terça-feira, maio 08, 2012

Wesak

Numa noite de lua cheia de maio, conta a lenda que três peregrinos desceram ao inferno para estudar os que viviam lá embaixo e retornaram aos céus, seguindo setas douradas deixadas pelo rabino de Israel. Dois deles eram guiados por um terceiro; um tutor meio torto, meio direito - mas cada um tem o que merece, já diziam os Grandes Mestres.

Era a noite da Grande Lua Cheia de Maio, cheia de mistérios, sabedoria e significado; o dia propicio para as grandes mudanças que os três queriam incorporar em suas vidas; mas o que os dois pupilos não sabiam era que quem os guiavam, preparava uma surpresa para o fim da travessia.

No alto do monte da cruz, em meio ao caos do som emitido pela multidão, enquanto toda a população saudava Dionísio, eles batiam na porta de Apolo e pediam iluminação. 

Iluminação para evitar a distorção dos desejos que atrai e prende o leigo; iluminação para que eles possam caminhar no escuro e continuar brilhando; iluminação para que eles não precisem tomar sempre o remédio da dor para se permitirem sentir o amor que flui do alto e transforma homens em Budas.

Ao atravessarem o Grande Arco e escolherem as suas portas, algo para sempre foi mudado: um Buda dentro de cada um deles foi acordado. 

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