terça-feira, setembro 25, 2012

Dungeons, Dragons e Daime




Sempre fui fã de atalhos. Se havia um caminho curto, porquê insistir no mais demorado? Eric Concordava; só pedia que eu não abaixasse o escudo. Experiente em caminhos curtos, ele avisava: atalhos sempre vêm junto com pedradas. Então fomos, Eric e eu, várias vezes por esses caminhos, mas por mais perto que esses atalhos nos levassem até o portal que nos levaria para casa, mas distante éramos jogados de volta e lá ficamos nós, presos na caverna, novamente sob a sombra do dragão.

Hank aconselhava “meninos, não façam bobagem, consultem o Mestre dos Magos”, mas eu já estava cheio de depender do Mestre para tudo e decidi encontrar o caminho para casa com as minhas próprias pernas; o que gerava criticas das meninas:

- Você é pior que o Eric - diziam Sheila e Diane - Até a Uni é mais inteligente.

Então, foi numa conversa com Presto que desabafei:

- Presto, todos têm poderes especiais, menos eu. Faz uma mágica, tira do seu chapéu algo que possa me ajudar.

- Ok, Frank, Deixa eu ver... zala, zazalaska, que eu tire do chapéu, algo que ajude meu amigo Frank a sair dessa enrascada!

E o Presto tirou do seu chapéu, uma planta que ele chamou de Ayhuasca.

- Merlin me contou que essa planta vem lá das terras da tribo do Saint Daime, mas tenha cuidado, ela pode te dar o poder mágico que você espera ... ou não; como diria o sábio das terras do Nordeste.

- Sai fora, Presto, você está ficando igualzinho ao Mestre. – eu disse, segurando a planta, maravilhado com o poder que ela poderia me trazer; mas quando me preparei para usá-la, senti que era observado. Poderia ser o Mestre dos Magos, mas pelo arrepio na espinha, senti que era o Vingador que me vigiava. Se o Vingador fora atraído, isso significava que ou ele também estava interessado nos poderes da planta mágica, ou havia um Vingador dentro de mim e ele seria a primeira coisa que eu encontraria, antes de ver o portal.

Comecei a ter dúvidas sobre a planta, mas decidi continuar a experiência assim mesmo, pois eu queria ver o portal e não iria esperar outras tantas jornadas e desafios para encontrar o caminho de casa. Eu não sabia se tudo aquilo era uma jogada do Mestre dos Magos para me ensinar algo; mas notei o Bobby com o seu Tacape se aproximando e ele sentou perto de mim.

- Você sabia que eu fiquei com medo, quando recebi o Tacape. – disse ele, olhando nos meus olhos. Quis mandar o moleque ir catar comida para o unicórnio-pônei dele, mas também senti que precisava ouvi-lo e o fiz – Eu percebi que teria que ter cuidado, pois tinha nas mãos uma arma muito poderosa, e se fosse mal utilizada, eu poderia destruir não só uma montanha, mas também a mim mesmo. Foi quando entendi que precisava treinar e entender melhor o potencial do Tacape, antes de utilizá-lo. Eu sei que você não precisa ouvir conselho, ainda mais de um moleque, mas eu acho que você deveria entender melhor o que essa planta mágica pode fazer, antes de usá-la.

Quis matar o moleque. Não por causa do seu atrevimento, mas porque ele tinha razão. Eu não sabia ao certo, se ao utilizar a planta mágica, eu seria levado para o portal; ou se no lugar, eu seria levado direto para as garras de Tiamat. Era um risco e eu não estava disposto a pagar. Já bastava um imbecil na turma (nada pessoal, Eric). De uma forma ou de outra; seja qual for o caminho que a planta mágica me levasse, era melhor estar preparado.

- Obrigado, Bobby, onde está mesmo o Presto? Presto? Presto? – gritei pelo mágico do Paraguai e o encontrei lendo seus livros – Eu quero saber mais sobre a tribo do Saint Daime. É verdade que essa planta veio da Amazônia? 

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