quinta-feira, setembro 13, 2012

As cores de uma canção



Veio com uma canção, de repente, sem aviso; elevando-me ao topo da montanha do meu coração, onde sou amor e boa aventurança, sem esforço e sem segunda intenção.

Era apenas uma meditação, um conversar com Deus, um desejo de sentir-me livre das sensações e emoções pegajosas do dia-a-dia. Tentei orar, pareceu artificial, não consegui. Peguei um texto, pulei as palavras, não lia. Enfim, deixei-me levar pelas ondas sonoras de uma bela canção.

Minha mente silenciou, meu coração se abriu. Do aparelho de som, a melodia ecoou pelo quarto,como se pequenas partículas coloridas fossem criadas a cada nota tocada.

Não era preciso oração. Não era preciso palavras. A canção era a corda que precisava, para escalar o pico mais alto que o homem pode alcançar;e ao chegar, percebi com surpresa que era como se sempre estivesse lá.

Por segundos, que parecia eternidade, sabia de tudo e explodi em milhões de pedaços.
Cada pedaço, uma história. Cada história, uma experiência. Cada experiência, uma escolha, e em cada escolha, realização. Segui observando em mim mesmo, o nada e o tudo,o tudo e o nada.
Até que a música foi acabando e a contra gosto fui retornando para a "casa" que habito nesse aqui e agora. 

Abri os olhos; olhei pra cama e percebi que já era hora de repousar essa casa e voar pelos ares; e quem sabe agora, não mais ouvindo, mas sendo a própria canção a ser tocada.

Frank

Nota*: Que sejamos todos fonte de inspiração para aqueles que nos cercam através de nossas ações, e não só por meio de palavras ou tentando convencer alguém do que achamos ser o certo ou o errado. Que cada ação seja uma nota musical explodindo em cores no coração de cada um que encontrarmos.

Nota**: A canção que ouvia no momento da meditação era a Rainbow Way do CD de mesmo nome do cantor Oliver Shanti.

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