se recuperando do show de Alceu Valença.

Circulamos de um lugar para outro, interessados tanto nas atrações, quanto principalmente em ver pessoas. Dois escritores amadores querendo ter uma visão de uma São Paulo diferente da habitual. Para o nosso deleite, a cidade respirava cultura e cada palco, evento tinha as particularidades que tanto fascinava a gente. Ela tinha matéria prima de sobra para as suas poesias e eu, via uma crônica, uma história a ser contada em casa esquina.

Era 3:30 da manhã quando voltamos a praça da Sé e percebemos que a platéia começava a mudar, saia a turma da paz e entrava a turma do protesto, fãs da banda Racionais MCs que estava prestes a se apresentar. Nosso plano não era assistir os rappers e sim esticar até ás 6:15 da manhã, onde assistiríamos a banda Beatles Forever na Barão, não ficaríamos na Sé, mas num barzinho que estava aberto ao lado; mas uma sensação estranha começou a tomar conta de nós.

- Acho melhor a gente ir embora - disse Auri
- Também acho, tá ficando bizarro. – Respondi, percebendo que a Policia, até então implícita, começava a se agrupar ao redor da Praça da Sé.

Entramos no metrô e seguimos para casa. No dia seguinte, os jornais e a TV noticiaram a triste cena na Praça da Sé, onde parte da platéia começou a insultar os policiais que reagiram com bombas de efeito moral. O confronto começara e o pânico tomou conta das pessoas presentes no local, que ficaram no meio do fogo cruzado entre a polícia e os arruaceiros, em sua maioria fãs do grupo Racionais. Lojas, orelhões, banheiros públicos portáteis, disponibilizados para atender a platéia, foram quebrados. Pessoas feridas, entre policias e civis, foram levadas por ambulância. O show acabara e o sonho havia se transformado em pesadelo.



São Paulo voltou a ser São Paulo e mais uma história triste infelizmente foi contada...


Frank

Lágrimas Secadas pelo Sol


Para Robis...


As lágrimas desciam pelo meu rosto como espinho. Cada gota, uma dor; cada lágrima, uma lembrança que me torturava, que arrancava o pior de mim.

Chorava pelo mundo que era estranho pra mim; chorava porque as vezes, lembro que sou das estrelas e estar na terra em carne é como viver dentro de uma armadura, em um mundo medieval, que ainda não conhece o amor.

Chorava porque precisava me libertar de tudo aquilo que apertava meu peito; chorava porque não havia com quem conversar, desabafar, um ombro para chorar.

Chorei até que o sol gritou nos meus ouvidos: Corre, tranforma o choro em sisco! Você é mais que isso! Você é filha da Terra, mas neta do Sol; teu objetivo é voar como um cometa e não rastejar no chão carregando o casco dessas ilusões que te obrigam a chorar. Corre pela tua vida. Corre pelos teus sonhos. Corre por aquilo que te arranca um sorriso. Corre até que a última lágrima não tenha mais razão de cair.

Então, corri. Corri, sentindo que as lágrimas secavam mesmo antes de cair. Corri por mim e por todo o mundo que as vezes não entendo e que nunca me compreende. Corri até não aquentar mais. Corri até sentir que estava viva, numa armadura, mas viva o bastante para transformar minha vida. Só preciso continuar a ser guiada pelo Sol e não mais carregada pela chuva.

Libertando Pássaros

Libertando Pássaros

Criança arteira e sem miolos
Era assim eu com meus 6 anos
A jogar bola em um cortiço
Causando pros vizinhos muitos danos

Um dia jogando bola no quintal
Acertei sem querer uma gaiola
O passarinho bateu asas e fugiu
Voou pra longe, foi-se embora

O dono do pássaro quando chegou
Veio como fera tirar limpo a estória
E eu assustada sem os pais por perto
Fiquei chorando com o furo na bola

Cortou com facas o meu brinquedo
Despedaçou sem dó pra de mim se vingar
Fiquei com ódio e jurei que um dia
Faria não só um, mas todos os outros voar

E esperei com calma o grande dia
O malvado tinha saído pra jogar no bicho
Tinha deixado uma arapuca pra pegar pardal
Matava os pobrezinhos na nuca com um estalido

Era daqueles trastes ruim mesmo
Jogava água fervendo no couro dos gatos
Gostava de fazer os bichos sofrerem
Era por certo um estúpido, um otário

Mas tinha por certo muita cuidado
Com os passarinhos que lhe faziam lucrar
Os pobrezinhos cantavam a tristeza
Eram pássaros bem caros que eu iria soltar!!!

E lá foi ele pra venda do seu Zé
Que boa oportunidade pra eu não perder
Pensei: é hoje não passa a minha vingança
Libertadora de passarinhos iria ser

E sem dó fui pegando gaiola por gaiola
Era na faixa de doze passarinhos
Abri a porta da liberdade pra cada um deles
Só um não saiu, preferiu ficar guardadinho

Meti a mão dentro da gaiola pra libertá-lo
Mais esse tava mesmo com medo do desconhecido
Entendi, pois tinha alpiste e o que precisava
Acostumou-se com o canto reprimido

Vi todos voando livre no espaço
Feliz da vida pois tinha percebido
Que pássaro de gaiola não voa, mas pula
De um canto pro outro preso e entristecido

Fiquei tão maravilhada com a minha peraltice
Que mal vi o bastardo de mim se aproximar
Tinha ódio nos olhos e balbuciava
Menina disgramenta eu vou te matar!!!

Me pegou pelo pescoço e foi apertando
Já perdia o fôlego, já não tinha mais ar
Ia desfalecendo nas mãos do meu algoz
Quando o irmão dele gritou pra me soltar

O bicho tava doido feito gato selvagem
Da boca se via até baba caindo
Viu seu belo dinheiro no céu livre voando
E eu escondendo o rosto feliz ainda sorrindo

Ainda hoje quando ele raro me vê
Lembra de mim como a soltadora de seus pássaros
Já eu lembro disso também, mas não me esqueço
Do meu brinquedo “a bola” que me tirou o desgraçado!!!

Desde aquele dia prometi a mim mesma
Que gaiolas jamais fariam parte de minha vida
E quando quisesse ouvir o canto dos pássaros
Abriria a janela e escutaria além da cortina....


Recado ao algoz: Desculpe pela peraltice, mas a culpa foi dos passarinhos, como estavam há tempos no teu cativeiro, pensei que não soubessem voar sozinhos, mas logo que abri a porteira da liberdade, os bichos bateram asas e voaram, eu disse pra eles voltarem, mas preferiram as cores do ceu à do teu alpiste, que culpa tenho eu???????



Savitri
Publicado no Recanto das Letras em 03/05/2007

terça-feira, maio 01, 2007

Um Paraíba Vagamundo



Mais que um livro, um sonho realizado.


Obrigado aos amigos, leitores, a minha familia e minha esposa, pelo apoio durante todo o processo de tornar esse livro real.

Segue abaixo alguns feedbacks que recebi pelo orkut, listas e e-mail em geral.
Obrigado a todos vocês!!!

Frank

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Michele:
Fala ai xiquinho...q lindo seu livro...Quero emcomendar varios e com dedicatoria hein.....muito feliz por vc!!!!Parabens!!!!Me escreva contando as novis!!!Beijos meus e do gaucho pra vc e pra Auri...sabor rapadura hehhe

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Alex:
Ooooooooolllllllllaaaaaaaaa enfermeiro...rs
Parabens pelo livro, fico muito contente com seu sucesso. Agora preciso saber como faco para importar uma edicao... hehehehe
Grande abraco e mais uma vez parabens
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ALINE¤ ¤BELO¤:
que legal que vc tah lançando um livro...
saiba que te admiro muito e sei vc tem um grande talanto.
Vc merece ter seus sonhos realizados...pois vc eh um exemplo de pessoa que nunka cruzou os braços diante a vida!!!
beijos
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Andréa:
Parabens pelo lancamento do livro!!
Estamos muiiiiiiito felizes por voce...
Ah! vou comprar um... mal posso esperar para ler
beijocas noceis dois!! de nois 3 aqui
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Antônio Neto:
que bacana tenho um amigo escritor!!! parabens vc e um cara muito inteligente so podia dar nisso!!!
obs...eu achei que vc estivesse nos eua!!!
neto
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Fernando:
OI FRANK TUDO BEM , INFELIZMENTE NAO PODEREI ESTAR NO LANÇAMENTO DO SEU LIVRO , MAS ESPERO DE CORAÇAO QUE SEJE UM GRANDE SUCESSO ,E SEPARA UM PARA MIM , QUANDO FOR AO BRASIL IREI COMPRAR UM , SORTE E FELECIDADES ....
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Samanta:
oi Frank, parabens pelo lovro, muito legal...vc merece mesmo, tem o dom da escrita!!!vou quere ler!!eheh bjus
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Drika:
Oi Frank,
Parabéns pelo lançamento do livro...
Muito sucesso pra vc!
Beijos,
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Luciana:
Oi Frank!!!!!
Parabéns pelo lançamento do seu livro..muito legal e gratificante isso!!
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Alessandra:
Oi!
Tudo bem?
Parabéns pelo livro !

