*Ninguém pertence a Ninguém*
Que insanidade é essa em darmos poder a outra pessoa em controlar o que se pensa, o que se fala, o que se sente.
"_Todas as cartas de amor são ridículas_"
Fernando Pessoa
Ainda estamos à anos luz de aprendermos a amar alguém de verdade, pois amar é acima de tudo, respeitar a individualidade do outro que nos atraiu no início de tudo. Mas em algum momento, esse amor se distorce, e a união se torna possessão. Daí, ficamos tão preocupados em perder aquele/a que nos pertence, que a gente passa a desconfiar, que a qualquer momento, alguém ou algo vai nos tirar nossa posse.
Ora, não é sobre confiar no outro, é sobre confiar na gente. Quem confia em si mesmo sabe se a relação que tem é um ninho ou se é uma arapuca. Se for ninho, todos os dois são livres pra ficar ou partir, se é arapuca, os jogos mentais, o ciúme, as brigas passam a ser mais constantes e o tóxico toma de conta.
Não há Espada que possa cortar essas correntes, mas a Espada pode mostrar a direção de quem deseja se libertar dessa prisão.
E a Espada do nosso Arlequim avisa tanto a Columbina quanto a Pierrot: *Onde foi parar o amor próprio*?
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