O Auto da PiedadeSete Atos de Loucura
O que me resta: o agora!
Diante do presente
Tremo
Pois já não tenho planos de vôo
Já não sou guiado pelos
Controladores de Pouso
Aterriso onde quero
Lanço vôo onde desejo
Pária, só conto com a boa sorte
E mesmo assim, não confio nela totalmente
Pois, confiar cegamente na sorte
É a maior das loucuras
A sorte é imprevisível
Por hora sopra
Por outras é como se não existisse
Penso, mas isso não quer dizer que existo.
Pelo menos não mais para o mundo que eu vivo,
fui descartado,
comido vivo
devido minha aparência.
É o que me mostra os olhos do moço que se desviam da minha mão estendida,
do meu pedir por comida.
Já não sei quanto peso
Só como aquilo que consigo
Pois o que preciso já não tenho
Imagine o que quero?
Porém, sei exatamente qual é o meu tamanho
Basta uma caixa pequena
Dois sacos de lixo médio
Enfiados nas pernas
Para que eu entre quentinho no Reino do Sono
Já não sei quanto peso
Só como aquilo que consigo
Pois o que preciso já não tenho
Imagine o que quero?
Porém, sei exatamente qual é o meu tamanho
Basta uma caixa pequena
Dois sacos de lixo médio
Enfiados nas pernas
Para que eu entre quentinho no Reino do Sono
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