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Vera:
Olá Frank, que alegria encontrá-lo. Adorei saber que lançará um livro...Desejo de coração Sucesso pois vc merece. Tenho comigo as poesias que vc escreveu e as uso nos treinamentos. Bjs saudosos e carinhosos..até...

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Ondina:
nossa Chiquinho!!!
que orgulho, meu amigao, com um livro!!! So pelo titulo, jah da pra saber o poder das poesias e cronicas. Alem de uma atitude muita linda, dedicar a uma amiga necessitada.
So podia vir de vc, mesmo!!Aproveitando a calmaria, depois de um lancamento desses, vc poderia arrumar um tempinho pra me escrever, tenho muita saudade dos nossos bate-papos no 120.
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Renata:
Oi Fank, como estao???
Diz a esposa que estou com saudade hein...
Bem primeiro PARABENS!!!
E... quero comprar seu livro e gostariad saber quanto custa e se eh possivel enviar p/ mim, e qto. ficaria tudo e qual conta posso depositar.
Adoro seus textos e faco questao d ter uma copia ou mais p/ poder dar d presente. Por favor me de uma toque ok.
Obrigadao!!
Beijo - Renata
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Cynthia:
Oi Frank! Parabéns pelo lançamento, já comecei a leitura e está muito legal
bjo grande
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Lázaro Freire:
Franguinho, parabéns pelo livro, obrigadão pelo abraço, reconhecimento e beijo na boca em público, nega!
Puta encontro voador, hem?
Poucas gentes vi tantos da lista juntos assim!
Vai ter prestígio assim lá em Katmandu!
E por falar nessa rima, que negócio é esse de dedicar livro pra mim com EU TE AMO???!!!??!!!
Aquilo que aconteceu entre nós no Tibet foi coisa de momento, nega. Tá me estranhando, pô?!!!???
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Oi Frank!!!!
Meu querido... ontem foi maravilhoso!!
Td era bondade e AMOR!
Nossa, o local estava perfeito....
Espero de coração q um dia as pessoas sejam um pouquinho como vc.. olhando aquele q está tão perto necessitando de uma apoio!
Bjs
Parabésn mais uma vez!!!
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Robertinha:
Cara, parabésn pelao evento e principalmentre pela iniciativa! Bom não preciso ficar aqui falando o quanto te admiro, preciso?
Ótima semana pra vc! Grande abraço da amiga, Roberta
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Renata Sales:
Oi, Frank meus Parabéns , que evento hein! Adoramos muito o espetáculo, e agora é começar a viajar lendo o livro.beijão
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Robson:
Adorei o lançamento ontem, foi uma bela festa, vc e a equipe que organizaram o evento estão de parabéns.
Abçs e muito sucesso meu irmão.

P.S. Já tó quase no fim do livro, quando vai ser o lançamento do 2º?, hahahehe
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Gabriela:
Frank, foi show!
Parabéns pela iniciativa... pessoas bonitas como você fazem o mundo melhor.
Beijo Grande
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Luciana:
Oi Frank,
Parabéns pelo lançamento do livro...leio sempre algumas de suas crônicas no seu blog e na lista...
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Robson:
Frank Rivers,
Não sou protagonista da novela das seis, mas sinto informar que não previ nada, o livro foi apenas conseqüência da sua inteligência e sensibilidade. Desejo sucesso no evento de lançamento, ao qual não poderei comparecer, pois estarei na casa de meus sogros em Arthur Alvim.
Continue sendo um paraíba vagante nesse mundo, só cuidade com os Bin Laden da vida.
Abraços
Robson
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Rita:
Oi Frank ! Parabéns pelo livro e por seu desprendimento.

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John:
Hi cabecao! I heard that you were writing a book! Cool, what's it about. You do realise you will have to translate it for me! ;) and now I know what you were doing for 4 years in 120..... hahahahaha.... and sorry your brother took your job! But i'm sure i could find something for you! Anytime my friend! John
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Vanessa:
Frank, parabéns pelo lançamento do livro, que, diga-se de passagem, está excelente, e o evento foi show, adorei, adorei rever o povo, vc e a Célia, o povo do Maniji, o Wagner... Eu até sorri nas fotos apesar do que vc me aprontou rsss...
Beijinhos e até breve!
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Cris:
Frank fiquei tão feliz qdo ouvi contar como tinha sido sua noite Oops! de autógrafos. Fiquei emocionada. Não pude ir, uma pena, perdi muita coisa...torço muito por você!
Parabéns!
Beijos
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Patricia:
Parabéns pelo livro, estou adorando, e o lançamento foi um sucesso total! beijusss fica com Deus!
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*/*/*/Deisinha:
oi!!!!!! Eu estou amando seu livro!!!!! O lançamento foi ótimo, tudo de bom!!!!!
Meus parabéns por essa obra maravilhosa que Deus continue te abençoando sempre!!!!!!!!!!!
Mil bjos
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Lilian:
que delicia que vc lancou um livro!!!
nao estive ai fisicamente mas meu coracao esta ai sempre ne!!
vamos voando!!!beijos do paraiso (estou morando em okinawa! a havwai japonesa, rs)
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Adriana:
Oi Frank , estou lendo o seu livro e adorando , vc é muito especial!
Parabéns
Beijos
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Fernando:
Fala Brother !!
Cara, dos exemplares que comprei, quase fiquei sem... rs
O pessoal a quem estou presenteando está adorando...
Parabéns !!!
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Esther:
Frank meu querido...parabens pelo seu sucesso...estava convesando com uma amiga e ela comentou do seu livro...que coincidencia...manda um aqui pra mim
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Valdilene:
Frank. Acabei de chegar em casa, e o livro estava aqui na minha porta me esperando. Obrigada..Mas e ai? Mando o dindin pra que conta? ou vai querer mesmo meu cabeção? Tem certeza? Ele bebe uma cerveja..rs..rs
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Hey Frank!!!

poxa cada pagina q leio do livro...pareci q o Mundo muda...tô começando a er o mundo de um outro jeitinho sabias??????...heheheh
mto boooommm...ainda num terminei de ler...pq fiko lendo e relendo cada historia..

beijããooooooooooooo....e sucessooo
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♥Katia:
Fran,recebi seu livro e já li todo! Foi muito bom poder compartilhar de suas "viagens" ( em todos os sentido) desde q vc saiu do Brasil . Como vc se desenvolveu . É muito bom saber que vc voou atrás de seu sonho e provou que tudo é possível , ou como diz o grnade Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena. beijos
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Telma:
Olá Frank

Eu sou amiga de infância da Auri e gostaria muito de adquirir um exemplar do seu livro.
Onde posso encontrar?

Um Grande Abraço

Telma
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Oi Frank,recebi seu livro é tudo de bom como imaginava

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Flavia:
Oi Fran meu amigo querido!!!!!!!!!!!!!!!!!!Q saudade de vc!Como está?E sua esposa?Fiquei muito orgulhosa de ver q vc lançou 1 livro quero comprar e se possível um autógrafo.
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Andrea:
Ola meu querido,
Nossa como foi bom te ver novamente!!!
Eu "devorei" o livro naquele dia mesmo!!
Eu nao conseguia parar de rir com suas cronicas... fica ainda mais engracado pois conheco os personagens(vc a Cilia e a te nos aparecemos na cronica da Escocia... que chique)
Amamos vcs e muito...
Ah como estamos sem internet em casa, antes que eu me esqueca um happy birthday pra vc!!
beijocas
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Sergio:
Cara da hora, seu livro, eu ia até comprar, mais ja li praticamente tudo , ontem la no maniji...hahahah

abração
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Para Aline, que tanto tem me inspirado!!!

sexta-feira, abril 27, 2007

Mau Humor

Hoje não consegui lutar contra ele. Quando vi, ele já havia me dominado.

Não há técnica que eu consiga usar, além do fato de saber que ele é passageiro e se eu ficar bem quietinho, não contaminarei ninguém com ele e posso reagir.

Já me senti assim antes e já o derrotei. Ele fica nas sombras aguardando o meu deslize. Como um parasita, ele está sempre por perto, colado,tentando seduzir, querendo que eu o ouça, para que ele sugue minhas forças, meu entusiamo, meu riso.

