sexta-feira, abril 27, 2012

Joana e o Pé de Cana

"Era uma vez uma menina chamada Joana que plantou um pé de cana com sementes mágicas..."


Ela queria saber sobre os mundos além do ego, procurou ler, compreender até onde ia seu apego e por fim, pediu ajuda a um mestre que lhe ofereceu a possibilidade de começar uma jornada, plantar uma árvore usando as sementes da disciplina, da devoção, do conhecimento e do amor. Quatro sementinhas que se bem plantadas, percorridas, experimentadas poderiam levá-la a grande descoberta: quem ela era!

" Joana, admirada, viu suas sementes se transformarem num pé de cana gigante. Com certas entradas que pareciam degraus que a convidavam a ir para o alto - e para cima, Joana foi, degrau por degrau..."

Para descobrir quem ela era, muitos eram os desafios, degraus, perigos. O medo logo se tornou seu primeiro inimigo, a vaidade o segundo, o prazer perdido o terceiro, mas a menina era valente e continuou descobrindo sobre si mesma.

" A cada passo acima, Joana se admirava; e nessa contemplação, faltou-lhe a atenção e logo surgiu a primeira queda..."

Diante de tanta privação, a menina logo caiu em tentação e mergulhou novamente na matéria, foi expulsa do paraíso, ouviu que guerreira ela não era; e quando tudo dizia para ela desistir, ela ergueu a cabeça e disse: vou seguir!

" E Joana levantou-se e começou a subir novamente. Dessa vez com mais concentração, pois aprendera que cair tinha um preço. E ao chegar no topo do Pé de Cana, viu para a sua surpresa, a Casa dos Gigantes..."

Seguindo, a menina percebeu as finas camadas do véu que cobria o real da ilusão e presenciou a aproximação das entidades que sempre lhe guardaram. Viu Iemanjá e Jesus abraçados e percebeu que nos Caminhos para o Divino, muitos são os símbolos, eternas são as lições. Dai, ao atravessar o véu, o céu lhe revelou seus mistérios...

" Joana viu, de uma certa distância, os gigantes e a visão a fascinou, mas assim que um deles se aproximou demais e começou a gritar : Ma! Tu! Ri! Da! De! - a menina se assustou - E aqueles gritos a fizeram correr e tentar descer o Pé de Cana, o mais rápido que podia, porém, mesmo lá embaixo, ela ainda ouvia os gritos: Ma! Tu! Ri! Da! De!"

Acessar os mistérios não é tarefa para qualquer um. E ela percebeu que ainda precisava se fortalecer para se tornar uma iniciada de verdade. Com isso, sem perceber, fugiu novamente da responsabilidade; justificando que ainda não estava preparada para assumir o caminho do mago, o iniciado que navega entre os sentidos sem se entregar totalmente a nenhum deles.

" Tendo descido, já lá embaixo; Joana pegou um machado e cortou o Pé de Cana. Afinal, ela não queria que os gigantes descessem e voltou a viver feliz para sempre - the end!"

A menina agradeceu ao professor tudo o que aprendeu e seguiu sua vida, voltando a fazer as coisas que sempre fazia e com isso, cortando a cada dia, o laço que havia construído com os seus guias e mestres no além do véu. Poderia ter escolhido prosseguir no caminho com equilíbrio, mas era melhor deixar essa jornada para mais adiante e voltar a ter uma vida normal como a de qualquer vivente - O Fim! - ou não...

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