terça-feira, junho 12, 2012

Jureminha e os Sapatos

Jureminha está naquela fase em que coloca tudo na boca. Nada escapa da sua mira, especialmente meus sapatos ou as sandálias da mãe dela. Basta ver um par de tênis, lá vai ela correndo para pegar, analisar, investigar e inevitavelmente pôr na boca.

Li esses dias em um site do Instituto de Psicologia que até os dois anos de idade, o bebê passa por diferentes estágios de desenvolvimento físico, emocional e cognitivo. Nos primeiros 24 meses de descobertas, as crianças brincam de esconde-esconde, num intrigante jogo em que o mundo aparece e desaparece; exercitam jogos verbais; exploram buracos e cantinhos da casa; atiram objetos ao chão para experimentar o sentimento de perda e recuperação.

Todas essas brincadeiras não surgem à toa: têm funções próprias. "O jogo do esconde-esconde representa o início de um mundo simbólico: as coisas aparecem e desaparecem", conta Leila Cury Tardivo, professora do
 Instituto de Psicologia da USP.

É também nos primeiros anos de vida que a chamada fase oral impera: a criança põe tudo na boca. Por isso os brinquedos têm de ser atóxicos, sem pontas, laváveis, leves para manusear e desprovidos de peças pequenas, capazes de provocar sufocamento. 



E toda a casa precisa ser organizada de forma que os pequenos não corram o risco de engolir algo que depois os pais venham a se arrepender de ter  deixado à mostra. 


O difícil é lembrar sempre ao chegar em casa e colocar os sapatos no seu devido lugar, isto é, longe do olhar e da boca da Jureminha. 




Source: http://www.ip.usp.br/imprensa/midia/2005/fsp30092005.html



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