Por algum tempo, achei que ele fosse externo, mas já percebi que ele é parte de mim e toda pessoa carrega ele consigo.

Mesmo sabendo que ele é natural, não o deixo tomar conta da minha vontade e sigo lutando todos os dias para que ele não assuma o controle, nem mesmo por alguns minutos, porque já percebi também que ele não só faz mal para mim como também para todos ao meu redor.

O dia ainda não acabou e embora, ele esteja no controle desde o momento que acordei, estou ciente que apesar dele ter me dominado; eu ainda posso fazer algo a respeito, afinal ele pode ser parte de mim, mas quem o controla sou eu.

A reação está a caminho... há um sorriso na próxima esquina.


Frank

Notas: Ninguém é obrigado a estar sempre de bom humor, afinal a vida é dificil e não conseguimos mesmo rir de tudo o tempo inteiro, mas há pessoas que não conseguem lutar contra

o Mau Humor e esse passa a ser realmente um Mal Humor, um Mal que precisa ser tratado, pois acaba prejudicando a sua vida e em alguns casos, esse mal acaba levando as pessoas a um quadro crônico de depressão e transtorno persistente do humor.

Vivo dizendo para a minha esposa que um dos motivos que estou casado com ela há tanto tempo é porque ela sempre está de bom humor. Um dia, enquanto dizia isso pela enésima vez, ela sorriu e disse:

- Fran, eu também fico de mau humor, a diferença é que você não tem nada a ver com isso e não vou contaminá-lo com algo que posso trabalhar em mim e transformar.

Ponto para ela!!!

quinta-feira, abril 26, 2007

Piada Extraterrena



Um Etzinho diz pro outro:



- Caramba, finalmente eles estão sacando que tem muito mais planeta por ai com condições de vida que a Terra.



- Era hora de cair a ficha!



- Era tão obvio, olha o tamanho do universo e olha a tecnologia que eles ainda possuem.




- Estão tão surpresos por ter encontrado o Zóia 15 com esses aparelhinhos medievais; imagina quando encontrarem o Xeus 2, bem do lado deles, com todo aquele povo que os observa há séculos.



- Vai ser um susto, mas eu acho que vai demorar ainda um tempinho para eles apontarem para a direção certa.



Frank

Notas:
Fonte foto e reportagem sobre o novo planeta: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16346.shtml

quarta-feira, abril 25, 2007

Quartas

Sempre gostei da Quarta-Feira. Todo mundo que conheço não.

É meio da semana, longe demais da Sexta, ainda sob a sombra da Segunda. O chefe geralmente pede algo na Quarta que deveria ter pedido na Segunda e quer para Terça; a mulher reclama que não rola carinho e você está muito cansado para explicar que no meio da semana não rola mesmo nada entre 00:00 e 05:00 da manhã além do sono; contas inexplicavelmente vencem na Quarta e por ai vai... mas ainda sim, amo as Quartas.

Na Quarta, ainda podemos fazer algo para que a semana não seja desperdiçada com a rotina. Na Quarta, ainda dá tempo de fazer um happy hour com os amigos ou mesmo matar aula na Faculdade e namorar a esposa com tempo suficiente para um papo que seja algo além de "como foi o seu dia?".

Na Quarta ainda não fomos tomados por aquele feeling de " poxa, a semana já passou e não fiz nada" e podemos reavaliar as coisas, para chegarmos na Sexta com a certeza que tivemos tempo de percebermos a quantidade de bobagem que iriamos fazer, mas evitamos pois paramos um pouco a correria do dia-a-dia na Quarta e conseguimos melhorar algo ou ao menos demos mais atenção ao que era realmente importante.

sábado, abril 07, 2007

A Carne é Fraca


Ontem, comi carne de frango e vocês sabem, é proibido comer carne na Sexta-Feira santa. Comi escondido, pois temia que alguém estivesse me olhando. Só Deus sabe e agora vocês. Minha sorte foi que o Deus que me observava era o Deus dos muçulmanos e ele só fica bravo se comemos algo proibido durante o Ramadã.

No ultimo Ramadã, comi uma maçã e também tive sorte, pois o Deus que me observava era o Deus dos Hindus e ele só ficaria bravo se eu estivesse comendo um Big Mac, afinal, as Vacas são sagradas para o Hinduísmo.

Mas eu como Big Mac. Gosto mesmo de hambúrguer e a sorte que tenho é que toda vez que vou lá no Macdonalds, o Deus que me observa é o Deus dos Judeus e ele só ficaria bravo comigo, se eu estivesse comendo carne de porco.

O problema é que adoro um hotdog, mas o Deus que me observa, toda vez que vou na barraquinha, é o Deus dos Pagãos e ele não se importa, se eu escolho salsicha de porco, de frango ou de soja, mas fica bem bravo quando eu como carne entre a quarta de cinzas e o Sábado de Aleluia.

Para não contrariar nenhum dos Deuses e continuar sendo devoto de todas as religiões ( afinal, nenhuma delas é perfeita, todas têm os seus prós e contras e sábio seria o homem se aprendesse com todas elas), resolvi deixar os dogmas de lado e seguir a minha vontade. Sei que posso comer de tudo um pouco e quando quiser, basta que eu o faça em moderação, assim como sei, que apesar de acreditar que nada deva ser proibido ou ser pecado, certas coisas não me convêm e eu posso passar bem sem elas.
A questão é que desconfio que no fundo, apesar da diversidade, todas as religiões falam da mesma coisa e refletem um único Deus que se divide em milhares de faces para agradar ao homem que ainda só consegue acreditar em um Deus que seja o reflexo do seu próprio espelho e o fato de comer ou não carne em dias santos não melhora quem você é e nem o faz uma pessoa mais consciente das lições deixadas por Jesus, Buda, Maomé, Krishna ou qualquer outro homem santo que passou por esse planetinha. O melhor sacrifício que podemos fazer não é o jejum alimentar, e sim o jejum da moderação. A melhor peregrinação que podemos realizar é o Caminho para dentro do nosso próprio coração e avaliar não só na Páscoa, mas todos os dias, se estamos sendo pessoas melhores para quem está ao nosso lado nessa vida.

Sim, eu sei, a gente só aprende pela dor. Sim, eu sei o sacrifício é exemplo mais forte que milhares de parábolas, lições e milagres. Sim, eu sei sorriso e alegria não convertem ninguém a uma religião; mas já carregamos cruzes demais, (cada um sabe quanto pesa a sua) e se há motivos para comemorar a Páscoa, vamos comemorar o fato que Jesus decidiu vir para a terra entre tantos planetas que devam existir nesse universo ( tá bom, só tem vida na terra; claro, continua acreditando nisso, Mané...) e aqui deixou pegadas de amor e lições maravilhosas. Foi-se o tempo de admirá-lo pelo sofrimento e por seu sacrifício; celebre sua passagem pela terra lembrando da alegria que ele sempre deixava por onde passava e não pelos pingos de sangue que o Mel Gibson mostrou que caiu pelo chão.

É época de renovação e meditação. Lembre-se que você não é a carne ou o alface que come e sim o pensamento e as ações que pratica.

Frank Oliveira

terça-feira, abril 03, 2007

Medo!!!!!!!!!!!!!!

Olhei de canto de olho, com aquele olhar medroso, assim de quem viu onça pintada, de quem está prestes a cair de um precipício; como se a vida estivesse por um fio. Não podia me mexer, não sei se era o medo, não sei se estava ainda dormindo. Bem que queria que tudo aquilo fosse um pesadelo, mas não era : eu estava vendo gente morta!

Ele tinha 15 e eu 13. Ele tinha fama de arrebentar fuças novas e eu fama alguma. Era novo na escola e como vinha das terras do Norte, tinha um sotaque assim que chamava a atenção; usava palavrinhas que não se usavam por aqui não, mas que virara motivo de riso, de pirraça, de gozação e fui agüentando até o dia em que reagi e ele disse: Te pego lá fora!!!

Não sou Gandhi, mas sou a favor da lei da não-reação , do pacifismo. Nunca gostei de lutas, sempre evitei encrencas. Nunca fui o tipo valentão, mas também não era covarde. Eu iria enfrentar o sujeito, ou melhor minha cara iria enfrentar o punho dele.

Meu maior medo não era a porrada, já ensaiava a desculpa para minha mãe quando chegasse em casa; o meu medo era a humilhação de finalmente tornar-me conhecido na escola e essa fama eu não queria não; mas precisava enfrentar, por mais que minha mente trouxesse mil possíveis planos de fuga. Era o meu nome, a minha história estudantil que precisava honrar.

