quarta-feira, maio 02, 2012

Vício Espiritual

" O problema do vício é que podemos ficar viciados em qualquer coisa, até mesmo no vício"


Há pessoas que vivem por toda uma vida sem conseguir sentir uma faísca dos fenômenos espirituais. Essas pessoas evoluem com os ciclos da Terra, não estão interessadas em aprender para saber nem em abrir os olhos espirituais na carne para despertar. Falar de coisas espirituais para essas pessoas é o sentido da famosa parábola de Cristo, quando ele dizia que não adiantava jogar ouro aos porcos. Por isso, quem sabe não perde o seu tempo e nem o da outra pessoa tentando falar da água para quem só ouve fogo. Quem ouve fogo evolui pelo fogo no tempo do fogo. Quem já sabe nadar, precisa ficar atento para não se afogar.

Há outros, talvez movidos por um chamado espiritual ou por uma sensação de desconforto perante a realidade, que buscam os fenômenos do ar na Terra, tentando enxergar em ritos e experiências, as provas que eles precisam para seguir em uma jornada de descoberta deles mesmos - afinal, não há segredo do universo se não a revelação de conhecermos a nós mesmos- e esses outros entram numa floresta cheia de trilhas e atalhos que muitas vezes desembocam numa encruzilhada onde eles precisam filtrar qual caminho vale a pena decifrar e qual nos iludirá por serem uma distorção de alguma verdade revelada.

Quer seja seja no caminho que nos liberta ou no que nos prende, os fenômenos espirituais se fazem presentes pois eles são uma espécie de linguagem do astral, que os manifesta nessas escolas da matéria como veículo de comunicação. Contudo, esses fenômenos não são o estudo em si, eles são apenas setas que indicam uma direção ou desenhos que lembram algo que a nossa memória na carne não consegue conceber por não suportar tanta informação concentrada.

Esses fenômenos podem aparecer na forma de visões, viagens astrais, comunicações com seres de outras dimensões, telepatia, mirações provocadas por plantas de poder ou até mesmo, incorporações; porém, uma vez que experimentamos esses fenômenos, precisamos seguir em frente estudando o que descobrimos e filtrando o que se apresenta pela frente.

Seguir estudando seria o passo óbvio para aqueles que tem como objetivo um estudo sério da espiritualidade na carne, contudo a maioria das pessoas que se " iniciam" na espiritualidade e que cruzam a trilha dos fenômenos se perde numa euforia de contabilizar os fenômenos em si, e abandonam seus estudos, se tornando viciados em buscar cada vez mais aquela euforia espiritual que sentiram e querem reproduzir mais e mais e mais.

Diante dessa euforia espiritual, essas pessoas que caminhavam a frente de quem nunca estudou coisa espiritual alguma, dão dois passos para trás, pois sem perceberem, elas caíram no canto da sereia que fascina e atrai, mais também joga o marinheiro para o fundo do mar, onde a luz chega distorcida e essa ilusão não permite o discernimento do auto-questionamento que liberta quem cai.

E quem vive no fundo do mar, acredita que continua em sua jornada espiritual, mas o vício ao canto da sereia é tão forte que eles jamais se darão conta qual foi mesmo o motivo que os fizeram estudar as sereias e as pessoas que ficam presas no fundo do mar.

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