quarta-feira, setembro 05, 2012

O Tempo de Uma Promessa



No aperto, vale tanto; na bonança, não interessa. No apuro, vale tudo; quando passa, é passado. Se na paixão, é prescrição, no amar é futuro do presente ou futuro do pretérito?

Qual o tempo de uma promessa? Qual é a validade de uma jura de amor?

Há promessas que duram uma noite; há juras que são eternas. Há promessas que são tão efêmeras quanto jura de criança; há juras que são tão plenas que não agüentam em si e viram realidade.

Há promessas que ficam presas nas palavras - e palavras são palavras, ações movem multidões - e há juras que parecem querer durar para sempre, mas se desfazem quando o quente fica frio, quando o coração se encontra com a razão e o "para sempre junto" vira " então tá então".

Então tá então, eu prometo a ti, Meu Deus, mudar de vida, parar de fumar, levantar do sofá, fazer uma doação se meu filho sarar, se Sara voltar ou se eu arrumar aquele emprego; eu juro, meu amor, que só olharei para você, só vou querer o teu carinho, carinho de mais ninguém, sou teu eu só sozinho. Eu juro,
eu prometo, dou minha palavra, Meu Deus, meu Amor!

Será? Será que a palavra agüenta o dia seguinte, o cotidiano? Será que a promessa é à prova do vulgar? O que ocorre com a promessa quando o milagre se torna lugar comum? O que ocorre com as juras de amor eterno a um quando o corpo se aquece por outro?

Que tal prometer só por hoje? Que tal jurar só por agora? Amanhã, meu bem, a Deus pertence...

Frank Oliveira

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