Vão dizer por aí que isso é coisa de "pai fresco" ou "paieiro de primeira viagem", mas protejo mesmo a minha filha contra beijoqueiros desavisados que atacam recén-nascidos com suas salivas sabe-lá-o-que-carregam.
Como assim, meu povo? Será que essa gente não percebe que não se beija rosto de bebê ou se fica pedindo: deixa eu carregar? Deixa eu carregar?
Nesses três meses de vida da minha pequena, já vi de tudo:
Gente que se acha no direito de beijar no rosto do nenén e gente que vem visitar o bebê e quer levar a chupeta ou um par de sapatinho usado como souvenir.
Gente que eu mal conheço e quer segurar o nenén, gente que vem nos visitar em horários e dias que não se visita nem seu melhor amigo.
Porém, já vi também, tantos amigos queridos que compreendendo como é a vida de um recén-nascido, respeita o tempo dos pais e do bebê. Se vem, faz uma visita rápida, se não vem, manda dizer que assim que a onda de visitas em massa acabar, eles dão uma passadinha.
Se há momentos irritantes de visitantes sem noção, há outros tantos tão singelos, como o casal de amigos que veio no fim da tarde de um domingo, depois de esperar o nosso tempo para vir nos visitar ou a amiga que atravessou toda a cidade, e mesmo se perdendo quatro vezes para em nossa casa chegar, nos ligou e disse que nada no mundo, nem mesmo o seu GPS errado, a faria desistir de vir saudar o nosso bebê.
É claro, sei da importãnicia das visitas, mas reclamo é dos excessos. Sei que, por ser visitado, sou querido; sei que todos torcem e querem o melhor para a minha filha e família, mas isso não quer dizer que eu precise ficar calado quando vejo aquele par de mãos sujas vindo lá da rua das coisas imundas, querendo pegar o bebê:
- Potinho de gel está ali - aponto e digo - Só pega no bebê se lavar as mãos!
Um comentário:
Isso Frank,entre as muitas tarefa que pais têm ,está essa de proteger nossos pimpolhos.Que Deus abrnçoe a vc e família.Abraço.
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