Vinha á toa na rua,Quando ví uma moça chorando.
Pensei em parar e
Lhe oferecer um poema
Que lhe arrancase um sorriso,
Que lhe enxugasse as lágrimas,
Mas segui o meu caminho e
O poema ficou calado em minha alma.
Não que me faltasse coragem,
Não que me faltasse caneta,
Mas aprendi a respeitar o choro alheio e
Não sair por aí enxugando toda tristeza que vejo,
Afinal, o silêncio comunica mais que a fala, e
Ás vezes,
Lágrimas que parecem ser choro de tristeza
Podem até ser uma limpeza
Que antecipará a alegria.
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