O sino tocou e toda a molecada correu para o pátio, eu caminhava; afinal não tinha a menor pressa para a minha execução. A roda foi formada, a torcida lembrava a platéia ensandecida de um duelo de Gladiadores na Roma antiga. Eles queriam o meu sangue e a minha humilhação pública. Eu queria apenas pular aquele momento e estar na minha cama são e salvo.

Nessas horas os adultos desaparecem, anjo da guarda foi passear, amigos se escondem entre a multidão e tudo o que te resta é enfrentar o inimigo como homem. Então, respirei fundo, coloquei a mochila no chão, tirei os óculos ( sim, além de raquítico, eu ainda usava óculos) e vi aquele gigante avançando na minha direção.

Escuridão total...

Tudo o que me lembro em seguida, foi de estar na enfermaria da escola com algodão em uma das narinas e minha cabeça parecendo que ia explodir. Não olhei no espelho, mas desconfiava que tinha virado o menino-elefante. Não tinha, mas demorei uns dias para diferenciar onde começava meu nariz e terminava minha boca.

Sinto desapontar o leitor, mas não consegui vencer a luta. Apanhei e sobrevivi para agüentar a gozação. Meu inimigo foi expulso da escola, se isso servir de consolo para o leitor que levou a porrada comigo, mas devo dizer que essa expulsão em nada melhorou a minha vida, pelo contrário, precisei ser escoltado para casa nos próximos dias pelo meu irmão mais velho. Ainda devo grana para o meu irmão que cobrava hora extra para ser meu Guarda-Costa.

O que isso tudo tem a ver com gente morta???

Sim, esses dias acordei na cama e já não tinha mais 13 anos, o que foi um alivio, contudo, percebi que não me movia e o que é pior havia alguém no quarto junto comigo além da minha mulher. É claro, que pensei no Ricardão ( Alah me perdoe por desconfiar da minha mulher), mas logo senti que essa presença no quarto tinha um gosto assim, como explicar, sobrenatural. Só quem passou por isso sabe, como fica o lençol depois. O fato é que havia um cara no quarto e eu que nunca fui nenhum Ghost Whisperer, comecei a me (desculpe o português) evacuar de medo. Não conseguia me mexer, tinha quase certeza que ainda estava dormindo, mas com a sensação de estar profundamente acordado (catalepsia projetiva para os voadores astrais de plantão) e sentia, via e escutava tudo ao meu redor, inclusive a aproximação desse “ser” que vinha pouco a pouco na minha direção. Tentei me mexer, gritar pelo “Chapolin”, fiz de tudo, mas continuava lá imóvel e quanto mais essa presença se aproximava, mas eu sentia uma estranha sensação que eu o conhecia. Porém, nada poderia me surpreender mais do que constatar que a figura noturna era na verdade o garoto de 15 anos que tinha me enchido de porrada aos 13. Falo “garoto”, porque não lembro mesmo o nome do sujeito ( mente seletiva, chame da forma que quiser). Na hora, juro que pensei em me levantar e lhe dar uns bons tabefes, mas como não conseguia mesmo me mexer, comecei a xingá-lo como todos os palavrões que havia aprendido nos últimos anos. Ele não reagiu, continuou com um olhar distante e se aproximou e sussurrou em meu ouvido: desculpa!

Então ele desapareceu e o pavor, o medo foi sumindo. Continuei sem me mover por um tempinho, até que minha esposa me deu uma cotovelada e eu “despertei”. Lembrava do “sonho” todo e podia jurar que o cara ainda estava por ali, e ele não tinha mudado nada, tinha a mesma cara e a altura de quando o conheci.

Fiquei o dia inteiro pensando no moleque e imaginando se ele tinha morrido ou coisa parecida. Tentei outras tantas explicações, para não cair naquelas histórias de “ofensa e perdão” típicas de livros espíritas. A verdade é que senti de verdade que esse sujeito veio me visitar e pedir desculpas por algo que ele fez há 20 anos atrás. Eu nem lembrava mais disso, fiz questão de esquecer, mas posso honestamente dizer que nunca guardei mágoa, só um ódio mortal que sumiu lá pelos 14 anos, quando descobri que ele tinha mudado de cidade e meu irmão não precisava mais me acompanhar da escola para a casa.

No final tudo fora coisa de criança, não deveria pesar tanto na consciência assim...ou assim eu
pensava.

Frank Oliveira

segunda-feira, abril 02, 2007

A Eficiência do Amor

O Amor flui pelo universo, diriam os poetas, como se fosse um rio que sacia a sede de todos os sedentos por carinho e atenção. O Amor não escolhe rico ou pobre, magro ou gordo, branco ou preto, reto ou torto; o amor segue seu rumo, manifestando o divino poder da criação em todas as pessoas que estiverem em sintonia e abrirem a porta do seu coração para que esse sentimento possa se transformar em união.

União que transforma dois em um, um em tudo. União que desfaz preconceitos, que fortalece bases, ergue pontes que atravessam esse mundo material e ilusório, levando esses amantes de volta para a casa, de volta para o lar; pois é na manifestação de amor que conseguimos sentir aqui na terra, um gostinho do céu.

O céu verdadeiro que é mais que um lugar onde se pisa em nuvens com anjos tocando harpas e gente vestida de branco. Esse céu ao qual me refiro é o céu do coração. O céu que aquece o peito, mesmo em meio a escuridão do mundo dos homens, mesmo em meio ao preconceito e a ignorância que pré-julga onde esse amor deve habitar.

Mas o Amor é teimoso e insiste em habitar os corações de todos, sem ler livros sagrados, sem seguir leis jurássicas, pois o Amor é livre da visão picuinha do homem e transforma a todos sem excessão. Sim, o Amor ensina...

De todos os mestres da vida, o Amor é o melhor professor, pois ensina e mostra que quando queremos realmente ficar junto com quem amamos, construimos a ponte para o coração do outro e atravessamos esse caminho, mesmo com passos deficientes, pois o Amor é mais forte que a mente, mais forte do que a paralisia dos homens que julgam onde o amor deve habitar ou não.

Para esses homens (que são os "que não tem razão") o Amor é um conceito, uma teoria, uma idéia e portanto, jamais compreenderão que quando duas pessoas decidem formalizar uma união , não estão pedindo permissão divina para se amarem, elas estão apenas propogando que se o Amor chegou para eles, chegará para todos.

Frank
Notas do autor:
Dedicado a Pablo Damásio de Araújo, de 33 anos e Cláudia Araújo Vianna, de 32, que foram impedidos de casar na igreja, porque os dois são portadores de deficiência mental. A "razão" do padre que negou a união oficial é que eles são incapazes de procriar, e de acordo como o Código do Direito Canônico, é o principal objetivo do casamento. Os dois acabaram se casando numa cerimônia na Associação Niteroiense para Deficientes Fisícos (Andef).

Foto: Estado de São Paulo On Line

sábado, março 31, 2007


A questão não é se todo mundo faria o mesmo... a questão é se vale a pena destruir a própria imagem e de todas as brasileiras no exterior por um punhado de libras.
Notas do Autor:
Essa polêmica foto em que o prìncipe Willian aparece com a mão sob o seio de uma brasileira, que estampou a edição do tablóide britânico “The Sun” desta terça-feira, foi o assunto a semana inteira e reacendeu várias questões em relação a imagem da mulher brasileira no mundo.

quinta-feira, março 29, 2007

O Milagre da Mão

Quanto tempo leva para o seu dedão do pé mexer sob o seu comando? Quanto esforço é necessário para que você possa mover o seu braço e sentir a brisa tocando os seus dedos como se os acariciasse? Movimentos simples, ações rotineiras, milagres diários que por serem tão comuns e banais, não ocupamos o nosso tempo para admirar o quanto é maravilhoso esse corpo humano e o quanto é perfeito cada função, cada movimento, cada gesto.

Aline mexeu a mão. Um pequeno passo para a humanidade, um passo gigantesco em sua recuperação. Essa moça de 21anos perdeu os movimentos do corpo ao caminhar pela floresta densa e escura de um tumor. Faz quase 01 ano que ela trocou a faculdade e as baladas por salas de hospitais, tubos de oxigênio e encontros com fisioterapeutas. Faz quase 12 meses que tudo em sua vida foi mudado, sua rotina, seus sonhos, seus desejos de menina-mulher se transformaram em um mundo tetraplégico. Então, quando todos achavam que o seu estado era “permanecer”, ela mudou para “estar”. Sua mão mexeu e ela está voltando pouco a pouco a sentir partes do seu corpo.

Milagre??? Gritaram alguns, outros disseram “eu sabia que ela ia se recuperar!” , mas ninguém sabia, ninguém imaginava, porque não gostamos de imaginar, não gostamos de pensar que nesse momento enquanto envenenamos o nosso corpo com substâncias químicas, com uma alimentação descuidada, há Alines por todo o mundo, lutando para mover o dedão do pé; para cruzar o enorme abismo que separa uma mão imóvel do rosto de alguém que se ama.

