terça-feira, abril 17, 2012

Vulgar

"Om bhūr bhuvah svah
tat savitur varenyam
bhargo devasya dhīmahi
dhiyo yo nah pracodayāt"

Gayatri Mantra


O que era sagrado virou vulgar, perdeu-se a magia no popularizar. Todos podem trilhar um caminho espiritual, mas nem todos conseguem caminhar.

Algo ficou perdido no caminho: a vontade - o fascínio. A Cruz virou um pedaço de pau; as duas velas acesas na sexta, apenas enfeite de castiçal; a imagem do Buda é peça decorativa.

Vai-se ao templo como se vai a padaria - o milagre do pão multiplicado é desperdício no prato.

Ninguém disse que seria fácil, mas estudar os caminhos do Divino não é coisa de criança que emburrada se embrutece e na primeira oportunidade larga o brinquedo novo que encontrou.

Haja compaixão por essas almas tolas - haja amor!!!

Na jornada, o peregrino enfrenta as piores mazelas: a falta de disciplina - a preguiça - a fraqueza; se houver mesmo vontade, o peregrino avançará nas provas com maturidade; evitando cair no perigo de ver tudo o que ele havia descoberto, descobrido, revelado - se desfazer como castelos de areia, jóias perdidas no mal dito e no vulgarizado.

Vulgar é comum, é todos - é nenhum respeitar. Vulgar é não honrar seus compromissos na caminhada de acordar. Gente sem honra e compromisso fica mesmo pelo caminho...

Hoje em dia, diz-se que não há mais " iniciados" - a informação está aí, na rede para qualquer peixe ver; daí a perda do valor - pois não há mais gosto, nem sabor e com isso, o amor vira uma espécie de torpor.

Sem interpretação, qualquer anjo vira cão, personagem de novela-desastre que começa com o boca-a-boca aonde toda essa gente doida confunde mudança de vibração com fim do mundo - gente que não passa de neófitos de televisão tentando ver a revelação em filme de hollywood.

Não sou a favor do esotérico ou do oculto, mas defendo "o respeito a Tradição", pois a informação sozinha não é aprendizado - viva o professor! Respeite seu tutor.

Afinal, qualquer um faz qualquer coisa em nome de Deus, criando-se a besta do lugar-comum, que desencanta o mantra e faz os versos rimarem ao contrário, no show bizarro onde ao invés de aprendermos com os passos dos iniciados, assistimos vegetados ao espetáculo dos três macacos do querer conhecer, mas sem saber ouvir, ver, nem tão pouco compartilhar.

" We meditate on the glory of the Creator...May He enlighten our Intellect."


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