segunda-feira, junho 13, 2016

Me perdoe Padre, Pois eu Pequei

Padre
Me perdoe
Eu pequei
Pequei contra mim mesmo
Em minha infinita ignorância
Comi a fruta da árvore da ilusão
Novamente
E agora me torno penitente
Pedinte do seu perdão

Me perdoe
Padre
Por eu ter pecado
Pequei pois desrespeitei meus próprios dogmas
Pequei pois não usei o discernimento
Para controlar aquele momento
Pequeno
Que homens viram ratos
E são expulsos do Éden
Dos jardins que levaram anos
Para serem construídos
Mas podem ser destruídos
Em segundos de desvario
E agora, padre,
Virei repetente
Te implorando
Mais uma chance

Me perdoe
Padre
Pois eu ainda estou pecando
Pequei nesse momento
Ao te prometer
Que vou parar de pecar
E Agora compreendo
Que não deixarei de optar
Pela Árvore da Ilusão
Só porque estou TI prometendo
Ó meu padre !

Sei
Que
As palavras que estou usando
Para te prometer que vou mudar
Não são suficientes
Para sedimentar em mim
A força necessária para evitar
Cair em tentação

Sei
Que
Só vou mesmo aprender
Essa lição
Quando eu for expulso do Paraíso
E como na lenda do Anjo Caído
Trocar meu Céu
Pelo Inferno

Me perdoe
Padre
Eu pequei
E acho que mesmo embora
Eu não consiga ainda
Me redimir dos meus pecados
Assumi-los é um começo
Tentar mudar
É o meio
E pedir o seu perdão
É o milagre que espero obter
Para subir às alturas
E me tornar um homem novo
E quem sabe
Voltar ao Jardim do Éden
Com os pés limpos
E mãos honrosas
Para provar da fruta
Da Árvore do Conhecimento
E viver de Verdade
Para sempre
Amém !

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