Quanto tempo leva para que um comando mental transforme seu sonho em realidade? Quanto esforço para chegar no milésimo gol? A Aline levou 01 ano para mover sua mão na direção do rosto da sua mãe querida. 12 meses para novamente sentir frio ou calor em suas mãos, ou simplesmente tocar o vento, o sol da manhã e provar para todos que um milagre para acontecer não depende apenas da ajuda divina, e sim principalmente da força de vontade de lutar pelo que se quer alcançar.

Frank

segunda-feira, março 26, 2007

O Parque e a Noite

O dia se despe, a noite se mostra. Troco 20 minutos de ônibus por uma hora de caminhada e entro no Parque do Ibirapuera. Nunca tinha visto o parque coberto pela
noite e o temor vai dando lugar a uma sensação de tranqüilidade, afinal moro em São Paulo e o medo de ser roubado é parte da rotina. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso evitaria entrar no parque à noite, penso em voz alta, mas logo mudo de idéia, ao ver centenas de pessoas correndo, exercitando-se ou simplesmente passeando. Respiro fundo, engulo minhas idéias pré-concebidas e abraço a liberdade de caminhar livremente quando poderia estar dentro de um ônibus lotado, tentando chegar na Paulista.

A cada passo, vou relaxando e tirando a minha armadura. Respiro o verde que entra por minhas narinas, por meus chacras e me enche de vida. O céu retribui a minha entrega com estrelas e uma lua que parece sorrir pra mim.

Além do parque, ônibus lotados carregam gente com raiva; carros com motoristas neuróticos duelam com motoboys kamikases - o stress os acompanha e eu fico pensando no preço alto que pagamos por morar na cidade grande, mas esses pensamentos desaparecem a medida que o parque vai me envolvendo cada vez mais.

Sinto como se a natureza fosse um portal que pouco a pouco me conduz para longe do mundo das coisas temporárias, ali, caminhando e ouvindo o som da noite ecoando por entre as arvores, percebo que precisamos de muito pouco para sermos felizes.

Sigo caminhando e penso no quanto perdemos tempo correndo de um lado pro outro, quando basta um pequeno momento de quietude para nos sentirmos bem. Parece algo simples, mas na correria do dia a dia, só percebemos o milagre de termos um corpo e uma vida saudável, depois de uma temporada na cama ou num hospital. Não precisamos ficar doentes, para perceber o quanto é maravilhoso, estar com o pulmão e a garganta limpa, o quanto é incrível, caminhar, sentir cada parte do corpo funcionando bem. Parece auto-ajuda, palavrinhas de calendário Seicho-no-ie , mas estarmos lúcidos da vida que corre por nossas veias, torna a cidade grande menos sufocante, deixa os problemas com cara de coisa ultrapassada.

A felicidade se esconde mesmo nas pequenas coisas e a encontrei caminhando no parque a noite, sem a menor pressa de chegar onde devia estar.


Frank

segunda-feira, março 12, 2007

Carta ao Senhor Prefeito de São Paulo


Senhor Prefeito

Obrigado pelo Fura-fila, quero dizer, Expresso Tiradentes. Eu sei que milhares de pessoas ligarão para reclamar dessa obra magnífica, mas não desanime, Sr Prefeito, são todos uns pessimistas ou como diria nosso querido Presidente, uns “aloprados”, pois o Expresso Tiradentes e o Terminal Sacomã, recentemente inaugurado, vieram para ajudar e melhorar a vida de milhares de passageiros.

A linha de ônibus Vila Arapuá – Santa cruz que me levava e outros tantos para o metrô não existe mais, mas isso não é um problema, pelo contrário, agora eu tenho a oportunidade de conhecer centenas de pessoas na fila do fura-fila, quero dizer, Expresso Tiradentes. Esse contato direto no terminal para pegar um outro ônibus extra, tem sido ideal para aumentar meu “networking” e terminar de ler aqueles tantos livros que nunca tive tempo de terminar. Não importa que o meu trajeto para o metrô tenha aumentado em 30 minutos, afinal eu queria mesmo uma desculpa para acordar mais cedo (e um pouco de fila não faz mal para ninguém), além do fato que mudar a rota de centenas de itinerários sem consultar a população não é motivo de indignação e reclamação – esse povo ingrato não sabe nada sobre transportes para a massa.

Não se preocupe com as manifestações e cartas, o Senhor sabe, isso passa. Mais alguns dias e esse povo ignorante vai ter esquecido desse pequeno inconveniente que se tornou à jornada para o trabalho que antes, se não era tão confortável, era mais rápida. Mas, aqui entre eu e o Senhor, foi uma idéia mesmo de gênio. Obrigar a população a usar o terminal foi a melhor maneira de justificar o dinheiro que foi e ainda será gasto nesse terminal para uma linha de ônibus que nem teria tanta gente assim, se milhares de pessoas não precisassem, contra a vontade, pegar um segundo ônibus para chegar ao destino que antes era preciso apenas uma condução. Genial, Senhor Prefeito e muito obrigado.


Frank Oliveira

Ex- passageiro da extinta linha Vila Arapuá – Metrô Santa Cruz

sexta-feira, março 09, 2007

A Mulher que Odiava Flores


Ela odiava ganhar rosas ou flores, tinha deixado bem claro para o namorado, para a família, para os amigos: Nem pensem em me dar algo que deveria estar em um jardim ou nos campos.

Ela era mesmo diferente. Não Era feminista, mas odiava qualquer coisa que a reduzisse a uma menina delicada, um ser frágil ou alguém que precisasse ser protegida. Ela sabia de cuidar. Sempre se virou muito bem em um mundo dominado por homens. Quando pequena, jogava futebol com a meninada, enquanto as suas amiguinhas brincavam de boneca.

Era feminina, mas acreditava que uma mulher deveria ter algo a mais pra mostrar que uma bunda, um par de peitos siliconizados ou um rostinho clonado de uma modelo de capa de revista.

No dia Internacional das Mulheres faltou ao trabalho. Não queria passar pela humilhação de agradecer a florzinha mixuruca que o chefe lhe daria pelo “dia especial” mesmo tendo a desprezado o ano inteiro.

No fim da tarde, enquanto centenas de mulheres saiam de seus escritórios com suas rosas, ela empunhava uma bandeira e parava a Avenida Paulista, junto com milhares de outras pessoas, em protesto contra a presença do presidente americano George W. Bush no Brasil.

A caminho de casa, já não agüentava olhar tantas outras mulheres carregando seus “presentinhos”. Queria gritar fugir, acordar num mundo onde as mulheres fossem menos fúteis, mas ela precisava ir pra casa e o metrô e aquela multidão de “Amélias” não iriam impedi-la de chegar em casa.

Olhando essas mulheres carregando as suas rosas com tanto orgulho, ela tentou se lembrar de onde vinha a sua “repulsa” por flores e rosas, mas não conseguiu se lembrar.

- Afinal o que havia de errado com as flores? – ela pensou e algo começou a perturbá-la profundamente. Lá no fundo, enterrado sob camadas de opiniões, discursos superficiais e atitudes defensivas, estava um desejo incontrolável de ser como as outras. Ela era a única mulher no vagão que não carregava uma rosa, que não tinha sido parabenizada e isso a estava incomodando profundamente.

- Ridículo – disse – Isso é pura hipocrisia! Todo dia é dias das Mulheres!

Chegou em casa arrasada, triste e solitária. Pensou no elevador em ligar para o namorado, mas recordou-se que ela mesmo havia ligado pra ele e pedido para não ser tratada como uma “mulher” só por causa do 08 de Março.

Então, ela abriu a porta, acendeu a luz e notou que em cima da mesa no corredor, entre o Buda dourado que comprara no Nepal e o espelho, havia uma rosa e um bilhete:

“Eu sei que você odeia
Mas não pude evitar
Feliz Dia das Mulheres!”“

Ela chorou, quando a máscara caiu e o espelho refletiu o rosto feliz de uma mulher.

quinta-feira, março 08, 2007

Feliz Dia das Mulheres!!!!


Feliz dia das Mulheres para todas as mulheres desse planeta.

É Verdade! Não somos nada sem vocês!!!

Obrigado, mães, avós, filhas, amigas, esposas, namoradas, noivas e amantes por todo o amor que vocês emanam em direção a esses meninos brincando de homens!!!

Essa é uma pequena homenagem a todas essas mulheres que arriscam a vida para nos salvarem dos riscos do mundo e as vezes até de nós mesmos.

Frank

Notas: Na foto de Tiago Brandão, mãe salva filho que se afogava. Ela também não sabia nadar.

Brilha para Mim

A Praia tinha areia branquinha e o mar das águas tranquilas se encontrava com o rio sem pressa. Entre a praia e as areias da duna, vi essa moça surgindo, como se fosse uma miragem, caminhando bem devagarinho.

Ela me olha e sorri, ao mesmo tempo que estende a canga na praia e deita na areia, como se oferecesse seu corpo para o sol e para os meus olhos tocarem. O sol, invejoso, bronzeia a sua pele, mas não alcança o seu coração que brilha só pra mim.

Ela me ama, posso sentir pela maneira como ela emana esse amor pra mim, de um jeito que só nós dois compreendemos.

Ela entá sorri e nada diz, mas sei o que ela quer dizer com o olhar e o que o seu sorriso quase consegue expressar : "menino eu amo você!!!"

quarta-feira, março 07, 2007

Para Ficar

Raios de olhares cruzam o espaço entre nossos rostos. As bocas se movem, o som ecoa, mas é o coração que se comunica e a cada batida, mais aumenta a certeza: ela é a minha menina.

Ela veio pra ficar.

Ela é maior que um sonho e não cabe na realidade, por isso se encaixa perfeitamente no meu peito, onde sinto o seu corpo mesmo quando não a vejo e durmo abraçadinho com ela, mesmo quando estou sozinho no leito.

O que dizer para a minha menina que a faça perceber que ela está tatuada em todo o meu ser, de tal forma que respiro seus beijos, alimento-me com os seus toques e aqui tão longe, estou quase sufocando de falta do seu ar.

Contudo, vou aguentar até a minha saudade matar e quando finalmente nos encontrarmos, vou me perder em seus carinhos e fazê-la repetir sem parar - Menino, eu vim para ficar!!!

Frank

15 de Fevereiro
Londres

terça-feira, março 06, 2007

A Ilha do Céu


Vi meu coração na Ilha do Céu e deixei um pouco do meu amor por lá, só para lembrar a quem ousar ir até lá que vale a pena acreditar e o amor renovar.


Renovei meu amor na beira do penhasco onde nem as gaivotas ousam voar. O frio cortava o meu rosto, mas eu queria olhar os "cliffs escoceses", o penhasco que parecia a terra cortar, para revelar o mar e o meu amor que das pedras como uma cachoeira, não parava de jorrar, no ar, no mar, na terra e em todo lugar.



15 de Fevereiro 2006

Isle of Sky, Scotland

segunda-feira, março 05, 2007

Para a minha Lua


Lua, te observei em todo o seu eclipse

Por um momento vi você se afastando de mim

mas logo percebi que se ocultava

apenas para se mostrar cada vez mais bela


Vi a luz te descobrindo

Não sabia se era meus olhos

mas podia jurar

vi você sorrindo


E fiquei te olhando

Enquanto você falava comigo

baixinho, sussurrando em meu ouvido

poeta, meu anjo da terra

Estarei sempre a sua espera


Não consegui

juro que tentei me afastar

não te olhar

não mais te escrever

Mas é mais forte que mim

Você, minha lua, já faz parte do meu ser


Por isso quando te vi se eclipsar

esconder-se do meu olhar

percebi que logo voltaria

afinal o que seria das minhas poesias

sem minha musa preferida



sábado, fevereiro 03, 2007

Espera que Eu Te Alcanço


Não consegui escrever, nem consegui falar

Mas saiba embora seja difícil me comunicar com você

Sua forma, seu brilho não deixa de me inspirar


Vou viajar, Lua minha, mas não posso me distanciar do seu brilho.

Ele é presente, como palavras que preciso escutar

Música numa sinfonia perfeita chamada Tempo e Distância



Se você viesse a terra, Lua minha, não te deixaria mais pro céu voltar

Mas sei que você sempre estará ai no céu

Esperando por mim, esperando que eu possa

Novamente em você e por você, palavras voltar a desenhar


Por isso não me peça para eu te esquecer, pois você está comigo todo o tempo

Feijão Com Arroz

Ela não me viu partir. Deixei sinais, pistas propositais, como um criminoso que deseja ser pego, deixei as minhas digitais emocionais em seu corpo; nos abraços eternos, nos olhares de adeus, mas ela não percebeu, até quando era tarde demais.

Tarde demais é quando o amor respira pela ultima vez; é quando o relacionamento acaba de morrer; é quando chegamos a um ponto de não retorno; é quando o que foi, não tornará a ser.

O amor desse ponto em diante vira uma lembrança, um prato favorito que se tornou feijão com arroz. A solidão já não assusta, pois percebemos que já estávamos sozinhos, mesmo acompanhados.
Então cai a máscara, as cortinas de abrem e percebemos que o show vai continuar. O amor que parecia só ocorrer uma vez na vida revela sua múltipla face e percebemos aliviados: voltaremos a amar.
Ela não me viu partir, mas não a perdi, ela que me perdeu.

Seus olhos ainda brilham no meu coração, mas não mais como um sol único no meu céu e sim como estrela distante numa imensidão com outras tantas.

Dois Chicos

Há pessoas pelos quais choramos e que não merecem um terço da nossa consideração. Há amigos que se afastaram e que não fazem a menor questão de saber se estamos vivos. Estranhamente, dedicamos boa parte de nosso tempo nessa reconciliação inútil. Tentando resgatar algo que já não tem mais razão de ser, investindo em manter um laço que já não mais existe. Contudo, há pessoas que cruzaram o nosso caminho no passado e marcaram a nossa vida definitivamente. Essa amizade foi tatuada de tal forma que mesmo se ficarmos uma década sem vermos essas pessoas, quando as reencontramos, é como se tempo algum, nem distãncia tivesse nos separado. Com Jean foi assim.


Éramos ambos Chicos, trabalhando no Macdonald´s da Barão de Iatapetininga, no centro de São Paulo e nos tornamos amigos. Adorávamos filmes e boa música, tínhamos os mesmos objetivos em relação a vida, apesar de termos ritmos diferentes: Jean era calmo, eu agitado; ele meditava, eu corria; eu queria castelos de cartas, Jean investiu em terreno e tijolos. Quando eu o vi pela ultima vez em 1995, ele já tinha a sua família, eu apenas minha estrada solitária.


Nunca dizemos adeus, mas quando percebemos os anos nos atropelaram, endereços se perderam, telefones foram trocados e os amigos caíram no anonimato, mas sempre acreditei que um dia iria reencontrá-lo – eu estava errado – ele que me encontrou. Fui rastreado pelo google, procurado por orkuts, msns e ondas da internet, até que Jean me localizou e veio mostrar que a nossa amizade não mudara, o mesmo não podia ser dito sobre as nossas barrigas...


Reencontrei meu amigo e percebemos que só o que ficou perdido foram os anos que passaram em segundos para o tempo do mundo. Jean estava lá com o velho Chico a conversar. Uma década de experiências e memórias resumidas em duas horas de bate papo ao som de boa música em um bar no centro da cidade. A São Paulo cinza tornou-se um pouco mais colorida, Sampa, essa cidade que distancia pessoas e as tornam estranhas reaproximou dois Chicos com anos de histórias para contar e muito mais, agora em diante, para compartilhar.

O Dia em que a Música Morreu



A primeira canção que ouvi do Buddy Holly foi “That´ll be the Day” num velho álbum do filme American Graffiti que comprei em 1990. Já conhecia e amava as canções dos anos 50, um dos melhores filmes que eu assistira, era o musical La Bamba, mas até então, eu não sabia que aquele cantor com um estilo de voz único era o mesmo cantor de óculos que tinha morrido num acidente aéreo junto com Richard Valens em 1959.

Eu amei as canções do Buddy “logo de ouvido” e fui pouco a pouco tendo acesso a sua obra e a sua história.

Charles Hardin Holley, 22 anos, tinha apenas três de carreira. Mesmo em tão pouco tempo, deixou um legado musical surpreendente, com composições tão complexas quanto criativas. O suficiente para garanti-lo na seleta galeria das lendas mais genuínas da música pop. Há muito matéria sobre Buddy na internet, não vou tentar narrar o que é muito fácil encontrar via google por ai, mas o que queria mesmo fazer era uma pequena homenagem nessa semana em que o mundo lembra do acidente que vitimou Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper em 03 de fevereiro de 1959, num dia que ficou conhecido como o Dia em que a Música morreu.

Muitos cantores como Raul Seixas e Lulu Santos aqui no Brasil e os Beatles e Rolling Stones na Inglaterra eram fãs incondicionais do Buddy e seus trabalhos foram profundamente influenciados por Buddy e sua banda Crickets ( a primeira canção gravada por Mick Jagger e a sua turma foi “Not Fade Away” e o próprio nome Beatles foi criado em homenagem aos Crickets) . O grande cantor e compositor Don Maclean gravou nos anos 70 seu grande clássico "American Pie", uma canção que se tornou a mais bela homenagem a esse grande cantor.

Na minha vida, everyday, as canções continuam sendo trilha sonora de meus momentos especiais.

Frank

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Lua



Que saudade tenho da sua beleza
De caminhar em você
De ver a Terra através de seu solo

Quantas vezes briguei com São Jorge
Ciumento, ele tenta impedir
Que eu escreva pra você


Mas ele não pode impedir
Esse amor que só quer fluir
Ir em você e voltar pra mim

Por isso, Lua, continue a brilhar
a me inspirar e iluminar
Em você um dia eu hei-de chegar

E Lua, vou te amar
Como eu vou te amar
E você não me deixará a terra voltar

Até lá
Só peço uma coisa simples assim
Lua, brilha, brilha e sorri pra mim

terça-feira, janeiro 30, 2007

Clandestinos



Não olhe pra trás, repetia pra si mesmo á medida em que entrava no barco; o estreito que ligava o mediterrâneo e o atlântico era a ultima barreira que o separava de seu sonho, de uma nova vida.

Seus olhos brilhavam com as possibilidades que surgiriam além do mar, mas ao mesmo tempo, seu coração chorava por estar deixando seu lar, o continente que mesmo tão sofrido e injustiçado por décadas de exploração, era a sua casa, a sua terra.

Não olhe pra trás, Zion dizia enquanto o barco se afastava das praias deCelta, no norte da África e seguia em direção a Gibraltar, na Europa. Eram 6kms de distancia e se o tempo ajudasse e os deuses ouvissem suas preces, em pouco mais de uma hora, ele estaria pisando em terras européias.

Para chegar até ali, ele atravessara o Sahara a pé, quase perdera a vida nas mãos de bandidos argelinos na fronteira com o Marrocos e pagara seus últimosdólares ao barqueiro para juntos com outras 12 pessoas se tornaremclandestinos no mundo europeu. A família ficara na Nigéria, e se tivessesorte, conseguiria juntar dinheiro para pagar a ¨passagem¨ de todos nofuturo.

Não olhe para trás, continuava repetindo, como se orasse, como se pudesse por um momento afastar a saudade de casa, a vontade de desistir e as más lembranças de um ano de tentativas frustradas de chegar até aquele pedaço de mar.

Se houvesse outro jeito, mas como tantos outros que faziam aquela travessia todas as noites, eles não eram apenas imigrantes econômicos, ansiosos por dinheiro e ainda tendo a chance de voltar para casa. Eles eram exilados da vida que um dia tiveram pessoas que já estariam mortas se jánão tivessem fugido, escapado em direção ao desconhecido, vendo no continente europeu a última chance de recomeçar outra vez. Pessoas que embarcam numa jornada perigosa, e que muitas vezes pagam com a própria vida pela chance de sonhar.

Dentro de um barco de clandestinos ninguém fala, ninguém suspira, mas os olhos não escondem que internamente todos rezam em silêncio para seus deuses, santos e demônios ajudarem seu barco a chegar no outro lado. Aquela noite, Netuno teve compaixão daqueles treze exilados e pediu aIemanjá, a rainha do mar que acalmasse as ondas e cobrisse com seus cabelos negros a noite para que o barco chegasse a Gibraltar. Não houve tempo para comemorar, nem dizer adeus; em segundos Zian e seus companheiros se separaram e sumiram no meio da noite para se tornarem fantasmas nas ruas européias.

Antes que o sol nascesse, dois outros barcos afundaram e um outro foi interceptado pela policia marítima. Tudo rotina, numa noite qualquer em mais uma rota migratória onde muitos morrem pela chance de viver com dignidade. Quanto a Zion, pode-se dizer que o rapaz teve sorte e alguns meses depois chegou a Londres, onde limpa escritórios durante o dia e dirige táxi à noite com documentos que deixam claro a qualquer policial que ele se chama JoséDirceu, português que vive em Londres há cinco anos. O documento custou mais caro que todo o dinheiro que ele gastou para chegar até ali, mas lhe garantiu o emprego e a chance de assegurar a vinda da sua família que já esta esperando por um barco vazio em Celta para cruzar o mar e chegar até Gibraltar.

Frank

Anjo do Peito


Dentro do nosso peito mora O Mensageiro

O verdadeiro Anjo do Senhor

O unico intermediário entre Você e o Todo

A Canalização com o seu anjo interno é feita através da meditação, mas pode ser sentida ao ouvir uma canção ou através da leitura de um belo texto.

Esse anjo é uma mistura entre o arcanjo da vida e da luta diária e o querobim que ri a toa e corre na chuva.

Não há ser mais iluminado que ele, por que ele reflete tudo aquilo que um dia você vai se tornar.

Aprenda a escutá-lo e canalize suas mensagens a quem se dispor a recebê-las.

E na proxima vez que esperar que um anjo apareça do céu com as suas asas, não se esqueça que ele já chegou e vive dentro de você.

Portanto, deixe seu anjo cupido entrar em ação sempre e fleche os outros com o seu amor e assim, experimentando e espalhando o que há no seu peito, voce entenderá quem realmente é o seu Anjo da Guarda.






segunda-feira, janeiro 22, 2007

Caçando Cometas

Enquanto mais soldados americanos eram enviados para o Iraque, o cometa deslizava pelo céu. Enquanto corpos eram procurados dentro da cratera que parou São Paulo, o cometa flertava com a terra. Enquanto políticos anunciavam novos planos e brigavam por um lugar á sombra no planalto, o cometa era visto no céu e quem o via, percebia o quanto somos pequenos.



Gosto de olhar pro céu quando fico sufocado pelos meus problemas, quando faço isso, ponho minhas preocupações na devida proporção que elas merecem ser colocadas: segundo plano. Gosto de lembrar do tamanho da terra em relação à galáxia, principalmente quando abro o jornal e vejo tanta gente brigando por picuinhas.

Lembrar que não passamos de grão de areia nesse universo não me aliena ou torna minha vida insignificante, pelo contrário, quando passo o dia tentando ver cometas é que percebo o quanto maravilhoso é estar vivo nesse planeta aquecido e mantido por uma estrela de quinta grandeza. Ao caçar corpos celestes, percebo que somos mesmo das estrelas e estamos na terra, parcialmente esquecidos que somos também cometas viajando pelo espaço das experiências.

Por isso é importante esse exercício de olhar pro céu e se deixar encantar pelo pôr do sol ou por uma lua gigante que surge de surpresa na sua janela, como se só tivesse sido posta ali, para você olhar para ela. Deixar-se envolver por esses momentos, essas observações, faz com que você tenha ciência que viver é um presente sagrado demais para ser contaminado por tinta suja de noticias ruins de jornal, por vozes ecoando nas nossas cabeças vindas dos programas televisivos que fazem da tragédia uma festa para a audiência faminta por desgraça.

Observar cometas no céu, é um exercício de paciência, ainda mais no céu poluído por crimes das grandes capitais. Porem, se a paciência persistir, a recompensa não tarda a chegar: as nuvens do medo se dissipam e enxergamos o cometa da vida, riscando o céu para nos lembrar que não importa onde estamos, nossos problemas e a ignorância coletiva, tudo vai passar e vamos continuar.


Frank

sábado, janeiro 20, 2007

A Natureza e as Esporas

Segundo Darwin, somos seres em constante evolução, aprendemos com os nossos erros e só os mais fortes e espertos sobrevivem. Tenho nadado contra a maré, não consigo evoluir e deixar de acreditar nas pessoas, mesmo sabendo que posso ser usado, manipulado, ferido e segundo Darwin, extinto.

Não faz muito tempo e perdi um grande amigo para a vida. Motivos: imaturidade em resolver as diferenças de forma sensata e a grande capacidade humana de querer que o outro viva de acordo com o evangelho do nosso ponto de vista.

Fiz a promessa de jamais confiar em outra pessoa novamente. Tolinho!!! A promessa foi quebrada pouco tempo depois. Tenho hoje dezenas de amigos que confio plenamente e pelos quais, tenho muito estima. A verdade é uma só, não sei quanto a vocês, mas não sei viver sem amigos.

Não faz muito tempo e partiram meu coração, ainda procuro os pedaços, mas sei que não deixarei de amar. É a minha natureza: amar é se entregar totalmente à pessoa amada. Eu sei, preciso evoluir. Preciso criar máscaras, barreiras e defesas para não me machucar novamente. Preciso manipular, usar, mentir e manter o jogo, se quiser ser feliz no amor. O problema é que quando eu amo, eu arrisco mesmo, mas jogo pra vencer.

Amar é dar a cara às tapas, mostrar suas verdadeiras cores, admirar e cuidar bem de quem está ao seu lado, mesmo que seja por uma semana, um dia. Amizade é compartilhar, se abrir, falar um monte de besteira e até chorar, mas acima de tudo confiar.

Tanto no amor quanto na amizade, não dá para estar ao lado de alguém só pela metade. Precisamos estar plenamente com as pessoas que gostamos. Se elas não agem assim conosco, o problema é delas, não nosso. Não podemos mudar quem somos, por causa da atitude e opinião dos outros. Osho, um sábio indiano, que era maluco e iluminado ao mesmo tempo, costumava dizer : “ Esteja Pleno. Quando conversar com os seus amigos, seja a própria conversa. Quando beijar quem vocês amam, seja o próprio beijo. “ Sim, estar plenamente com alguém deveria ser obrigatório, menos que isso não é suficiente.

Sim, eu sei! Precisamos estar bem treinados para montar nesse cavalo selvagem chamado amor, nesse touro indomável chamado amizade, mas como não nasci mesmo para ser boiadeiro, nem cavaleiro; continuo tentando olhar no olho desses bichos e me comunicar, mostrar que eles não precisam temer. Apesar da dor cavalgar junto com o prazer, montar nesses animais não tem nada a ver com poder e sim com respeito. Por isso e talvez por pura teimosia, não uso esporas, chicotes ou laços e mesmo que eu caia de novo, não vou mudar, vou me levantar e recomeçar tudo de novo.

Frank

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Menino da Pele Azul

Menino que tem o sol dentro dos olhos
Me dá um pouco desse teu mel
Deixa eu tocar na tua pele azulada
Sentir por segundos a paz do teu céu

Vem cá menino de 5000 anos
Quero ver as cores de tua pena de pavão
Que levas adornando teus cabelos
Que acende sabedoria aos que estão na escuridão

Me deixa amá-lo como tuas Gopis
Dançar contigo na tua canção
Ouvir a flauta que sopra teu doce amor
Me perder contigo na imensidão

Ah filho de Devaki e Vasudeva
És do universo o pastor transcedental
Trazes o brilho da luz que incendeia
És a divina luz espiritual

Nos leva ao combate sem nada temer
Nos põe em desafio do nosso próprio ego
Nos impulsiona a ele vencer
Tirando a maya dos nossos olhos cegos

Te ofereço doce menino
folhas, frutas, flor ou água
Leite, mel pra te encantares
Que do meu peito jamais saias

No meu Anahata teu nome cantarei
Que eu possa sempre lá te encontrar
Meditando comigo as tuas bênçãos
Krishna Divino e amado Avatar

Autora: Savitri

quinta-feira, janeiro 11, 2007



Um brinde aos grandes amores e as amizades verdadeiras!!!

Que esse seja o ano das grandes mudanças e que o vento nos traga na próxima esquina, muita saúde, paz e novas aventuras!!!

Frank

Do Anjo

Ela não poderia ser real, mas era.

Sapeca, de fala rápida, sorriso certeiro, acertou uma flecha no meu coração.

Ela mora longe, mas está tão perto que posso sentir.

Fecho os olhos e ouço a sua voz, vejo suas palavras escritas em letras de MSN serem tecladas em minha tela mental.

Vou dormir, contente, pois sei que ele é real, existe e é parte de mim.

E quando sonho, dançamos em bailes de papel, no ritmo das letras, das promessas e do encontro que nunca aconteceu. Ela me chama de anjo e eu a chamo de minha. Codnomes, códigos, apelidos, que revelam o que é segredo ao mundo e verdade absoluta para nós.

Mas quando caio do sono, acordo e ela não está lá. E passo todo o dia esperando a noite, só para poder novamente com ela sonhar e bailar.

Sun Amara

Dedicado a minha querida amiga Samara


O tempo é como a água que escorre pelos dedos, mão nenhuma consegue segurar. O tempo é impiedoso, dissolve lembranças, apaga rostos, transforma grandes amigos em rostos na multidão, porém, o tempo jamais conseguiu apagar da minha lembrança o sorriso da minha amiga Samara.

O ano era 1991, poderia ter sido 2001. Trabalhávamos juntos, vendendo e fazendo Big Mac´s na famosa e famigerada rede de fast food do palhaço Ronald. Éramos diferentes, eu Ocidente, ela Oriente; mas sorrisos nos aproximaram, a ponte da amizade se ergueu.


Se o tempo é cruel, a memória é pior ainda. Não lembro se foram meses, me parece que foram dias, mas tão rápido quanto ela apareceu, se foi, para além do mar, para onde eu jamais a poderia alcançar.

Prometemos manter contato, mas nossas promessas foram quebradas pela distância, pelo tempo e pelos caminhos que seguiram para direções opostas.

Então um certo dia, quando surfava por ondas virtuais, vi surgir uma ilha e era Samara que reaparecia.

15 anos depois nos reencontramos, um abraço derrubou o tempo e os nossos sorrisos reviveram memórias. Por isso, escrevi essas palavras, para lembrar e pedir a todos que se perderam de grandes amigos: Não os esqueçam! Pois a maré, que um dia levou, os trará de volta.

segunda-feira, janeiro 08, 2007


Malabaristas das Ruas Posted by Picasa

Os Malabaristas e a Bolsa Louis Vuitton

Sexta, 10:30 da noite, estou num ponto de ônibus da Avenida Juscelino Kubitschek esperando minha condução e noto que os três pivetes que havia visto a pouco tempo fazendo malabarismo no farol, se aproximam de onde eu estou.


Falam e riem alto. Não demora e estão próximos de mim. Ergo o meu muro de defesa; calculo a distância até o outro lado da rua e penso até em acenar para um táxi, mas permaneço inerte, esperando o primeiro movimento suspeito dos garotos para agir.

Eles parecem não me notar, até que me afasto um pouco para avenida e um deles percebe que estou com receio de ser assaltado.

- Roubamos mesmo!!! – grita o rapaz bem alto – Ontem mesmo roubamos um boyzinho, e distribuímos a grana pros amigos – diz o Robinho Hood querendo me assustar, mas estava bem visível, que ele dizia aquilo só para me provocar e porque se sentiu ofendido com o meu movimento.

Olho para os outros meninos e eles contam o dinheiro que ganharam no farol. Aparentemente, não há nenhum adulto os explorando (exceção, pois é o que ocorre em 99% dos casos), e um deles fala baixinho : “ mais uma semana de trampo e compro um Play Station”. Lembro de um quadro humorístico da 89 Fm de São Paulo, “Os Manos”, onde há uma personagem que só pensa em conseguir um Play Station e acho graça.

Mas a graça dá lugar a vergonha, pois julguei os moleques e no final não era nada do que imaginava, mas estou em São Paulo, e desconfiar dos outros é tão comum quanto ficar preso no trânsito.

O ônibus chega, subo e sigo o meu caminho...


Sábado, 16:30, estou no Shopping Morumbi, tentando achar a única loja que importou o novo CD da Loreena McKennitt, minha vocalista de World Music preferida, e pego uma fila para pagar o CD no caixa. Á minha frente tem um casal, e espero a minha chance de pagar uma pequena fortuna por esse CD importado, que só deve chegar no Brasil em Dezembro. A mulher, cheia de sacolas e com sua bolsa Louis Vuitton no ombro dá um passo pra trás e esbarra em mim. Ao invés de pedir desculpa, ela me olha desconfiada e tira a bolsa do ombro, põe a frente e abre, checando se há algo faltando. Não era mal entendido, ela estava achando mesmo que eu tinha aberto a bolsinha dela durante o momento em que estávamos na fila e tirado algo.

Meu coração começa a bater mais depressa, minha respiração fica descompassada e eu estou à beira de começar uma discussão. “ Quem aquela @#$% pensava que era, para achar que eu sou um ladrão? “ penso com razão, afinal estava me sentindo humilhado por aquela dondoca; mas me vem à mente a experiência no ponto de ônibus. Revejo a cena, e lá estou eu prejulgando “os malabaristas”.

Irônico, não?
Por fim, pago o meu CD, vou-me embora, mas começo a rir, afinal a melhor forma de aprendermos como ferimos as pessoas com nossos preconceitos é sentindo isso na nossa própria pele.



Frank Oliveira

terça-feira, janeiro 02, 2007

2007

Desejo a todos os amigos e leitores do blog, muito sucesso e saúde em 2007!!!
Obrigado por estarem comigo em 2006 e prometo a todos que um rio cheio de textos está a caminho.

Obrigado de coração

Frank

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